Bovespa: Investment grade do Brasil dispara índice

Abril 30, 2008

SÃO PAULO - A elevação do Brasil a grau de investimento (investment grade) pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s explodiu o movimento da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a levou a um novo recorde histórico em pontuação. Com a notícia, a bolsa paulista encerrou o dia com forte valorização de 6,34%, aos 67.868 pontos. O último recorde havia sido atingido dia 6 de dezembro, aos 65.790 pontos. Já a maior variação positiva deste ano foi registrada em 24 de janeiro, quando a Bovespa chegou a avançar 5,95%. O giro financeiro somou R$ 9,75 bilhões.

Próximo ao encerramento dos negócios, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou o Brasil ao grau de investimento. A nota de crédito (rating) para moeda estrangeira foi elevada de ‘BB+’ para ‘BBB-’ com perspectiva estável. Já a nota para moeda local passou de ‘BBB’ para ‘BBB+’, também com perspectiva estável. O rating para moeda local de curto prazo foi ajustado de “B” para “A-3″.

O Brasil foi o 14º país a ter seus créditos soberados em moeda estrangeira elevada para investment grade. De acordo com nota da Standard & Poor’s, as atualizações refletem a maturação das instituições do Brasil e do quadro político, como demonstra a melhora no âmbito fiscal e da dívida externa, além da melhora nas perspectivas de crescimento”, afirma.

‘O investment grade abre portas para maior fluxo de investimentos estrangeiros em renda variável, principalmente de fundos que só aplicam em países com nota de crédito máxima. Além disso, a captação de recursos de empresas brasileiras no mercado externo fica mais barata’, afirma Luiz Roberto Monteiro, analista de investimentos da Corretora Souza Barros.

Porém, durante o dia a bolsa paulista também operou em alta, influenciada pela divulgação preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano - que avançou 0,6% no primeiro trimestre deste ano - e decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre a taxa básica de juros. Nesta última, a entidade monetária optou por um corte de 0,25 ponto percentual (p.p) nos juros, para 2% ao ano, em linha com o esperado pelo mercado.

Em véspera de feriado nacional, Gol, Vivo e Usiminas reportaram seus resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano. A Gol Linhas Aéreas Inteligentes anunciou prejuízo líquido de R$ 3,5 milhões no primeiro trimestre deste ano ante um lucro líquido de R$ 116,6 milhões. Já a Vivo registrou lucro líquido de R$ 89,6 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 19,33 milhões observados em igual período do ano passado. Por fim, a Usiminas reportou lucro líquido de R$ 646 milhões entre janeiro e março deste ano ante os R$ 642 milhões registrados em 2007.

Dentre os destaques positivos do Ibovespa estão CCR ON, que subiu 15,78%, a R$ 32,05; Cyrela ON, que avançou 15,73%, a R$ 27,73; e Gafisa ON registrou alta de 14,06%, a R$ 36,49. No sentido oposto, Sabesp ON caiu 0,47%, a R$ 41,61; e Embraer ON recuou 0,4%, a R$ 17,35.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Ibovespa com vencimento em abril registrou alta de 7,2%, a 69.100 pontos.

Fonte: InvestNews

Fed busca afastar crise e reduz juros em 0,25 ponto

Abril 30, 2008

Enquanto o Banco Central brasileiro aumenta a taxa de juros, o Fed reduziu hoje, 30 de abril, a taxa de juros americana em 0,25 ponto percentual, atingindo o índice de 2% ao ano. A economia americana registrou um crescimento de apenas 0,6% no primeiro trimestre deste ano, mesma taxa de expansão verificada no quarto trimestre de 2007 e a medida deve servir como estímulo, fruto de uma política fiscal constante. Este foi o sétimo corte consecutivo desde setembro do ano passado, como forma de evitar uma recessão anunciada.

O presidente dos EUA, George W. Bush, comentou que a economia americana atravessa uma situação delicada. O próprio presidente do Fed, Ben Bernanke, já admitiu a economia americana corre o risco de entrar em recessão no primeiro semestre deste ano. Os indicadores mais recentes, no entanto, mostram um cenário pouco animador para quem espera ver uma recuperação chegando pelo lado do mercado imobiliário. O índice S&P/Case-Shiller, divulgado ontem, mostrou que os preços dos imóveis residenciais em 20 regiões metropolitanas dos EUA tiveram queda de 12,7% em fevereiro, na comparação com fevereiro de 2007. O mercado segue acompanhando a evolução americana e como está sendo feito o combate aos sinais de recessão.

