Estudantes da Univille disputam Gincana Brasileira de Economia
Agosto 29, 2008
As acadêmicas do 3º ano de Ciências Econômicas, Liana Bazzi e Suellen Kassulke, foram as primeiras colocadas na Gincana de Economia, realizada pelo Departamento de Economia da Univille, no último sábado (23 de agosto). Com a vitória, elas representarão a instituição na 6ª Gincana Brasileira de Economia entre faculdades de Ciências Econômicas dos estados brasileiros, através do “Jogo da Economia Brasileira”, organizada pelo Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon/SP) entre 23 e 25 de setembro, na capital paulista.
O objetivo do jogo será proporcionar a integração entre estudantes de Economia e estreitar o relacionamento entre Corecon/SP e faculdades. A disputa consiste na busca por soluções de problemas econômicos entre duas equipes por partida, em que o adversário lança na tela do concorrente, situações a serem dominadas como: “aumento da taxa de juros”, “inflação”, “valorização da moeda”, entre outros. Além de medalhas e troféus, os integrantes das duplas vencedoras da Gincana em São Paulo concorrem a prêmios que variam entre R$ 3.000 e R$ 1.000 por dupla.
O Departamento de Economia da Univille levará as estudantes ao torneio em São Paulo mas, além disso, também distribuiu prêmios aos segundos e terceiros colocados. Os estudantes do 4º ano de Ciências Econômicas, Eduardo Sotopietra Neto e Cleberson Pereira, que ficaram com a segunda colocação, ganharam vales de R$ 70 para a compra de livros. O terceiro colocado, Ralf Bernardes, do 1º ano de Economia, também recebeu um vale-compras no valor de R$50. Parabéns aos estudantes!
Drawback Verde e Amarelo vai estimular exportações
Agosto 29, 2008
O governo deve anunciar nos próximos dias a regulamentação do Drawback Verde e Amarelo para estimular as exportações. Segundo Lytha Spíndola, secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), a finalidade da medida é equiparar o tratamento do insumo nacional com aquele dado à matéria-prima exportada.
“Talvez seja a maior reivindicação do setor exportador brasileiro”, disse. “Muitas vezes a empresa, que vai produzir para vender para o mercado, prefere importar partes, peças, componentes, produtos intermediários, matérias-primas e material de embalagem, ao invés de comprar no mercado interno”, completou
Com o drawback, de acordo com a secretária executiva da Camex, isso vai mudar, porque vai haver uma equiparação do tratamento tributário, favorecendo a compra do mercado interno, o que aumentará a produção e geração de emprego. O sistema de drawback beneficia contribuintes nas operações de comércio exterior com a suspensão, isenção ou restituição de imposto que incidem nas exportações, especificamente o Imposto de Importação, o Imposto sobre Produtos Industrializados e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
Repórter da Agência Brasil / Daniel Lima
O futuro dos Créditos de Carbono
Agosto 28, 2008
Uma boa notícia para os investidores e interessados no comércio mundial de créditos de carbono: pesquisa da Enviromental Finance Publications mostra que cresceu 33% o total de fundos de investimento cuja carteira carrega os papéis lastreados na redução de emissões de gases de efeito estufa _eram 56 fundos no ano passado e agora eles somam 80 ao redor do mundo. O salto dos recursos por eles administrados foi ainda maior: de US$ 7,9 bilhões para US$ 12,87 bilhões, expansão de 63%.No cerne dessa evolução está, claro, a entrada em vigor do período em que as emissões serão mensuradas pelo Protocolo de Kyoto, acordo internacional que prevê que os países ricos signatários reduzam, entre 2008 e 2012, os gases de efeito estufa que lançam na atmosfera a um valor 5,2% em média menor do que os níveis verificados em 1990. Portanto, é uma boa notícia, mas já tinha data marcada para acontecer.
