O “ABCDÁRIO” do Supermercado

Setembro 30, 2006

No artigo anterior, havia relatado como foi implantar o controle do orçamento doméstico em casa. Devo lembrá-los que, para dar resultado, todos na família devem estar comprometidos em procurar economizar. Mas, convenhamos, não é tão simples assim, ainda mais quando temos a mídia estimulando ao consumo.

Por isso, algumas atitudes no dia-a-dia são fundamentais para o sucesso e fazer sobrar dinheiro no final do mês. Essa dica que passarei veio de uma amiga, a qual não é economista, mas, como todo brasileiro, aprendeu a economizar com a vivência. Minha amiga, Cleide Vieira, é professora de matemática e estatística na rede municipal de ensino de Joinville e na Univille e, em nossas conversas, discutimos de tudo, desde “aqueles papos de mulher” até sobre algumas dicas de como conseguir guardar dinheiro para investimentos futuros.

Numa dessa conversas, as quais a maioria acontece entre 22h30min e 24h00min, depois do nosso horário de aula, degustando sopa, ela me deu uma dica que uso toda vez que vou ao supermercado. A dica recebeu o nome ABCD, tão simples de gravar e tão eficiente que, até o momento que não havia colocado em prática, não a dava tanta credibilidade.

Consiste em, antes de ir ao supermercado, fazer uma lista de tudo que se precisa e deseja comprar. Acredito que a maioria das pessoas já faz isso, mas com o propósito que não esquecer de nada. Pois bem, antes mesmo de sair de casa para fazer as compras, sente-se confortavelmente e analise a lista de compras, classificando cada item em A, B, C ou D.

A classificação “A” refere-se aos alimentos como arroz, massas, farinha, açúcar, etc… Quanto ao “B” refere-se ao básico, onde entram os produtos de higiene pessoal e produtos de limpeza. Nesses dois primeiros itens fica mais restrito qualquer tipo de corte, podendo somente pesquisar os preços mais em conta.

Entretanto, a classificação “C”, de contornável é aquela em que surgem as maiores dúvidas e divergências, pois para alguns os que são contornáveis pode ser alimento para outros. Um exemplo disso é o iogurte. Por fim, em relação ao “D”, pouco se discute, pois é desnecessário, devendo ser sumariamente cortado, riscado, deletado da lista.

Essa simples dica que a Cleide me deu, ajuda em muito a cortar alguns gastos desnecessários na hora da compra. Ainda que seja pouco, mas é um bom começo para nos educarmos quanto ao controle do orçamento doméstico.

Por isso, não esqueçam: ABCD e tenha ótimas compras. Até o próximo artigo.

Profª. MSc Jani Floriano

Onde o Economista pode atuar?

Setembro 30, 2006

Orientação Financeira
Está entre as funções do Economista avaliar os investimentos mais rentáveis bem como os tipos de aplicações que podem ser feitas.

Mercado Financeiro
Atuar em bancos, corretoras de seguros, distribuidoras e no mercado financeiro das empresas, acompanhando a conjuntura econômica, realizando estudos de mercado como também elaboração de orçamentos de investimentos e análise de projetos.

Economia Doméstica - O princípio

Setembro 30, 2006

Chegar ao final do mês tendo todas as contas pagas e sobrar um dinheirinho para comprar aquela roupa ou aquele aparelho eletrônico ou ainda fazer uma viagem é o que todos nós mais sonhamos. Entretanto, o que se percebe na sociedade que é poucos privilegiados podem se dar ao luxo de “sobrar salário no final do mês” e não, como a maioria, “sobrar mês no final do salário”.

Diversos argumentos são utilizados para explicar tal fenômeno: os preços estão muito altos, os salários estão muito baixos, as pessoas são consumidoras e não se contentam com o que têm, enfim, desculpas é o que não faltam para explicar porque vivemos, mês após mês, sempre contando os dias para a chegada do próximo salário. Além dessa contagem angustiante, vem sempre a promessa que “nesse mês será diferente!!!”.

Apesar de a formula ser antiga, poucos se dão conta de que é possível sim administrar o salário, afim de que se viva de forma mais adequada ao seu rendimento, controlando as despesas, buscando harmoniosamente conviver com o talão de cheque, cartão de crédito e, conseqüentemente, com o banco.

Tal fórmula vem da época dos nossos avós, bisavós, tataravôs… Anotar tudo o que se ganha e com que se gasta, sendo que o resultado deve ser positivo, ou seja, não gastar mais do que ganha. Bom, devem estar pensando: “Só isso?? Ahhhh não é tão simples assim. Tente administrar contas que não acabam nunca, filhos que exigem todo mês tênis novos, esposas que querem sair para jantar todo final de semana, maridos que gastam com cervejas…”

Felizmente, também tenho família e passo por quase todas essas situações, porque ainda não tenho filhos. Mas, assim que casei, percebi que meu marido não era um bom administrador de contas, apesar de ser professor e trabalhar todos os dias com as vantagens econômicas de se instalar tal programa, ou contratar tal serviço (ele é professor na área de segurança da informação). Confesso que no começo não foi fácil, pois eu tinha batalhado muito para ter o meu salário e não me agradava a idéia de que meu rico dinheirinho fosse gasto de forma displicente, principalmente pela pessoa que mais amo.

