Brasil crescerá acima da média mundial em 2009, prevê FMI
Janeiro 28, 2009
A economia brasileira terá, em 2009, um desempenho melhor que o restante do mundo e pode crescer 1,8%. Um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado hoje (28), espera que a economia mundial tenha um crescimento de apenas 0,5% em 2009, o pior desempenho desde o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945.
A projeção anterior do FMI era de um aumento de 1,75% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. As grandes economias (Estados Unidos, União Européia, Japão) estão puxando os números negativos e devem ter uma recessão de 2% neste ano. Segundo o FMI, apenas em 2010 haverá uma recuperação econômica, com o mundo crescendo a 3% e o Brasil, a 3,5%.
A economias emergentes devem recuar de um crescimento de 6,25%, em 2008, para 3,25% neste ano. As principais causas são a queda do volume de financiamento externo e a redução dos preços de commodities (soja, minério de ferro).
Agência Brasil
Prêmio ANDIMA de Renda Fixa
Janeiro 26, 2009
O Prêmio ANDIMA de Renda Fixa contempla os melhores artigos científicos sobre o mercado de renda fixa.
Os três primeiros colocados recebem prêmios em dinheiro e têm seus trabalhos divulgados para o mercado financeiro, universidades e autoridades governamentais.
Para assegurar a qualidade técnica dos artigos selecionados, a Associação mantém com a SBFin – Sociedade Brasileira de Finanças convênio que prevê iniciativas conjuntas, tais como estudos, seminários, palestras e debates.
Encerramento das inscrições: dia 26 de abril de 2009.
Mais informações em: http://www.andima.com.br/premio/index.asp
Ano novo, vida nova: expectativa na renovação da liderança
Janeiro 26, 2009
Será o novo presidente americano Barack Obama um novo herói a ficar marcado em nossos livros de história? Não há dúvidas de que isso seja, no mínimo, o esperado pela maioria da população mundial. O clima de festa que envolve o início do governo Obama espalhou-se por todos os cantos do mundo. Pessoas de diferentes nacionalidades, religiões, culturas, crêem, juntamente com os norte-americanos, que virão anos melhores com a posse do novo presidente. Então, como separar a emoção da racionalidade?
A expressão “o salvador da pátria” apesar de enaltecer a figura pessoal de Barack Obama não é de boa ajuda em um momento complicado como este. Jovens entusiasmados e ainda vivendo sob o reflexo da campanha vitoriosa dos Democratas acreditam cegamente que a vitória nas urnas será repetida na administração. Porém, ciente da realidade de seu país e das dificuldades que enfrentará para reerguer a economia, Obama tenta em todos os seus discursos salientar que não virão bons anos pela frente.
Toda essa expectativa do povo americano, apesar de ter sido sua principal alavanca nas eleições, terá um ônus enorme, pois qualquer que seja sua atuação, será certamente inferior ao esperado pelo eleitorado. E isso não se trata de pessimismo. O fardo de ter como missão concertar a economia mais poderosa do planeta impõe à nova administração uma enorme responsabilidade. As comparações de Barack Obama com Franklin Roosevelt, e seu governo durante a Grande Depressão através do New Deal tornam tal responsabilidade ainda maior.
Diante de toda essa esperança depositada em torno de sua figura, Obama promete muito trabalho e dedicação. A primeira medida para solucionar a crise econômica trata-se da proposta de um pacote de estímulo econômico de plano de resgate estipulada em torno dos US$ 800 bilhões. Já para o mês e fevereiro ficou estipulado como meta a aprovação do pacote de redução de impostos, ajuda a desempregados, obras públicas entre outras medidas de estímulo para economia, e também medidas para a saúde pública. É importante lembrar que a administração de Obama contará com maioria nas duas casas do Congresso norte-americano.
É impossível acreditar que nada vai mudar. Não se sabe se para bem, ou para mal. Só a renovação da liderança já dá novo ânimo para solucionar a crise. Diante de todos os discursos e propostas (apesar de que não devemos nunca estar baseados nisso), Barack Obama demonstra grandes diferenças do presidente Bush. Demonstra-se um presidente mais voltado ao social do que ao capital. Resta-nos acompanhar se realmente um governante com características tão agradáveis aos pobres conseguirá firmar-se na liderança da grande economia dos EUA. Em qual página dos livros Obama estará não sabemos, mas todos desejamos que sejam em muitas de uma boa história.