O problema para esse mercado é justamente o que vem depois de 2012, pois ainda é uma incógnita o que vai acontecer. As negociações para a efetiva implantação de um esquema de compensações andam vagarosamente. Há diversos problemas a contornar: a inclusão ou não de grandes países em desenvolvimento no rol das nações com metas de redução a cumprir _contra o que se colocam as principais potências desse grupo, China, Índia e Brasil, a aceitação ou não de novas formas de compensação, por exemplo, manter florestas intocadas, atrair os Estados Unidos para o comércio global _os norte-americanos não são signatários de Kyoto.
China, Índia e Brasil são, hoje, os maiores beneficiados com recursos de projetos internacionais de redução de emissões em países em desenvolvimento. O Secretariado de Mudança Climática da ONU, responsável pelas validações de créditos de carbono válidos para a medição sob Kyoto, contabilizava, até o dia 27 de agosto, 1.151 projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo aprovados, dos quais 760 - ou dois terços - se encontravam nesses três países. O MDL é o mecanismo previsto no Protocolo de Kyoto para que as nações que têm que reduzir suas emissões possam fazê-lo investindo em projetos de despoluição em países em desenvolvimento. Portanto, hoje, sem obrigatoriedade de reduzir suas emissões, os três países atraem investimento internacional com iniciativas que cortem gases de efeito estufa. Se passarem a ter que abater suas próprias emissões, essa fonte de recursos diminui.
Com os Estados Unidos, o problema parece menor. Apesar de estarem fora do Protocolo de Kyoto, vários Estados norte-americanos já têm legislação com metas próprias de redução de emissões, liderados pela Califórnia, o mais rico deles. E, em Chicago, já há uma Bolsa de comercialização de títulos lastreados em redução de emissão de carbono, que bate mensalmente seus recordes de comercialização.
Por fim, já é consenso que o desmatamento, responsável por até 20% das emissões mundiais, precisa ser reduzido com compensações financeiras. Mas ainda não há uma solução sobre como fazê-lo. A iniciativa do governo amazonense chamada de Bolsa Floresta - um valor é pago aos moradores de áreas intocadas para que não a desmatem - é citada como modelo a ser desenvolvido. A WWF estima que a criação de um sistema de salvaguardas de florestas tropicais custe de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões por ano, e sugere que esses recursos venham exatamente do mercado de créditos de carbono.
O prazo para fechar um acordo que valha após o fim de Kyoto é 2009. As discussões seguem em seminários internacionais de dois em dois meses. Os olhos do mercado de carbono estão voltados neste momento para Acra, em Gana. De lá, pode sair a boa notícia de um avanço nas negociações. Ou mais incertezas quanto ao futuro desse esquema de comercialização.
*Fabíola Salani é jornalista especialista em temas econômicos, com foco em turismo e créditos de carbono, tema de sua monografia no MBA em Derivativos e Informações Financeiras pela FIA-USP. Trabalhou 13 anos no Grupo Folha, seis deles em Economia na Folha de S. Paulo. Atualmente é gerente de atendimento na Entrelinhas Comunicação.
e-mail - fabiola@entrelinhas.net
Luciano Coutinho recebe prêmio Economista do Ano 2008
Agosto 25, 2008
O economista Luciano Coutinho, atual presidente do BNDES, recebeu no dia 18 de agosto o Prêmio Economista do Ano 2008, outorgado pela Ordem dos Economistas do Brasil. A eleição fora feita por todos os economistas inscritos na OEB e inscritos e associados às principais entidades representativas da categoria de São Paulo e de todo o Brasil.
O Prêmio Economista do Ano é um programa perene de reconhecimento dos profissionais de economia e de suas contribuições para a construção de um país mais próximo de um estado de Bem-Estar, mais eficiente em seus processos econômicos e produtivos, mais próspero e mais justo para com todos os seus cidadãos.
