Ousadia chinesa, reação brasileira
Setembro 30, 2006
Fabricantes de máquinas, preocupados com a invasão de produtos da China, tentam lucrar no novo ambiente de negócios
ALBERTO MAWAKDIYE
Exaustos com o que classificam de “verdadeira invasão chinesa do mercado brasileiro de bens de capital” – e, de fato, não se passa um dia sem que uma máquina made in China seja desembarcada em algum porto do país –, os fabricantes brasileiros resolveram contra-atacar. E no mesmo estilo comercialmente belicoso do seu rival do Oriente.
Assim, nada de montar caravanas rumo a Brasília, para implorar às autoridades do comércio providências tarifárias ou reservas de mercado – isso já foi tentado, e, além do mais, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou que não vê com maus olhos a importação de máquinas, “pois elas agregam tecnologia à nossa indústria e permitem o aumento da produção”.
A idéia é fazer os chineses provarem do seu próprio remédio econômico. Eles estão ocupando fatias cada vez maiores do nosso mercado? Pois vamos compensar essa perda ocupando fatias cada vez maiores do mercado deles.
Das palavras à ação: desde junho está funcionando em Pequim, a milenar capital chinesa, um escritório de representação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), com o único objetivo de mapear os eventuais clientes e orientar os produtores brasileiros sobre como vender para eles.
“Toda ameaça traz embutida uma oportunidade”, acredita o presidente da Abimaq, Newton de Mello. “Há hoje um enorme desequilíbrio entre o volume de bens de capital que vendemos para os chineses e o que compramos deles. A China também é um grande mercado importador, e precisamos apenas saber como entrar ali”, diz Mello.
É recente, diga-se de passagem, tal desequilíbrio. Até 2003, o Brasil ainda conseguia manter com a China uma certa paridade comercial nessa área, e mesmo algum superávit. Em 2001, por exemplo, o Brasil vendeu o equivalente a US$ 79,6 milhões para os chineses e importou US$ 79,1 milhões. Desde então, a balança virou para o lado chinês e parece pender cada vez mais nesse sentido. Entre 2003 e 2005, a China abocanhou uma participação de 6,5% do fornecimento de máquinas para o Brasil. No ano passado, seus tornos, fresadoras, prensas, guinchos, injetoras de plástico e carros de transporte responderam por 20% a 40% do consumo brasileiro. E a previsão é que esse patamar supere os 50% neste ano.
Mas nenhuma exportação de equipamentos da China para o Brasil aumentou tanto como a dos fornos industriais. Enquanto as vendas chinesas desse item cresceram 89% na média mundial, entre 2004 e 2005, para o Brasil a alta foi de inacreditáveis 11.271%.
Os chineses lograram até mesmo a façanha de reduzir a participação financeira norte-americana no mercado brasileiro de bens de capital, que caiu na proporção equivalente à do avanço chinês: pouco mais de 6%. Com tudo isso, a China já conseguiu posicionar-se entre os principais vendedores de máquinas para o país e hoje morde os calcanhares dos Estados Unidos, Alemanha, Japão, Itália e França, líderes históricos do segmento.
Diante de todo esse avanço, a reação do Brasil tem sido tímida. Vendeu para a China apenas US$ 225 milhões no ano passado, consubstanciados em equipamentos para fundição, mineração, agricultura, máquinas pesadas e para couro, além de componentes. “É um volume importante, mas que empalidece não só na comparação com o que estamos importando deles, mas principalmente com o que eles vêm comprando no mundo”, observa a economista Patrícia Marrone, autora do livro China e seu Efeito sobre a Indústria de Máquinas e Equipamentos no Brasil, escrito sob encomenda para a Abimaq para ancorar a investida brasileira naquele país.
De fato, embora os chineses tenham importado em 2005 nada menos do que US$ 53 bilhões em máquinas, principalmente da Alemanha, Itália e Japão, a participação brasileira, nesse total, foi de apenas 0,42%. Nas trocas comerciais de bens de capital com o mundo, a China é largamente deficitária. E deve continuar assim, pois estão previstos fortes investimentos nos próximos anos no agronegócio, na infra-estrutura e na indústria de couro. O Brasil tem equipamentos para todos esses setores e muitos outros.
A estratégia da Abimaq, que inclui 27 segmentos, é, portanto, factível, mesmo porque o Brasil tem experiência e tradição nos negócios de exportação. Há décadas o país vende máquinas para o exterior, e as receitas externas vêm crescendo substancialmente de alguns anos para cá – elas saltaram de US$ 4,9 bilhões em 2003 para US$ 8,6 bilhões em 2005, por exemplo. Hoje, a exportação responde por cerca de 40% do faturamento do setor. Os países compradores incluem mercados exigentes, como o europeu e o norte-americano.
