Entrevista: Delfim Netto avalia a evolução econômica do Brasil e como o economista deve ajudar no crescimento do País

Setembro 2, 2008

O economista, ex-ministro e professor Delfim Netto concedeu uma entrevista exclusiva ao Blog O Economista durante sua passagem por Joinville (SC), em evento realizado na Sociesc/FGV, em agosto, para debater junto aos estudantes e empresários da principal economia catarinense os aspectos macroeconômicos que afetam o crescimento do Brasil. Delfim possui uma carreira longa – com muitos erros e acertos – que o define como um dos principais economistas e políticos ainda em atividade.

Na entrevista, ele comenta sobre os caminhos adotados por FHC na busca pela estabilidade monetária, os desafios de Lula, estratégias para uma política monetária mais atraente, entraves para o crescimento interno, dificuldades que se antepõem ao aumento da oferta de energia e, por fim, a valorização do profissional economista. Delfim destaca que o atual economista não deve gastar seu tempo explicando porque o Brasil não pode crescer. O profissional deve trabalhar mais e ajudar a criar as condições para o desenvolvimento. Confira na íntegra a entrevista:

O Economista – Qual é a diferença entre o crescimento econômico dos governos Lula e FHC ?

Delfim Netto – O crescimento econômico nunca foi prioridade nos dois governos FHC. Claramente no primeiro mandato (1994/98) toda a ênfase da política econômica foi dedicada à estabilidade monetária, o que não seria um mal, propriamente. Era importante preservar os resultados do plano Real no combate à inflação, alcançados no governo anterior do presidente Itamar Franco. Isso dependia primordialmente de um forte ajuste fiscal, absolutamente necessário como complemento do esforço de estabilização até então bem sucedido. O governo FHC mostrou desde o início, no entanto, que não estava preparado para enfrentar tal desconforto. Preferiu o caminho do endividamento fácil, oferecendo taxas de juros extremamente generosas para atrair capital externo, praticamente garantindo um retorno mínimo anual de 20% reais, em dólares!

As conseqüências todos conhecem: de 1994 a 1998 houve um enorme ingresso de recursos externos (uma boa parte de capital vagabundo disponível no mundo) que produziu uma supervalorização cambial na relação real/dólar, barateando as importações e ajudando a segurar a taxa de inflação, o que vinha de encontro ao desejo da autoridade monetária. Atendia, na verdade, ao objetivo político de FHC de pleitear a reeleição, usando a bandeira da estabilidade (o combate à “carestia”), no que teve pleno sucesso. Com a inflação sob controle, custo de vida estável, recebeu apoio popular e da mídia suficiente para aprovar no Congresso a emenda constitucional que introduziu a reeleição, da qual ele foi o primeiro beneficiário.

A tragédia da política estava no outro lado da moeda: os altos juros internos privilegiaram os investimentos financeiros, derrubaram a taxa de câmbio (com uma absurda sobrevalorização do Real) e esfriaram os investimentos no setor produtivo, especialmente nos segmentos da indústria mais voltados para as exportações. O crescimento da economia começou a murchar, as exportações se inviabilizaram graças ao câmbio sobre valorizado e rapidamente apareceu um déficit nas contas externas do país.

O governo FHC enveredou pelo aparentemente mais cômodo mas, na verdade, o pior dos caminhos: o endividamento externo para financiar o déficit em contas-correntes. Em quatro anos o país havia acumulado uma dívida de 186 bilhões de dólares. No período, as exportações brasileiras cresciam a um ritmo de 3% ao ano, enquanto a dívida crescia a uma média anual superior a 6%. Não era preciso conhecer física quântica para concluir que o Brasil ía quebrar e foi o que aconteceu em 1998. Estávamos às vésperas do pleito que iria reeleger FHC.

Para evitar o “défault” brasileiro que produziria grande perturbação nas eleições (num Continente já perturbado na ocasião), o presidente norte americano Bill Clinton providenciou junto ao FMI um empréstimo de 40 bilhões de dólares e as eleições se realizaram em calma. Os brasileiros que reelegeram FHC só tomaram consciência da tragédia dois mêses depois, em janeiro de 1999, quando o Real se desvalorizou da noite para o dia, o regime cambial mudou e a taxa de câmbio flutuou para uma relação em torno de R$ 3,00/$ 1,00 dólar americano.