Luciano Coutinho soma-se a uma galeria que ostenta os maiores nomes da Economia brasileira contemporânea: Celso Furtado, Mário Henrique Simonsen, Roberto de Oliveira Campos, Delfim Netto, nomes já consagrados pelas história, aos quais se somaram os da nova geração, como Gustavo Franco, José Roberto Mendonça de Barros, Aloísio Mercadante Oliva, Pérsio Arida, Armínio Fraga, Eduardo Giannetti da Fonseca, Alexandre Scheinkman, André Lara Resende e Edmar Bacha.
Luciano Coutinho, um dos mais importantes economistas do Brasil
O premiado deste ano é um dos mais importantes e destacados economistas do Brasil. Sua carreira sempre primou pela busca dos melhores caminhos para o desenvolvimento, para o crescimento, prosperidade e justiça na distribuição da riqueza dos brasileiros.
Luciano Coutinho é doutor em Economia pela Universidade de Cornell (EUA) e professor convidado da Universidade de Campinas (Unicamp). Especialista em economia industrial e internacional, escreveu e foi organizador de vários livros além de ter extensa produção de artigos, publicados no Brasil e no exterior. Nascido em Pernambuco, Coutinho é bacharel em Economia pela Universidade de São Paulo. É Mestre em Economia pelo Instituto de Pesquisas Econômicas da USP e foi professor visitante nas Universidades de São Paulo, de Paris XIII, do Texas e do Instituto Ortega y Gasset, além de professor titular na Unicamp. Coutinho foi presidente do Conselho Regional de Economia-Corecon-SP, nos anos de 1984, 1985 e 1990.
Fonte: Sergio Storti - Assessor de Comunicação do COFECON
Analistas de mercado defendem manutenção de políticas consistentes no país
Agosto 25, 2008
O Brasil deve ampliar e manter políticas econômicas e monetárias consistentes para preservar e melhorar a classificação de grau de investimento, conferida pelas agências de avaliação de risco Standard&Poor’s e Ficht, o que favorece a atração de investimentos externos.
Essa é uma das conclusões a que chegaram no dia 22, os participantes do 20º Congresso da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), reunidos no Rio desde o último dia 20. A avaliação geral é que uma vez ultrapassada a atual situação de crise econômica mundial, o Brasil poderá obter benefícios da obtenção do grau de investimento.
Para isso, os analistas da Apimec recomendam que devem ser feitos investimentos pelo governo em infra-estrutura, evitando-se o aumento dos gastos públicos. É preciso ainda que o arcabouço legal seja melhorado, de modo a garantir maior consistência aos investimentos, apontaram.
“Nesse sentido, vemos com preocupação a polêmica que se instaurou recentemente quanto à exploração do pré-sal e alertamos para o inaceitável risco de quebra de contrato e de um indesejável crescimento do Estado empresário”, diz a Apimec na Carta do Rio de Janeiro, divulgada ao final do encontro.
Segundo a entidade, o mercado de capitais pode contribuir com soluções para ampliar a participação da sociedade nos resultados do pré-sal, sem prejudicar os milhares de acionistas da Petrobras. Muitos deles são trabalhadores que usaram, com incentivo do governo, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para compra de ações da estatal brasileira, frisaram os analistas.
Agência Brasil / Alana Gandra
Economistas sugerem isenção de IR na compra de títulos privados
Agosto 22, 2008
O mercado brasileiro de títulos privados de renda fixa poderá ser ampliado se for estendida ao investidor nacional a medida que garante ao investidor estrangeiro isenção de pagamento do Imposto de Renda na compra de títulos públicos. Essa é uma das conclusões do relatório O Mercado de Títulos Privados de Renda Fixa no Brasil, elaborado por economistas da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), do Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppead/UFRJ) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O professor de Finanças do Instituto Coppead, André Carvalhal, disse que o mercado de títulos privados de renda fixa tem apresentado uma boa evolução nos últimos anos, mas, para ele, ainda há obstáculos a serem vencidos. Entre eles, Carvalhal citou a liquidez e o tamanho reduzido do mercado, além dos custos de lançamento de títulos que são muito elevados.
