Por que estudar economia em um curso de marketing?
Março 28, 2008
Essa questão nos foi enviada por um leitor do Blog O Economista.
Compartilhamos com os leitores nossa resposta:
O estudo da economia será sempre aplicado em qualquer curso e cabe ao executivo, administrador ou qualquer outra pessoa interessada em desenvolver um trabalho criativo pensar e aplicar seus fundamentos nas mais diversas áreas. Pego como base o conceito: “Marketing é um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros” (KOTLER e KELLER, 2006). O conceito estabelecido por um dos principais autores do ramo de Marketing já inclui a economia, na medida que este setor trabalha diretamente com as análises de demanda, desejos e necessidades das pessoas e empresas.
É importante entender a economia como um todo e tentar ver as suas formas e diferenças, além disso, saber também como ela afeta as nossas vidas no cotidiano. É indispensável para alguém do Marketing possuir o mínimo de conhecimento sobre a economia e seus desenlaces no cotidiano. Na prática, a economia auxilia em diversas etapas do composto de MKT como marketing mix (produto, preço, local, promoção), ciclo de vida de produtos, alocação de recursos, retorno de investimentos, variáveis controladas e enfim, uma infinidade de itens que fazem parte do dia-a-dia do profissional de marketing.
Em um mundo no qual todas as áreas estão em interação, a economia serve como ferramenta para a união de competências e habilidades, que antes ficavam dispersas nas organizações.
Consumo e investimento alteram previsão do PIB e inflação para 2008
Março 28, 2008
O ritmo intenso vivido de consumo e investimentos feitos na economia brasileira nesse primeiro trimestre elevou as projeções do Produto Interno Bruto (PIB) e preços conforme o “Relatório de Inflação”, divulgado nesta última quinta-feira, dia 27, pelo Banco Central. A expectativa é de que a economia brasileira expanda em 4,8%, um pouco mais do que os 4,5% previstos em dezembro. Para a inflação, porém, a previsão também foi elevada de 4,3% para 4,6%. Apesar de positivo, o índice é inferior aos dados de 2007. O bom desempenho da economia já foi constatado no considerável crescimento no PIB do ano passado que encerrou com alta de 5,4%. O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão independente, mas ligado ao governo, também estimou que a economia crescerá menos neste ano do que em 2007. A expectativa é de que o PIB fique entre 4,2% e 5,2% em 2008.
O bom resultado do PIB de 2007 surpreendeu economistas e analistas que esperavam um percentual dois décimos menor. Até o governo previa algo em torno de 5,2% ou 5,3%, como o Ministro Guido Mantega comentou recentemente em diversos meios de comunicação. O que chama a atenção é o desempenho agropecuário. De um modo geral, o resultado alcançado do Produto Interno Bruto foi de R$ 2,6 trilhões. O próprio Ministro comentou que o atual momento econômico do Brasil é comparável aos chamados “anos dourados” entre 1950 e 1970. Ele afirmou que naquele período o país cresceu em média 7% ao ano, enquanto a população avançava a um ritmo anual de 3%. E, atualmente, o crescimento fica em torno de 5% e se dá ante um avanço de 1,3% da população.
O BC reforça em nota oficial a preocupação com um descompasso importante entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregadas, conforme o Copom já anunciou em sua última reunião. “O Copom considera que a persistência de descompasso importante entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregadas tende a elevar a probabilidade de que tal cenário venha a se materializar”, informa o órgão em trecho da ata de sua última reunião. A possível alta da inflação coloca em perigo a meta estipulada para o ano de 2008, de 4,5%, e com isso deixa clara a intenção dos representantes de, já na próxima reunião, optar pela elevação da taxa básica de juros (Selic).