Câmbio
Não é difícil explicar as causas do avanço chinês sobre o mercado brasileiro de máquinas. A razão imediata é, obviamente, a taxa de câmbio, já que o real está valorizado há um bom tempo. Isso está beneficiando os importadores – e os chineses são mestres em produzir artigos quase que a preço de custo, principalmente por causa de sua baixíssima despesa com mão-de-obra. Hoje, algumas máquinas chinesas chegam a custar cerca de 30% do valor estipulado para similares brasileiras.
O câmbio, evidentemente, não explica tudo – basta um cálculo simples para verificar que, mesmo com uma repentina megadesvalorização do real, os equipamentos comprados da China continuariam a custar menos que os fabricados no Brasil.
“A verdade é que as máquinas nacionais apresentam maior qualidade tecnológica que as chinesas, mas perdem de longe no preço”, afirma Thomas Lee, presidente do Grupo Megga e da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei). “Para o empresário que precisa apenas de uma máquina confiável e barata, mas não com muita tecnologia, não há muito o que pensar”, diz ele.
Segundo Lee, essa relativa falta de competitividade vem afetando, igualmente, o mercado de máquinas mais sofisticadas, pois o Brasil, que sempre importou pequenas quantidades de equipamentos de ponta dos países industrialmente avançados, incrementou essas compras nos últimos anos. O problema seria mais estrutural do que cambial.
De fato, somando-se a participação do maquinário chinês – de menor conteúdo tecnológico – com a presença tradicional, mas hoje mais forte, dos refinados equipamentos europeus, norte-americanos e japoneses, os importados já ocupam cerca de 40% do mercado. O que significa que o Brasil pode até exportar muitas máquinas (operação que provavelmente será, neste ano, um tanto prejudicada pelo câmbio, segundo a Abimaq), mas também vem se tornando um grande importador.
“Na realidade, o Brasil nunca foi, historicamente, muito competitivo na área de bens de capital e só conseguiu montar sua indústria às custas de muita proteção, uma atitude que se enrijeceu a partir da década de 1960″, lembra Bruno Araújo, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “Quando as barreiras foram parcialmente removidas, três décadas depois, a inserção do país na globalização era inevitável”, conclui.
Araújo acredita que, de qualquer forma, a abertura do mercado tenha dado maior dinamismo à indústria brasileira. Antes, quando uma empresa não podia pagar as elevadas taxas de importação nem arcar com os altos preços das máquinas produzidas por multinacionais implantadas no país, tinha de se conformar em adquirir similares nacionais que tampouco eram baratas e apresentavam qualidade apenas razoável.
A reserva de mercado chegou ao ponto de, nos anos 1970, excluir até mesmo a importação de equipamentos eletrônicos, com base na Lei de Informática de então. Umas poucas empresas foram autorizadas a desenvolver e produzir, por exemplo, os essenciais comandos numéricos computadorizados (CNCs), que já começavam a se tornar a alma dos equipamentos mecânicos. Obviamente, não davam conta da demanda.
“A reserva de mercado nos encerrou por décadas no atraso tecnológico”, sentencia Mario Sanz Anguita, gerente-geral da Sartiec, uma das maiores importadoras do país, e estudioso do assunto. “E como fomos obrigados a permanecer por muito tempo fornecendo principalmente para o mercado interno, tampouco obtivemos uma grande escala de produção, que poderia com o tempo financiar a recuperação tecnológica.”
Segundo Anguita, essa falta de escala de produção permanece até hoje como uma deficiência do setor – e é outro fator que vem pavimentando a expansão chinesa. Ele diz que uma empresa como a norte-americana Haas, que não tem mais de 15 anos de vida, já fabrica 1,1 mil máquinas operatrizes por mês. É uma quantidade que mesmo as maiores indústrias brasileiras levariam um ano para produzir.
Na comparação com a década de 1970, a liberdade do mercado parece hoje quase absoluta. Os empresários podem pagar por uma máquina com similar nacional uma média de 14% de imposto de importação (considerado um dos mais altos do mundo), além dos tributos federais e tarifas portuárias. Já por um equipamento que não tem similar produzido no Brasil, as taxas flutuam em torno de 3%. E há ainda milhares de “exceções” – máquinas com similares nacionais, mas diferenciadas em algum aspecto operacional, por exemplo –, pelas quais o importador pode pagar uma tarifa especial (os chamados “ex-tarifários”).
O processo de abertura, claro, não foi indolor. As fabricantes nacionais, que respondem por grande parte das máquinas seriadas e de médio conteúdo tecnológico, foram desde o princípio acuadas pela liberalização, e muitas delas tiveram de fechar as portas no transcorrer da década de 1990. Com o encerramento do ciclo de expansão e modernização de setores-chave (como a indústria automotiva e a siderurgia), no fim dessa década, a situação quase se estabilizou, mas está voltando a se tornar instável com o avanço chinês.