Outro fator considerado no estudo é que “muitas das regras que existem hoje favorecem a aplicação em títulos públicos. Sejam regras de risco de crédito, sejam regras, muitas vezes, fiscais. Você não tem nenhum estímulo em investir em títulos privados, em detrimento dos títulos públicos. Esse foi o diagnóstico que a gente conseguiu detectar”. De acordo com dados de 2005 analisados no relatório, o mercado de títulos privados de renda fixa no Brasil representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país. Nos países desenvolvidos, a média é de 40% do PIB.
O Brasil perde também em relação a países emergentes como Chile, Cingapura e Malásia, nos quais esse mercado corresponde, respectivamente, a 23%, 24% e 58% do PIB. “Há um vasto caminho a ser percorrido”, disse o especialista.Outra sugestão dos autores do relatório é a mudança na regulamentação do setor, para permitir a concessão de incentivos fiscais, com aumento de limite de investimentos para aplicação em títulos privados.
Em geral, os títulos privados de renda fixa são adquiridos pelo investidor, que fica com eles até o vencimento. Em 2007, foram lançados no mercado nacional R$ 55 bilhões em títulos privados de renda fixa, contra R$ 75 bilhões no ano anterior. “O mercado está passando por momentos difíceis, em função da crise econômica mundial”, analisou. Segundo ele, também há retração no mercado de renda variável, isto é, de ações. Ele avaliou, porém, que a expectativa é de crescimento diante da tendência de arrefecimento da crise internacional.
Agência Brasil / Alana Gandra
Ex-presidente da CVM defende internacionalização de empresas brasileiras
Agosto 22, 2008
O ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e atual conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais Roberto Teixeira da Costa afirmou ontem (21) que o processo de internacionalização das empresas brasileiras é irreversível e constitui uma exigência da globalização.“Nos últimos dez anos, essa talvez tenha sido uma das modificações mais marcantes no contexto empresarial brasileiro”, disse ele, em entrevista à Agência Brasil, depois de participar do 20º Congresso da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), no Rio de Janeiro.
Segundo Costa, a globalização obrigou algumas empresas brasileiras de grande porte a olhar não apenas o mercado local, mas também o internacional. “Quando o mercado se globaliza, surge um fator novo, que é a produção em escala, e mesmo um produtor eficiente tem que aumentar substancialmente sua escala para ser competitivo.”
Costa disse que a empresa que busca o exterior tem de apresentar vantagens comparativas e competitivas e passar por um processo cultural de adaptação e ajustamento aos países onde vai operar. A entrada no mercado externo, explicou, pode ocorrer de várias formas, como abertura de uma filial no exterior, compra de uma empresa ou estabelecimento de parcerias.
Agência Brasil / Alana Gandra
6ª Gincana Brasileira de Economia
Agosto 21, 2008
O Conselho Regional de Economia de São Paulo - CORECON-SP realizará nos dias 23, 24 e 25 de setembro a 6ª Gincana Brasileira de Economia entre Faculdades de Ciências Econômicas dos Estados Brasileiros, através do “Jogo da Economia Brasileira”.
O intuito é proporcionar integração entre estudantes de Economia e estreitar relacionamento entre o CORECON-SP X Faculdades. O jogo consiste na disputa por soluções de problemas econômicos entre duas equipes por partida, em que o adversário lança na tela do concorrente, situações a serem dominadas como: “aumento da taxa de juros”, “inflação”, “valorização da moeda”, entre outros.
A 6ª Gincana oferecerá no 1º dia do evento um “Passeio Cultural” (*) aos pontos atrativos e históricos de São Paulo, entre eles visita ao Banco Central localizado na Avenida Paulista. O CORECON-SP hospedará alunos das cidades distantes no hotel Braston e oferecerá toda a insfraestrutura, durante o dia, para a participação deste grande evento.