O economista morto ainda governa os vivos

Abril 30, 2008

O apelo dramático à intervenção estatal, feito por instituições e publicações ideologicamente alinhadas com o pensamento liberal-conservador, como The Economist, é sintomático. Não é só indicador preocupante da extensão da atual crise e das incertezas sobre seu impacto e possíveis desdobramentos na esfera da economia real; é também, e principalmente, o reconhecimento explícito da incapacidade de auto-regulação do mercado financeiro.Crises e flutuações nos preços dos ativos financeiros não são fenômenos novos na história do capitalismo contemporâneo. Pelo contrário. Os preços das ações na Inglaterra e nos Estados Unidos, por exemplo, variaram amplamente em diversos períodos ao longo dos 100 anos que precederam o grande crash de 1929, provocando inúmeros episódios de pânico bancário e, em muitos casos, contrações pronunciadas no nível de atividade econômica.

O período do pós-guerra é igualmente rico em fenômenos desse tipo, tanto nos países em desenvolvimento quanto no núcleo da economia capitalista mundial. Esses fenômenos se intensificam a partir da ruptura, por parte dos Estados Unidos, do acordo de Bretton Woods, em 1971, e adquirem novos matizes nas décadas subseqüentes, com a liberalização dos movimentos internacionais de capital e a expansão e integração dos mercados financeiros à escala global.

Nos últimos vinte anos a economia mundial foi abalada por pelo menos treze episódios de instabilidade financeira de significação, cinco dos quais com epicentro nos Estados Unidos, incluindo a atual crise. Esta se limitou, inicialmente, ao setor imobiliário norte-americano, cujo boom de valorização a partir de 2001 serviu como incubadora do processo especulativo com as hipotecas imobiliárias de segunda linha (subprime), transformando-se progressivamente em crise global de crédito.

A securitização de empréstimos de baixa qualidade, praticada pelos bancos norte-americanos como estratégia de diluição e transferência de riscos, produziu um movimento capilar de contaminação do sistema financeiro internacional, que afetou duramente bancos nos Estados Unidos e algumas instituições européias.

À diferença de outros eventos similares, neste caso a intervenção estatal foi intensa e decisiva para, até agora, conter o alastramento incontrolável da crise.

O FED, por exemplo, em uma demonstração sem precedentes de ousadia keynesiana, fez sucessivos cortes dos juros que, em menos de seis meses, derrubaram a taxa básica em mais de 57%, reduzindo-a para os atuais 2,25% anuais, diminuindo também, quase na mesma proporção, a taxa de redescontos; e ampliou os limites de empréstimos e injetou US$ 400 bilhões, aproximadamente a metade das suas reservas, no sistema financeiro local. Paralelamente, o governo norte- americano dotou uma série de medidas de alivio aos mutuários e instituições em dificuldades - incluindo o financiamento da compra do banco Bearns pelo grupo Morgan e a troca de hipotecas podres por títulos do Tesouro norte-americano; anunciou a devolução de uma parte dos impostos a todas as famílias visando estimular a demanda interna; e elaborou um pacote normas de regulação do sistema financeiro, reforçando a área de fiscalização.

Bancos centrais da Europa e do Japão intervieram também fortemente para evitar o empoçamento da liquidez e a quebra de algumas instituições financeiras.

Mas além de expor as fragilidades do atual ordenamento financeiro mundial e a inconsistência das teorias de auto-regulação do mercado que lhe dão suporte, a atual crise pode ter outros desdobramentos relevantes. Começa a generalizar-se a percepção da necessidade de avançar no controle social do sistema financeiro e de reduzir a instabilidade e desequilíbrios derivados da livre movimentação de capitais especulativos.

Propostas vêm sendo encaminhadas em fóruns internacionais abrangem um amplo espectro de questões críticas, como o realinhamento das taxas de câmbio, a reforma do sistema internacional de reservas - evoluindo para um padrão multi-divisa - e a criação de mecanismos multilaterais que assegurem liquidez aos países em desenvolvimento.

O fato da atual crise embutir a possibilidade de acentuação do movimento de desvalorização do dólar introduz complicadores adicionais nesse processo. Vale recordar que os Estados Unidos têm usado recorrentemente sua condição de emissor da moeda-padrão mundial, alternando políticas de valorização e desvalorização da mesma, como instrumento de preservação e ampliação do seu poder político e econômico a escala mundial. Não há porque imaginar que dessa vez seria diferente.