O temor do BC está nas indústrias que não consigam atender a essa demanda e isso pressione os preços, causando inflação. É justamente este o argumento usado pela entidade monetária para, nos últimos meses ter brecado a queda da Selic, a taxa básica de juros, hoje em 11,25% ao ano. “O persistente descompasso entre o ritmo de expansão da demanda doméstica e da oferta, ratificado pelas contas nacionais recentemente divulgadas, e que poderia estar se intensificando, apresenta risco relevante para o panorama inflacionário, o que requer atento monitoramento por parte da autoridade monetária”, divulgou o BC.
No Relatório, o BC avalia que pelo menos o crescimento dos investimentos no Brasil seguirá na mesma intensidade tendo como propulsor o consumo interno, apesar da desaceleração de economias globais como os EUA. “O fortalecimento da demanda doméstica, ao ampliar a resistência da economia a desenvolvimentos externos, cria ambiente favorável à expansão dos investimentos, mesmo em cenário de desaceleração moderada no crescimento de economias maduras.”
BNDES sinaliza perspectivas positivas para o desenvolvimento econômico nacional
Março 18, 2008
Apesar do panorama sombrio que assola a economia americana, há condições para manter o crescimento apesar da desaceleração global. Mesmo com uma eventual queda no ritmo americano. O pensamento é do presidente do BNDES e economista, Luciano Coutinho, que esteve em Joinville (SC), na última semana, e em palestra animadora motivou empreendedores e empresários. “O Brasil conta com um elevado nível de reservas, inflação sob controle e baixa, assim como pouco volátil e previsível”, destacou o executivo.
O Brasil vive um período firme de demanda doméstica. Dentre fatores indicativos de crescimento podemos citar o amplo mercado de crédito e captação em expansão, um setor privado investindo e crescimento de vagas com bons empregos. “Um fator importante é o nível de reservas”, afirmou Coutinho. De acordo com dados apresentados pelo presidente do BNDES, hoje elas estão em U$ 194 bi. Um maior nível das reservas, por exemplo, pode evitar choques inflacionários.
“O crédito ainda têm muito para crescer”, destaca o economista. Ele ainda exemplifica que o mercado de capitais indica um crescimento maduro da economia brasileira e comenta que um dos focos será debêntures de longo prazo, produto que será oferecido no lugar de leasing para grandes empresas.
A dívida bancária sobre o Patrimônio Líquido no Brasil demonstra que o investidor ou empresário ainda teme buscar capital em bancos ou instituições públicas. Os dados mais recentes indicam que em 2006 cerca de 43,7% entre as mil maiores estavam nesse perfil. “As empresas nacionais estão pouco alavancadas”. Coutinho comenta que esse panorama surgiu com uma economia desequilibrada e nisso o BNDES precisa ajudar.
O Banco é grande e único fomentador de capital. No volume de solicitações de crédito para formação de capital, o futuro nunca foi tão promissor. No período que compreende de 2003 até 2006 na Indústria, por exemplo, havia solicitações de R$ 249,4 milhões, enquanto que para o período entre 2008 e 2011 esse montante subiu para R$ 447 milhões, aumento de 12,4% a.a. O executivo deseja reforçar portos e aeroportos, mantendo os investimentos em infra-estrutura. Outro item de destaque é o aumento do uso do cartão do BNDES, que em 2008 deve atingir 750 milhões, número muito maior do que os 225 milhões de 2006.
Um dos principais estados citados por Coutinho é justamente SC, com cerca de 5% do desembolso do BNDES. Em 2007 o valor destinado ao Estado foi de R$ 3,3 bi e R$ 2,73 bi no ano anterior. “Gostaria de ver estados sempre crescendo, mas nem todos conseguem, como muitos no NE. SC é um exemplo usando cerca de 5% do desembolso do BNDES, maior do que sua participação no PIB nacional, por exemplo”. Santa Catarina recebe mais desembolsos do que a média de crescimento do PIB, uma analogia importante na análise conjuntural.