Darlon Massirer
Aluno do curso de Direito da Univille
BC afrouxa a política monetária e Selic cai para 12,75% ao ano
Janeiro 21, 2009
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 13,75% para 12,75% ao ano e atendeu em parte às reivindicações dos empresários, que querem investir no setor produtivo, e dos trabalhadores, que defendem mais investimentos como forma de garantir seus empregos e a criação de mais vagas de trabalho.
“Avaliando as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, neste momento, reduzir a taxa Selic para 12,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela redução da taxa Selic em 0,75 p.p. Com isso, o Comitê inicia um processo de flexibilização da política monetária realizando de imediato parte relevante do movimento da taxa básica de juros, sem prejuízo para o cumprimento da meta para a inflação”, diz a nota oficial divulgada logo após a reunião.
O Copom volta a se reunir nos dias 10 e 11 de março. A taxa básica de juros é o instrumento pelo qual o BC mantém a inflação sob controle. Como em uma balança, se os juros caem muito, a população tem mais acesso ao crédito e consome mais, e isso pode pressionar os preços para cima. Em caso contrário, quando os juros sobem, diminui o consumo, já os investimentos e os preços caem, com consequente desaceleração da economia.
A taxa Selic - chamada assim porque remunera os títulos públicos depositados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia - em baixa também reduz a atratividade de aplicações em papéis do Tesouro Nacional e sobra um pouco de dinheiro para investimentos que deem melhor retorno que os juros oficiais.
Agência Brasil - Stênio Ribeiro
Pacote para habitação deve aumentar recursos para compra de material de construção
Janeiro 21, 2009
O pacote de estímulo à habitação em estudo pela equipe econômica deverá facilitar a compra de materiais de construção e reduzir a burocracia na concessão de financiamentos pela Caixa Econômica Federal. As medidas foram anunciadas hoje (21) pela líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (PT-SC), ao sair de reunião no Ministério da Fazenda.
Segundo a senadora, o governo pretende incluir a compra de materiais de construção entre as operações que podem ser financiadas com os 2% do compulsório dos bancos atualmente destinados ao microcrédito. Para Ideli, a medida ajudaria a manter aquecida a construção civil num momento de crise.
“Todos os bancos podem utilizar 2% dos depósitos compulsórios para financiar o microcrédito. Só que entre as alternativas onde pode ser utilizado o dinheiro não estava incluído o material de construção. Eles vão incluir isso. Vão deixar isso explícito para dar o efeito formiguinha”, explicou a líder do PT.
Ideli acompanhou representantes do comércio varejista e da indústria da construção numa reunião com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.
A parlamentar também informou que o governo estuda a redução da burocracia nos financiamentos do Construcard, linha de crédito da Caixa Econômica com juros especiais para a compra de materiais de construção. Apesar de o limite dos financiamentos ter aumentado de R$ 7 mil para R$ 25 mil, a senadora afirmou que as exigências para a concessão do empréstimo continuam elevadas.
“O Construcard já foi ampliado, mas o governo está pensando em diminuir as exigências de fiador e de avalista, substituindo isso por outros mecanismos que a Caixa está apresentando hoje para a equipe econômica”, acrescentou ela.
Uma das propostas em análise pela Caixa para diminuir as exigências nos financiamentos do Construcard, afirmou a senadora, seria tornar as lojas de material de construção avalistas dos clientes: “Existem 138 mil pontos de venda de material de construção no Brasil. Se todas essas lojas puderem fazer com que seus clientes consigam este financiamento na Caixa, vai fortalecer muito o setor.”
A senadora disse que a inclusão das medidas no pacote está “garantida”, mas ressaltou que seria necessária uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) para autorizar o acesso das pessoas físicas ao microcrédito. Atualmente, esses financiamentos só podem ser conseguidos por microempreendedores, pessoas que montam um negócio próprio.
De acordo com Ideli, as duas medidas serão apresentadas amanhã (22) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela informou que o pacote deve ser divulgado na próxima semana.
