Inadimplência no comércio diminui em setembro

Outubro 15, 2009

A inadimplência dos consumidores medida pelo Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todo o país apresentou queda de 5,88% em setembro, em relação aos dados do mês anterior. Na comparação com setembro de 2008, a queda foi de 3,85%.

Para o presidente do SPC Brasil, Roberto Alfeu, o endividamento menor em relação ao resultado de agosto se deve ao aumento do nível de emprego e da renda real do trabalhador, assim como à injeção de novos recursos na economia com o pagamento de restituições do Imposto de Renda.

Segundo ele, isso deve continuar até o final do ano, principalmente com a decisão do governo de não protelar a liberação das restituições do Imposto de Renda e com o pagamento do décimo terceiro salário.

Geralmente, o mês de setembro registra queda no número de vendas, pois não conta com datas propícias às compras, como o Dia dos Pais, segundo as duas entidades. As consultas ao SPC, que são o termômetro das compras a prazo e dos pagamentos em cheque, registraram queda de 4,04% em relação às de agosto e de 2,23% em comparação com as de setembro de 2008. No entanto, houve aumento de 2,57% no acumulado de consultas ao SPC realizadas neste ano.

O total de consumidores que regularizou os débitos no comércio no mês passado teve queda de 0,57% em relação ao número de agosto. As mulheres são a maioria nos casos de inadimplência, com 56,01%, e os homens são responsáveis por 43,99%.

Agência Brasil / Lourenço Canuto
Edição: Juliana Andrade

Crise fez Banco Central injetar R$ 213 bilhões na economia

Setembro 15, 2009

A atuação do Banco Central (BC) para segurar a crise foi muito além da redução da taxa Selic, que mede os juros básicos, para o menor nível da história. De outubro do ano passado até o fim de agosto, a autoridade monetária injetou R$ 213,6 bilhões no sistema financeiro para manter a economia em funcionamento em meio à escassez internacional de crédito.

A maior parte dessa injeção veio da flexibilização e da redução dos compulsórios – parcela de ativos que os bancos não podem emprestar. Somente com essas medidas, o BC liberou R$ 99,9 bilhões desde o agravamento da crise financeira mundial. A medida de maior impacto foi a mudança na contabilidade de créditos tributários, anunciada em dezembro, que permitiu aos bancos emprestar mais R$ 81,2 bilhões.

A restrição ao crédito provocada pela crise teve efeito ainda mais intenso nas pequenas e médias instituições financeiras, mais dependentes dos empréstimos entre bancos e de investimentos em ações na bolsa. Para impedir o colapso dos bancos de menor porte, o Banco Central gastou R$ 41,8 bilhões até o fim do mês passado.

Nesse caso, a principal ação do BC foi a ampliação da garantia de depósitos a prazo para R$ 20 milhões por correntista numa mesma instituição financeira por meio de recebíveis de depósitos bancários (RDB). Anunciada em março, a medida injetou R$ 40 bilhões na economia ao livrar os clientes do risco de prejuízos em caso de quebra do banco.

O Banco Central ajudou ainda os exportadores afetados pela falta de crédito a antecipar o recebimento das vendas externas. Para contornar essa dificuldade, a autoridade monetária leiloou dólares das reservas internacionais equivalentes a R$ 24,4 bilhões. A operação não teve impacto nas reservas porque o BC recebe de volta o dinheiro que emprestou.

Além de combater a escassez de crédito, o Banco Central agiu para conter a alta do dólar, que saiu de R$ 1,65 antes do início da crise e chegou a atingir R$ 2,42 no início de março. Para isso, o BC gastou o equivalente a R$ 14,5 bilhões das reservas internacionais na venda a vista de dólares e R$ 33 bilhões nas operações de swaps cambiais tradicionais (venda de dólares no mercado futuro), estratégia abolida quando a cotação voltou a cair, em abril.

Com a queda do dólar nos últimos meses, o Banco Central voltou a atuar de modo semelhante de antes do agravamento da crise, comprando dólares para fortalecer as reservas internacionais. Há exatamente um ano, elas valiam US$ 207,5 bilhões. Na última sexta-feira (11), as reservas estavam em US$ 221,2 bilhões, o maior nível da história.