De todo modo, não deixa de ser interessante verificar que, ao contrário do que tem sido insistentemente recomendado aos países em desenvolvimento, de toda a parte surge a pressão para que os Estados intervenham na crise e adotem políticas para corrigir os desequilíbrios do mercado. Figuras emblemáticas como George Soros se atrevem até a criticar a inação das autoridades monetárias norte-americanas que, imbuídas da “ideologia do mercado auto-regulador” deixaram que a crise se conformasse. Após décadas de predomínio do pensamento liberal-conservador, parece que o grande economista falecido, aquele que governa os vivos em tempos de graves crises, é mesmo John Maynard Keynes.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 17)

(Aloizio Mercadante - Senador da República pelo PT-SP, economista e professor licenciado)

Universidade forma multiplicadores para o ensino de finanças pessoais

Abril 28, 2008

curso_financas_2008.jpgA Universidade possui como finalidade manter a diversidade, a pluralidade e difundir o conhecimento entre toda a sociedade. Nesse sentido, o curso de Finanças Pessoais, finalizado no último sábado (26), é um dos projetos de extensão da Univille que repercute com sucesso em todas as esferas sociais, já que as pessoas sempre buscam saber ou aprender a lidar com as contas e seus próprios rendimentos. O projeto entra no quarto ano cada vez mais requisitado, gerando multiplicadores que replicam o conhecimento principalmente em regiões carentes de Joinville.

O curso gera retorno social e muitas pessoas que passam anos se qualificando em diversas áreas encontram nele a saída para valorizar o próprio dinheiro. “O resultado social é justamente não termos a pretensão de formar gerentes em áreas financeiras, mas fazer com que a família consiga administrar as próprias contas”, destaca a coordenadora do curso e professora do departamento de Ciências Econômicas, Jani Floriano.

Os alunos da Univille também são beneficiados, já que podem praticar o que estudam em sala de aula. Ao terminar o curso, interessados e bolsistas realizam palestras previamente marcadas sobre o tema em escolas e centros comunitários.

A estudante do terceiro ano de Economia Liana Bazzi comenta que por meio do projeto aprendeu a entender mais as dificuldades das pessoas. Ela descobriu que mesmo procedimentos simples, como ir ao banco, ainda são difíceis para muitas pessoas. “O curso também me auxiliou em como administrar de maneira consciente minha própria renda”, explica Bazzi. A estudante, além de fazer o curso, também foi multiplicadora e listou que os principais itens questionados são: como comprar bem, formas de pagamentos e tarifas bancárias.

“O curso nos auxilia a e entender melhor as relações econômicas simples do cotidiano”, avalia o recém-formado no projeto e estudante de economia, Maikon Felipe da Silva. Para ele, o curso abre novas perspectivas usando o conhecimento comum das pessoas e técnicas econômicas, como por exemplo, elaborar corretamente uma lista de compras e equilibrar o orçamento.

XIII Encontro Regional de Economia

Abril 21, 2008

A ANPEC e o Banco do Nordeste do Brasil promovem em 2008 o XIII Encontro Regional de Economia e o Fórum BNB de Desenvolvimento. Os eventos serão realizados paralelamente nos dias 17 e 18 de julho, na cidade de Fortaleza (CE) e têm por objetivo mobilizar a comunidade acadêmica e política em torno de questões relevantes para o desenvolvimento regional.

O prazo para submissão de trabalhos vai até 12 de maio.

Mais informações:
www.anpec.org.br/nordeste/2008/index.htm

XXXVI Encontro Nacional de Economia

Abril 21, 2008

A ANPEC promoverá em 2008 o XXXVI Encontro Nacional de Economia. O evento será realizado em Salvador (Bahia), de 9 a 12 de dezembro.

Confira as principais datas do processo de seleção dos trabalhos que serão apresentados no Encontro:

- prazo para submissão de artigos: até 21 de julho.
- prazo para inscrição de trabalhos para o Prêmio Haralambos Simeonidis: até 21 de julho.
- previsão de divulgação da lista de trabalhos selecionados: 12 de setembro.

Mais informações:
E-mail: encontro@anpec.org.br
Site: www.anpec.org.br

KMBrasil 2008

Abril 21, 2008

O KMBRASIL 2008, Congresso Anual da SBGC - Associação Brasileira de Gestão do Conhecimento, é um evento já consolidado no mercado nacional de eventos sobre Gestão do Conhecimento, e será realizado na cidade de São Paulo, nos dias 27 a 29 de agosto de 2008.