Sugeri uma solução simples, concreta e, até agora, eficaz: montamos uma planilha de gastos mensais, onde é anotado tudo o que gastamos, desde as compras de supermercados, as contas fixas da casa (água, luz, telefone…) até mesmo aqueles gastos considerados por muitos insignificantes, como o cafezinho, as saídas ao shopping. É o que chamamos na Economia de Orçamento Doméstico. Claro que se dissesse a ele que iríamos fazer um orçamento doméstico, tenho certeza que escutaria: “lá vêm você com essas coisas de Economistas”, por isso fiz uma abordagem sutil, conversando sobre como isso seria interessante para controlar as contas e tal.

Resultado, há dois anos e meio juntos, estamos com nossas contas controladas, não assumimos dívidas além da nossa capacidade de pagamento e, principalmente, nunca tivemos brigas por falta ou descontrole do dinheiro.

Esse breve depoimento é para mostrar que o Orçamento Doméstico dá resultado quando todos na família estão comprometidos. Agora, devem estar se perguntando, mas como podemos então utilizar essa ferramenta para auxiliar no meu dia-a-dia. É sobre isso que o próximo artigo abordará.

Profª. Jani Floriano

Adam Smith Tupiniquim

Setembro 30, 2006

José da Silva Lisboa, nosso Visconde de Cairu foi, talvez, o maior malabarista do pensamento econômico brasileiro. Caíra nas graças de D. João VI quando este, em 1808, instalou a sede do império português no Brasil e, como a maioria dos intelectuais brasileiros, era funcionário público.

No século XIX, o Brasil mantinha estreita relação comercial com a Inglaterra e, na condição de colônia portuguêsa, esta relação com o poderoso país dava-se na âmbito da dependência. Cairuera de opinião que para melhor lidar com os ingleses, os brasileiros precisavam conhecer muito mais sobre o comércio e o pensamento econômico reinante na Europa. Este pensamento fixava suas raízes na obra de Adam Smith, A Riqueza das Nações, bíblia do liberalismo e publicada em 1776.

Foi Jorge Caldeira quem em sua excelente obra biográfica sobre Irineu Evangelista de Souza - Mauá , O Empresário do Império (1995) – melhor analisou e expôs as contradições contidas nos Princípios de Economia Política, folheto através do qual Cairu pretendia divulgar as idéias smithianas no Brasil, país em que o o ócio agradava a Deus e o trabalho era coisa para escravo e, portanto malvisto pelas elites.

Diz Caldeira: “começou por substituir o mercado por um outro princípio regulador, o velho e bom paternalismo da Coroa. O primeiro princípio da economia é que o soberano de cada nação deve considerar-se como o chefe ou o cabeça de uma vasta família, e conseqüentemente amparar todos os que nela estão como seus filhos e cooperadores da geral felicidade. Torto o princípio, torto o caminho” (p. 118).

Em outra passagem no lugar da riqueza pelo trabalho, maior valor da ideologia da burguesia da época, Cairu atribuiu a Smith o elogio de outros valores maiores e dignos de um senhor. Na nova escala - prossegue Caldeira - o trabalho vinha por último na construção da riqueza: “Inteligência , Indústria e Trabalho são as causas da riqueza das nações (…)”.

E por aí foi nosso liberal às avessas, até chegar a uma fórmula de progresso econômico que premiava os trabalhos intelectuais dos donos de escravos, deixando o trabalho mecânico para os nascidos nos patamares rasteiros da sociedade. Não por acaso, o Brasil foi e continua sendo, de certa forma, o país dos bacharéis.

Raquel S.Thiago
Historiadora e Professora Titular da disciplina Formação Econômica do Brasil - Depto. Economia da Univille

Entrevista com o Economista Darci de Matos

Setembro 30, 2006

Darci de Matos
Nome:
Darci de Matos
Economista formado pela Univille na turma de 1987.

Primeiro emprego: Técnico Agrícola na Fundação Municipal 25 de Julho. Darci trabalhou durante 7 anos em contato com os agricultores.

Nascimento: 08/11

Naturalidade: Cascavel / PR

Defeito: Impaciência

Qualidade: Persistência

Livros:
- Pais brilhantes, Professores fascinantes - Augusto Cury
- O Monge e o Executivo - James C. Hunter

Filme: A lista de Schindler

Time de Futebol: Corinthians

Receita de Sucesso:
O trabalho, muito trabalho. Mas é preciso descobrir seu talento, ter visão, persistência e paixão.

A importância do Economista:
É um profissional polivalente, capaz de desenvolver uma visão apurada do contexto da sociedade. A profissão do Economista abre um leque significativo de oportunidades no mercado de trabalho. No setor público, a presença do Economista é fundamental, pois é necessário compreender o processo de desenvolvimento econômico, o dia-a-dia das pessoas, das famílias, das entidades e o seu relacionamento.

Uma mensagem:
Aos estudantes e professores:
As pessoas são o maior ativo que nossa cidade possui. Neste processo a Univille tem um função estratégica: a de formar cidadãos que poderão desenvolver uma Joinville sempre próspera.
Estudantes, não esqueçam do compromisso social de suas profissões para a promoção do desenvolvimento das pessoas e da sociedade, com objetivo maior de transformar as empresas em empresas cidadãs.

Entrevista realizada em 28/04/2005.

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