O Brasil, segundo Coutinho, possui uma demanda crescente de recursos e uma necessidade de apoio para investimentos em longo prazo. O BNDES é fundamental nessa construção social e precisa destinar recursos aos empreendimentos de infra-estrutura. “Sem investimento não há capacidade produtiva”. Coutinho enfatiza que espera uma inflação controlada e que estimule o crescimento. “Se o BNDES não financiar grandes projetos, o crescimento nacional fica comprometido”, finaliza.
Mantega anuncia medidas para estimular exportações
Março 13, 2008
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou oficialmente na noite desta quarta-feira (12) as três primeiras medidas para conter a valorização do real e estimular as exportações brasileiras. Segundo ele, o resultado favorável do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) com o aquecimento da economia, principalmente no segundo semestre de 2007, elevou as importações e reduziu o superávit comercial.
De acordo com o ministro, a crise do crédito de segunda linha (subprime) nos EUA, que levou a uma desvalorização do dólar, ajudou em uma valorização do real. Por isso, disse o ministro, o governo, preocupado em manter o crescimento sustentado, está dando início a medidas para estimular as exportações, sobretudo de manufaturados. “São as primeiras medidas, de modo que mantenhamos o pólo dinâmico da economia brasileira”, disse Mantega.
As três medidas cambiais anunciadas nesta quarta entrarão em vigor na segunda-feira (17). São elas: eliminação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre exportações brasileiras, o que representará uma perda de arrecadação de R$ 2,2 bilhões por ano; fim da cobertura cambial, o que significa que os exportadores poderão deixar todas as suas receitas no exterior (atualmente, há um limite de 30% das receitas); e aplicação de alíquota de 1,5% do IOF sobre aplicações financeiras de estrangeiros em renda fixa e nos títulos do Tesouro Nacional, as chamadas aplicações de portfólio. Mantega explicou que o IOF será cobrado em cada operação. “O dinheiro entrou, ele (investidor estrangeiro) converte em reais e paga 1,5% de IOF sobre todo o capital”, explicou o ministro. Mantega destacou que continuarão isentas de IOF aplicações na Bolsa de Valores, em oferta pública inicial de ações (IPO), empréstimos estrangeiros, investimento estrangeiro direto, operações de derivativos de renda variável e operações de derivativo de índice de ações.
Mantega declarou que o forte aumento do investimento estrangeiro em renda fixa e títulos do Tesouro Nacional motivou a criação da alíquota do IOF para essas aplicações. Segundo ele, em janeiro de 2008 esses investidores trouxeram US$ 1,6 bilhão para esses segmentos. Em janeiro de 2007, o montante somava valor menor que 10% dessa cifra. “Quando a CPMF acabou, não colocamos nada em seu lugar. Isso aumentou o rendimento dessas aplicações”, explicou Mantega, ao anunciar que a nova alíquota de 1,5% vai reduzir a rentabilidade dessas aplicações, principalmente nas operações de curto prazo. “Isso vai diminuir o diferencial de juros (diferença entre o juro do Brasil e o de outros países) e, com isso, vamos diminuir o fluxo (de dólares) e pressionar menos a cotação do real”, comentou. Nos investimentos de longo prazo, segundo o ministro, o custo extra será diluído e, portanto, não deve pesar sobre a rentabilidade.
Mantega disse que as medidas cambiais não devem surtir efeito imediato nas cotações do dólar. Segundo ele, as propostas são apenas iniciais e sinalizam o começo de um trabalho da equipe econômica para incentivar as exportações. “Não vai haver uma reviravolta. Não espero que haja grande mudança no câmbio, mas tudo isso sinaliza uma mudança”, afirmou. Mantega afirmou que o governo tem sido pautado por medidas graduais e que as decisões anunciadas nesta quarta reforçam este comportamento. Para ele, as exportações e o câmbio devem repercutir as ações apenas ao longo do tempo.
O ministro informou ainda que as três decisões foram aprovadas em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), que ocorreu por meio de teleconferência, e que as medidas serão publicadas no Diário Oficial desta quinta-feira (13).