O mais grave é que as empresas nacionais – desafiadas agora no seu campo de luta favorito, o preço – compõem, em termos quantitativos, uma boa parte da indústria de bens de capital instalada no país. Na maioria de porte modesto (embora haja algumas gigantes), essas empresas perfazem 80% dos quase 4 mil fabricantes existentes no mercado – o restante é constituído por multinacionais, principalmente alemãs, japonesas e norte-americanas, que foram implantadas no Brasil, a partir dos anos 1960, para aproveitar o forte ciclo de industrialização daquele período.
As companhias estrangeiras conseguiram, desde o começo, escapar com certa facilidade da concorrência internacional provocada pela abertura, pois centraram sua produção em máquinas por encomenda – mais caras e com maior conteúdo tecnológico –, voltadas para as indústrias de ponta.
Além do mais, foram orientadas pelas estratégias operacionais estabelecidas por suas matrizes, tornando-se, de fato, as grandes responsáveis pelo crescimento da exportação do setor, de dez anos para cá.
Negócios
O mais desalentador, para a indústria brasileira de máquinas e equipamentos, é que importar bens de capital parece ser, pelo menos neste momento, um ótimo negócio para o conjunto da economia. Há números que apontam nessa direção. No primeiro quadrimestre deste ano, embora as máquinas brasileiras tenham registrado queda de 1,4% nas vendas internas, a previsão do Ipea é que os investimentos na indústria, construção civil e infra-estrutura cresçam 5,8% até o fim do ano.
Assim, ao mesmo tempo que ocorrem demissões entre as fabricantes de máquinas, o nível de emprego sobe, por exemplo, na indústria metalúrgica, que é a maior consumidora de bens de capital. “A quantidade de postos de trabalho na metalurgia cresceu 0,2% no primeiro quadrimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2005″, resume Valter Sanches, secretário de organização da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Essa expansão se deve, obviamente, aos investimentos que estão sendo feitos no parque produtivo”, diz ele.
Há setores cujo recente crescimento está praticamente todo ancorado na compra de máquinas importadas. Um deles é o têxtil, em que o volume de exportação cresceu 4% em 2005. Centenas de máquinas chinesas foram desembarcadas nos últimos meses no Brasil, para ser montadas nas malharias e confecções espalhadas por todo o país.
“O único modo de conquistarmos maior espaço na exportação é com uma produção moderna e menos custosa”, explica Sylvio Napoli, coordenador da área de infra-estrutura e tecnologia da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). “Infelizmente, não há muitas máquinas brasileiras que nos permitam alcançar esse objetivo”, conclui.
Os equipamentos não chegam às indústrias têxteis apenas da China. As empresas mais capitalizadas também estão comprando na França e na Itália, o que é perfeitamente compreensível. Enquanto um tear europeu é capaz de executar 1,2 mil “passadas” por minuto, o equivalente brasileiro tem uma capacidade média de apenas 150.
Outro segmento que vem se apoiando fortemente na importação de equipamentos é o de plástico. “Para nós, é indiferente adquirir injetoras no Brasil ou na China. Compramos de quem vende mais barato”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Merheg Cachum. “Mas sabemos do risco que a importação indiscriminada representa. Se o Brasil, eventualmente, parar de fabricar injetoras, ficaremos à mercê da tecnologia estrangeira, que pode mudar a qualquer momento e nos obrigar a acompanhá-la, talvez sem condições para tanto.”
Na verdade, é possível que o panorama apontado por Cachum – a desnacionalização do parque de bens de capital brasileiro – já tenha deixado, em parte, de ser uma virtualidade. Não somente devido à substituição de equipamentos nacionais pelos estrangeiros, mas também pelo que começa a ser colocado, cada vez mais, dentro das máquinas produzidas no país. Uma conseqüência natural – e funesta – do aumento das importações é que um número crescente de fabricantes está deixando de produzir algumas peças de máquina para comprá-las no exterior, de modo a tornar seus equipamentos mais modernos e competitivos, inclusive no mercado internacional.
É o caso da Romi, uma tradicional produtora brasileira de máquinas-ferramenta seriadas da região paulista de Campinas, fundada na década de 1940, e que era, até meados deste ano, uma das poucas que fabricavam os próprios CNCs. Hoje, ela compra esses componentes da Siemens e da Fanuc, duas grandes multinacionais.
“Não foi uma decisão meramente financeira”, justifica o diretor de comercialização da empresa, Hiçao Misawa. “Vendemos máquinas para todos os cantos do planeta, mas alguns mercados nos escapavam pela impossibilidade de prestarmos assistência técnica adequada na área de CNC. Com os fornecidos por multinacionais, esse obstáculo deixa de existir.”
