Brasileiros pagam R$ 500 bilhões em impostos no semestre

Junho 30, 2009

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) marca hoje (30) à tarde, por volta das 15h20, R$ 500 bilhões em impostos municipais, estaduais e federais pagos pelos brasileiros desde 1º de janeiro deste ano. Em 2008, esse valor foi alcançado cinco dias antes, 25 de junho. Em 2007 foi no dia 22 do mesmo mês.

O Impostômetro está instalado no prédio da ACSP, no centro da capital paulista, e na internet, no endereço: www.impostometro.com.br.

Agência Brasil

Novas desonerações provocarão perdas de R$ 3,341 bilhões em receitas

Junho 30, 2009

As prorrogações das reduções de tributos e a desoneração sobre os bens de capital, anunciadas pelo governo para estimular a economia, provocarão impacto de R$ 3,341 bilhões no caixa do governo até o final do ano. Os números foram divulgados há pouco pela Receita Federal.

A maior parcela da renúncia fiscal corresponde ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos, que acarretará perda de R$ 1,405 bilhão até dezembro. O governo prorrogou as alíquotas reduzidas até o final de setembro. Nos últimos três meses do ano, o IPI sofrerá uma recomposição gradual até a alíquota voltar ao normal em janeiro de 2010.

A segunda maior perda de receita se dará pela prorrogação do IPI reduzido para 35 tipos de materiais de construção civil. A medida provocará a perda de arrecadação de R$ 685,8 milhões. As alíquotas voltarão ao normal em 2010.

Em terceiro lugar, em termos de perda de receita, está a desoneração de IPI sobre 70 tipos de bens de capital, que representará uma renúncia de R$ 414,1 milhões. Entre os principais produtos que terão a alíquota zerada serão as válvulas industriais, partes de geradores de energia eólica, os congeladores industriais, as peças para automóveis e aparelhos de arcondicionado, que terão a alíquota zerada até o fim do ano.

A extensão do IPI reduzido sobre os caminhões será responsável pela renúncia fiscal de R$ 387,5 milhões. Diferentemente dos automóveis, no entanto, a alíquota permanecerá zerada até o fim do ano e só em janeiro voltará aos 5% cobrados anteriormente.

Com a redução de IPI para produtos da linha branca, R$ 202,8 milhões deixarão de entrar no caixa do governo. A desoneração, no entanto, deixará de valer em novembro.

A prorrogação por seis meses da alíquota reduzida de PIS/Cofins da farinha de trigo e do pão comum provocará a perda de R$ 192 milhões. Em vigor desde maio do ano passado, a medida venceria no fim deste mês, mas agora só deixará de valer no fim deste ano.

O menor volume de renúncia fiscal virá da diminuição da Cofins para as motocicletas de até 150 cilindradas. Por causa dessa desoneração, R$ 53,5 milhões deixarão de entrar nos cofres federais. O governo também esclareceu que, no caso dos veículos, dos caminhões e das motocicletas, as reduções de impostos estão vinculadas à manutenção dos empregos nesses setores.

Wellton Máximo - Agência Brasil

Governo prorroga redução de IPI em carros, eletrodomésticos e material de contrução

Junho 29, 2009

O governo prorrogou por mais três meses a isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos automóveis, com retorno gradual da taxação, depois desse prazo. Os caminhões ficam isentos do imposto até 31 de dezembro. Os eletrodomésticos da chamada linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) ficarão livres do IPI até 31 de outubro.

No caso do material de construção, a prorrogação foi por seis meses. Também foi prorrogada a desoneração de PIS e Cofins do trigo, da farinha e do pão francês por mais 18 meses. Para máquinas e equipamentos destinados à indústria, o governo anunciou a redução de IPI em 70 itens.

O anúncio foi feito hoje (29), pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o Conselho Monetário Nacional decide amanhã (30) a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) dos atuais 6,25% para 6%. A TJLP é usada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos empréstimos para empresas.