Nos primeiros momentos do segundo mandato de FHC a economia ensaiou uma tênue recuperação, mas em 2001 aconteceu o desastre do “apagão” energético, fruto do abandono do planejamento público e do descaso com os investimentos na infraestrutura, especialmente na hidroeletricidade. O governo se declarou “surpreso” e tentou uma reação investindo na construção de termelétricas, o que amenizou um pouco a carência de energia, mas aumentou a sujeira ambiental.

O resumo da “octaetéride” fernandista em termos de desenvolvimento foi infelizmente um crescimento pífio do PIB nacional e uma queda na taxa de crescimento per capita para menos de 1% anuais. De positivo, no período, as privatizações nos setores da telefonia e siderúrgico/mineral. A conquista da estabilidade da moeda, um êxito inegável, deixou desnecessariamente um saldo negativo pesado no setor externo, destruiu uma parte do setor exportador brasileiro e penalizou barbaramente a agropecuária que sofreu uma drenagem violenta de recursos em favor dos consumidores urbanos.

Governo Lula

O governo Lula começou em 2002 tendo que enfrentar logo nos primeiros meses uma recidiva da inflação, insuflada pelos adversários durante a campanha eleitoral com o mote “o Brasil vai se tornar uma Argentina!” e ajudada pela excitação que tomou conta do mercado financeiro onde uma boa parte dos “investidores” e analistas não escondia suas simpatias tucanas.

O Ministério da Fazenda e o Banco Central radicalizaram as políticas monetária e fiscal elevando a taxa de juros e aumentando a projeção do “superávit”. Em seis meses as taxas da inflação cederam, os mercados se acalmaram e o governo Lula pode se dedicar aos programas sociais, de combate à fome, bolsa-escola e bolsa-família que formavam o núcleo de suas promessas eleitorais sintetizadas no objetivo de contribuir para a maior igualdade de oportunidades e melhorar a distribuição da renda.

O ponto de inflexão da política em relação ao período anterior foi, contudo, a mudança da agenda governamental que passou a priorizar o desenvolvimento econômico, mediante estímulos ao setor produtivo privado. Uma demonstração prática importante foi dada pela convocação do setor privado para iniciar a reconstrução da infra-estrutura física do país, com a realização dos leilões de concessão rodoviária que atraíram um número expressivo de empresas nacionais e do exterior; em seguida a decisão de também entregar ao setor privado a recuperação da matriz energética, realizando os leilões para construção e exploração das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, no rio Madeira.

O Economista - Um plano como o PAC seria a forma ideal de tratar a questão do crescimento em um país como o Brasil?

Delfim Netto – Pode não ser a forma ideal, mas a listagem dos projetos serve para informar a sociedade das intenções do governo no que se refere aos investimentos na infra-estrutura e para transmitir certa orientação aos empresários sobre os setores que serão incentivados e, portanto receberão atenção prioritária do setor público. Ajuda no próprio planejamento da administração e vem funcionando como estímulo aos empresários, até um pouco acima do esperado.

Pode ter sido inicialmente o produto da intuição do Presidente Lula, mas o que se constata é que as ações de seu governo trouxeram de volta o ânimo empreendedor, despertando o que se costuma chamar de “espírito selvagem” do empresário para correr os riscos do investimento. O fato é que a economia brasileira voltou a crescer de forma robusta, como não acontecia há 20 anos, como preconiza o PAC.

O Economista – O câmbio, com o dólar desvalorizado, pode complicar o crescimento?