A Sandretto, multinacional fabricante de injetoras de plástico de origem italiana, também elevou de 10% para 20% a importação de componentes, o que reduziu em 6% os custos de produção.
Já a norte-americana Caterpillar, do segmento de tratores e equipamentos agrícolas, está economizando 30% com as peças que traz da Europa, o que permitirá à empresa aumentar o volume de produção e as exportações. Pertencente ao mesmo setor, a também norte-americana Case New Holland deve elevar igualmente a importação de componentes, no caso, da Argentina.
A internacionalização nessa área chegou a tal ponto que várias multinacionais estão trazendo, para atender o mercado interno, máquinas fabricadas inteiramente por filiais de outros países, como é o caso da Eaton Fluid Power, que produz acionamentos para equipamentos agrícolas. Perto de 20% das vendas da empresa já são de material estrangeiro.
Muitas companhias brasileiras também passaram a importar máquinas para comercializar no Brasil, como representantes. A paulistana Ergomat, fabricante de tornos e centros de usinagem, que se desgarrou em 1997 de uma antiga matriz alemã, hoje representa no Brasil a japonesa Star Micronics e a norte-americana Hardinge Bridgeport, para as quais também presta assistência técnica.
“São equipamentos que complementam nossa linha de produção”, explica Alfredo Ferrari, diretor da empresa. “A globalização tornou o ambiente de negócios mais difícil, sem dúvida, mas abriu igualmente oportunidades. Se existe uma demanda no Brasil por máquinas importadas, por que não podemos também lucrar com ela?”
Fonte: Revista Problemas Brasileiros, nº 377 - set/out 2006 - ano 44
Entrevista com o Economista César Döhler
Setembro 30, 2006

Economista formado no ano de 1996 na Univille
Primeiro emprego: Döhler S.A.
Função atual: Gerente de Marketing da Döhler S.A. e Diretor Administrativo da ACIJ
Nascimento: 08/02/68
Naturalidade: Joinville/SC
Qualidade: Humildade
Livro: O Monge e o Executivo
Filme: Em Busca do Tesouro Perdido
Time de Futebol: Botafogo
Receita do Sucesso:
Trabalhar em equipe, para alavancar resultados e aumentar a competitividade e qualidade de vida.
A importância do Economista:
O Economista tem um papel significativo nos dias de hoje. Ele analisa a taxa de crescimento, evolução do PIB, taxa de juros, transações correntes, risco país, inflação, desemprego, projeções macroeconômicas e muitos outros indicadores que fazem parte do dia a dia dos negócios. A rentabilidade das empresas brasileiras e mundiais passa por um navegação bem estruturada e precisa destas variáveis que regulam o mercado cada vez mais agressivo e competitivo. Orientar a atuação das empresas em torno desses tópicos é o principal desafio do economista nos dias de hoje.
Uma mensagem:
Precisamos cuidar do nosso planeta, para que nossos filhos possam continuar a caminhada em direção a um mundo cada vez melhor. Nós brasileiros estamos indignados coletivamente, mas individualmente somos corruptos. Não sabemos a energia que temos. Nosso Brasil está cheio de oportunidades. Vamos nos desafiar a cada dia, no trabalho, na família e na sociedade. Se cada um de nós fizer um pouco conseguiremos um grande resultado.
Que Deus abençoe a todos.
Entrevista realizada em 05/10/2005.
A importância econômica da Previdência Social Brasileira
Setembro 30, 2006
Apesar de influenciar, de forma direta ou indireta, a vida de grande parte da população brasileira, a Previdência Social ainda é pouco conhecida. E são ainda menos conhecidos os seus impactos positivos para a sociedade brasileira. Contribuem para isso parte da imprensa e o próprio governo, que têm por hábito destacar somente os seus aspectos negativos, como o déficit previdenciário e as filas.
A Previdência Social faz parte da Seguridade Social. A Constituição de 1988 dotou esse termo para se referir a um conjunto de ações e serviços, de responsabilidade dos poderes públicos, que visa garantir à população bem-estar e justiça social. O sistema de Seguridade Social é formado por um tripé constituído pela saúde, assistência social e previdência social.
Os serviços na área da saúde integram o Sistema Único de Saúde (SUS) e são de responsabilidade dos municípios. A assistência social, direcionada aos cidadãos que não estão cobertos pela proteção previdenciária e que apresentem uma situação de vulnerabilidade social, está centrada no Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Já a Previdência Social é um seguro social, que, mediante contribuição, garante aos segurados várias formas de proteção na velhice e na incapacidade para o trabalho. Seus benefícios são concedidos e administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Apesar de padecer das mesmas dificuldades atuariais e financeiras que afetam os sistemas previdenciários em todo mundo, notadamente em decorrência do aumento quase geométrico da expectativa de vida da população, a Previdência Social brasileira tem cumprido o seu papel social dentro do esperado. Surpreendente mesmo tem sido a sua importância econômica, notadamente na redução da pobreza e na geração de renda, que algumas estatísticas recentes poderão evidenciar.