Anunciada no início de dezembro do ano passado, a medida tem o objetivo de preservar empregos e ajustar gradualmente a promover as vendas no setor automotivo. Desde 12 de dezembro, carros de até mil cilindradas, que pagavam alíquota de 7% de IPI, estão isentos do tributo.

Acima disso, continuaram recolhendo o IPI, mas em bases menores. Para os carros de 1.001 a 2 mil cilindradas, a taxa caiu de 13% para 6,5% (a gasolina) e de 11% para 5,5% (a álcool e flex); de 2 mil cilindradas em diante ficaram mantidas as alíquotas de 25% (gasolina) e de 18% (álcool e flex).

No caso das picapes de até mil cilindradas, consideradas veículos leves, a queda foi de 8% para 1%, qualquer que seja o combustível.

Em abril o governo também reduziu por três meses a alíquota do IPI de geladeiras de 15% para 5%, de máquinas de lavar de 20% para 10%, do tanquinho de 10% para zero e do fogão de 5% para zero. Na mesma linha, o governo reduziu itens da construção civil.

Os estímulos à economia foram decididos diante da crise econômica mundial. Só no caso dos automóveis a renúncia fiscal estimada, segundo a Receita Federal, chega a R$ 1,08 bilhão até o final deste mês.

Daniel Lima - Agência Brasil

País economiza R$ 1,119 bilhão em maio para honrar compromissos financeiros

Junho 29, 2009

O superávit primário, a economia que o país faz para honrar seus compromissos financeiros, chegou a R$ 1,119 bilhão em maio, sem levar em conta os recursos da Petrobras, segundo a Nota de Política Fiscal divulgada hoje (29) pelo Banco Central (BC). Em maio do ano passado, esse valor foi de R$ 8,525 bilhões.

O superávit primário é a diferença entre de receitas e as despesas do governo, sem considerar os gastos com pagamentos de juros da dívida pública. Esse é o primeiro relatório divulgado pelo BC em que foram retirados dos cálculos os dados fiscais da Petrobras. Em abril, o governo anunciou a exclusão da estatal e a meta do superávit primário para 2009 foi alterada de 3,8% para 2,5% do PIB.

Nos cinco primeiros meses do ano, o superávit primário ficou em R$ 31,879 bilhões, contra R$ 71,391 bilhões registrados no mesmo período de 2008. “Contribuiu para essa redução o desempenho menos favorável da arrecadação em 2009, que vem refletindo os efeitos da crise financeira internacional sobre o nível de atividade, bem como a atuação anticíclica (medidas de estímulo à economia, com redução de tributos) do governo federal”, diz relatório do BC.

Para possibilitar a comparação dos resultados, o BC ajustou os números a partir dezembro de 2001. No caso de abril deste ano, o superávit primário foi ajustado de R$ 12,494 bilhões para R$ 11,950 bilhões.

No mês passado, o Governo Central (Tesouro, Banco Central e Previdência) registrou déficit primário de R$ 291 milhões, os governos regionais (estados e municípios), superávit de R$ 3,214 bilhões e as empresas estatais, resultado negativo de R$ 1,804 bilhão. Só as empresas estatais federais tiveram déficit primário de R$ 1,948 bilhões, enquanto as estaduais registram superávit de R$ 157 milhões e as municipais, resultado negativo de R$ 13 milhões.

Em maio deste ano, o déficit nominal (diferença de receitas e despesas do governo, incluídos os gastos com juros da dívida pública) chegou a R$ 11,474 bilhões. No mês anterior, o valor ajustado ficou em R$ 940 milhões. No mês passado, os gastos com juros chegaram a R$ 12,593 bilhões.

De janeiro a maio deste ano, o Governo Central contribuiu para o resultado primário do período com R$ 22,086 bilhões. Os governos estaduais tiveram resultado primário positivo de R$ 12,316 bilhões e os municipais, de R$ 481 milhões.

