Balança registra superávit de US$ 839 milhões na terceira semana de setembro
Setembro 22, 2008
A balança comercial brasileira, na terceira semana de setembro (entre os dias 15 e 21), registrou exportações de US$ 4,355 bilhões (média diária de US$ 871 milhões) e importações de US$ 3,516 bilhões (média diária de US$ 703,2 milhões), desempenhos que resultaram num superávit – diferença entre o valor exportado e o importado – de US$ 839 milhões (média diária de 167,8 milhões). A corrente de comércio (soma das exportações com as importações) verificada na semana foi de US$ 7,871 bilhões (média diária de US$ 1,574 bilhão).
Mês
No mês, até o dia 21 de setembro, as exportações totalizaram US$ 13,981 bilhões, o que correspondeu a um desempenho médio diário de US$ 932,1 milhões, valor 25% maior que o desempenho médio diário das exportações em todo o mês de setembro do ano passado (US$ 745,6 milhões) e 0,9% menor que a média diária das vendas internacionais brasileiras em agosto deste ano (US$ 940,3 milhões).
As importações, nas três semanas de setembro, acumularam US$ 11,590 bilhões (média diária de US$ 772,7 milhões), um crescimento de 37,3% sobre o desempenho médio diário apresentado no mesmo mês do ano passado (US$ 562,6 milhões). Em relação à média diária registrada no mês de agosto último (US$ 832,3 milhões), entretanto, observou-se retração de 7,2% nas importações, até a terceira semana do mês.
O saldo comercial apresentado até a terceira semana de setembro foi de US$ 2,391 bilhões, com média diária de US$ 159,4 milhões, e ficou 12,9% menor que o superávit médio diário registrado em todo o mês de setembro do ano passado (US$ 183 milhões). Em relação à média diária do saldo verificada em agosto de 2008 (US$ 108 milhões), houve um incremento de 47,5%.
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MDIC
Economistas do BC indicam menos inflação e aumento da Selic
Setembro 22, 2008
Os economistas do BC, segundo o Relatório Focus, elaborado em 19 de setembro, estimam que a taxa Selic termine 2008 em 14,75%, mesmo índice da semana passada. Para 2009, a expectativa saltou de 13,75% para 13,79%. Os economistas prevêem agora uma alta dos juros para 14,25% na reunião do fim de outubro e para 14,75% em dezembro (o Copom se reúne a cada 45 dias aproximadamente).Já a expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta para o BC em relação à inflação, caiu pela 8ª semana seguida, de 6,26% para 6,23%. A meta de inflação é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% no intervalo de tolerância (teto da meta). A estimativa para a inflação para os próximos 12 meses também caiu, de 5,19% para 5,18%. Para 2009, a taxa recuou de 4,99% para 4,97%.
O relatório Focus é disponibilizado semanalmente pelo Banco Central apresentando a média, a mediana e o desvio-padrão das expectativas do mercado (instituições financeiras, consultorias e bancos) em relação a 26 variáveis econômicas.
Bovespa registra maior alta desde 1999 subindo 9,57%
Setembro 20, 2008
A série de medidas anunciadas nos EUA deu ânimo aos mercados mundiais, com ganhos nos mais diversos países, incluindo recorde no Brasil. O pacote divulgado pelo governo americano salvou a semana, e a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) teve sua maior valorização num só dia desde janeiro de 1999, quase anulando as perdas do mês. A euforia foi resultado dos bons índices de mercados internacionais positivos, como a Bolsa de Londres que subiu 8,8% e a de Paris, 9,3%, por exemplo.
O Ibovespa, avançou 9,57% no fechamento e atingiu os 53.055 pontos. Apesar dos ganhos de hoje, a Bolsa ainda acumula perdas de 4,7% no mês. No ano, a baixa é de 16,95%.
Dólar
Já na outra ponta, com a venda de dólares do BC, o câmbio despencou mais de 5%. O dólar comercial foi cotado a R$ 1,831 na venda, em declínio de 5,12%. A taxa de risco-país recuou quase 15%, para os 278 pontos.