- A quantidade de benefícios pagos pela Previdência Social passou de 11,6 milhões em 1988 para 23,9 milhões no final de 2005. Um aumento de 106%! (I)
- Mais de 7 milhões de pessoas recebem benefícios previdenciários rurais atualmente no Brasil. (i)
- Segundo estimativas do IBGE, cada benefício pago pela Previdência Social beneficia indiretamente 2,5 pessoas. Portanto, atualmente a Previdência Social beneficia direta ou indiretamente 82,3 milhões de brasileiros, o que corresponde a 44% da população. (II)
- A proteção social atinge 82% dos brasileiros com mais de 60 anos de idade. (III)
- Em 2003, 53,97 milhões (31,7& da população) de brasileiros viviam abaixo da linha de pobreza (correspondente a R$120,00). Se não fossem os benefícios da Previdência Social , esse número seria de 74,27 milhões (43,6% da população). Graças a eles, 20,3 milhões de pessoas foram retiradas da condição de pobreza. (IV)
- Uma pesquisa realizada em 2003 constatou que em 67,85% dos 5.561 municípios brasileiros, o valor dos benefícios pagos pelo INSS supera o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). (V)
É digno de destaque observar que, no país com umas das piores distribuições de renda do planeta, a Previdência Social tem sido um instrumento efetivo de combate à pobreza e de garantia de renda às pessoas em idade avançada, resgatando a dignidade de milhões de brasileiros e reduzindo as desigualdades sociais.
Além de contribuir de forma eficaz para a melhoria do bem estar social, a Previdência Social adquire uma inesperada importância econômica para a maioria dos municípios brasileiros, pelo efeito multiplicador dos recursos injetados na economia através do pagamento dos benefícios previdenciários.
(I) BOLETIM ESTATÍSTICO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. Brasília: Ministério da Previdência Social, v.10, nr. 12, dez. 2005.
(II) MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. Secretaria de Previdência Social. Resultado do Regime Geral de Previdência Social - RGPS. Brasília, DF, jun. 2005.
(III) INFORME DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. Brasília: Ministério da Previdência Social, v.17, n. 3, mar. 2005.
(IV)INFORME DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. Brasília: Ministério da Previdência Social, v.17, n. 3, mar. 2005.
(V) FRANÇA, Álvaro Sólon de. A Previdência Social e a economia dos municípios. Brasília: ANFIP, 2003.
Prof. MSc Airton Zanghelini
Democracia é bom, mas de verdade!
Setembro 30, 2006
Nem todas as sociedades se desenvolveram da mesma forma, seqüencialmente pelo mesmo estágio. Cada uma delas teve características próprias, geográficas, relações entre os indivíduos, símbolos, crenças, que as caracterizaram como povo de sua cultura. Das comunidades antigas, do convívio pacífico, igualitário, tivemos sociedades que passaram a apresentar profundas desigualdades, com transformações que transgridem muitos dos costumes que vigoraram por muitos anos.
Nelas a divisão de tarefas e a liderança sobre uma coletividade de trabalhadores produziu uma escala de diferenças sociais, por apropriação dos bens produzidos, pela idade e pelo sexo. Essas diferenças foram se acentuando na proporção em que os organizadores da produção criaram instituições que demarcaram poder de segurança sobre a sociedade e de controle sobre a capacidade de produção e a estocagem dos produtos.
A exacerbada vigilância sobre o trabalho desenvolveu um poder de controle sobre todos os componentes da sociedade e sobre eles um poder de mando. A função exercida pesou para definir determinado grau de influência sobre a coletividade e o trato dos iguais como ferramentas do sistema. Assim, também as mulheres passaram ao controle dos encarregados, definindo formatos de famílias monogâmicas ou poligâmicas, e os filhos, elementos bem nascidos para continuar a função de seu genitor. O poder passou a ser hereditário, e com ele o conhecimento e o ordenamento social (a divisão social pela função na produção).
Este controle sócio-econômico passou a concepção de que a prioridade, dos mais ricos, foi um direito adquirido e não furtado da coletividade na sua fase de organização primitiva do trabalho. Quando criado o Estado como uma instituição que legitima tal desigualdade, ao tempo em que os trabalhadores passaram para a forma assalariada, com parte de suas rendas absorvidas pelos impostos para manter o Estado, que mantinha os mais ricos.
Sobre essas estruturas se desenvolveram as civilizações, seguindo as especificidades de cada uma. Não existe um único caminho na história. Mas é difícil acreditar que cada povo tenha escolhido o seu destino com suprema autonomia. Assim, podemos considerar que a reprodução dos processos produtivos também se estabelece na política. E, diante do processo econômico, podemos afirmar que os elementos que se afirmam como social formam uma redoma cultural.