As empresas estatais federais, fora a Petrobras, tiveram déficit primário de R$ 3,998 bilhões. As estatais estaduais registram resultado positivo de R$ 875 milhões e as municipais, de R$ 199 milhões. O déficit primário das empresas estatais foi de R$ 3,004 bilhões.

O déficit nominal, de janeiro a maio deste ano, foi de R$ 33,552 bilhões, contra R$ 375 milhões em igual período do ano passado. Os gastos acumulados com juros foram de R$ 65,431 bilhões, abaixo do valor registrado de janeiro a maio deste ano (R$ 71,766 bilhões).

Kelly Oliveira - Agência Brasil

Índice que reajusta aluguel tem deflação de 0,10% em junho

Junho 29, 2009

Depois de registrar deflação de -0,07 em maio, o Índice de Preços do Mercado (IGP-M) ficou em -0,10% em junho, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas. O IGP-M foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 de maio e 20 de junho. O índice é usado como base de cálculo de reajustes de aluguéis.

Dois indicadores que compõem o IGP-M continuam caindo. O Índice de Preços por Atacado (IPA) ficou em -0,45% ante -0,30%. Já o Índice de Bens Intermediários ficou -1,37% ante -0,67%.

Outros resultados que compõem o IGP-M também sofreram variações. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou em 0,17% em junho, ante 0,42% em maio.

Quatro das sete classes de despesa que compõem o índice apresentaram decréscimos. A principal contribuição partiu do grupo despesas diversas (3,97% para 1,34%) devido ao ítem cigarro, cuja taxa de variação passou de 12,43% para 3,14%.Outros grupos desse índice também sofreram desaceleração: habitação (0,63% para 0,33%), saúde e cuidados pessoais (0,90% para 0,35%) e vestuário (0,67% para 0,53%).

O Índice de Custos de Construção (INCC) ficou em 1,53%, acima do resultado do mês passado, de 0,52%.

Maria Eugênia Léo Castilho - Agência Brasil

Analistas mantêm projeção de inflação este ano em 4,4%

Junho 29, 2009

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,40% neste ano, preveem analistas do mercado financeiro. Essa é a mesma estimativa que constava na semana passada do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central com base em consulta sobre os principais indicadores da economia. Para 2010, a projeção para o IPCA foi ajustada de 4,30% para 4,32%.

A previsão para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2009 caiu de 1,53% para 1,45%. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa foi ajustada de 1,31% para 1,20%. No mercado paulista, o Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) deve ficar em 4,25% e não mais em 4,22%. Para 2010, as projeções para os três índices foram mantidas em 4,5%.

A expectativa para os preços administrados foi mantida em 4,30% para este ano e em 3,90% para 2010. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).

Kelly Oliveira - Agência Brasil

Blog de economia é referência nacional para crianças e adultos

Junho 26, 2009

Um dos principais blogs de economia do Brasil, O Economista (www.oeconomista.com.br), se posiciona como fonte de informações para os principais veículos de informação do país. Na edição de junho da revista Crescer (editora Globo), o economista e coordenador do canal, Celso Valentim, participou da reportagem que cita 28 dicas para economizar (com as crianças em casa). Ao traduzir o “economês” em uma linguagem de fácil compreensão, o projeto tornou-se uma base nacional de conteúdo especializado. Na prestigiada revista VIP (editora Abril), O Economista também marcou território. Na seção 60 Segundos, Valentim dá dicas sobre como enfrentar a crise sem apertar demais o orçamento.

No blog, ativo desde 2006, são publicados artigos, dicas de economia, notícias, agenda de eventos, informações sobre investimentos, entre outras informações inerentes à profissão do economista, abordando questões da macro e microeconomia presentes no atual cenário global.