Além de medalhas e troféus os integrantes das duplas vencedoras receberão os seguintes prêmios:
* 1º lugar: R$1.500,00 (R$3.000,00 a dupla)
* 2º lugar: R$1.000,00 (R$2.000,00 a dupla)
* 3º lugar: R$500,00 (R$ 1.000,00 a dupla)
As inscrições poderão ser feitas até o dia 11/9 através do site: http://www.coreconsp.org.br/gincana, o total de vagas é limitado. A faculdade interessada deverá fazer a inscrição da dupla representante preenchendo a ficha online, confirmando assim a participação na 6ª Gincana.
(*) Passeio optativo aos alunos de São Paulo
Banco Central divulga informações econômico-financeiras
Agosto 21, 2008
Balanço de pagamentos - Julho de 2008
O balanço de pagamentos registrou superávit de US$2,4 bilhões em julho. As transações correntes apresentaram déficit de US$2,1 bilhões, acumulando, nos últimos doze meses, déficit de US$19,5 bilhões, equivalentes a 1,41% do PIB. O saldo comercial atingiu US$3,3 bilhões no mês, resultado similar ao de julho de 2007. No mês, a conta financeira apresentou ingressos líquidos de US$4,3 bilhões, destacando-se os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros em carteira e diretos que somaram US$4,2 bilhões e US$3,2 bilhões, respectivamente.
A conta de serviços foi deficitária em US$1,4 bilhão, resultado 10% superior ao apresentado no mesmo mês de 2007. O item viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$838 milhões, aumento de 102,1% na mesma base de comparação, resultantes do crescimento de 60,7% nos gastos de brasileiros em viagens ao exterior e de 17,5% nos gastos de não-residentes em viagens ao Brasil. No período analisado, as despesas líquidas com transportes apresentaram elevação de 27,1%, somando US$359 milhões. Dentre os demais itens da conta de serviços, destacaram-se a elevação nas despesas líquidas de royalties e licenças, 28,9%, e em serviços de computação e informações, 11,2%. As remessas líquidas de aluguel de equipamentos, US$545 milhões, permaneceram estáveis no período. Os outros serviços registraram ingressos líquidos de US$987 milhões, 105,3% acima do resultado de julho de 2007.
As remessas líquidas de renda para o exterior alcançaram US$4,4 bilhões no mês, acréscimo de 37,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, resultante da elevação de 5% nas receitas e de 30,8% nas despesas. As saídas líquidas de renda de investimento direto e em carteira atingiram, respectivamente, US$2,8 bilhões e US$1,2 bilhão. As despesas líquidas com lucros e dividendos, incluindo investimentos diretos e em carteira, somaram US$3,1 bilhões, aumento de 49,2%. A despesa líquida com juros, US$1,3 bilhão, foi 14% superior em relação ao resultado de julho de 2007.
Os investimentos brasileiros diretos no exterior apresentaram saídas líquidas de US$412 milhões, em julho, compreendendo US$446 milhões em aquisição líquida de participação no capital de empresas no exterior e US$34 milhões de retorno líquido de empréstimos intercompanhia.
Os investimentos estrangeiros diretos somaram ingressos líquidos de US$3,2 bilhões no mês, acumulando US$30,1 bilhões nos últimos doze meses, o que representou 2,18% do PIB. No mês, os ingressos líquidos em participação no capital de empresas no país, incluídas as conversões em investimentos, somaram US$2,7 bilhões, enquanto os desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhias totalizaram US$573 milhões.
Em julho, os investimentos estrangeiros em carteira registraram saldo líquido de US$4,2 bilhões, comparativamente a US$405 milhões no mês anterior. Os investimentos líquidos em ações foram negativos em US$157 milhões, sendo que as negociadas no país apresentaram remessas líquidas de US$3,8 bilhões, enquanto os recibos de ações de companhias brasileiras negociados no exterior registraram ingressos líquidos de US$3,6 bilhões. Os títulos de renda fixa negociados no País registraram ingressos líquidos de US$4,2 bilhões em julho. As amortizações líquidas de bônus negociados no exterior somaram US$229 milhões, resultantes de operações de recompra do Tesouro Nacional. As notes e commercial papers registraram ingressos líquidos de US$73 milhões, comparados às amortizações líquidas de US$300 milhões no mês anterior. Os investimentos líquidos em títulos de curto prazo atingiram US$326 milhões.