BC vende dólares para acalmar o mercado
Setembro 19, 2008
O BC anunciou a realização de um leilão hoje, 19 de novembro, para a venda de dólares com o objetivo de aumentar a liquidez no mercado nacional. “Em função da restrição de liquidez observada nos mercados financeiros internacionais, o Banco Central do Brasil decidiu efetuar leilão de venda de câmbio. (…) A decisão é de caráter temporário e não tem como objetivo influir na taxa de câmbio. O Banco Central reafirma que não existe meta para a taxa cambial, seja com fixação de tetos ou pisos”, comunica a Instituição.O montante de US$ 500 milhões será comercializado, com compromisso de recompra por parte do BC depois de 30 dias corridos. O dólar chegou a subir 5% ontem (18), mas reduziu a alta após as declarações de Meirelles, fechando a R$ 1,93.
Como funciona?
O leilão acontece a partir das 11h, via telefone, e pode ser acessado somente por “dealers”, bancos ou financeiras credenciadas pelo BC. Cada comprador pode adquirir até US$ 100 milhões. O resultado será anunciado ás 12h30. Atualmente, a Instituição mantém cerca de US$ 200 bilhões em reservas internacionais, além de mais US$ 20 bilhões da operação de swap cambial reverso.
O Brasil e a negociação internacional de créditos de carbono
Setembro 19, 2008
Tendo sua criação através do art. 12 do Protocolo de Quioto, a comercialização do crédito de carbono, também conhecido como redução certificada de emissão (RCE), tem assumido caráter de importância na economia brasileira, principalmente em questões governamentais e de comércio exterior. Países como Alemanha e Inglaterra têm atuado expressivamente na compra desses créditos buscando cumprir as metas estabelecidas nos tratados dos países que constituem a União Européia.
De acordo com o estabelecido no Protocolo, a idéia é não deixar que os países em desenvolvimento busquem desenvolver sua economia às custas da degradação do meio ambiente, da mesma forma que fizeram aqueles que são hoje as grandes potências mundiais, incentivando-os economicamente, agregando valor ao crédito de carbono. Por isso, ficou entendido que o ônus econômico para combater a mudança do clima deve ser assumido pelos países historicamente responsáveis, desde a revolução industrial, que são os que hoje assumiram as metas do Protocolo de Quioto.
Países em desenvolvimento como China, Índia e Brasil não são considerados historicamente responsáveis, sendo essa uma das principais argumentações do governo dos Estados Unidos para a não-ratificação do Protocolo. Para o Brasil ficaram estabelecidas no tratado outras prioridades como a erradicação da pobreza e o combate às desigualdades sociais. Mas em contrapartida às metas obrigatórias de controle e redução de emissão de gases, ficaram obrigações genéricas como forma de colaboração para o combate à mudança climática e efeito estufa, como, por exemplo, os programas como Proálcool e o Programa de Biodiesel.
O volume de crédito de carbono ou emissão reduzida identificado na RCE, identifica a quantidade de redução de emissão que pode ser transacionado ou negociado como crédito. A discussão principal em relação à natureza jurídica deste crédito e a forma de comercialização e tributação foi motivo para a criação de uma comissão para análise dos créditos de carbono pela Ordem dos Advogados do Brasil havendo também projetos de lei tramitando no Congresso discutindo até a proposta de isenção tributária para estes créditos.
Não existe ainda uma definição específica para isto. A maioria dos especialistas acredita que sendo crédito, ou direito de crédito, não se negocia por compra e venda mas por cessão ou endosso. Outro entendimento é de que não haverá decisão de âmbito internacional sobre a natureza dos créditos, tendo cada país liberdade para decidir internamente conforme sua legislação.
O mercado de créditos de carbono é usado como forma de compensação através do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) oferecendo facilidades para que os países desenvolvidos cumpram suas metas ao mesmo tempo em que contribuem para o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento. Para ter uma noção da representação em valores, este mercado movimentou € 40 bilhões em 2007 esperando-se um crescimento de 50% para este ano e estimada a participação do Brasil em € 180 milhões.
