Ipea reduz previsão de crescimento para faixa entre 0,2% e 1,2% neste ano
Julho 31, 2009
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) corrigiu a previsão anterior, de crescimento de 2% para a economia neste ano, e agora estima evolução entre 0,2% e 1,2% para o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no país.
A correção foi anunciada hoje (31) pelo diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea, João Sicsú, ao divulgar o boletim Conjuntura em Foco, deste mês, com análises temáticas sobre a expansão da economia, evolução de conta corrente externa, emprego, câmbio e inflação.
Diferente de outras previsões, com presunção de exatidão - e quase sempre dão errado -, Sicsú admitiu que a projeção de evolução econômia em intervalo “é o reconhecimento de que temos dificuldades em fazer previsões de crescimento”.
Ele salientou, contudo, a necessidade de corrigir para baixo a projeção anunciada no mês de março porque o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou recuo de 0,8% no PIB do primeiro trimestre, ao passo que análise técnica do Ipea apontava desempenho estável da economia, de janeiro a março.
De acordo com Sicsú, a equipe do Ipea imaginou, na Conjuntura em Foco de março, que após um primeiro trimestre de estagnação, a economia cresceria a taxas mais expressivas a partir do segundo trimestre. Mas “o desempenho da tividade econômica ficou abaixo de nossas expectativas”, disse ele, com retração no primeiro trimestre e “desempenho ainda fraco” de abril a junho.
Ele acredita, no entanto, que “a economia já reagiu, com números expressivos em relação ao primeiro trimestre, e podemos afirmar, com segurança, que a recuperação será mais forte no segundo semestre do ano”. Em especial, afirmou, porque o comércio varejista continua crescendo a taxas expressivas.
Stênio Ribeiro - Agência Brasil
BB prorroga até 31 de outubro condições especiais de crédito para linha branca
Julho 31, 2009
O Banco do Brasil prorrogou até o dia 31 de outubro as condições da linha BB Crediário para o financiamento dos itens da linha branca (geladeira, fogão, máquina de lavar e tanquinho) que receberam o incentivo da redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do governo federal. O prazo para o incentivo terminaria hoje (31).
A contratação do crédito pode ser feita diretamente nos estabelecimentos comerciais conveniados ao banco. Para financiar a compra, o correntista do Banco do Brasil deve utilizar o cartão Visa na função débito e pedir ao lojista o financiamento na opção CDC. O lojista recebe o valor à vista e o cliente financia o bem pelo Banco do Brasil.
O financiamento pode chegar a 100% do valor do bem, no limite de R$ 20 mil. O empréstimo está disponível para correntista pessoa física com limite de crédito e que tenha o cartão Ourocard com a bandeira Visa ou cartão Visa Electron.
Segundo a instituição, 435 lojas firmaram convênio para financiar os produtos da linha branca – 85 delas fizeram a adesão nos últimos três meses, depois que o banco anunciou a redução da taxa de juros do BB Crediário para 1,99% ao mês (taxa válida para os financiamentos com prazo entre dois e 24 meses). A lista de estabelecimentos conveniados está no Portal BB (www.bb.com.br) na internet.
As condições para a linha incluem também carência de 180 dias para o pagamento da primeira prestação e prazo máximo de 60 meses para o financiamento.
Kelly Oliveira - Agência Brasil
Concorra ao livro - O crash de…
Julho 31, 2009
Concorra ao livro - O crash de 2008: dinheiro fácil, apostas arriscadas e o colapso global do crédito http://bit.ly/8YggC
Concorra ao livro - O crash de 2008: dinheiro fácil, apostas arriscadas e o colapso global do crédito
Julho 31, 2009
O Blog O Economista em parceria com a editora Aracati realiza o sorteio de um dos melhores livros sobre a crise financeira iniciada no último ano: O crash de 2008: dinheiro fácil, apostas arriscadas e o colapso global do crédito (The Trillion Dollar Meltdown), de Charles R. Morris com prefácio de Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo. Para concorrer você precisa preencher o formulário abaixo e aguardar até o dia 28 de agosto.
O livro Crash de 2008 apresenta, de forma resumida, o processo que desencadeou a crise mundial sentida até hoje. Em setembro de 2008, irrompeu a primeira grande crise financeira do século 21 e a maior em quase oitenta anos de história, desde a catastrófica Grande Depressão (1929-1933). Os mercados de ações despencaram por toda a parte, as taxas de câmbio oscilaram violentamente e os empréstimos interbancários foram interrompidos. No início de 2009, mesmo apos a injeção de trilhões de dólares em instituições financeiras, a crise se mantém, agora, com reflexos na produção e no emprego.
Charles R. Morris prevê o colapso do crédito, explica suas origens e esclarece os misteriosos instrumentos financeiros que possibilitaram, com a ajuda de políticas equivocadas, dogmas, ilusões e falcatruas, a criação da maior bolha de crédito da história mundial.