Agência Brasil - Wellton Máximo
Pedidos de seguro-desemprego crescem 20% entre novembro de 2007 e o mesmo mês de 2008
Janeiro 16, 2009
O número de trabalhadores que deram entrada em pedidos de seguro-desemprego no país cresceu cerca de 20% em novembro de 2008, na comparação com mesmo período de 2007, segundo dados do Ministério do Trabalho. Ao todo, 499.377 trabalhadores requisitaram o benefício em novembro de 2007. Em 2008, esse número subiu para 614.511.
Para o secretário-geral nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, é preciso ter cautela para analisar os dados do emprego no país. No entanto, ele não descarta a influência da crise econômica internacional no crescimento dos pedidos de seguro-desemprego, auxílio pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
“Acredito que no mês de novembro de 2008, [os dados do Ministério do trabalho] tenham computado algumas questões. A rotatividade de mão-de-obra e os primeiros sintomas da crise econômica. Mas é difícil precisar se todo esse acréscimo foi em função da crise”, disse Severo à Agência Brasil, por telefone.
De acordo com o sindicalista, em 2007, foram demitidos no país 12,7 milhões de trabalhadores e 14,3 milhões foram contratados. “Então, ocorreu, de fato, uma grande rotatividade no emprego em 2007. Temos que ter muita cautela para saber o que realmente é desemprego”, ponderou.
“Sem dúvida, os efeitos nos meses de setembro, outubro, novembro e depois em dezembro de 2008 demonstram que há excedente de demissões maior do que em anos anteriores. Não há dúvida de que isso é em função do momento econômico que estamos vivendo.”
Segundo o Ministério do Trabalho, na comparação entre os meses de outubro de 2007 e de 2008, houve uma redução de 3.326 pedidos de seguro-desemprego. Em setembro de 2007, 527.957 trabalhadores requisitaram o benefício e no mesmo período do ano passado 524.631 solicitaram o auxílio.
Agência Brasil - Ivan Richard
Caem taxas de juros cobradas pelo mercado, depois de sete meses de alta
Janeiro 14, 2009
Após sete meses consecutivos de alta, houve redução das taxas de juros cobrados pelo mercado em dezembro. Segundo levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), divulgado hoje (14), a taxa de juros média geral para pessoa física apresentou redução de 0,12 ponto percentual em dezembro, passando de 7,61%, em novembro, para 7,49% no mês passado. É a menor taxa de juros média desde setembro do ano passado.
Também houve queda dos juros para pessoa jurídica, segundo a Anefac. A média geral apresentou uma redução de 0,12 ponto, passando de 4,47% em novembro, para 4,35% em dezembro.
Na análise da Anefac, as reduções podem ser atribuídas às medidas implementadas pelo Banco Central para dar maior liquidez ao mercado, como a redução do compulsório bancário, a pressão exercida pelo governo para que os bancos públicos reduzissem o spread, a queda dos juros futuros e à expectativa de redução da taxa básica de juros (Selic), além de maior estabilidade no sistema financeiro internacional.
De acordo com a Anefac, entre setembro de 2005 e dezembro do ano passado, houve redução de 6 pontos percentuais da taxa Selic. A taxa básica de juros da economia passou de 19,75% para 13,75% ao ano, no período.
Os juros do comércio, do cheque especial e o CDC dos bancos também apresentaram redução no mês de dezembro. A única exceção ficou por conta dos juros cobrados pelas empresas de cartão de crédito, que ficaram estáveis em 10,56% ao mês (233,56% ao ano).
Agência Brasil - Ivan Richard
Analistas estimam queda nos juros para 2009
Janeiro 12, 2009
O mercado financeiro reduziu para 11,75% a expectativa da taxa de juros Selic para o final deste ano, contra a estimativa de 12% divulgada na última segunda-feira (5) pelo Banco Central. A previsão para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), permaneceu em 5% para 2009, enquanto há quatro semanas os analistas financeiros consultados pelo BC previam 5,2%.
O mercado prevê uma elevação de 5,09% neste ano para os preços administrados (tarifas fixadas pelo governo para os serviços realizados por concessão), contra previsão de 5,1% feita há uma semana e de 5,3% há um mês.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica de São Paulo (FIPE) deverá ficar em 4,55% neste ano, contra a previsão de 4,72% feita na semana passada e de 4,77% há quatro semanas.