A entrada de divisas apesar da crise permitiu ao país conquistar uma posição inédita. Em maio, o Brasil anunciou que emprestará US$ 10 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Pela primeira vez, o Brasil tornou-se credor do fundo. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou que o Brasil cederá o dinheiro em breve.

Confira abaixo as medidas tomadas pelo Banco Central para restabelecer o crédito e agir no mercado de câmbio:


Redução de compulsórios e ajuda a bancos de menor porte

• Banco Central (BC) adia implementação do recolhimento do compulsório para operações de leasing (arrendamento) e amplia valor que pode ser deduzido do recolhimento da “exigibilidade adicional”, injetando R$ 13,2 bilhões na economia (24 de setembro)
• Bancos grandes que comprem carteiras de crédito de bancos médios e pequenos têm compulsório reduzido, liberando R$ 23,5 bilhões (2 de outubro)
• Presidente Lula assina Medida Provisória 442, que autoriza BC a adquirir carteiras de crédito e a socorrer bancos em dificuldade (6 de outubro)
• BC aumenta desconto no recolhimento do compulsório sobre depósitos a prazo e reduz alíquotas da “exigibilidade adicional” sobre depósitos a vista e a prazo, liberando R$ 23,2 bilhões (8 de outubro)
• Conselho Monetário Nacional (CMN) autoriza BC a participar da administração de bancos em dificuldade, restringindo até remuneração de acionistas e diretores (9 de outubro)
• BC aumenta desconto no recolhimento da “exigibilidade adicional” e depósitos a prazo. Autoridade monetária também institui desconto para compulsório sobre operações de leasing (arrendamento) e amplia número de bancos que podem ter carteiras de crédito adquiridas por instituições maiores. Mudanças injetam R$ 47,1 bilhões na economia (13 de outubro)
• Redução do compulsório para depósitos à vista libera R$ 3,6 bilhões na economia (14 de outubro)
• Aumento da parcela da poupança rural destinada a empréstimos agrícolas. Medida injeta R$ 5,5 bilhões no sistema de crédito rural (14 de outubro)
• Bancos menores são autorizados pelo BC a vender mais tipos de ativos para bancos maiores (16 de outubro)
• Presidente Lula edita Medida Provisória 443, que permite a bancos oficiais adquirir ações de instituições financeiras privadas sem licitação (22 de outubro)
• BC autoriza desconto no compulsório sobre depósitos a vista para bancos que anteciparem contribuições ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), injetando R$ 6 bilhões (27 de outubro)
• BC muda forma de recolhimento de compulsório sobre depósitos a prazo e força bancos maiores a comprar carteiras de crédito de bancos menores (30 de outubro)
• CMN aumenta fatia da poupança rural destinada a empréstimos agrícolas. Medida injeta R$ 2,6 bilhões em créditos para o setor (30 de outubro)
• BC dispensa apresentação de garantias em títulos nos leilões de empréstimos de dólares destinados a financiar o comércio exterior (4 de novembro)
• BC altera forma de recolhimento da “exigibilidade adicional” – compulsório adicional sobre depósitos à vista, a prazo e da poupança. Em vez de ser recolhido em espécie, o dinheiro passa a ser recolhido em títulos públicos (13 de novembro)
• Bancos são autorizados a abater do compulsório a prazo valor aplicado em papéis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mudança libera R$ 6,2 bilhões para a instituição (25 de novembro)
• CMN aprova destinação de R$ 5,4 bilhões do FGC – que garante depósitos de clientes em caso de quebra de bancos – para pequenas instituições emprestarem a empresas e pessoas físicas (17 de dezembro)
• Alteração na contabilidade dos bancos permite a instituições financeiras emprestar R$ 81,2 bilhões a mais para consumidores (17 de dezembro)
• BC unifica recolhimento do compulsório sobre operações de leasing (arrendamento) e sobre depósitos a prazo. Autoridade monetária também reduz alíquota sobre compulsório adicional a prazo e aumenta de 30% para 40% parcela que pode ser recolhida em títulos, mas alega que mudanças não injetarão recursos na economia (19 de dezembro)
• CMN amplia garantia de depósitos a prazo para R$ 20 milhões por correntista numa mesma instituição financeira por meio de recebíveis de depósito bancário (RDB). Medida injeta R$ 40 bilhões na economia e ajuda principalmente bancos de pequeno e médio porte (26 de março)
• Prazo para grandes bancos abaterem do depósito compulsório a prazo compra de carteira de crédito de instituições menores passa de 31 de março para 30 de junho (26 de março)
• CMN prorroga para 30 de junho de 2010 aumento da fatia do compulsório destinada a crédito rural, injetando R$ 9 bilhões para financiamentos agrícolas (26 de março)
• BC prorroga dedução sobre compulsório a prazo até 30 de setembro (29 de junho)