Considerado um dos melhores livros de 2008 pelas revistas BusinessWeek e The Economist, O Crash de 2008 foi também selecionado pelo New York Times como uma das obras notáveis publicadas em 2008.
O resultado do sorteio foi:
Danyelle Romão
Rio do Sul - Santa Catarina
Parabéns!
Índice que reajusta aluguéis tem quinta queda seguida, constata FGV
Julho 30, 2009
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) fechou o mês de julho em -0,43%. Foi a quinta queda consecutiva da taxa apurada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), usada para corrigir aluguéis, financiamentos imobiliários e consórcios. Em 12 meses, o índice acumula deflação de 0,67%.
Entre os componentes do IGM-P, a maior queda foi registrada no índice de matérias-primas brutas com -1,89%, que reflete as seguintes variações: soja (-3,32%); laranja (-17,19%) e café (-5,52%; minério de ferro (-10,70%; arroz em casca (-0,16%) e mandioca (0,96%).
Outro componente, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve queda de 0,85%. Os item bens finais fechou em -0,31%, sob efeito do desaquecimento no subgrupo alimentos in natura (-4,86%). Sem levar em consideração esses alimentos e os combustíveis, o item bens finais sobe para 0,19%.
O grupo bens intermediários teve queda de 0,66% em processo de recuperação, porque em junho a taxa havia fechado em -1,37%. O subgrupo de materiais para manufatura fechou em -0,16%.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) fechou julho em 0,34%. Dos sete grupos que compõem o IPC, três tiveram alta e a maior foi no item alimentação (0,44%). Entre os principais itens com aumento estão as frutas (0,66%), arroz e feijão (0,34%) e adoçantes (4,19%).
Em habitação houve aumento de 0,46%, sob a influência da tarifa de eletricidade residencial (1,78%). O grupo transportes fechou em 0,03%, com destaque a recuperação de preços do álcool combustível (-0,33%).
Em sentido oposto, houve queda em despesas pessoais, que passaram de 1,34% em junho para 0,15% em julho, com redução dos cigarros (0,02%), em educação, leitura e recreação (de 0,08% para 0,03%), em passagem aérea (de 1,95% para -3,69%) ; vestuário (de 0,53% para 0,46%), calçados masculinos (de 1,30% para -0,34%) e saúde e cuidados pessoais, puxado pelos preços de planos e seguros, que passaram de 0,46% em junho, para 0,42%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve aumento de 0,37%, mas em velocidade inferior a junho, quando havia apresentado alta de 1,53%. O grupo mão-de-obra desacelerou, passando de 3,50% para 0,79%. Materiais e equipamentos mantiveram-se em baixa (-0,10%) e o grupo serviços fechou o mês com alta de 0,40%.
Marli Moreira - Agência Brasil
Novo indicador da FGV permitirá raio X da realidade brasileira
Julho 30, 2009
A Fundação Getulio Vargas Projetos acaba de desenvolver um indicador que permite ter um abrangente e eficiente raio X da realidade socioeconômica brasileira. A partir da análise estatística de séries históricas de mais de 30 variáveis, será possível compreender melhor o estágio e a lógica de desenvolvimento de cada estado e de grandes regiões metropolitanas.
O Indicador de Desenvolvimento Socioeconômico dos Estados Brasileiros (IDSE) é composto de dados de pesquisas oficiais - como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho.
Essas informações são cruzadas e avaliadas com técnicas estatísticas e econométricas e ao final é possível mensurar fatores como saneamento básico, qualidade da moradia, educação, segurança pública, renda, emprego, desigualdade e pobreza.
Os resultados da nova metodologia são de grande utilidade para a avaliação e para a definição de políticas públicas, contribuindo para a alocação mais eficiente de recursos, de modo a acelerar de forma sustentada as economias em questão, respeitando as características e necessidades de cada estado.
Riomar Trindade - Agência Brasil
Ipea reduz previsão de crescimento para faixa entre 0,2% e 1,2% neste ano
Julho 30, 2009
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) corrigiu a previsão anterior, de crescimento de 2% para a economia neste ano, e agora estima evolução entre 0,2% e 1,2% para o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no país.
A correção foi anunciada hoje (31) pelo diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea, João Sicsú, ao divulgar o boletim Conjuntura em Foco, deste mês, com análises temáticas sobre a expansão da economia, evolução de conta corrente externa, emprego, câmbio e inflação.
Diferente de outras previsões, com presunção de exatidão - e quase sempre dão errado -, Sicsú admitiu que a projeção de evolução econômia em intervalo “é o reconhecimento de que temos dificuldades em fazer previsões de crescimento”.
Ele salientou, contudo, a necessidade de corrigir para baixo a projeção anunciada no mês de março porque o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou recuo de 0,8% no PIB do primeiro trimestre, ao passo que análise técnica do Ipea apontava desempenho estável da economia, de janeiro a março.