Acesse a reportagem da revista Crescer e a reportagem da revista VIP

Taxa de desemprego deve chegar a 9,8% em julho e a 7,6% em dezembro

Junho 26, 2009

A taxa de desemprego no país deve atingir 9,8% em julho deste ano e chegar a 7,6% em dezembro. A previsão é do Banco Central, que divulgou hoje (26) o Relatório Trimestral de Inflação.

A alta no desemprego deve ocorrer depois de o país ter alcançado, em dezembro de 2008, o menor nível (6,8%) desde o início da séria histórica, iniciada em 2002 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na média do ano, a expectativa é que taxa de desemprego fique em 8,8%, acima do registrado em 2008 (7,9%) e abaixo de 2007 (9,3%).

De acordo com o diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita, a taxa de desemprego normalmente costuma subir até meados do ano, com redução no resto do período.

Segundo o relatório, “os reflexos adversos sobre o mercado de trabalho se mostram com maior nitidez nos números de emprego formal bem como nas estatísticas de emprego industrial”.

Até o momento, entretanto, diz o relatório, “a concessão de férias coletivas, a diminuição da jornada de trabalho e outras medidas emergenciais, além do efeito desalento [quando o desempregado desiste de procurar emprego]”, têm suavizado a elevação das taxas de desemprego.

Entretanto, para Mesquita, como os indicadores estão melhorando, é provável que pessoas voltem a procurar emprego, o que aumenta os indicadores de desemprego.

Kelly Oliveira - Agência Brasil

Relação entre dívida pública e PIB deve aumentar para 42% este ano

Junho 26, 2009

A relação entre dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) deve aumentar neste ano, segundo o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (26) pelo Banco Central (BC).

Essa relação, que em 2008 ficou em 38,8%, neste ano deve subir para 42% de acordo com a previsão do BC, feita com base em parâmetros dados pela pesquisa a instituições financeiras sobre indicadores econômicos. Para 2010, no entanto, deve haver recuo para 39,2%.

As projeções levam em consideração as mudanças no cálculo do superávit primário (economia feita pelo governo para pagar os juros da dívida). Em abril, o governo anunciou a exclusão da Petrobras do cálculo e a meta do superávit primário para 2009 foi alterada de 3,8% para 2,5% do PIB.

O BC acrescenta que, além da redução da meta de superávit primário, o câmbio e a menor contribuição do Produto Interno Bruto afetam a projeção para a dívida em relação ao PIB.

“O recuo projetado para a relação em 2010, retornando a nível inferior ao assinalado anteriormente à crise, reflete o ambiente de recuperação na taxa de crescimento do produto e aumento do superávit primário [para 3,30% do PIB]”, destaca o relatório.

Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança de que o país é capaz de honrar seus compromissos.

Kelly Oliveira - Agência Brasil

Banco Central mantém praticamente estável projeção de inflação em 2009

Junho 26, 2009

O Banco Central (BC) espera que neste ano a inflação oficial chegue a 4,1%, índice 0,1 ponto percentual superior ao previsto em março. A informação consta do Relatório de Inflação, divulgado a cada três meses.

A estimativa está abaixo do centro da meta de inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,5% para 2009 e 2010. Para o próximo ano, o BC revisou a estimativa de 4% para 3,9%.

Essas projeções do Banco Central dizem respeito ao cenário de referência, que pressupõe que a Selic será mantida no atual patamar de 9,25% ao ano e o dólar valerá R$ 1,95.

No relatório, há também as projeções para a inflação no cenário de mercado, em que as projeções são feitas com base nas estimativas para a Selic e taxa de câmbio de instituições financeiras consultados pelo Banco Central. Nesse cenário, a expectativa para a taxa de câmbio ao final de 2009 é de R$ 2 e para a Selic é de 9% ao ano. Com isso, a previsão para a inflação neste ano é de 4,2%, 0,1 ponto percentual acima do previsto em março. Para 2010, a projeção também é de 4,2%, contra os 4,4% estimados no relatório anterior.

Kelly Oliveira - Agência Brasil

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