Em sua sétima versão, é considerado o maior evento de Gestão do Conhecimento da América Latina, tanto em termos de participação quanto de representatividade. Alia em um mesmo ambiente as áreas privada, acadêmica e Governamental, contando ainda com expressiva participação do Terceiro Setor.

Esse ano, o tema principal do congresso é O CONHECIMENTO COMO RECURSO ESTRATÉGICO AGREGANDO VALOR À ORGANIZAÇÃO - A proposta é discutir e trocar experiências sobre como formular estratégias de criação, disseminação e aplicação do conhecimento nos processos organizacionais de modo a transformar o conhecimento (tácito) das pessoas em ativos (recursos estratégicos) que agreguem valor à organização como um todo, visando sua sustentabilidade.

Mais informações em: www.kmbrasil2008.com.br

V Encontro Nacional de Entidades Sindicais de Economistas - 2008

Abril 21, 2008

De 14 a 16/05/2008

Local:
Teatro da UNIFAE - Curitiba - PR

Temáticas:
- Desenvolvimento Economicamente Sustentável
- Desenvolvimento Ambientalmente Sustentável
- Desenvolvimento Institucionalmente Sustentável
- Desenvolvimento Trabalhista e Sindical Sustentável

Mais informações em:
http://www.fenecon.org.br/2007/ENESE2008.swf

8º Simpósio Internacional de Economia da Saúde

Abril 21, 2008

Tema: Avaliação e Incorporação de Tecnologias em Saúde: A Necessidade de Definição de Prioridades.16 a 18 de setembro de 2008.

Local: Hotel Intercontinental - São Paulo


Convidados Internacionais:

Dr. Rubens Suarez - PAHO - Washington
Prof. Joanna Coast - University of Birmingham
Prof. Louis Niessen - Johns Hopkins - USA
Prof. Angela Robinson - University of East Anglia - UK
Prof. Amiran Gafni - McMaster University - Canada


Mais informações em: http://www.cpes.org.br/

Líder !

Abril 17, 2008

Líder é aquele que fala por todos, isto é, o representante de um grupo, esse líder deve oferecer uma direção. Líder sem direção não é Líder. Pessoas que são realmente líderes alteram a cultura das Organizações.

A atuação de um Líder é definida como liderança.

A liderança deve sempre oferecer um direcionamento.

De fato, a liderança dá o exemplo. Ela gera coragem e destemor nas pessoas para que busquem novos e mais elevados padrões de desempenho. A liderança define caminhos a seguir e rumos a tomar. Estabelece objetivos. Determina prioridades. E o que é prioridade? Poucos Líderes sabem dentro de uma organização o que é prioridade.
Prioridade é venda á vista é dinheiro no caixa. Pois o caixa é o REI. E, é claro, Líder viabiliza as ações, alocando os recursos indispensáveis para tanto.

Pessoas que são realmente Líderes alteram a cultura das Organizações.

Isso quer dizer: criam novos valores; geram nova visão; incentivam novos comportamentos. Geram oportunidades para que as pessoas evoluam, inovem, arrisquem-se. Por isso, diz ? se que os Líderes são, antes de tudo, agentes das mudanças. Em primeiro lugar nas pessoas; depois, na organização.

Os Líderes têm um característica de ação interessante diante das crises: eles identificam o problemas e as dificuldades. Como todo mundo. Mas eles investem na busca de soluções com extremo empenho. Como quase todo mundo. E efetivamente eles encontram estas soluções. Como pouca gente.

E mobilizam, motivam e comprometem as pessoas para produzirem resultados que eliminam os problemas. Como quase ninguém.

Isso requer, do Líder, amplo domínio sobre tudo o que se faz na empresa, acompanhamento minucioso de atividades e monitoramento constante dos operadores do processo. As ações de controle permanente da mão de obra, as ações de direção, assim, consideram que os excelentes e bons resultados dependem básicamente do acompanhamento dos Líderes.

Todos os mecanismos aqui descritos dependem da pessoa do gerentes (Líder), ou seja, de suas características usuais de atuação ?Liderança? (ou, mais precisamente, de suas características pessoais), que têm forte influência sobre o processo gerencial como um todo.

As ações têm prioridade na empresa em si, enfatizando a redução de custos, o aumento da produtividade e a ampliação da capacidade produtiva.

Inegavelmente o Líder é aquele que tem a capacidade de elaboração de uma direção, onde conduz e mobiliza os operadores do processo a realizar aquilo que foi elaborado.

Fique certo disso!
Para ser Líder é preciso ser atuante, é preciso liderança, são poucos, aqueles que conseguem!

Fernandes Alexandre Quintino
Economista

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