Banco do Brasil confirma aquisição da Nossa Caixa
Novembro 20, 2008
Foi confirmada hoje (20) pelo Banco do Brasil a aquisição do Banco Nossa Caixa, que pertencia ao estado de São Paulo. O valor da transação foi de R$ 5,38 bilhões e deve ser pago em 18 parcelas mensais a partir de março de 2009.
As parcelas, calculadas em valores atuais, são de R$ 299,2 milhões e serão corrigidas de acordo com a taxa básica de juros (Selic), nas datas de pagamento.
Em nota, o Banco do Brasil disse que “o valor da operação foi calculado com base em avaliação econômico-financeira elaborada por consultores contratados pelo Banco do Brasil, a qual levou em consideração, entre outras metodologias, as perspectivas de rentabilidade futura e o fluxo de caixa descontado da Nossa Caixa”.
A nota também diz que a operação está sujeita à aprovação da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e dos demais órgãos competentes. Somente em São Paulo, o BB possui 772 agências em 358 municípios. A Nossa Caixa detém 552 agências e 1672 pontos de atendimento, distribuídos em 645 municípios. Com a aquisição, o BB somará 1.324 agências no estado.
Danilo Macedo - Repórter da Agência Brasil
Desemprego fica estável em outubro e rendimento cai, revela IBGE
Novembro 19, 2008
A taxa de desocupação em seis regiões metropolitanas quase não se alterou em outubro (7,5%) frente a setembro (7,6%). Esta é a segunda menor taxa de desocupação da série histórica da pesquisa, iniciada em março de 2002 (7,4% em dezembro de 2007).
Na comparação com outubro de 2007 (8,7%), o desemprego caiu 1,2 ponto percentual. Hoje há 1,8 milhão de pessoas desocupadas segundo o estudo. Em outubro 2007 esse número era 11,8% superior. As informações constam da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada hoje (19.
Em relação ao rendimento médio real dos trabalhadores (R$ 1.258,20) a pesquisa mostra que houve recuo de 1,3% na comparação mensal. Entretanto, em relação a outubro de 2007, o poder de compra do rendimento de trabalho dos ocupados teve alta de 4,5%. No enfoque regional, em relação ao mês anterior, houve recuo no rendimento nas Regiões Metropolitanas de Recife (0,9%), Salvador (1,2%), Rio de Janeiro (1,4%) e São Paulo (2,1%).
Segundo o IBGE, regionalmente a taxa de desocupação na comparação mensal não apresenta variação estatisticamente significativa em nenhuma das regiões pesquisadas.
Entretanto, em relação a outubro de 2007, a queda nos números de desocupados mostra-se expressiva em Recife (3,3 pontos percentuais), Salvador (2,3 pontos percentuais), Belo Horizonte (1,0 ponto percentual) e São Paulo (1,8 ponto percentual).
O rendimento médio real dos empregados com carteira assinada no setor privado, estimado em R$ 1.214,10, registrou declínio de 0,4%, no mês, e alta de 4,5% no ano. O rendimento médio real dos empregados sem carteira assinada no setor privado, estimado em R$ 809,30, apresentou queda de 1,3%, em relação a setembro, e alta de 1,6% no confronto com outubro do ano passado. Já o dos militares e funcionários públicos estatutários, estimado em R$ 2.245,60, apontou queda de 1,2% no mês e alta de 8,0% em relação a outubro do ano passado.
Foram investigadas as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo horizonte, Rio de janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil
Vendas no varejo crescem pelo sétimo mês consecutivo
Novembro 18, 2008
Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado hoje (18) mostra que as vendas no comércio varejista em setembro tiveram aumento de 1,2%, na comparação com agosto. Esse foi o sétimo aumento consecutivo do ano. No ano, as vendas acumulam crescimento de 8,0%.
As dez atividades pesquisadas tiveram crescimento em setembro, na comparação com agosto, com maior destaque para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,9%); veículos e motos, partes e peças (5,5%); móveis e eletrodomésticos (3,1%).
Na comparação com setembro de 2007, o item móveis e eletrodomésticos (aumento de 21,3% no volume de vendas) teve o maior impacto, e foi responsável por 35% da taxa de crescimento do varejo.