Diante da globalização neoliberal, espremido pelas dificuldades de superar o isolamento, os indivíduos buscam formar grupos sociais, culturais e políticos num processo de inclusão. As instituições do Estado apenas relatam que vão “… cobrar a apuração rigorosa das responsabilidades pelas mortes e seguir de perto as investigações do ministério público”.(AN – 19/02/05)
A organização social virou fato de polícia. A Constituição do capital e a “Justiça” geraram vítimas. Ao mesmo tempo o Nicolau cumpre prisão domiciliar com o salário em dia, os Tribunais dão reintegração de posse; de outro lado os governos afirmam que o Estado não tem verbas para aquisição nas áreas urbanas e rurais, alunos ficam sem escola porque o governo não tinha orçamento para recuperar escolas, a população continuará com pouca renda agregada porque não possui conhecimento e, em conseqüência, sem teto e sem terra diga-se, sem trabalho. Qual será a civilização que despontará desta democrática pátria brasileira?
Prof. MSc José Carlos Eloy Martins
Entrevista com o Economista Achiles Júlio Schünemann
Setembro 30, 2006

Nome: Achiles Júlio Schünemann
Economista formado pela Universidade Federal do Paraná
Primeiro emprego: Hermes Macedo
Nascimento: 22/05
Naturalidade: Curitiba/PR
Qualidade: Trabalho, trabalho, trabalho…
Defeito: Teimosia
Livro: A Semente da Vitória - Nuno Cobra
Filme: E o vento levou
Times de Futebol: JEC e Curitiba
Receita de Sucesso: Trabalho em equipe e respeito às pessoas. É importante dar liberdade para as pessoas desenvolverem bem suas atividades.
Uma mensagem:
Dedique-se totalmente para conquistar seus objetivos. Lute por eles!
Carreira na Univille:
- Chefe do Departamento de Ciências Econômicas em 1972 – 1991 – 1992 – 1993 – 1994 – 1995 - 1996 – 1997 – 1998 – 2001 – 2002 – 2003 – 2004.
- Diretor Geral das Unidades Integradas de Ensino em 1987 – 1988 – 1989 – 1990.
Entrevista realizada em 05/09/2005
Faça Economia
Setembro 30, 2006
Cada vez mais as pessoas estão com dificuldades financeiras e, várias podem ser a as causas. Todos os aspectos que compõe o perfil de consumo do indivíduo, bem como suas necessidades e anseios poderão ser auto corrigidos, desde que o leitor siga alguns exemplos e dicas aqui sugeridas.
A primeira providência para quem quer gastar dinheiro é ganhar dinheiro. Não adianta querer gastar somente fazendo dívidas e obedecendo a impulsos de consumo.
Há somente duas maneiras de ganhar dinheiro: aumentando a receita, ou então, organizando e reduzindo as despesas. Deixar de perder dinheiro é uma forma rápida de se ter mais dinheiro.
Portanto, se a necessidade do momento é ter mais dinheiro no bolso, não há outra alternativa a não ser colocar seus gastos e receitas na ponta do lápis e organizar seu orçamento familiar.
Colocando no papel, fica mais fácil controlar os gastos, saber para onde está indo o dinheiro, quanto e no que na realidade, pode-se economizar.
O primeiro passo a tomar é anotar todas as receitas e despesas, e para isso devemos utilizar uma caderneta, onde tudo deverá ser anotado,de preferência todos os dias para que nada caia no esquecimento. Também é importante pedir nota de tudo que se compra, guardando-as, bem como os cupons de supermercados.
É na hora de sair para fazer as compras que o comportamento do consumidor pode se desvirtuar da realidade, pois cada indivíduo age conforme seus impulsos, que na maioria das vezes, lhe foram passados através do processo de aprendizado e também pelo envolvimento sócio atual, como diz o popular ditado, “Temos o olho maior que a barriga”.
No supermercado: Antes de sair de casa faça uma lista de tudo o que está precisando, e no mercado, procure comprar somente o que estiver na lista, assim poderá evitar as tentações que irão surgir.
Não vá ao supermercado com fome, porque poderá ser uma experiência desastrosa para o seu bolso, porque conforme a teoria das necessidades, nesta ocasião, passamos a dar mais importância a necessidade momentânea, fazendo com que compremos mais.
Evite também levar crianças as compras, porque, costumeiramente, fazem escândalos na tentativa de convencer os pais a comprar o que querem, e diante de tamanha choradeira não há como negar.
Não faça compras no dia do pagamento, ou em datas muito próximas ao pagamento, pois a sensação nestes dias é a de que temos mais dinheiro do que na realidade dispomos. Não fazemos antecipadamente os cálculos para saber realmente o quanto podemos gastar.