Os créditos são negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros, em leilões, ou em contratos privados. Como exemplo podemos citar, o primeiro leilão de crédito de carbono efetuado na BM&F. Foram vendidos mais de 800 mil créditos, no valor de € 16,20 cada. Os créditos eram oriundos da negociação entre a prefeitura de São Paulo e de uma empresa privada que, juntas, implementaram um projeto no Aterro Bandeirantes e dividiram os lucros com a venda dos créditos.
No estado de Santa Catarina temos recentemente a aprovação pelas Nações Unidas do projeto de geração de créditos de carbono do Instituto Sadia prometendo reduzir a emissão de 389 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e). O programa reúne mil fazendas de suinocultura que reduzem as emissões de metano através do uso de biodigestores nas granjas para tratamento dos dejetos gerados pelos suínos. Conforme informação da Revista Consultor Jurídico, de 7 de maio de 2008, serão recebidos anualmente 3.891 créditos de carbono por um período de 10 anos, com início previsto para agosto deste ano. O valor recebido com a venda dos créditos de carbono será dividido entre os suinocultores de acordo com o potencial de redução de emissões de cada um. Antes de receber o dinheiro, a instituição fará abatimento do investimento realizado nos biodigestores e nos custos de execução e operação do programa.
Darlon Massirer
Crise nos EUA está longe do fim, segundo especialistas
Setembro 18, 2008
A crise nos Estados Unidos, cujo capítulo mais recente foi a quebra do Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos daquele país, ainda está longe do fim, afirmam especialistas consultados pela Agência Brasil.
A falência do Lehman Brothers foi um capítulo à parte na porque o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, não emprestou dinheiro para evitar a concordata do banco. “O mercado entendeu isso como uma mudança de rota e se assustou com a decisão [do Fed]“, explica Tharcisio Bierrenbach de Souza Santos, diretor do curso MBA da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) de São Paulo. Em março, o Fed emprestou dinheiro para que o banco JP Morgan comprasse o quase falido Bear Stern.
“A inadimplência no crédito afetou a saúde financeira dos bancos e isso desencadeou a crise na bolsa”, explica o professor Antonio Correa de Lacerda, do departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). A crise, lembram os especialistas, foi provocada por problemas no mercado imobiliário americano.
“Guardadas as devidas proporções, esta crise tem o tamanho e a gravidade da crise de 1929″, acredita Santos. Ele explica que o mundo hoje está mais preparado do que na década de 30, quando a Bolsa de Valores de Nova Iorque quebrou. “Hoje o mercado esta mais controlado, temos uma série de mecanismos para não deixar a situação se alastrar.”
A crise econômica, segundo especialistas, não tem hora para acabar. E, segundo o diretor da FAAP, a bolha americana não é a única. “Há situações semelhantes em diversos países da Europa, como a Holanda e a Inglaterra e até mesmo na Oceania, na Nova Zelândia e na Austrália”, diz.
Mas como esta crise afeta o cidadão comum no Brasil? O economista Fabio Silveira, sócio-diretor da RC Consultoria, explica que por hora o país não está sentindo os efeitos da crise. “O principal efeito é a queda de commodities, que não se reflete diretamente na economia real, só no mercado de exportações”, ensina.
Para o professor da PUC, as bolsas de valores estimulam o crescimento e o surgimento das empresas e o movimento da economia acompanha seu ritmo. “Uma crise profunda diminui a capacidade de expansão das empresas e, conseqüentemente, de gerar empregos.”
Ivy Farias / Agência Brasil
São Tomé e Príncipe: todo mundo de olho
Setembro 17, 2008
Ninguém ouve falar, mas o mundo todo está interessado no arquipélago africano.
Com 151 mil habitantes distribuídos entre as duas pequenas ilhas na costa oeste africana, o arquipélago de língua portuguesa é, hoje, uma nação desconhecida. Um dos cinco países da CPLP, situado no golfo da Guiné, sob a presidência de Fradique Menezes e tendo como Primeiro-Ministro Rafael Branco, este desconhecido já representou o apogeu da expansão marítima e, hoje, tenta traduzir a herança do colonialismo europeu e suas riquezas naturais para o novo século.