A atividade de livros, jornais, revistas e papelaria (crescimento de 12,9%) exerceu a menor influência no resultado do varejo. A taxa acumulada no ano é de 10,8% e, nos últimos 12 meses, de 10,0%. e variação), que teve participação de 16% na taxa global.
Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil
BR anuncia lucro recorde de R$ 1 bilhão em três meses
Novembro 17, 2008
A Petrobras Distribuidora (BR) anunciou hoje lucro líquido recorde de R$ 1,028 bilhão no terceiro trimestre do ano. Essa foi a primeira vez na história da empresa que a cifra chega à casa do bilhão. O resultado do trimestre é 49,2% maior do que o registrado em igual período do ano passado: R$ 689 milhões.
A empresa também fechou o período com recorde nas vendas: 3,459 bilhões de litros de combustíveis. No acumulado de janeiro a setembro, foram vendidos 28,051 bilhões de litros, resultado 13,7% maior do que o mesmo período do ano passado. Em 2007, foram vendidos 33,9 bilhões de litros.
Em nota, a BR informou que o desempenho é resultado do constante aumento do volume de vendas e da manutenção do controle de custos.
Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil
Projeção de analistas para inflação cai depois de cinco semanas em alta
Novembro 17, 2008
A projeção de analistas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano caiu de 6,40% para 6,39%, depois de cinco semanas em alta . Segundo o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central com opiniões de analistas sobre os principais indicadores da economia, a estimativa para o próximo ano permanece em 5,20%.
No mercado paulista, o Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP) passou de 6,54% para 6,56% neste ano e de 4,70% para para 4,72% em 2009.
Quanto aos preços administrados por contrato, a expectativa permanece em 3,70% em 2008 e subiu de 5,30% para 5,38% no próximo ano. Esse indicador regula os valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).
Para o mercado atacadista, a projeção do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 10,95% para 10,97%, neste ano, e permance em 5,80% em 2009. A estimativa para o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) permanece em 11,07%, neste ano, e subiu de 5,85% para 6%, em 2009.
Kelly Oliveira - Repórter da Agência Brasil
Importante é definir direção do combate à crise financeira, diz Armínio Fraga
Novembro 14, 2008
Armínio disse que a entrada de Barack Obama no governo norte-americano a partir de janeiro pode contribuir para o aparecimento de uma solução coordenada e de longo prazo. Para Armínio, com o agravamento da crise global, que se estende à economia real, há risco de mais pânico em todo o sistema. Ele lembrou que agora a crise dos imóveis empresariais passou a ser problema.
Ele criticou a auto-regulação do sistema financeiro sem fiscalização das autoridades governamentais. “A auto-regulação só não resolve. É indispensável o olho do governo com o poder de tomar decisões”. O ex-presidente do BC destacou a importância da educação financeira do cidadão, como forma de evitar que ele caia “no conto do vigário das operações mágicas”. Ele criticou o crédito consignado e os financiamentos longos na compra de veículos.
Ele alertou o governo para ficar atendo de modo que essas operações não se expandam a ponto de comprometer a economia. Ele recomendou atenção para as contas externas de modo que o país não dependa demais de financiamento estrangeiro. “É um trabalho de guerrilha, do dia a dia, ir procurar onde está está o gargalo”. Armínio criticou a carga tributaria no país que, segundo ele, equivale a 40% da economia do país, está chegando ao limite para o cidadão e pode inibir o crescimento da economia.
Ele destacou a necessidade das reformas de longo prazo, como a da Previdência e a do Estado (enxugamento da máquina), de modo a enfrentar a crise global. Ele admitiu, porém que essas medidas se tornam difíceis neste momento, quando o país precisa enfrentar os efeitos da crise financeira.
“Cabe ao governo amortecer o choque e praticar uma política fiscal mais austera. Gastar mais com investimentos e menos com outras coisas”. Armínio Fraga participou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) de audiência pública com o economista e professor da Universidade Estadual de Campinas Luiz Gonzaga Belluzzo, sobre a crise financeira internacional.
