Balança apresenta superávit de US$ 1,6 bilhão na terceira semana de agosto

Agosto 21, 2008

Na terceira semana de agosto de 2008, entre os dias 11 e 17, a balança comercial brasileira registrou o melhor superávit comercial – diferença entre o valor exportado e o importado – semanal do ano: US$ 1,666 bilhão, com média diária US$ 333,2 milhões. No período, as exportações brasileiras somaram US$ 5,304 bilhões, com média diária de US$ 1,060 bilhão, segundo melhor desempenho semanal do ano, ficando atrás apenas da primeira semana de fevereiro, quando a média diária dos embarques internacionais somou US$ 1,069 bilhão. As importações, na terceira semana de agosto, chegaram a US$ 3,638 bilhões (média diária de US$ 727,6 milhões). A corrente de comércio (soma das exportações mais as importações) totalizaram US$ 8,942 bilhões.

A média das exportações da terceira semana do mês chegou a US$ 1,060 bilhão, cifra 8,1% maior que a média de US$ 981,5 milhões registrada até a segunda semana de agosto, em função de crescimento das exportações de básicos (+22,5%) – principalmente, petróleo em bruto, soja em grão, minério de cobre, café em grão, minério de manganês e milho em grão – e manufaturados (+1,4%) – com destaque para gasolina, autopeças, laminados planos de ferro e aço, açúcar refinado e suco de laranja não congelado. As exportações de produtos semimanufaturados registraram queda de 23,7%, por conta de açúcar em bruto, celulose, ferro-ligas e ferro fundido.

Na mesma comparação, as importações apresentaram retração de 19,7% explicada, sobretudo, pela diminuição nos gastos com combustíveis e lubrificantes, adubos e fertilizantes, equipamentos eletroeletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos, instrumentos de ótica e precisão e siderúrgicos.

Mês

Até o dia 17 de agosto (11 dias úteis), as exportações totalizaram US$ 11,193 bilhões, com média diária de US$ 1,017 bilhão, valor 55% superior ao desempenho médio diário registrado em todo mês de agosto do ano passado (US$ 656,5 milhões). Nessa comparação, foram observados aumentos nas exportações de básicos (+97,5%) – por conta de petróleo em bruto, minério de ferro, carnes suína, bovina e de frango, soja em grão, farelo de soja, café em grão, minério de cobre e fumo em folhas – semimanufaturados (+60,3%) – em função de semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas, ferro fundido, celulose, óleo de soja em bruto, açúcar em bruto e alumínio em bruto – e manufaturados (+23,5%) – com destaque para suco de laranja não congelado, gasolina, máquinas e aparelhos para uso agrícola, etanol, medicamentos, aviões, tratores, óxidos e hidróxidos de alumínio, e máquinas e aparelhos para terraplanagem.

Sobre a média diária registrada em julho deste ano (US$ 889,3 milhões), houve um incremento de 14,4% por conta de crescimento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+21,7%), semimanufaturados (+10,8%) e manufaturados (+8,3%).

As importações, no mesmo período, acumularam US$ 9,074 bilhões – média diária de US$ 824,9 milhões. Ao se comparar o desempenho médio diário com o de todo mês de agosto do ano passado (US$ 502,5 milhões), verificou-se um incremento de 64,2%, e em relação à média diária registrada em julho último (US$ 745,6 milhões), as importações registraram alta de 10,6%. Em relação a agosto de 2007, aumentaram as compras de adubos e fertilizantes (+200,9%), combustíveis e lubrificantes (+122,4%), equipamentos mecânicos (+64,6%), instrumentos de ótica e precisão (+63,7%), veículos automóveis e partes (+52,0%) e produtos plásticos (+49,3%). Sobre julho de 2008, houve aumento nos importações dos seguintes produtos: farmacêuticos (+41,3%), combustíveis e lubrificantes (+26,0%), adubos e fertilizantes (+23,4%), equipamentos mecânicos (+16,3%) e instrumentos de ótica e precisão (+9,9%).

O superávit acumulado até a terceira semana de agosto foi de US$ 2,119 bilhões (média diária de US$ 192,6 milhões). Em comparação com o desempenho médio diário apresentado em agosto de 2007 (US$ 154 milhões), observou-se um crescimento de 25,1%. Em relação à média diária do superávit, em julho deste ano (US$ 143,7 milhões), a alta foi de 34,1%.