Na busca por uma rota segura para as Índias, navegadores portugueses aportaram, em meados do século XV, nas ilhas de São Tomé e Príncipe. Desde o início, a corte real portuguesa se preocupou em transformar as ilhas em um entreposto comercial para os navios que se dirigiam ao Cabo da Boa Esperança, e numa ponte para o comércio entre a metrópole e suas frentes na costa africana, onde os portugueses estabeleceram feitorias desde o golfo de Guiné até a costa da Angola.
Movido por sua expansão territorial em terras africanas e americanas, no início da era de ouro da escravidão, Portugal posicionou São Tomé e Príncipe como um ponto geoestratégico na economia global da época. No final do século XVI e início do século XVII, começou a colonizar as ilhas de forma não somente a transformá-las em um local de convergência de escravos captados na África e distribuídos para a Europa e Brasil, como também a explorar a terra, desenvolvendo uma cultura de plantio baseado na cana de açúcar e, mais tarde, no café, para seguir o mesmo curso dos escravos.
Com o desenvolvimento da colônia brasileira e, finalmente, com sua independência em 1822, as ilhas de São Tomé e Príncipe não conseguiram suportar a concorrência do açúcar e do café americanos. Vendo, também, o mercado negreiro chegar ao seu fim, seus governadores e negociantes viram-se obrigados a elaborar um tratado transformando as roças nacionais em propriedades agrícolas, e a migrar seu potencial agricultor para o cultivo do cacau, que prevalece até os dias atuais e representa cerca de 96% das exportações do país. Já naquele tempo, o foco dos investimentos externos estava firmado na exploração da terra, e não no relacionamento com os indivíduos da região.
Neste ponto chegamos, então, ao que ocorreu entre os séculos XVIII e XIX. Com a revolução industrial, a economia global transitou para uma nova maneira de se construir e investir. Os pontos estratégicos que na era industrial caracterizavam um bom local para investimentos eram os seguintes: infra-estrutura básica [transporte, energia elétrica, água], mão de obra abundante e formada, produção em baixo custo, um mercado consumidor e, o ponto final, sua localização estratégica. O sistema econômico industrial possuía uma tecnologia pesada e fixa, exigindo construções que visavam uma produção de longo prazo.
Enquanto toda a economia global migrava para um novo posicionamento, a colônia africana que inicialmente se caracterizou como um local de convergência econômica e de investimentos, enfrentou o início de um período que eu chamo de Era do Esquecimento. Sentindo o peso de sua localização geográfica, e dependendo de apoio externo, São Tomé e Príncipe não conseguiu se encaixar nas características industriais. Sua vulnerabilidade e descontinuidade territorial revelaram limites intransponíveis. O custo dos transportes terrestres e marítimos, somando-se à ausência de um porto expressivo, impôs o isolamento de uma forma devastadora.
No século XX, conseguindo seguir o fluxo das mudanças no campo político internacional, com os movimentos nacionalistas, o país conquistou a independência em 1975, até chegar a ser uma República Democrática de multipartidos, em 1991. Por outro lado, o fluxo econômico seguiu inexpressivo. Por não possuir nenhuma das características exigidas pelo sistema industrial, e por não possuir um mercado consumidor expressivo, as grandes multinacionais e as marcas se esqueceram das ilhas. Com a falta de investimento e construção de uma perspectiva de futuro, STP mergulhou em uma fase de declínio econômico, chegando a possuir, hoje, a segunda maior dívida externa proporcional do mundo, que atinge uma cifra equivalente a 700% de seu PIB PerCapita.
Hoje, entretanto, vivemos em uma nova era. Transitamos daquela fase industrial para uma fase em que valoriza-se a qualidade de informação e produção de conhecimento. Estruturas fixas foram trocadas por flexíveis, as barreiras e limites geográficos foram rompidos pela interconexão das redes. A economia é criativa. STP deverá continuar com seu status “offline” para este mundo plano que se estabelece?
Talvez alguns líderes globais contemplem este cenário e cruzem os braços. Há pouco tempo, o diplomata francês, Bernard Kouchner, em entrevista sobre a questão do Tibet, definiu como se dão, hoje, as tomadas de decisão no cenário internacional: “Quando se lida com relações internacionais com países importantes como a China, obviamente são tomadas decisões econômicas à custa dos direitos humanos”. Mais uma vez o indivíduo fica sem espaço. Porque investir em 150 mil pessoas se é mais lucrativo e grandioso trabalhar em locais com concentrações gigantescas de consumidores?