Agência Brasil / Daniel Lima
Economistas defendem controle mais eficiente de gastos públicos para enfrentar crise
Novembro 14, 2008
Ele disse não acreditar que o consumo se reabilite em um prazo curto, a ponto de manter aquecida a demanda e ajudar a diminuir o impacto da crise na economia. “As pessoas estão na defensiva, estão com receio. Acho que o instrumento que o governo tem à disposição é manter o investimento e controlar os gastos correntes, de maneira compatível com a desaceleração da economia.
O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga concordou com as afirmações de Belluzo e ressaltou que, neste momento de crise, é preciso “coordenar a necessidade de controle” do ritmo da desaceleração com a confiança de todos no médio e longo prazos.
“Nós não somos mais um país que, neste momento, precisa fazer um enorme sacrifício para evitar um mal maior. Tampouco somos um país como a China, que tem uma enorme espaço para uma situação fiscal. O governo vai ter que navegar nessa corrente com bastante cautela”, afirmou Armínio, que pediu criatividade, prudência e paciência ao Brasil. Para ele, o país vai surpreender diante da crise, devido aos investimentos feitos no governo passado e no atual. “Na frente, os resultados vêm.”
Já o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse que o Brasil pode sair na frente e amenizar os impactos da crise, se houver uma agenda específica voltada para o enfrentamento dos problemas. Mercadante criticou o atraso na aprovação do cadastro positivo, que ajudaria os bancos a conceder crédito com maior segurança, já que falta liquidez no mercado, e a sair do impasse da redução dos empréstimos financeiros.
“Nós devíamos estar aprovando o cadastro positivo de crédito, em vez de ampliar gastos públicos e gastos correntes, que não há como financiar, devido à desaceleração da economia. E o governo, de outro lado, precisa também sinalizar mais austeridade”, enfatizou.
Para o senador, preservar os investimentos é fundamental para minimizar os impactos da desaceleração econômica. Ele disse também que é preciso baixar as taxas de juros no momento em que o câmbio se estabilizar. Com a desaceleração fortíssima da economia mundial, com a recessão forte nos países de “capitalismo avançado”, haverá, cada vez mais, redução do preço das commodities (produtos com cotação no mercado internacional), permitindo assim a redução dos juros com estabilização do dólar, explicou.
“Não controlamos a dinâmica dessa crise, pois ela vem de fora para dentro. O que Brasil está fazendo é minimizar os impactos, com linhas de defesa bastantes sólidas.” Mercadante pediu ainda racionalidade nas decisões de política econômica e do Legislativo, para que o foco se direcione para a crise, ajudando a minimizá-la e fazendo com que o Brasil saia dos problemas antes dos outros países.
O senador ressaltou que o país não pode continuar com o aumento de despesas de pessoal, como vinha ocorrendo nos períodos de forte crescimento. “Não será possível. Muito menos será possível, nesse cenário de crise, repor perdas de aposentados e pensionistas”.
De acordo com Mercadante, o momento é de centralizar esforços na geração de empregos e no crescimento econômico, pois só assim será possível melhorar tanto o salário do funcionalismo quanto o dos aposentados. “Fora isso, é demagogia. O país não pode gastar mais do que arrecada. Não pode financiar todas essas despesas no cenário de crise que estamos atravessando.”
Agência Brasil / Daniel Lima
American Express vira banco para ter acesso ao pacote dos EUA de US$ 700 bi
Novembro 14, 2008
A celeridade do processo - que leva meses - demonstrou o poder das empresas de crédito sobre o mercado financeiro e despertou protestos de outras instituições que aguardam pareceres do Fed. “Todo mundo quer ser um banco, porque todos querem o acesso ao financiamento governamental”, disse Craig Maurer, analista da Calyon Securities, uma unidade do Credit Agricole Group, ao WSJ.
“Dada a continuação da volatilidade nos mercados financeiros, queremos estar melhores posicionados para tirar proveito dos vários programas do governo federal já implementados ou que possam vir a ser lançados de apoio às instituições financeiras”, respondeu o presidente da companhia, Kenneth Chenault. O cenário de crise internacional preocupa investidores do American Express.