Repercussões – O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, considerou tímidas as medidas anunciadas pelo governo federal para conter a queda do dólar. “Todos os países emergentes que estão obtendo expansão econômica sólida têm políticas industriais exportadoras contando com moedas em alguma medida subvalorizadas”, completou Rocha Loures. “Não podemos ficar eternamente adotando uma política de colônia”, afirmou. Em nota à imprensa, Loures pediu mais agilidade na redução da taxa de juros, que considera o principal fator de atração de recursos externos e de pressão sobre o valor da moeda americana.
Economista, a governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB) vê com ceticismo a eficácia do pacote que o governo anunciou para brecar a queda da moeda norte-americana. Yeda deixou claro que não confia em nenhuma modificação que imponha mudanças de preços – seja no dólar ou mesmo na taxa de juros. O que ela apóia, mesmo, é uma política industrial. “O governo deveria incentivar a economia a andar a favor do preço do dólar”, sugeriu. “Por isso não acredito em grandes mudanças não”, completou.
Fonte: Marcos Graciani, com informações da Agência Estado
VII Encontro dos Economistas de Língua Portuguesa
Março 4, 2008

Está confirmada a realização do VII Encontro dos Economistas de Língua Portuguesa nos dias 09/10/11 de abril em Maputo, Capital de Moçambique, sob a coordenação da Associação Moçambicana de Economistas – AMECON.
O tema geral é “Integração Regional e a Economia dos Países de Língua Portuguesa”. As principais áreas temáticas, dentro do tema geral, são as seguintes:
1. Experiência da Integração Regional nos Países de Língua Portuguesa;
2. As oportunidades da Produção Nacional versus concorrência que resulta da Integração;
3. Desafios e Oportunidades da Integração Regional (a nível intra-nacional e a nível internacional);
4. Efeitos ou reajustes sócio-econômicos de Integração Regional nos Países Membros (estudo do caso);
5. Livre Comércio Internacional e Desenvolvimento Regional (estudo do caso);
6. Desafios e Integração para o desenvolvimento
A contar desta data está aberto o prazo para encaminhamento dos trabalhos dos interessados, que deverão obedecer às normas a seguir:
1. Resumos (resenhas)
Apresentados em versão eletrônica;
Indicação do título em negrito e o (s) nome(s) do(s) autor(es), a respectiva instituição e o endereço eletrônicos;
Entre 300 e 500 palavras;
2 a 3 palavras-chave;
Arquivo em WORD;
Fonte 12 Times New Roman;
2. Comunicações (artigos)
• O texto da comunicação deve constar de uma introdução, Marco Teórico, Desenvolvimento do tema, Conclusões e recomendações, referências bibliográficas e anexos.
• Apresentadas em versão eletrônica
• Título centrado em negrito e o(s) nome(s) do(s) autor (es), em fonte 12, a respectiva instituição e o endereço eletrônico;
• Máximo 15 páginas A4, incluindo referências bibliográficas e anexos;
• Fontes Times New Roman;
• Espaço 1,5;
• Notas de fim de texto;
• Não usar negrito e o itálico ao longo do texto exceto para nomes científicos;
• Margem esquerda e superior de 3cm;
• Margem direita e inferior de 2,5 cm;
• Páginas numeradas com algarismos árabes no canto superior direito.
Os trabalhos devem ser remetidos por correio eletrônico para a Comissão Nacional da AELP-BR no endereço (e-mail Corecon-BA) impreterivelmente até o dia 15 de março vindouro para o e-mail:
corecon-ba@cofecon.org.br
Os autores dos trabalhos selecionados serão informados via Internet até o dia 20 de março.
Comissão Nacional:
Nei Jorge Correia Cardim
Waldir Pereira Gomes
Antonio Alberto Machado Valença
Mário Sérgio Fernandez Sallorenzo

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