Ano

Nos 157 dias úteis acumulados no ano, de janeiro a 17 de agosto, a balança comercial brasileira somou exportações de US$ 122,291 bilhões, com média diária de US$ 778,9 milhões, cifra 29,4% maior que a registrada no mesmo período do ano passado (US$ 602 milhões). As importações no ano somaram US$ 105,519 bilhões, um desempenho médio diário de US$ 672,1 milhões – acréscimo de 52,4% sobre a média diária no mesmo período de 2007 (US$ 441,1 milhões). O saldo comercial no ano totaliza US$ 16,772 bilhões, com uma média diária de US$ 106,8 milhões, valor 33,6% menor que o registrado no mesmo período de 2007 (US$ 160,9 milhões).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Fracasso da Rodada de Doha traz prejuízos para todos, alerta CNI

Julho 31, 2008

Os representantes da indústria brasileira lamentaram o fracasso das negociações da Rodada Doha para liberalização do comércio internacional. Na avaliação da CNI, o fracasso da Rodada Doha enfraquece o sistema multilateral de comércio. “Esse colapso representa prejuízo tanto para países desenvolvidos como para países em desenvolvimento”, diz a nota divulgada pela instituição. Os técnicos da CNI acreditam que, para o Brasil, os prejuízos são significativos. “O país é um global trader e, como tal, mantém relações comerciais importantes com países diversos”, destaca o comunicado.

CNI

Mais de 2 mil municípios operaram com comércio exterior em 2008

Junho 12, 2008

O Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou hoje (11/6), em seu site (www.desenvolvimento.gov.br), os números das exportações e importações dos 2.205 municípios brasileiros que operaram no mercado internacional nos cinco primeiros meses do ano de 2008. No período, as exportações brasileiras somaram US$ 72,051 bilhões e as importações US$ 63,400 bilhões.

Do estado de São Paulo, quatro municípios estão entre os dez maiores exportadores brasileiros de janeiro a maio. A principal exportadora foi a capital paulista que, no período, vendeu ao mercado internacional US$ 3,276 bilhões. Na segunda colocação, está a cidade de São José dos Campos com embarques no valor de US$ 2,476 bilhões. São Bernardo do Campo (US$ 1,757 bilhão) apareceu na quarta colocação do ranking nacional e o município de Santos ocupou a sexta posição da lista, com exportações de US$ 1,474 bilhão.

Angra dos Reis obteve o melhor desempenho do estado do Rio de Janeiro, ficando com a terceira colocação nacional com exportações de US$ 1,932 bilhão nos cinco meses. Ainda no estado fluminense, as cidades do Rio de Janeiro (8ª colocação) e de Macaé (9ª colocação) figuraram na lista dos dez maiores municípios brasileiros exportadores, com exportações de US$ 1,195 bilhão e US$ 1,157 bilhão respectivamente.

De janeiro a maio, a cidade paranaense de Paranaguá vendeu ao mercado mundial US$ 1,679 bilhão, o que lhe rendeu a 5ª colocação no ranking brasileiro. A catarinense Itajaí apareceu na 7ª colocação com embarques de US$ 1,199 bilhão.
O décimo melhor desempenho no período foi da paraense Barcarena com exportações de US$ 1,093 bilhão de janeiro a maio.

Clique aqui para acessar os números.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Balança comercial tem superávit superior a US$ 4 bilhões em maio

Junho 10, 2008

A balança comercial brasileira teve registrou no mês de maio um superávit de US$ 4,07 bilhões. O resultado, além de ser o melhor desde abril de 2007, foi atingido num período em que o comércio exterior se viu prejudicado pela greve dos auditores da Receita Federal (que durava desde meados de março). As exportações do país no mês somaram US$ 19,306 bilhões, enquanto o valor das importações foi de US$ 15,229 bilhões. A informação foi divulgada pelo Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior nesta segunda-feira (2).

A comparação com abril indica um aumento de 44,2% no valor das exportações, enquanto as importações também cresceram 29,8%. Vale destacar que o mês de abril foi inteiramente afetado pela greve dos auditores.

Apesar do resultado, o superávit acumulado do ano de 2008 (US$ 8,655 bilhões) é apenas um pouco superior à metade do saldo alcançado no mesmo período de 2007 (US$ 16,758 bilhões). Ao longo de 2008, as exportações foram de US$ 72,054 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 63,399 bilhões.

As quedas no resultado da balança comercial brasileira estão sendo provocadas pelo baixo valor do dólar, que torna as importações mais baratas e as exportações mais caras. O aumento da renda dos brasileiros é outro fator que influi no aumento das importações.

