Bolsas para mestrado e doutorado na Nova Zelândia
Fevereiro 27, 2008
Promoção: Agência para o Desenvolvimento Internacional da Nova Zelândia
Ano acadêmico de 2009.
Benefícios da Bolsa
- Custos com a instituição de ensino;
- Passagens aéreas de ida e volta (inclusive para cônjuge e até dois filhos);
- Subsídio básico para as despesas diárias e despesas com acomodação;
Requisitos
- Proficiência em inglês (IELTS - pontuação geral mínima de 6.5 pontos - ou do TOEFL - pontuação mínima de: Paper-based: 575 ou Computer-based: 233 ou Internet-based: entre 90 - 100 pontos dependendo da Universidade).
Áreas Prioritárias
Estudos em áreas ligadas à boa governança, as quais abrangem (mas não excluem): economia, desenvolvimento, finanças, estudos relacionados a gênero, administração de recursos humanos ou desenvolvimento, administração de informação, direito internacional, direito comparativo, ciência política, setor público, estudos indígenas, e afins.
Inscrições
Até 24 de abril de 2008
Os formulários de inscrição estão disponíveis no site da Embaixada da Nova Zelândia em Brasília.
www.novazelandia.org.br
Informações
Heloísia Fontes
Embaixada da Nova Zelândia
SHIS QI 09, conj.16, casa 01
71625-160 Brasília - DF
BRASIL
Fone: 061 3248 9900
Email: zelandia@nwi.com.br
Site: www.nzaid.govt.nz
Profissão Economista
Fevereiro 21, 2008
Uma leitora do Blog O Economista (Vivian Coimbra - RS) nos solicitou algumas informações sobre a profissão do Economista:
1) O que você faz durante um típico dia de trabalho?
Um dia típico de trabalho começa com a leitura de um jornal regional e um nacional, principalmente os cadernos de economia. Com as atualizações feitas, é necessário checar os e-mails e a agenda, que podem incluir reuniões e projetos diversos. Ao longo do dia são feitas as análises, pesquisas e cálculos necessários para as demandas já solicitadas e, assim, gerando um processo contínuo de pesquisa e desenvolvimento.
2) Você gosta de seu trabalho? Por que gosta ou não gosta?
Sim. Aprecio meu trabalho pelo dinamismo e ritmo impostos pelo mercado e sociedade, já que a função de economista é essencial, mesmo que não tão perceptível aos leigos. É um trabalho que envolve pesquisa, raciocínio e muita percepção da realidade, para que as análises tenham mais profundidade e abrangência. A Economia proporciona um conhecimento amplo, permitindo uma compreensão dos movimentos dos mercados e desenvolvimento de estratégias adequadas para a melhoria de qualidade da sociedade, em qualquer âmbito.
3) Em que seu trabalho é diferente do que você esperava, ou, como pode parecer para quem está de fora?
Meu trabalho é como eu esperava, porém com funções novas. Além de lidar com os aspectos econômicos, ou seja, aquilo para o qual fomos efetivamente preparados, também precisamos aprender noções de Recursos Humanos, Tecnologia e tudo sobre as demais áreas nas quais formos trabalhar. O economista aparenta ter um trabalho burocrático, mas isso é ilusão, já que o profissional está sempre em busca de novidades e observando a realidade com profundidade.
4) O que é preciso para conseguir um trabalho e ser bem-sucedido em sua área?
Para conseguir um trabalho é necessário possuir uma formação completa, que vai além da faculdade, como cursos de línguas e até mesmo trabalhos voluntários. Além disso, desenvolver as capacidades de relacionamento com colegas e demais profissionais, ampliando sua rede de contatos. Não há receita para ser bem-sucedido, mas os que estão no topo sempre são dedicados, perseverantes e, como diferencial, não desistem na primeira barreira.
5) Quem são as pessoas influentes em sua área?
Na economia nacional podemos citar Delfim Neto (economista), Eduardo Gianetti (economista), Luiz Gonzaga Belluzzo (economista), Paulo Sandroni, dentre outros. No exterior, podemos citar o economista americano Jeffrey Sachs, Alan Greenspan e mais algumas boas referências que atuam no setor privado e público.
6) Nessa área há algo em especial que eu como iniciante possa fazer?
Sim, você pode ler e estar sempre atualizada com tudo o que acontece no mundo e na sua região. Não é necessário ler todo o jornal diariamente, mas acompanhar por meio da Internet, televisão, revistas e jornais o caminho da sociedade e estar sempre pronta para analisar a realidade ao seu redor. Caso tenha mesmo interesse, procure estágios ou trabalhos ligados ao mundo da economia, já que ele é amplo e você pode seguir muitos rumos, desde Recursos Humanos até Análises de mercado ou reestruturação de empresas. Mando abaixo área nas quais você pode atuar:
Setor público - a visão macroeconômica do mercado e a capacidade de análise de dados, estatísticas e tendências fazem do economista um profissional altamente respeitado no setor público, tanto em nível federal, como estadual e municipal.
Importação e exportação - analisa questões do mercado global e propõe alternativas rentáveis de negócios internacionais ou desenvolvimento de novos mercados.