Delfim Netto –O problema não é a desvalorização do dólar que se reflete, como num espelho, na valorização das demais moedas do mundo. O nosso problema é a valorização excessiva do Real, produzida pela política monetária do Banco Central que se caracteriza pela manutenção de altas taxas de juro, as maiores do mundo, já há vários anos! A diferença da taxa de juros brasileira com as taxas praticadas no mercado internacional atrai aplicações especulativas que proporcionam altos rendimentos praticamente sem riscos. O ingresso desses capitais em grande volume, que não têm nenhum compromisso com o setor produtivo brasileiro, produz um forte desequilíbrio no câmbio, mantendo uma taxa favorável às importações e absolutamente desfavorável (em muitos casos impeditiva) às nossas exportações!

São absolutamente inconsistentes as justificativas que o Conselho de Política Monetária do BC divulga como fundamentos de suas decisões para a elevação da taxa juros como a forma eficaz de garantir o cumprimento das metas de inflação. Há uma força estranha que faz com que se repita o mesmo expediente de recorrer à valorização da taxa de câmbio como instrumento de combate à inflação. Ele foi usado com certa freqüência nos últimos 20 anos, retardando a expansão das nossas exportações e causando enormes prejuízos ao setor industrial brasileiro. Menos mal que depois de muito esforço o Ministério do Desenvolvimento conseguiu emplacar algumas medidas de caráter fiscal e tributário que poderão ajudar o esforço exportador.

O Economista – Como o Brasil pode superar dois entraves de crescimento interno: a oferta de energia e o déficit em contas correntes?

Delfim Netto – O senhor levanta os dois problemas que decidem se o crescimento brasileiro é sustentável. No primeiro caso, nós tivemos o exemplo do “apagão” energético de 2001 que liquidou com a possibilidade de crescimento no restante do mandato de FHC. Já no governo Lula, a demora na definição dos investimentos para recuperar a matriz energética acendeu uma luz amarela, mas a partir de 2006 os reservatórios das hidrelétricas voltaram aos índices de segurança e os novos projetos finalmente foram autorizados. Neste capítulo creio que o risco foi afastado e se pode prever que não teremos problemas de oferta da hidroenergia. O mesmo se verifica em relação ao petróleo, dado que as descobertas recentes no pré-sal e os investimentos em curso para o fornecimento do etanol e demais fontes alternativas garantem a oferta segura pelos próximos vinte a vinte e cinco anos.

Quanto à conta-corrente a situação é atualmente tranqüila: com todos os erros que mantém o câmbio fora do seu ponto de equilíbrio, o Brasil acumulou um volume de reservas que poderá ser usado para enfrentar turbulências nos mercados financeiros ou perda de dinamismo nas exportações. No médio prazo dá para enfrentar problemas de mediana dificuldade, mas este é um campo em que nós já apanhamos muito por deixar tencionar a corda. Significa que num dado momento não muito distante de hoje a política monetária terá que ser tratada com mais inteligência: significa, sim, baixar a nossa taxa de juros de modo a aproximá-la dos níveis mundiais, permitindo ao câmbio procurar a taxa de equilíbrio que desobstrua as exportações e, principalmente, estimule a retomada dos investimentos para expandir o nosso comércio exterior.

O Brasil não precisa praticar taxas de juros tão escandalosamente superiores às de seus parceiros comerciais, que hoje estão em torno de 2% ou 3% ao ano em termos reais (e não são poucos os que operam com taxa negativa)!

O Economista – Como o profissional economista se insere nesse novo panorama nacional e mundial de constantes mudanças na economia?

Delfim Netto – A função do economista no Brasil deve ser ajudar a remover as dificuldades que tolhem o crescimento. O economista não deve gastar seu tempo explicando porque o Brasil não pode crescer. Qualquer um pode fazer isso. Então, para mim, o que justifica a profissão do economista é que ela pode ajudar realmente a criar as condições para o desenvolvimento.

O novo economista precisa estar pronto para a “economia verde”

Junho 24, 2008

RoulienUm dos campos que despontam como importante mercado de trabalho para os economistas está justamente no meio ambiente. O Consultor e Mestre em Economia Ambiental, Roulien Paiva Vieira, destaca o crescimento da área e reforça que para o economista ocupar espaço no mercado “verde” que se forma precisa especializar e buscar conhecimento além das salas. O economista pode e deve integrar as análises econômicas com o contexto sócio-ambiental que o cerca, abrindo campos inexplorados. Acompanhe mais na íntegra da entrevista com Vieira.