Eu realmente acredito que podemos e é preciso caminhar contra esta corrente. Basta pensarmos em um país que possui 55% de sua população com idade inferior a 18 anos; uma geração que só precisa de uma plataforma que a conecte com a informação e uma nova perspectiva de futuro para despertar em seu potencial criativo. Basta pensarmos em um país que, no passado, representou a conexão entre Europa, África, América e Ásia.
Hoje o arquipélago repousa sobre um manto de 11 bilhões de barris de petróleo. O EUA disponibilizaram apoio militar com alvo de proteger as fontes do ouro negro, e a Nigéria já firmou acordos comerciais com o país. Nesta corrida de aproximação, encontramos acordos políticos e econômicos vindos do Brasil, Angola, China e Taiwan, em troca de investimentos nas mais diversas áreas. Há alguns meses, a França perdoou cerca de 7,6 milhões de euro da dívida do país dívida e, seguindo o mesmo caminho, a bélgica, cerca de 700 mil.
No momento em que o mundo volta novamente os olhos para as ilhas africanas, uma questão se coloca: iremos mais uma vez perpertuar a exploração geográfica e usar de forma descarada a mão-de-obra e a riqueza sãotomense, ou focalizaremos no indivíduo, em seu potencial e no desenvolvimento sustentável? Esta é a questão que nós precisaremos responder na segunda década deste século.
João Baptista
E-mail: joao@3cnetwork.org
Blog: www.concepcoeseconjunturas.blogspot.com
Mercado agitado e cenários econômicos imprevísiveis
Setembro 17, 2008
Na coluna Livre Mercado de hoje, 17 de setembro, do articulista de economia do jornal catarinense A Notícia e colega Cláudio Loetz , foi traçado um pequeno panorama da macroeconomia que nos cerca nesses últimos dias: aumento dos juros (já elevados), empréstimos mais caros, inflação com tendência de alta com a nova cotação do dólar e redução de exportações como resultado da crise internacional. Cláudio complementa com a desvalorização de commodities no exterior, que afetam as nossas principais empresas, tradicionalmente exportadoras de insumos mundiais, como o aço.
O panorama, desenhado em parceria com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Glauco Corte, destaca que o novo cenário também prevê uma redução da importação de bens de capital, que estava em crescimento nos últimos dois anos, tendo como facilitador o dólar baixo. Agora, é pagar para ver como ficam as nossas sonhadas reformas estruturais… Se itens como reforma tributária e previdenciária sequer saíram dos arquivos do Governo com a economia mundial em expansão, não devemos esperar nada antes do próximo presidente… Seguimos a crise com os dedos cruzados.
Dólar fecha em alta e Bovespa avança 1,15%
Setembro 16, 2008
O dólar comercial foi negociado hoje, 16 de setembro, a R$ 1,824 na venda, o que representa um acréscimo de 0,88% sobre a cotação de ontem. Somente neste mês, o dólar já valorizou 11,56% contra o real. Enquanto isso, a a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) inverteu a tendência de queda e sobe 1,15%, atingindo os 48.972 pontos (pelo Ibovespa). O mercado segue oscilando e as recentes notícias parecem não acalmar o setor financeiro mundial.
Em linha com as expectativas de uma boa parcela do mercado financeiro, o Fed optou por manter a taxa básica em 2%, por unanimidade. Na reunião anterior, do dia 5 de agosto, houve um voto derrotado pelo aumento.
Bovespa amarga queda recorde de 7,59%
Setembro 15, 2008
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registrou nesta segunda-feira o seu pior tombo desde a data histórica de 11 de setembro de 2001. A quebra do banco Lehman Brothers derrubou Bolsas de Valores pelo mundo, incluindo a brasileira, que desceu para o seu menor nível, em pontos, desde 16 de agosto de 2007.
O Ibovespa, literalmente despencou, atingindo a marca de 7,59%, recuando para os 48.416 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,57 bilhões, inflado pelo vencimento de opções na Bolsa. A taxa de risco-país disparou quase 17% e marca 309 pontos.

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