Atuações no mercado de câmbio e nas reservas internacionais
• BC leiloa US$ 500 milhões para bancos financiarem exportações do Brasil. O dinheiro é emprestado, com a exigência de ser devolvido após 30 dias (19 de setembro)
• BC passa a usar recursos das reservas internacionais em linhas de crédito no exterior para ajudar exportadores (6 de outubro)
• Pela primeira vez desde maio de 2006, BC volta a fazer leilões de swap cambial, troca de rendimentos entre a variação do câmbio e dos juros que funcionam como venda de dólares no mercado futuro (6 de outubro)
• Após a moeda norte-americana chegar a R$ 2,48, BC vende dólares das reservas internacionais, pela primeira vez em mais de cinco anos, para reduzir a cotação (8 de outubro)
• CMN autoriza Banco Central a obrigar que instituições destinem dólares adquiridos em leilões de empréstimos ao financiamento do comércio exterior (16 de outubro)
• Redução a zero da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações em renda fixa de estrangeiros no Brasil e operação de empréstimos e financiamentos externos. A medida atrai a entrada de capitais externos no país (22 de outubro)
• BC e Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, firmam linha de swap, linha de crédito mútuo, no valor de US$ 30 bilhões até 30 de abril de 2009 (29 de outubro)
• Governo libera empréstimo de recursos das reservas internacionais para empresas pagarem dívidas no exterior com vencimento até dezembro de 2009 (11 de dezembro)
• BC permite que empresas com dívidas no exterior peguem dinheiro das reservas internacionais (23 de março)
• Conselho Monetário Nacional (CMN) amplia garantias para leilão de dólares das reservas (16 de abril)
• Por causa da queda do dólar, BC volta a fazer leilões de swap reverso, que funcionam como compra de dólares no mercado futuro (5 de maio)
• BC volta a comprar dólares para aumentar reservas internacionais (8 de maio)
• Brasil recebe US$ 3,9 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para reforçar reservas (26 de agosto)

Agência Brasil / Wellton Máximo
Edição: Graça Adjuto

Projeto de taxação da poupança deve ser enviado ao Congresso nesta semana

Setembro 14, 2009

Quatro meses depois de ter anunciado mudanças na caderneta de poupança, o governo deve enviar nesta semana ao Congresso Nacional, a proposta que prevê a taxação dos rendimentos de aplicações superiores a R$ 50 mil.

A informação dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao chegar a Brasília vindo de São Paulo, foi confirmada para os jornalistas que o aguardavam na entrada principal do ministério na manhã de hoje (14).

A proposta anunciada em maio prevê que a partir de 2010 as cadernetas com saldo até R$ 50 mil terão as garantias e isenções mantidas. Acima desse valor, terão 20% dos rendimentos taxados, numa espécie de gatilho, toda vez que a Selic ficar abaixo de 10,5%.

A medida tem o objetivo de regular a migração de grandes investidores para a poupança, atraídos pelas condições mais rentáveis, toda vez que a taxa de juros básicos, hoje em 8,75% ao ano, cair.

Na ocasião, o ministro Guido Mantega chegou a afirmar que 99% das poupanças têm valores que vão de R$ 100 a R$ 50 mile por isso as mudanças não atingirão a maioria das pessoas.

Mantega disse ainda que seria tributado somente os rendimentos de investimentos acima desse valor. Caso a única fonte de renda da pessoa seja a poupança, não haverá tributação.

De acordo com Mantega, os bancos terão que repassar à Receita Federal informações sobre as aplicações por meio do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Ou seja, se houver aplicações de um mesmo CPF em mais de um banco, o valor será somado para o cálculo da tributação.

Segundo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não haverá mudanças no cálculo da Taxa Referencial (TR), que remunera a poupança.