O Economista – O que o economista precisa para atuar nessa área?

Roulien Paiva Vieira – O profissional economista deve possuir conhecimento técnico-científico dos recursos naturais, meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Saber das aplicações dos Acordos Multilaterais Ambientais como a Convenção de Estocolmo, Protocolo de Montreal, ECO 92, Protocolo de Kyoto, etc…, desenvolver habilidades analíticas para avaliar e implantar estes instrumentos em projetos e ações quotidiânicas o que poderá resultar em melhorias significativas para o meio ambiente, o bem estar e ainda possivelmente gerar Créditos Ambientais (Ativos Financeiros Ambientais reconhecidos pelo Banco Central que podem ser registrados em Esquemas de Negociações Ambientais de Créditos de Carbono, Metano, Óxido Nitroso, Energia, Água, etc … para comercialização.).

O Economista –
Há mercado? Quem procura?

Roulien Paiva Vieira – O acordo internacional que mais gera força de mercado para o crescimento deste meio econômico é o Protocolo de Kyoto (PK) que forçou os países do Anexo-I (anexo) do mesmo, através de suas alíneas, a disponibilizar orçamento com a finalidade de compra e desenvolvimento de atividades que gerem o Crédito Ambiental, devidamente reconhecido e homologado pelos princípios do próprio protocolo. A soma do montante disponível destes países arrolados no Anexo do PK geram valores que podem e devem ser desembolsados com fins sócio-ambientais através dos Créditos Ambientais. Em 2001, parte do orçamento destinado a investimentos no âmbito do PK fora designado através de fundos para aquisição de Créditos Ambientais, na ordem de US$ 350 milhões, atualmente esta soma disponibilizada em forma de fundos, projetos e moeda corrente para investir neste mercado está estimada em US$ 600 bilhões. Sendo que os mais interessados em fazer parte deste mercado são os países que detém o débito sócio-ambiental parametrizado em 1990 nominado junto ao PK como déficit ambiental global e qualquer detentor de atividades que podem se transcritas e homologadas como Créditos Ambientais.

O Economista – O que estudar para atuar nessa linha?

Roulien Paiva Vieira – Tenho reparado no Brasil algumas universidades estabelecerem formações de Gestão Econômica em distintas áreas correlacionadas ao Meio Ambiente, e, pelas prerrogativas dos Acordos Multilaterais Ambientais, sabe-se que é necessário ter o conhecimento de Economia Ambiental do ponto analítico como o caso de ciências como a Econologia (Recursos Naturais e, Desenvolvimento Sócio-Ambiental Humano e Industrial), Finanças Ambientais, Antropogenia (atividade originada pela ação humana), Química Ambiental (química em processos naturais e, química em processos humanos e industriais), Toxigenicidade (ambiental e humana) e Avaliação de Sistemas Ambientais são essenciais para se apresentar uma análise econômica ambiental concisa.

O Economista – Quais os cuidados ao analisar ou efetuar um projeto ambiental?

Roulien Paiva Vieira – Primeiramente determinar o enquadramento distinto e aplicativo entre a Gestão Ambiental, a Produção mais limpa e o Mecanismo Flexível (Protocolo de Kyoto), através dos instrumentos de análise como a Avaliação Pontual de Poluição, o Ciclo Evolucionário Sócio-Ambiental e a Avaliação do Sistema Ambiental, para definir a metodologia passível de ser proposta e implantada, pelos níveis de desempenho e eficiência ambiental almejados para a concepção do projeto em voga, delineando assim o tripé da sustentabilidade (social, econômico e ambiental) junto aos objetivos de execução desejados. Pois somente as metodologias técnico-científicas que tem validade junto à ONU para aferimentos efetivos de desenvolvimento sustentável.

O Economista – Quais as vantagens para o profissional de economia?

Roulien Paiva Vieira – O profissional passa a ter mais subsídios sobre externalidades e falhas que poderiam gerar defeitos sócio-ambientais estruturais nas atividades (empreendimentos, projetos, etc…) que são produzidas pelos comportamentos macro de mercado advindos da influência do homem junto ao meio ambiente.