Indo o casal ao supermercado, os desejos e necessidades são em dobro, e normalmente um do casal é mais impulsivo do que o outro para comprar.
Nas lojas: Quando planejar alguma compra, pare e pergunte se você está realmente precisando daquele produto. Se a resposta for sim, pesquise muito bem os preços antes de comprar. Só compre o que precisar realmente, e principalmente o que estiver dentro das reais condições de seu orçamento.
Cuidado com os cheques pré-datados, eles dão a sensação de que não estamos gastando nada, porém no dia de sua apresentação ao banco darão mesmo é uma grande dor de cabeça. Além do mais, muitas vezes estão embutidos juros muito altos. O cheque é um documento á vista, não importando a data combinada, o que pode causar um transtorno se este for apresentado antes da data prevista, a qual é apenas um acordo informal com a loja onde foi passado.
Nem pense, nem mesmo quando já está com a forca no pescoço, em recorrer ao limite do cheque especial, ao limite do cartão de crédito ou até a um dos famosos agiotas, pois os juros cobrados são verdadeiramente suicidas, e que, na melhor das hipóteses, arruinarão o pouco que ainda lhe resta. Procure sempre alternativas que estejam de acordo com suas reais capacidades momentâneas e futuras.
Efetuar compras com cartão de crédito pode ser prático, mas cuidado, a sensação é a mesma dos cheques pré-datados, e ainda tem um agravante, pois se no dia do vencimento não tiver o dinheiro para pagar o total da fatura, poderá pagar apenas o valor mínimo, deixando o restante no rotativo, para a alegria da administradora. Se vier a atrasar o pagamento então, as administradoras terão um verdadeiro orgasmo.
Para optar entre comprar um produto à vista ou à prazo, lembre-se, no Brasil a taxa de juros reais , é uma das mais elevadas do mundo, e a compra a prazo deverá ser utilizada somente em casos extremos, ou então, aproveitando-se uma promoção. Faça sempre os cálculos e lembre-se quanto maior o prazo, maior as chances de se pagar juros elevados.
Uma boa alternativa para adquirir bens, sejam eletrodomésticos, louças, automóveis, etc, sem pagar juros, continuam sendo os consórcios. Neste caso é necessário que se programe antecipadamente os produtos que irá precisar no futuro, e para tanto se utilize dos prazos de depreciação destes bens.
Prof. MSc Ademir José Demétrio
Onde o Economista pode atuar?
Setembro 30, 2006
Perícia
O Economista está gabaritado a fazer perícia, ou seja, constatar minunciosamente a natureza técnico-científica dos fatos e operar prováveis causas que deram origem às questões de natureza econômica ou financeira. Nesta área, o Economista desenvolve atividades de cálculo em processos judiciais, tanto através de nomeação pela autoridade judiciária quanto requisitado pelas partes como assistente técnico. Os profissionais de Economia têm tido uma maior atuação junto a Justiça Trabalhista, mas em qualquer âmbito do Poder Judiciário o seu trabalho é solicitado para embasar ações que requeiram cálculos de atualização econômico-financeiros.
Desenvolvimento ou Crescimento para o Brasil
Setembro 30, 2006
Durante as últimas semanas os meios de comunicação veicularam várias pesquisas sobre o cres-cimento e desenvolvimento do Brasil e também demonstraram que vários índices negativos cres-ceram. Mas porque analisar os índices que indicam problemas num processo de desenvolvimento e crescimento? Os dois conceitos apesar de aparentar semelhança apresentam diferenças concei-tuais que fazem a diferença na prática dos cidadãos de um país.
O conceito de crescimento geralmente está associado à ampliação quantitativa da produção, ensejando que esse processo está beneficiando a todos dentro de um país. Já o conceito de desenvolvimento proposto por Shumpeter, o precursor do empreendedorismo, indica que um país desen-volvido apresenta altas taxas relacionadas à condição de vida ou qualidade da vida dos seus habitantes.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), especificamente o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, incluiu nesses aspectos distributivos da renda a dimensão social, levando em conta a longevidade e a educação, além do PIB. O Relatório do Desenvolvimento Humano, edição de 2004, com dados de 2002 para o Bra-sil, indica que o país ocupa 72ª posição no ranking, o que o coloca como um dos países com de-senvolvimento humano médio. O IDH do País, composto das realizações médias de uma vida longa e saudável, medida pela expectativa de vida ao nascer; conhecimento, medido pela taxa de alfabetização de adultos e pela taxa de escolarização bruta combinada dos ensinos primário, se-cundário e superior; e um padrão de vida digno, medido pelo PIB per capita em está apresentado na Tabela 1 a seguir.