O ministro da Fazenda não justificou os motivos que levaram o governo a decidir por enviar a proposta agora. No mês passado, porém, o então secretário de Reformas Econômico-Fiscais, Bernard Appy, disse que os movimentos que ocorreram até aquele momento no mercado financeiro ainda não justificavam mudanças na caderneta de poupança ou na forma de tributar as aplicações, mesmo com a redução da taxa básica de juros (Selic), em 8,75% ao ano.

Appy foi o coordenador dos estudos do governo sobre o assunto ue deram origem às medidas anunciadas em maio para evitar que a queda nos juros básicos levasse o investidor a transferir as aplicações de fundos de investimento para cadernetas de poupança.

A matéria precisa ser aprovada neste ano, para poder entrar em vigor no próximo ano, respeitando o princípio da anualidade.

Daniel Lima / Agência Brasil

Edição: Tereza Barbosa

Balança comercial fecha semana com superávit de US$ 327 milhões

Setembro 14, 2009

O superávit comercial da segunda semana de setembro, com quatro dias úteis, chegou a US$ 327 milhões, segundo informou hoje (14) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Na semana passada, as exportações somaram US$ 2,518 bilhões e as importações, US$ 2,191 bilhões. Nas duas semanas do mês, o saldo positivo acumulado é de US$ 807 milhões, com exportações de US$ 5,256 bilhões e importações de US$ 4,449 bilhões.

De janeiro até a segunda semana de setembro, o superavit comercial soma de US$ 20,775 bilhões, um aumento de 12,4% em relação ao mesmo período de 2008 (US$ 18,480 bilhões). Neste ano até semana passada, as exportações somaram US$ 103,191 bilhões e as importações, US$ 82,416 bilhões.

Agência Brasil / Kelly Oliveira

Caderneta de Poupança

Agosto 13, 2009

A caderneta de poupança é um dos investimentos mais procurados e utilizados pela maioria das pessoas que possuem contas em banco. Apesar de muitas destas pessoas possuírem estas cadernetas de poupança, poucas sabem como funciona a mesma, somente sabem de seu rendimento mensal, o que tende a bastar para a maioria das pessoas. Antes de investir deve-se conhecer a forma como a poupança remunera o capital investido, para que seja possível avaliar se o investimento realmente será lucrativo, boa parte das vezes o rendimento da caderneta é ilusório, protegendo apenas o capital da inflação.

Por lei, os capitais aplicados na caderneta são remunerados mensalmente a uma taxa de 0,5% + TR sobre o valor aplicado. Isso dá um rendimento de 6% ao ano + TR. A TR (Taxa Referencial) é uma taxa média de juros calculada através de uma média ponderada do rendimento dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) das principais instituições financeiras do país.

Abaixo temos a tabela de rendimento do mês de julho de 2009

01 0,6056

02 0,5822

03 0,5394

04 0,5388

05 0,5622

06 0,5848

07 0,5752

08 0,5867

09 0,5281

10 0,5336

11 0,5285

12 0,5515

13 0,5788

14 0,5474

15 0,5559

16 0,5156

17 0,5149

18 0,5224

19 0,5444

20 0,5638

21 0,5655

22 0,5829

23 0,5167

24 0,5056

25 0,5139

26 0,5356

27 0,5664

28 0,5762

29 0,5198

30 0,5198

31 0,5198

0,6056 – Mês de julho

4,2108 - Acumulado no ano de 2009

Analisando a tabela pode-se dar um exemplo: Digamos que o investimento inicial foi de 100 no dia 5 de junho de 2009 a sua caderneta estará fazendo aniversário (completando um mês de aplicação), neste caso ao valor inicial será aplicado a correção de acordo com o índice do dia 5, ficando da seguinte forma (Valor Aplicado * (Índice / 100)):

100,00 * ( 0,562 / 100) = R$ 100,56.

No exemplo temos o rendimento de 56 centavos em 1 mês.

No mês de julho segundo o exemplo ganhamos 0,56 centavos de real de rendimento. No entanto, para verificar se este rendimento realmente foi bom, devemos analisar a inflação no mesmo período, ou seja, analisar a desvalorização do capital desde o inicio da aplicação até a data do rendimento. No mês de julho de 2009, a inflação medida pelo IBGE foi de 0,24%, ou seja, o rendimento do mês de julho da poupança foi suficiente para manter o valor do dinheiro.