Este profissional passa a ter dados e informações mais apropriados para avaliar, coordenar, determinar, gerenciar e implantar ações quotidiânicas mais seguras com relação à vulnerabilidade do ser humano para com o meio ambiente.


O Economista –
Por que o Sr. buscou essa área?

Roulien Paiva Vieira –
Quando obtive êxito no concurso para o Mestrado Francês, poderia escolher entre 17 universidades e, como já detinha a Licença Européia para Operar no Mercado Bursátil Ambiental Internacional (ETS / ITL), tomei a decisão de escolher esta vertente das Ciências Econômicas habilitada em Economia Ambiental, o que me proporcionou melhor subsídio de avaliação para dirimir as negociações internacionais ambientais e profícua atuação em projetos e atividades na esfera sócio-ambiental.

O Economista – Os economistas brasileiros estão aptos para atuar nessa área?

Roulien Paiva Vieira –
Infelizmente os economistas brasileiros deverão realizar uma atualização / reciclagem em suas instruções para que adquiram este conhecimento extra com habilidade de atuação nesta vertente que se desponta como diferencial no mercado.

O Economista – O que indica para quem quer trabalhar esse setor?

Roulien Paiva Vieira – Conhecer à fundo os Acordos Multilaterais Ambientais (Protocolo de Kyoto, Protocolo de Montreal, ECO-92, etc….) e os demais que estão por vir (Protocolo de Copenhague), e uma rigorosa atualização de conhecimentos de ciências como a econologia e demais já aqui citadas.

O Economista – Uma dica de livro ou filme para os leitores:

Roulien Paiva Vieira – Primeiramente, indicaria um acompanhamento sempre atualizado das negociações na esfera da ONU com relação ao meio ambiente, desenvolvimento, biodiversidade, etc … e como um início sobre Projetos e o Crédito Ambiental como ativo financeiro o livro “Aquecimento Global e Créditos de Carbono”, da Editora Quartier Latin.

Roulien Paiva Vieira, Consultor, empresário, M.sc. Economia Ambiental pela URCA / França, operador no mercado ambiental de Bolsas Ambientais da Europa pelo MEFF - Mercado Espanhol de Futuros Financeiros. Sócio-diretor da MAR Assessoria Ambiental e Internacional e do sítio eletrônico www.creditosambientais.com.br, co-autor do livro Aquecimento Global e Créditos de Carbono, da editora Quartier Latin.

Entrevista com o Economista Luiz Tarquínio Sardinha Ferro

Março 30, 2007


Luiz Tarquínio Sardinha Ferro - Presidente da Tupy Fundições
Formação: Bacharel em Economia (Universidade de Brasília); Especialista em Economia (Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas – EPGE/FGV – Rio de Janeiro).
Primeiro emprego: Caixa Econômica Federal
Nascimento: 28/01
Naturalidade: São Caetano do Sul (SP)
Defeito: Sou um pouco rabugento
Qualidade: Generosidade

Livros que recomenda:
Memórias de Segunda Guerra Mundial (Winston Churchill); O último lugar da terra (Roland Huntford); O livro dos códigos (Simon Singh); Good to Great: Why Some Companies Make the Leap… and Others Don’t (Jim Collins; Esta é uma ótima obra para quem tem interesse nos fatores que estão por trás do sucesso de empresas); Eu não sou cachorro não – Música Popular Cafona e Ditadura (Paulo César de Araújo).

Filme: Difícil ficar em apenas um. Assim, vou mencionar três: Forrest Gump – O contador de histórias; Perfume de Mulher; e Cinema Paradiso.

Time de Futebol: Fluminense (que dureza!!!)

Receita de Sucesso: compreender com profundidade os problemas para os quais buscamos solução, suportando a melhor escolha no tripé objetividade / técnica / fidelidade a princípios (integridade, por exemplo).