Tabela 1 - Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil – 2002.
| Esperança de vida ao nascer (anos) |
68,0
|
| Taxa de alfabetização de adultos (% 15 anos e mais) |
86,4
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| PIB per capita (dólares PPC - paridade do poder de compra) |
7.770
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| Índice da educação |
0,88
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Fonte: Relatório do Desenvolvimento Humano (PNUD, 2004, p. 140)
Os problemas de uma efetiva política pública passam por resolver o elevado índice de analfabetismo entre adultos (86,4%): os dados da PNAD/IBGE 2003 apontam para a existência de 14,6 milhões de pessoas de 15 anos ou mais analfabetas em todo o país,o que corresponde a 11,6% da população (9% de analfabetos no Brasil urbano) e no que concerne à taxa de analfabetismo entre jovens de 15 a 24 anos, o país ocupava o 19º lugar entre 26 nações selecionadas em 2004. Além do mais outros estudos indicam que a capacidade de leitura e interpretação dos brasileiros não chega a 50% na 4ª série e a capacidade de aplicar as operações matemáticas básicas não ultrapassam 30% dos alunos na 8ª série do Ensino Fundamental. Quanto aos indicadores de saúde do Brasil, não são nada favoráveis: o Canadá (com 79,8 anos),os Estados Unidos (com 77,3) e Cuba (com 77,1) são os que mais se destacam pela alta expectativa de vida ao nascer e pela baixa mor-talidade de crianças de menos de 5 anos de idade.
Voltamos à questão: crescimento ou desenvolvimento? Os dois processos são interdependentes, pois o crescimento de nossos índices indica que a sociedade sabe que o desenvolvimento está relacionado à qualidade de vida e necessita que sejam estendidas para todos os cidadãos de um país e especialmente tomar medidas para melhorar a qualidade de ensino o que passa inicialmente pela boa formação do professor(a) e ao atendimento de suas necessidades básicas.
Profª. MSc Gelta Madalena Jönck Pedroso
Profª. MSc Carmen Sílvia Harger
É nos pequenos gastos…
Setembro 30, 2006
Nesse mês, como já havia previsto no meu orçamento, tive que pagar algumas taxas para a transferência do meu carro. O lado positivo disso é que terminei de pagá-lo, pois o comprei através de um arrendamento mercantil, conhecido no mercado como leasing. O lado negativo foram os valores das taxas, que no total deram R$ 99,00, aqui em Santa Catarina.
É evidente que também tive outros gastos, como deslocamento, cópias de documentos, etc., mas, nos atemos ao valor das taxas. Depois de ter ido ao Detran-SC, para relaxar da exaustiva fila que havia nessa repartição pública, convidei meu marido para tomarmos um cafezinho e, enquanto degustávamos, fiquei analisando esse pequeno gasto. Nossa conta havia dado apenas R$ 3,00, o que perto das taxas que tinha acabado de pagar não significava muito. Será?
Foi justamente nesse ponto que parei e analisei como é nos pequenos gastos que mais gastamos. Se, todos os dias, entre um intervalo e outro, nos dermos o prazer de tomar um café, um chá ou mesmo um refrigerante, sem perceber, estamos inchando nossas despesas. “Ahhh! Mas o que é um café, no valor de R$ 1,50 por dia?” Parece pouco. Mas, acompanhem meu raciocínio: se todos os dias úteis no mês (22 dias) resolver tomar um café na lanchonete, padaria, etc. e pagar R$ 1,50, ao final do mês terei um gasto de R$ 33,00.
Ainda não parece muito. Mas, considerando que o ano tem 12 meses e que, mesmo que não tome café, mas um refrigerante nos dias mais quentes, ao final do ano terei gasto R$ 396,00. Isso porque não estou considerando os finais de semana, onde, a um pequeno passeio no shopping podemos gastar bem mais do que isso.
Voltando ao meu momento de reflexão entre um gole de café e outro, percebi que as taxas que havia pago eram pequenas perto daquela xícara com o seu precioso líquido preto que se encontrava a minha frente. Bom, nem é necessário comentar que não falei nada ao meu marido, não queria escutar de novo: “lá vem você com esse papo de economista”.
Enfim, deixei de tomar café? Não por isso, mas comecei, com esse simples exercício, a analisar melhor aonde tenho gasto mais. É claro que devemos nos dá o prazer das boas coisas da vida, mas quando o orçamento está apertado, nada melhor do que uma breve análise dos pequenos gastos.
Ps.: Em breve apresentarei algumas opções de aquisição de bens duráveis, como um automóvel, onde veremos sobre o leasing entre outros.
Profª. MSc Jani Floriano
Onde o Economista pode atuar?
Setembro 30, 2006
Elaboração da Viabilidade Econômica de Projetos
Cabe ao Economista a elaboração de viabilidade econômico-financeira de projetos de financiamento.
Assessoria de Projetos Agro-industrias/Agribusiness
Efetua análises de competitividade, oportunidades agro-industriais, definição dos custos e preços, produção agrícola e outros.

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