O Banco Central estima um superávit de US$ 27 bilhões em 2008, enquanto o mercado financeiro espera US$ 24 bilhões. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima US$ 25 bilhões.

Ao longo do ano, o superávit foi de US$ 943 milhões em janeiro, US$ 880 milhões em fevereiro, US$ 1,01 bilhão em março e US$ 1,74 bilhão em abril.
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Por Manoel Castanho
Jornalista do COFECON
manoel.castanho@cofecon.org.br
(61) 3208 1806

Balança Comercial da 2ª Semana de Maio de 2008

Maio 17, 2008

• RESULTADOS GERAIS

Na 2ª semana de maio, a balança comercial apresentou exportações de US$ 4,945 bilhões e importações de US$ 3,474 bilhões, resultando em superávit de US$ 1,471 bilhão. O resultado das exportações é o maior valor semanal já registrado no comércio exterior, e reflete a regularização de exportações no Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX), por conta da suspensão da paralisação dos auditores fiscais das aduanas.

Até a 2ª semana de maio, as exportações acumulam US$ 5,665 bilhões e as importações, US$ 4,368 bilhões, com superávit de US$ 1,297 bilhão. No ano, as exportações totalizam US$ 58,414 bilhões e as importações, US$ 52,537 bilhões, com saldo positivo de US$ 5,877 bilhões.

• ANÁLISE DA SEMANA

A média das exportações da 2ª semana chegou a US$ 989,0 milhões, 37,4% superior à média de US$ 720,0 milhões da 1ª semana, em razão do aumento da exportação das três categorias de produtos: semimanufaturados (+206,1%, de US$ 52,7 milhões para US$ 161,3 milhões, por conta, principalmente, de celulose, ferro-ligas, açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro/aço e óleo de soja em bruto), básicos (+38,8%, de US$ 284,3 milhões para US$ 394,7 milhões, por conta, principalmente, de soja em grão, petróleo em bruto, minério de ferro, farelo de soja e milho em grão) e manufaturados (+8,4%, de US$ 376,8 milhões para US$ 408,4 milhões, principalmente, óleos combustíveis, automóveis, gasolina, aparelhos transmissores/receptores e aviões). Do lado das importações, houve queda de 22,3%, sobre igual período comparativo (média da 2ªsemana/média da 1ªsemana), motivado, principalmente, pela retração nos gastos com adubos e fertilizantes, combustíveis e lubrificantes, aparelhos eletroeletrônicos, automóveis e partes, cobre a suas obras e instrumentos de ótica e precisão.

• ANÁLISE DO MÊS

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de maio/2008 (US$ 944,2 milhões) com a de maio/2007 (US$ 620,3 milhões), houve crescimento de 52,2%, em razão do aumento das exportações das três categorias de produtos: básicos (+89,3%, de US$ 198,8 milhões para US$ 376,3 milhões, por conta, principalmente, de minério de cobre, soja em grão, milho em grão, petróleo em bruto, farelo de soja e minério de ferro), semimanufaturados (+68,4%, de US$ 85,0 milhões para US$ 143,2 milhões, por conta de celulose, ferro-ligas, ligas de alumínio, ferro fundido, açúcar em bruto, óleo de soja em bruto e couros e peles) e manufaturados (+24,1%, de US$ 324,8 milhões para US$ 403,1 milhões, em razão de óleo de soja refinado, suco de laranja, óleos combustíveis, aparelhos para terraplanagem, motores e geradores, álcool etílico e veículos automóveis). Relativamente a abril/2008, a média diária das exportações cresceu 41,0% (de US$ 669,5 milhões para US$ 944,2 milhões), devido ao aumento nas vendas de produtos básicos (+71,4%, de US$ 219,5 milhões para US$ 376,3 milhões), semimanufaturados (+65,3%, de US$ 86,6 milhões para US$ 143,2 milhões) e manufaturados (+16,1%, de US$ 347,1 milhões para US$ 403,1 milhões).

Nas importações, a média diária até a 2ª semana de maio/2008, de US$ 728,0 milhões, ficou 63,5% acima da média de maio/2007 (US$ 445,2 milhões) e 24,1% superior a abril/2008 (US$ 586,4 milhões). No comparativo com maio/2007, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+387,6%), veículos automóveis e partes (+108,5%), borracha e obras (+61,4%), combustíveis e lubrificantes (+56,6%), plásticos e obras (+56,3%) e siderúrgicos (+54,6%). Em relação a abril/2008, ocorreu crescimento nos seguintes produtos: adubos e fertilizantes (+357,4%), cereais e produtos de moagem (+50,1%), siderúrgicos (+25,2%) e veículos automóveis e partes (+24,2%).