Chenault disse ainda que a decisão “não altera fundamentalmente” a empresa, indicando que não está interessado em adquirir um grande banco comercial. Caso isso realmente não ocorra, a American Express poderá, por exemplo, comprar depósitos de instituições em dificuldades ou lançar um programa de poupança, diz o jornal. Essa estratégia normalmente atrai dinheiro de clientes que buscam taxas mais elevadas de rendimentos e preferem não deixar o dinheiro parado por muito tempo.
Com informações Exame/FSP
Juros bancários sobem para maior nível em cinco anos, aponta Procon-SP
Novembro 13, 2008
Os custos das linhas de crédito “empréstimo pessoal” e “cheque especial” aumentaram nos principais bancos do país em novembro, constatou pesquisa da Fundação Procon-SP. A taxa média para empréstimo pessoal aumentou de 6,04% ao mês para 6,15% entre o início de outubro e o dia 4 de novembro.
Já a taxa média para a linha de cheque especial aumentou de 8,96%, detectada na pesquisa de outubro, para 9,24% em novembro, o maior juro desde julho de 2003.
A contração do crédito e a falta de liquidez (dinheiro em circulação), bem como o custo mais elevado do dinheiro, são os principais reflexos da crise financeira no Brasil. Nesse sentido, o Banco Central tem realizado uma série de mudanças no compulsório para injetar mais dinheiro na economia e normalizar a situação da concessão de crédito.
Dentre os dez bancos pesquisados, cinco aumentaram suas taxas praticadas na linha de empréstimo pessoal: Bradesco, Itaú, Real, Santander e HSBC. A maior taxa foi verificada no banco Real (8,15%) enquanto a menor (4,49%) na Caixa Econômica Federal.
Já na linha de cheque especial, sete bancos reajustaram suas taxas: Bradesco, Real, Safra, Santander, HSBC, Unibanco e Itaú. A maior taxa praticada foi registrada no banco Safra (12,30%) enquanto a menor (7,98%) foi encontrada na Caixa Econômica Federal.
No levantamento do Procon-SP, os pesquisadores estabeleceram como critério linhas de empréstimo pessoal com prazo de 12 meses a taxas pré-fixadas para clientes não-preferenciais. No caso das linhas de cheque especial, foi considerado um prazo de 30 dias.
Os bancos pesquisados foram: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.
Em sua última reunião (dias 28 e 29 de outubro), o Copom (Comitê de Política Econômica do Banco Central) decidiu manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano. A próxima reunião está prevista para o início de dezembro. Analistas do mercado financeiro consideram que o Comitê deve manter a taxa no final de ano.
A taxa básica serve de referência para os juros praticados no sistema bancário, tanto nas linhas para pessoa física quanto pessoa jurídica.
Presidente do BB diz que Nossa Caixa é um ativo importante para ampliar ação no mercado
Novembro 13, 2008
As negociações em torno do interesse do Bando do Brasil em adquirir o Banco Nossa Caixa ainda estão em andamento e, por enquanto, a diretoria da instituição mantém silêncio sobre até onde já avançaram as discussões.
O presidente do BB, Antônio Francisco Lima Neto, afirmou hoje (13) que a Nossa Caixa é “um ativo importante” como estratégia na ampliação no segmento do varejo.
“São negociações que continuam acontecendo de forma serena e não há nada definido quanto a prazo e preços”, disse. De acordo com ele, o BB ocupa hoje a quarta posição em rede de distribuição em São Paulo. E, diante da recente fusão entre o Unibanco e o Itaú, que passaram a formar o maior conglomerado bancário da América do Sul, a instituição “não pode estar estagnada”.
Questionado sobre a veracidade de aquisição de parte dos ativos do Banco Votorantin, Lima Neto negou que isso esteja ocorrendo.
As declarações foram dadas logo após a apresentação do resultado financeiro do Banco do Brasil, que deu saltos expressivos no terceiro trimestre. O lucro líquido do BB cresceu 36,9%, em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 1,9 bilhão de julho a setembro.
Agência Brasil / Marli Moreira

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