Para entender melhor, vou dar um pequeno exemplo. Digamos que em junho com R$ 100,00 você compraria um telefone novo. Em julho, você precisaria de R$ 100,24 para comprar o mesmo telefone, e o seu resultado final foi de R$ 100,56, sobrando 0,32 centavos de real após comprar o celular. Este é o principal cuidado que se deve ter ao aplicar na poupança. Se a inflação for muito alta, a poupança não é um bom investimento, pois servirá, quando muito, para manter o valor do seu dinheiro no tempo. Se a inflação for baixa, não ultrapassando os 6% ao ano, aí sim a caderneta de poupança será um investimento valido.

Romero Albuquerque - O Economista

Fonte: IBGE

O Mercosul: ontem e hoje

Julho 27, 2009

O Mercado Comum do Sul (Mercosul) é um amplo projeto de integração concebido, inicialmente por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. No aspecto econômico, o Mercado assume, hoje, o caráter de União Aduaneira, mas seu fim último é constituir-se em um verdadeiro Mercado Comum, seguindo os objetivos estabelecidos no Tratado de Assunção, por meio do qual o bloco foi fundado, em 1991.

O formação do bloco implica na livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, através da eliminação dos direitos alfandegários e restrições não-tarifárias à circulação de mercadorias e de qualquer outra medida de efeito equivalente.

Os Estados associados do Mercosul são Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru. Sua existência justifica-se em função do compromisso do Mercosul com o aprofundamento do processo de integração regional e pela importância de desenvolver e intensificar as relações com os países membros da ALADI.

O “Acordo sobre Residência para Estados do Mercosul, Bolívia e Chile”, de 06 de dezembro de 2002, concede o direito à residência e ao trabalho para os cidadãos de todos os Estados Partes, sem outro requisito que não a nacionalidade. Desde que tenham passaporte válido, certidão de nascimento e certidão negativa de antecedentes penais, cidadãos dos Estados Partes podem requerer a concessão de “residência temporária” de até dois anos em outro país do bloco. Antes de expirar o prazo da “residência temporária”, poderão requerer sua transformação em residência permanente.

No momento atual, para o Brasil, o Acordo sobre Residência para Nacionais dos Estados Partes do Mercosul encontra-se em vigor somente com Uruguai e Argentina.

E hoje?

A recente reunião da cúpula do Mercosul, realizada na última semana em Assunção (Paraguai), mostra que há um esvaziamento preocupante do bloco. Há poucos anos, a união era vista como uma alternativa de expansão econômica e independência política, o que não se confirmou. Após 18 anos de sua criação, ele continua uma zona de livre comércio, com falhas, e sequer conseguiu se consolidar como uma união aduaneira. Países como Argentina e Brasil buscam resguardar seus interesses e, com isso, afastam a possibilidade de integração, como se pregava na implantação do sistema.

Henrique Puccini - O Economista

Fonte: http://www.mercosul.gov.br

Conceitos de economia

Julho 17, 2009

O que quer dizer a famosa sigla SELIC?

Julho 13, 2009

Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, criado em 1979, pelo Banco Central e pela Andima (Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto), com o objetivo de tornar mais transparente e segura a negociação de títulos públicos. A taxa básica de juros da economia brasileira, como também é conhecida, é definida nas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).

Nos encontros mensais, os membros do Copom discutem uma série de fatores que afetam a economia, a fim de estabelecer qual será a taxa básica daquele período. Na formação da Selic, a equipe econômica examina expectativas de inflação, taxas de juros dos países desenvolvidos, preços do petróleo, entre outras variáveis, e definem uma taxa de juros, com o objetivo de cumprir a meta de inflação para o ano

A taxa Selic é a média de juros que o Governo Brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos, pode-se dizer que ela é originada de taxas de juros efetivamente observadas no mercado. A taxa pode ser decomposta, em duas parcelas: taxa de juros reais e taxa de inflação no período considerado. O indicador é importante para a política econômica, porque o Governo usa essa taxa como instrumento de controle da inflação.