SECEX/DEPLA
12.05.2008

Período

Dias Úteis

EXPORTAÇÃO

IMPORTAÇÃO

CORR. COMÉRCIO

SALDO

Valor

Média p/dia útil

Valor

Média p/dia útil

Valor

Média p/dia útil

Valor

Média p/dia útil

1a. semana (01 e 04) 1 720 720,0 894 894,0 1.614 1.614 -174 -174,0
2a. semana (05 a 11) 5 4.945 989,0 3.474 694,8 8.419 1.684 1.471 294,2
Janeiro 22 13.277 603,5 12.334 560,6 25.611 1.164 943 42,9
Fevereiro 19 12.800 673,7 11.920 627,4 24.720 1.301 880 46,3
Março 20 12.613 630,7 11.600 580,0 24.213 1.211 1.013 50,7
Abril 21 14.059 669,5 12.315 586,4 26.373 1.256 1.744 83,1
Maio 6 5.665 944,2 4.368 728,0 10.033 1.672 1.297 216,2
Maio/2007 22 13.647 620,3 9.794 445,2 23.441 1.066 3.853 175,1
Abril/2008 21 14.059 669,5 12.315 586,4 26.373 1.256 1.744 83,1
Var. % Maio-2008/Maio-2007     52,2   63,5   56,9   23,4
Var. % Maio-2008/Abril-2008     41,0   24,1   33,1   160,2
Jan-Maio/2008 (2ª semana) 88 58.414 663,8 52.537 597,0 110.950 1.260,8 5.877 66,8
Jan-Maio/2007 (2ª semana) 90 51.687 574,3 37.379 415,3 89.066 989,6 14.308 159,0
Var. % Jan/Maio - 2008/2007     15,6   43,7   27,4   -58,0
Acumulado de doze meses                  
Junho/2007-Maio/2008 248 167.377 674,9 135.771 547,5 303.147 1.222,4 31.606 127,4
Junho/2006-Maio/2007 249 145.764 585,4 99.358 399,0 245.122 984,4 46.406 186,4
Var. % Junho/Maio - 2008/2007     15,3   37,2   24,2   -31,6

Camex lança Estratégia Nacional de Simplificação do Comércio Exterior

Maio 17, 2008

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), representada por sete ministros do governo federal, e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) apresentam um conjunto com 12 propostas que integram a Estratégia Nacional de Simplificação do Comércio Exterior. As ações fazem parte do projeto Ambiente Jurídico – Investimento e Inovação, desenvolvido pela ABDI no âmbito da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada dia 12 de maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A finalidade é reduzir a burocracia, facilitar as transações do comércio internacional e melhorar a gestão dos processos, operações, rotinas e procedimentos, entre outros benefícios, para o exportador e o importador brasileiros.

Segundo a secretária-executiva da Camex, Lytha Spíndola, a definição das propostas foi um esforço coletivo de diferentes órgãos de Governo no sentido de simplificar, harmonizar, facilitar e racionalizar o trabalho daqueles que atuam no comércio exterior. “Nosso objetivo é aumentar a competitividade do produto brasileiro e incentivar as exportações brasileiras”, acrescenta.

As propostas também buscam maior eficiência no comércio exterior brasileiro, respeitando os acordos e regras internacionais, além de aprimorar os controles necessários, para dar maior eficiência ao comércio exterior brasileiro e com os métodos mais modernos de avaliação de risco. Há ainda medidas de simplificação da legislação de comércio exterior.

Todas as propostas foram aprovadas na última reunião do Conselho de Ministros que compõe a Camex, realizada no dia 6 de maio de 2008.

O presidente da ABDI, Reginaldo Arcuri, explica que este conjunto de propostas é o primeiro resultado do projeto desenvolvido pela ABDI. “A idéia é melhorar o ambiente para realização de negócios no País, aprimorando a segurança jurídica para investimentos e inovação”, diz.


Articulação e Propostas

As medidas foram definidas pelo Grupo de Técnico de Facilitação de Comércio (GTFAC), da estrutura permanente da Camex, durante encontro realizado nos dias 7 e 8 de abril, em Atibaia (SP), que contou com a participação de 35 órgãos de governo atuantes nas operações de comércio exterior no país, entre ministérios, agências reguladoras e secretarias, sendo coordenadas pela Camex, com o apoio da ABDI.