De acordo com Sicsú, a equipe do Ipea imaginou, na Conjuntura em Foco de março, que após um primeiro trimestre de estagnação, a economia cresceria a taxas mais expressivas a partir do segundo trimestre. Mas “o desempenho da tividade econômica ficou abaixo de nossas expectativas”, disse ele, com retração no primeiro trimestre e “desempenho ainda fraco” de abril a junho.
Ele acredita, no entanto, que “a economia já reagiu, com números expressivos em relação ao primeiro trimestre, e podemos afirmar, com segurança, que a recuperação será mais forte no segundo semestre do ano”. Em especial, afirmou, porque o comércio varejista continua crescendo a taxas expressivas.
Stênio Ribeiro - Agência Brasil
Saldo de entrada e saída de dólares do país é de R$ 491 milhões até o dia 24
Julho 29, 2009
O saldo da entrada e saída de dólares do país, fluxo cambial, está positivo em US$ 491 milhões neste mês, até o dia 24, segundo o Banco Central (BC). No mesmo período do ano passado, o fluxo cambial estava negativo em US$ 2,486 bilhão.
Neste mês, até o dia 24, o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) está positivo em US$ 3,176 bilhões. No caso do fluxo comercial, referente às operações de exportações e importações, o resultado ficou negativo em US$ 2,686 bilhões.
Na última segunda-feira (27), o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, explicou por que recentemente o fluxo financeiro está positivo e o comercial negativo, quando geralmente ocorre o contrário. Segundo ele, em 2008 o governo autorizou as empresas a deixarem o dinheiro das exportações fora do Brasil. Mas agora, de acordo com Lopes, as empresas estão usando esses recursos que ficaram no exterior para liquidar contratos de importação que estão vencendo.
Esses contratos têm prazos para fechar o câmbio de 360 dias. Os recursos que ficam fora do país provenientes de exportações entram no Brasil por meio de operações do fluxo financeiro. Outro fator que explica a inversão nos dados é que algumas empresas filiais no Brasil estão fazendo pagamento antecipado de importações para as matrizes no exterior.
De janeiro até a semana passada, o fluxo cambial está positivo em US$ 3,156 bilhões, com resultado financeiro negativo em US$ 6,986 bilhões e comercial positivo em US$ 10,142 bilhões. No mesmo período do ano passado, o fluxo cambial era positivo em US$ 12,448 bilhões.
O BC também informou hoje (29) que neste mês, até o dia 24, foram liquidadas compras da moeda americana pela autoridade monetária no mercado à vista no valor total de US$ 906 milhões. Os dólares comprados vão para as reservas internacionais.
Kelly Oliveira - Agência Brasil
Desemprego cai na maioria das regiões metropolitanas pesquisadas pelo Dieese/Seade
Julho 29, 2009
A taxa de desemprego em cinco regiões metropolitanas e no Distrito Federal caiu em junho, passando de 15,3% para 14,8% da População Economicamente Ativa, depois de cinco meses sem redução. Isso significou 112 mil pessoas a menos no contingente de desempregados, estimado em 2,984 milhões de trabalhadores.
O nível de ocupação apresentou variação positiva pelo terceiro mês seguido, com 0,4%, o que representa a criação de 75 mil postos de trabalho. No mesmo período, 38 mil pessoas desistiram de procurar emprego.
À exceção de Belo Horizonte, que manteve a taxa estável em 11%, houve queda em todas as demais regiões pesquisadas, com destaque para Recife, que passou de 20,4% em maio para 19,4% em junho. Em Porto Alegre a taxa passou de 12,6% para 12%, no Distrito Federal, de 17% para 16,4%, em Salvador, de 21,6% para 21,3% e em São Paulo, de 14,8% para 14,2%
O comércio liderou na oferta de vagas, com a 80 mil postos de trabalho, o que significou aumento de 3%. O segmento de serviços foi o segundo, com 22 mil vagas, ou 0,2% acima de maio. A indústria cortou 25 mil ocupações, o que representou queda de 1% do total e a construção civil demitiu 9 mil trabalhadores, queda de 0,9%.
O rendimento médio do trabalhadores em maio caiu 1,2%, passando para R$ 1.276 para os assalariados e R$ 1.199 para o conjunto de trabalhadores ocupados, ou seja com ou sem carteira assinada.
Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) para a Região Metropolitana de São Paulo e para o conjunto de regiões acompanhadas pelo Sistema PED (Distrito Federal, Salvador, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte e São Paulo), divulgada hoje (29) pelo Departamento Intersindical e Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Seade.
Marli Moreira - Agência Brasil
Twitter Updates for 2009-07-29
Julho 29, 2009
- O menor patamar de juros desde 2007: http://bit.ly/Esz17 #
- A desvalorização do dolar: http://bit.ly/JH2bt #
- Breves considerações sobre Desenvolvimento Econômico http://bit.ly/14XnIv #
- AmBev abre seleção para trainees . http://migre.me/3VWK. #TraineeAmbev #

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