O crescimento da economia em 2009 ficará em 2%, segundo a pesquisa divulgada hoje (12) pelo boletim Focus, do Banco Central. No boletim anterior, da última segunda feira o mercado estimava a elevação do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano em 2,4% enquanto no mês passado a previsão era de 2,5%.
O crescimento da produção industrial foi estimado para este ano em 2,5% pelos analistas, contra previsão anterior de que ficaria em 2,7% e há quatro semanas em 3%. Os analistas das principais instituições financeiras do país, consultados pelo BC prevêem que o dólar fechará o ano a R$ 2,30, enquanto na semana passada o valor era estimado em R$ 2,25.
Agência Brasil - Lourenço Canuto
Inflação medida pelo IGP-DI cai em dezembro, mas acumula alta de 9,1% em 2008
Janeiro 7, 2009
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), divulgado hoje (7) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve deflação de 0,44% em dezembro, contra a alta de 0,07% verificada em novembro. Em 2008, o IGP-DI acumulou variação de 9,1%. O índice é usado como base para reajustes de tarifas públicas, contratos de aluguel e planos de seguros de saúde de contratos antigos.
Em dezembro, o Índice de Preços por Atacado (IPA), um dos componentes do IGP-DI, registrou variação de -0,88%. No mês anterior, a taxa havia ficado em -0,17%. Os produtos agropecuários apresentaram deflação de 1,30%, ante a variação de -0,64% de novembro. Os produtos industriais também registraram deflação no mês passado, de 0,73%.
Em relação a bens finais, a variação foi de -0,36% em dezembro, contra a taxa de -0,15% do mês anterior. A maior contribuição para o recuo do IPA de dezembro veio do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -0,55%, em novembro, para -1,86% em dezembro.
Outro componente do IGP-DI, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,52% em dezembro, pouco acima da taxa de 0,56% do mês anterior. A maior contribuição para a desaceleração veio do grupo alimentação (de 0,99% para 0,60%), com destaque para os itens frutas (de 3,96% para -2,52%), carnes bovinas (de 2,61% para 0,39%), carnes e peixes industrializados (de 1,93% para -0,43%) e óleos e gorduras (de -0,06% para -2,09%). Também apresentaram redução os custos com habitação (de 0,52% para 0,36%) e vestuário (de 0,61% para 0,52%).
Na contramão da tendência de desaceleração, registraram acréscimos os grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,42% para 0,71%), educação, leitura e recreação (de 0,35% para 0,37%), transportes (de 0,13% para 0,72%) e despesas diversas (de 0,04% para 0,37%).
Terceiro e último componente do IGP-DI, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,17% em dezembro, abaixo da taxa de 0,50% verificada em novembro. Na mesma comparação, os grupos materiais e mão-de-obra caíram de 0,77% para 0,23% e de 0,22% para 0%, respectivamente. Já a taxa do grupo serviços apresentou alta, passando de 0,50% para 0,79%.
Agência Brasil - Flávia Villela
Inflação em São Paulo fecha 2008 em 6,16%
Janeiro 6, 2009
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) fechou o ano de 2008 em 6,16%, ante a taxa de 4,38% verificada em 2007, de acordo com dados divulgados hoje (6) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Dos sete grupos pesquisados, o de alimentos liderou as altas ao longo do ano, com variação de 9,01%, seguido por despesas pessoais (7,65%), saúde (6,42%), habitação (5,39%), educação (5,31%), vestuário (4,41%) e transportes (3,34%).
Em dezembro, no entanto, o grupo alimentação teve forte recuo, passando de uma alta de 0,60% para uma deflação de 0,54%. Com isso, colaborou para a queda do IPC, que ficou em 0,16% no mês, contra 0,39% em novembro. Outros três grupos apresentaram desaceleração: habitação (de 0,33% para 0,23%), transportes (0,26% para 0,18%) e saúde (0,31% para 0,04%).
Em movimento inverso, despesas pessoais avançaram para 0,88%, ante 0,45%. O grupo educação ficou praticamente estável, passando de 0,07% para 0,08%.
Agência Brasil - Marli Moreira

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