Entre as medidas, destacam-se: reduzir o elevado número de mercadorias sujeitas a anuência ou outros controles, ampliar o intercâmbio de informações e de análises de riscos nas operações de comércio exterior, adotar mecanismos de agilização do licenciamento de produtos, harmonizar normas e procedimentos e capacitar os agentes públicos operadores de comércio exterior. Como resultado, foram aprovadas diversas ações, assim como seus responsáveis e prazos de implementação.

As principais propostas discutidas relacionam-se à melhoria da gestão dos processos, operações, rotinas procedimentos, sem prejuízo da segurança do sistema, além da maior articulação, harmonização e coordenação entre os diversos agentes de governo. Como resultado, destacam-se as seguintes ações, que deverão ser implementadas por cada um dos intervenientes ou anuentes, conforme prazos e compromissos e metas definidos no encontro realizado em São Paulo. São elas:

PROPOSTA 1: reduzir ao mínimo necessário os produtos e os procedimentos de controle para exportação; reduzir o número de produtos sujeitos à anuência (inclusive destaques); eliminar anuências múltiplas para um mesmo produto;

PROPOSTA 2: ampliar o compartilhamento de informações, base de dados, técnica s e experiências em parametrização para seleção fiscal entre intervenientes no comércio exterior; harmonizar e/ou uniformizar técnicas de identificação dos operadores com maior ou menor risco; criar mecanismo de licenciamento instantâneo para operadores de menor risco;

PROPOSTA 3: implementar procedimento sumário e automático de licenciamento enquanto não for implementado o “operador autorizado”, de forma a eliminar a necessidade de obter autorizações caso a caso, em especial para empresas tradicionais exportadores e importadoras;

PROPOSTA 4: dispensar a anuência em trânsito aduaneiro, salvo em situações excepcionais; eliminar anuências em zonas primárias (portos, aeroportos e fronteiras secas), para mercadorias que se destinam a outro recinto alfandegado, desafogando o movimento de cargas e a necessidade de armazenagem no local do trânsito;

PROPOSTA 5: aperfeiçoar a sistemática de licenciamentos e anuências de forma a conferir maior racionalidade ao processo e dar transparência e visibilidade ao desempenho de cada interveniente;

PROPOSTA 6: padronizar horários, rotinas e expedientes de atendimento em todo o território nacional, para todos os intervenientes governamentais que prestam serviços em portos, aeroportos e zonas de fronteira;

PROPOSTA 7: padronizar e manualizar normas e procedimentos operacionais e administrativos dos órgãos intervenientes de comércio exterior, disponibilizando-as na Internet;

PROPOSTA 8: aprovar e implementar programas de capacitação e treinamento de pessoal que permitam uma visão do conjunto e da importância de suas atividades para o desenvolvimento do comércio e para a competitividade do país;

PROPOSTA 9: definir critérios para agilizar a liberação de mercadorias e embalagens de madeira, com foco na fiscalização de empresas, setores e países que oferecem maiores riscos de contaminação; criar mecanismos que permitam tratamento diferenciado e mais rápido na liberação de mercadorias submetidas a menores níveis de risco;

PROPOSTA 10: enviar ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e demais ministérios envolvidos no Comércio Exterior recomendação para que, durante a fase de elaboração do orçamento do ano seguinte, observem a possibilidade de destinação e liberação prioritária de recursos para as atividades de desenvolvimento, atualização tecnológica, integração e manutenção de sistemas relacionados ao comércio exterior;

PROPOSTA 11: mapear produtos importados/exportados relacionados com atividades de P&D e seus respectivos códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM); analisar a legislação, processos e procedimentos sobre comércio exterior de produtos relacionados à Pesquisa e Desenvolvimento, para sugerir melhorias nos procedimentos e elaborar propostas de peças jurídicas (minutas de decretos, portarias, etc) sobre o tema; discutir e validar propostas junto ao MDIC e outros atores governamentais relevantes à legislação aplicável;

PROPOSTA 12: complementar a infra-estrutura de serviços tecnológicos para fins da ampliação e expansão de procedimentos de avaliação da conformidade de interesse de órgãos e agências reguladoras envolvidos com anuências.

Outras informações sobre a Política de Desenvolvimento Produtivo podem ser obtidas no site www.desenvolvimento.gov.br/pdp.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

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