Setor privado - o acompanhamento da conjuntura econômica do país e os movimentos dos mercados internacionais permitem ao economista o desenvolvimento de estudos setoriais.
Pesquisa - os institutos de pesquisas econômicas orientam inúmeras empresas e instituições na tomada de decisões.
Outras áreas - pode atuar no Congresso e no Poder Legislativo; na política; na defesa de mercado; no Sistema Nacional de Tributação; em organizações internacionais; como diretor, gerente, assessor, analista, entre outras funções.
Anatel muda as regras do jogo na Telefonia Móvel
Fevereiro 18, 2008
Se em 2007 o Brasil ultrapassou a marca de 120 milhões de habilitações na telefonia móvel, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), somente agora o consumidor começou a ter “voz” nesse mercado bilionário, ou parece que terá. As regras para o uso e comercialização de aparelhos móveis e linhas mudaram na última quarta-feira (13), com alterações aprovadas e planejadas pela própria Agência. Com as modificações, os clientes terão mais facilidade para cancelar a linha, maior proteção contra cobranças indevidas e mais prazo para usar créditos em aparelhos pré-pagos. Mas para uma maior força, também é preciso que mais do que nunca a Anatel cumpra seu papel fiscalizador para evitar que os novos artigos não apenas sejam publicados, sem efeito prático.
Nos planos pós-pagos foram estabelecidos novos prazos para inadimplência. Em 15 dias após o vencimento, o usuário fica impedido de realizar chamadas, exceto para ligações de emergência ou a cobrar e após 45 dias, o usuário deixa de receber chamadas (não havendo mais cobrança de assinatura). Depois de 90 dias, a prestadora pode rescindir o contrato.
Dentre uma das novidades, destaque para uma nova funcionalidade oferecida pelas empresas. Os usuários poderão pedir a cada seis meses uma simulação dos valores gastos a cada três meses em seu plano de serviço ou o que ele teria gasto se ele utilizasse outro plano. O objetivo é facilitar a mudança de plano no futuro.
No caso dos planos pré-pagos, as operadoras serão obrigadas a oferecer créditos pré-pagos com validade de até seis meses, sendo que hoje o prazo máximo é de três meses. As empresas também terão de revalidar os créditos expirados a partir da inserção de novos créditos. As chamadas a cobrar poderão ser realizadas, mesmo se os créditos estiverem vencidos, por um prazo de 30 dias e ligações gratuitas de emergência podem ser feitas até a rescisão do contrato.
A Anatel também comprou briga e resolveu forçar as operadoras a abrirem lojas para atender os clientes pessoalmente, após milhares de reclamações. As empresas terão no total 1.677 lojas de atendimento presencial em todo o país até 2010, sendo uma para cada região de 200 mil habitantes. Até 2012, serão abertas mais 800 lojas, já que haverá a obrigação de um ponto de atendimento para cada 100 mil habitantes. Uma das expectativas agora é a de que esses novos serviços, alguns já obrigatórios antes, não onerem ainda mais o consumidor brasileiro.
As operadoras estão cientes de suas novas responsabilidades e aparentemente buscam melhorias. “A plena implementação das mudanças tem exigido a realização de complexas alterações em processos e sistemas de TI, automação e redes, aquisição e implantação de novos equipamentos e capacitação de pessoal para operá-los. Como conseqüência, são necessárias profundas modificações na forma de atuação e nos processos de diversas áreas das empresas, além de mudanças nos procedimentos habituais de milhares de funcionários e prestadores de serviços.”, divulgou a Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel), por meio de sua assessoria.
Outra regra prevista no regulamento é que as operadoras terão 24 horas para rescindir os contratos depois do pedido do cliente. Do contrário, a empresa poderá ser multada em até R$ 30 milhões. Além disso, os clientes que forem mal tratados pelas empresas poderão romper o contrato sem o pagamento de multa. Caso a empresa não concorde, o consumidor deve abrir um processo dentro da Anatel para assegurar o direito.
As empresas terão ainda que devolver, em dobro e com juros, valores cobrados indevidamente. A devolução já era prevista no Código de Defesa do Consumidor, mas a agência resolveu incluí-la também no regulamento para assegurar o cumprimento pelas empresas.
Quem mudar de plano ou de pré-pago para pós-pago, por exemplo, dentro de uma mesma operadora, a partir de agora pode manter o número. Já a manutenção do número em mudanças entre operadoras, porém, só será possível depois da implementação da chamada portabilidade numérica, que será gradual. Em São Paulo, a portabilidade será possível entre agosto deste ano (código 19) e fevereiro do ano que vem (código 11). Essa portabilidade (manutenção do número mesmo com a troca de operadora) deverá acirrar a disputa pelos consumidores, que não terão mais motivos para ficar atrelados a empresas em que não sejam bem atendidos. Seguindo cronograma da Anatel, a mudança chegará a todo o país até março de 2009.
Referências para mais dados e pesquisas:
- http://www.acel.org.br
- http://www.anatel.gov.br/
- http://www.teleco.com.br/

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