Os outros investimentos brasileiros no exterior resultaram em saídas líquidas de US$2,4 bilhões, compreendendo US$1,6 bilhão de redução de depósitos de bancos brasileiros no exterior e US$3,8 bilhões de constituição de ativos dos demais setores. A concessão líquida de empréstimos brasileiros a não-residentes alcançou US$403 milhões.
Os outros investimentos estrangeiros no País somaram saídas líquidas de US$750 milhões em julho. O crédito comercial de fornecedores registrou amortizações líquidas de US$2,4 bilhões, referentes, fundamentalmente, às operações de curto prazo. Os empréstimos somaram desembolsos líquidos de US$1,2 bilhão, dos quais US$979 milhões referentes a empréstimos de médio e longo prazos, com destaque para créditos de compradores, US$585 milhões, e de agências, US$265 milhões.
II - Reservas internacionais
As reservas internacionais cresceram US$2,7 bilhões, em julho, comparativamente ao observado no mês anterior, somando US$203,6 bilhões.
No período analisado, o Banco Central liquidou compras de US$1,7 bilhão no mercado doméstico de câmbio. Entre as operações externas, sobressaiu a receita de US$619 milhões obtida com a remuneração das reservas, enquanto as demais operações, que incluem, entre outras, variações de preço e de paridades, elevaram o estoque em US$421 milhões.
III - Dívida externa
A dívida externa total estimada para o mês de julho alcançou US$208,5 bilhões, aumento de US$3,3 bilhões em relação à posição estimada para o mês anterior. Desse total, US$166,1 bilhões correspondem à dívida de médio e longo prazos e US$42,4 bilhões, à de curto prazo. No período analisado, essas parcelas do endividamento externo cresceram US$639 milhões e US$2,6 bilhões, na ordem.
No mês, os principais fatores de variação da dívida externa de médio e longo prazos foram ingressos líquidos de Buyer’s, US$585 milhões; agências governamentais, US$265 milhões; empréstimos diretos, US$137 milhões; e Notes, US$75 milhões. Dentre as amortizações, destaquem-se as recompras do Tesouro, US$179 milhões, e as amortizações de Supplier’s, US$65 milhões. Contribuiu, ainda, para o resultado, a redução estimada de US$187 milhões da dívida externa em dólares, decorrente de variação por paridade.
Quanto à dívida de curto prazo, a variação em relação ao mês de junho deveu-se a ingressos líquidos de empréstimos e financiamentos, US$660 milhões, e ao aumento das obrigações em moedas estrangeiras dos bancos comerciais, US$2 bilhões.
Fonte: Banco Central
Balança apresenta superávit de US$ 1,6 bilhão na terceira semana de agosto
Agosto 21, 2008
Na terceira semana de agosto de 2008, entre os dias 11 e 17, a balança comercial brasileira registrou o melhor superávit comercial – diferença entre o valor exportado e o importado – semanal do ano: US$ 1,666 bilhão, com média diária US$ 333,2 milhões. No período, as exportações brasileiras somaram US$ 5,304 bilhões, com média diária de US$ 1,060 bilhão, segundo melhor desempenho semanal do ano, ficando atrás apenas da primeira semana de fevereiro, quando a média diária dos embarques internacionais somou US$ 1,069 bilhão. As importações, na terceira semana de agosto, chegaram a US$ 3,638 bilhões (média diária de US$ 727,6 milhões). A corrente de comércio (soma das exportações mais as importações) totalizaram US$ 8,942 bilhões.