Quando a Selic aumenta, os bancos preferem emprestar ao Governo porque ele paga bem e, quando cai, preferem emprestar dinheiro ao consumidor e conseguir um lucro maior. Assim, quanto maior a taxa, mais caro fica o crédito que os bancos oferecem aos consumidores. Quanto mais alta for, menos dinheiro se terá circulando no mercado, conseqüentemente menos procura por produtos e serviços.

Fonte: (http://www.bcb.gov.br/)

Conceito de Inflação: O que é e como se forma?

Julho 13, 2009

A inflação é um conceito econômico que representa o aumento persistente e generalizado do preço de uma cesta de produtos em um país ou região durante um período definido de tempo. Se, por exemplo, uma cesta de produtos custa R$ 100 reais em julho e passa a ser vendida por R$ 150 reais em agosto, verifica-se uma inflação de 50% no mês. Ela também representa a queda do poder aquisitivo do nosso dinheiro em relação a elevação dos preços de bens e serviços. Quando a inflação está em um nível muito baixo, ocorre a estabilização dos preços, e assim, o valor dos produtos não aumenta.

A inflação já foi o grande drama da economia brasileira, mas sempre merece grande atenção e acompanhamento do governo e sociedade. A partir dos anos 1980, vários planos fracassaram na tentativa de impedir o seu crescimento. Mas, desde 1994, com a implantação do Plano Real, ela está relativamente sob controle. A inflação brasileira em 2008 foi de 5,9 % (IPCA).

CAUSAS

Inflação Monetária

- Emissão exagerada e descontrolada de dinheiro por parte do governo;

Inflação de Demanda

- Demanda por produtos (aumento no consumo) maior do que a capacidade de produção do país;

Inflação de Custos

- Aumento nos custos de produção (máquinas, matéria-prima, mão-de-obra) dos produtos.

INDICADORES

No Brasil, existem vários índices que medem a inflação e são referenciais. Os principais são: IGP ou Índice Geral de Preços (calculado pela Fundação Getúlio Vargas), IPC ou Índice de Preços Ao Consumidor (medido pela FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), INPC ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor (medido pelo IBGE) e IPCA ou Índice de Preços ao Consumidor Amplo (também calculado pelo IBGE).

O IPC, por exemplo, considera o consumo de famílias com renda até 33 salários mínimos que vivem no Rio de Janeiro e em São Paulo. O IGP-M é calculado a partir de outros índices. O IPCA, de maior abrangência, pesquisa famílias com renda de até 40 salários mínimos em pelo menos 10 grandes capitais brasileiras. Já o ICV, calculado pelo DIEESE, considera apenas os preços de alimentação, transporte, saúde e habitação, praticados na cidade de São Paulo.

G-20: União que fortalece os países emergentes na crise mundial

Julho 8, 2009

O Grupo dos 20 (ou G-20) é a união dos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo em conjunto com a União Européia. Foi criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras da década de 1990. O objetivo é o de favorecer a negociação internacional, integrando o princípio de um diálogo ampliado. A importância do G-20 é grande para o cenário internacional, pois lá estão os países mais ricos do mundo e os países em desenvolvimento, como os Brics, formado pelo quatro principais países emergentes do mundo, Brasil, Rússia, Índia e China.

O G-20 é constituído pelos ministros das finanças e governadores de 19 países:

Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos da América.

A União Européia, que é representada pela presidência rotativa do Conselho e do Banco Central Europeu, é o 20º membro do G-20.

Em tempos de crise, o G-20 sai fortalecido, principalmente por ser um fórum de cooperação e de consulta sobre assuntos do sistema financeiro internacional. Trata sobre estudos, opiniões, e promove a discussão entre os principais países emergentes no mercado industrial e de questões de política relacionadas com a promoção da estabilidade financeira internacional. Pretende abordar questões que vão além das responsabilidades de qualquer organização.

Em 15 de novembro de 2008, pela primeira vez, os chefes de Estado ou de governo se reuniram ? e não somente os ministros de finanças.

O G-20 foi criado na reunião de cúpula do G-7 (atual G-8) em Colônia, Alemanha, em junho de 1999, mas estabelecido formalmente na reunião de ministros de finanças em 26 de setembro do mesmo ano. A reunião inaugural ocorreu em 15 e 16 de dezembro do mesmo ano, em Berlim.

Imagen: G-20 e membros flutuantes

Romero Albuquerque com edição de Henrique Puccini, fontes (http://www.g20.org/)

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