A média das exportações da terceira semana do mês chegou a US$ 1,060 bilhão, cifra 8,1% maior que a média de US$ 981,5 milhões registrada até a segunda semana de agosto, em função de crescimento das exportações de básicos (+22,5%) – principalmente, petróleo em bruto, soja em grão, minério de cobre, café em grão, minério de manganês e milho em grão – e manufaturados (+1,4%) – com destaque para gasolina, autopeças, laminados planos de ferro e aço, açúcar refinado e suco de laranja não congelado. As exportações de produtos semimanufaturados registraram queda de 23,7%, por conta de açúcar em bruto, celulose, ferro-ligas e ferro fundido.
Na mesma comparação, as importações apresentaram retração de 19,7% explicada, sobretudo, pela diminuição nos gastos com combustíveis e lubrificantes, adubos e fertilizantes, equipamentos eletroeletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos, instrumentos de ótica e precisão e siderúrgicos.
Mês
Até o dia 17 de agosto (11 dias úteis), as exportações totalizaram US$ 11,193 bilhões, com média diária de US$ 1,017 bilhão, valor 55% superior ao desempenho médio diário registrado em todo mês de agosto do ano passado (US$ 656,5 milhões). Nessa comparação, foram observados aumentos nas exportações de básicos (+97,5%) – por conta de petróleo em bruto, minério de ferro, carnes suína, bovina e de frango, soja em grão, farelo de soja, café em grão, minério de cobre e fumo em folhas – semimanufaturados (+60,3%) – em função de semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas, ferro fundido, celulose, óleo de soja em bruto, açúcar em bruto e alumínio em bruto – e manufaturados (+23,5%) – com destaque para suco de laranja não congelado, gasolina, máquinas e aparelhos para uso agrícola, etanol, medicamentos, aviões, tratores, óxidos e hidróxidos de alumínio, e máquinas e aparelhos para terraplanagem.
Sobre a média diária registrada em julho deste ano (US$ 889,3 milhões), houve um incremento de 14,4% por conta de crescimento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+21,7%), semimanufaturados (+10,8%) e manufaturados (+8,3%).
As importações, no mesmo período, acumularam US$ 9,074 bilhões – média diária de US$ 824,9 milhões. Ao se comparar o desempenho médio diário com o de todo mês de agosto do ano passado (US$ 502,5 milhões), verificou-se um incremento de 64,2%, e em relação à média diária registrada em julho último (US$ 745,6 milhões), as importações registraram alta de 10,6%. Em relação a agosto de 2007, aumentaram as compras de adubos e fertilizantes (+200,9%), combustíveis e lubrificantes (+122,4%), equipamentos mecânicos (+64,6%), instrumentos de ótica e precisão (+63,7%), veículos automóveis e partes (+52,0%) e produtos plásticos (+49,3%). Sobre julho de 2008, houve aumento nos importações dos seguintes produtos: farmacêuticos (+41,3%), combustíveis e lubrificantes (+26,0%), adubos e fertilizantes (+23,4%), equipamentos mecânicos (+16,3%) e instrumentos de ótica e precisão (+9,9%).
O superávit acumulado até a terceira semana de agosto foi de US$ 2,119 bilhões (média diária de US$ 192,6 milhões). Em comparação com o desempenho médio diário apresentado em agosto de 2007 (US$ 154 milhões), observou-se um crescimento de 25,1%. Em relação à média diária do superávit, em julho deste ano (US$ 143,7 milhões), a alta foi de 34,1%.
Ano
Nos 157 dias úteis acumulados no ano, de janeiro a 17 de agosto, a balança comercial brasileira somou exportações de US$ 122,291 bilhões, com média diária de US$ 778,9 milhões, cifra 29,4% maior que a registrada no mesmo período do ano passado (US$ 602 milhões). As importações no ano somaram US$ 105,519 bilhões, um desempenho médio diário de US$ 672,1 milhões – acréscimo de 52,4% sobre a média diária no mesmo período de 2007 (US$ 441,1 milhões). O saldo comercial no ano totaliza US$ 16,772 bilhões, com uma média diária de US$ 106,8 milhões, valor 33,6% menor que o registrado no mesmo período de 2007 (US$ 160,9 milhões).
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

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