A importância do Economista: muito grande, e crescente, principalmente pelo papel que pode exercer no tocante ao enriquecimento do debate sobre os temas cruciais para o desenvolvimento de nosso país, assim como na educação das pessoas em geral sobre temas econômicos relativamente simples, mas fundamentais, para que possam melhor exercer seus direitos e cidadania.

Uma mensagem: A luz dos vencedores não é difícil de enxergar. Mas só incide sobre aqueles que vão ao encontro do desafio, vencem-no e, assim, fazem por merecê-la.

Entrevista realizada em 29/03/2007.

Entrevista com o Economista César Döhler

Setembro 30, 2006

César Döhler

Economista formado no ano de 1996 na Univille

Primeiro emprego: Döhler S.A.

Função atual: Gerente de Marketing da Döhler S.A. e Diretor Administrativo da ACIJ

Nascimento: 08/02/68

Naturalidade: Joinville/SC

Qualidade: Humildade

Livro: O Monge e o Executivo

Filme: Em Busca do Tesouro Perdido

Time de Futebol: Botafogo

Receita do Sucesso:
Trabalhar em equipe, para alavancar resultados e aumentar a competitividade e qualidade de vida.

A importância do Economista:
O Economista tem um papel significativo nos dias de hoje. Ele analisa a taxa de crescimento, evolução do PIB, taxa de juros, transações correntes, risco país, inflação, desemprego, projeções macroeconômicas e muitos outros indicadores que fazem parte do dia a dia dos negócios. A rentabilidade das empresas brasileiras e mundiais passa por um navegação bem estruturada e precisa destas variáveis que regulam o mercado cada vez mais agressivo e competitivo. Orientar a atuação das empresas em torno desses tópicos é o principal desafio do economista nos dias de hoje.

Uma mensagem:
Precisamos cuidar do nosso planeta, para que nossos filhos possam continuar a caminhada em direção a um mundo cada vez melhor. Nós brasileiros estamos indignados coletivamente, mas individualmente somos corruptos. Não sabemos a energia que temos. Nosso Brasil está cheio de oportunidades. Vamos nos desafiar a cada dia, no trabalho, na família e na sociedade. Se cada um de nós fizer um pouco conseguiremos um grande resultado.
Que Deus abençoe a todos.

Entrevista realizada em 05/10/2005.

Entrevista com o Economista Achiles Júlio Schünemann

Setembro 30, 2006

Prof. Achiles

Nome: Achiles Júlio Schünemann
Economista formado pela Universidade Federal do Paraná

Primeiro emprego: Hermes Macedo

Nascimento: 22/05

Naturalidade: Curitiba/PR

Qualidade: Trabalho, trabalho, trabalho…

Defeito: Teimosia

Livro: A Semente da Vitória - Nuno Cobra

Filme: E o vento levou

Times de Futebol: JEC e Curitiba

Receita de Sucesso: Trabalho em equipe e respeito às pessoas. É importante dar liberdade para as pessoas desenvolverem bem suas atividades.

Uma mensagem:
Dedique-se totalmente para conquistar seus objetivos. Lute por eles!

Carreira na Univille:

- Chefe do Departamento de Ciências Econômicas em 1972 – 1991 – 1992 – 1993 – 1994 – 1995 - 1996 – 1997 – 1998 – 2001 – 2002 – 2003 – 2004.

- Diretor Geral das Unidades Integradas de Ensino em 1987 – 1988 – 1989 – 1990.

Entrevista realizada em 05/09/2005

Entrevista com o Economista Darci de Matos

Setembro 30, 2006

Darci de Matos
Nome:
Darci de Matos
Economista formado pela Univille na turma de 1987.

Primeiro emprego: Técnico Agrícola na Fundação Municipal 25 de Julho. Darci trabalhou durante 7 anos em contato com os agricultores.

Nascimento: 08/11

Naturalidade: Cascavel / PR

Defeito: Impaciência

Qualidade: Persistência

Livros:
- Pais brilhantes, Professores fascinantes - Augusto Cury
- O Monge e o Executivo - James C. Hunter

Filme: A lista de Schindler

Time de Futebol: Corinthians

Receita de Sucesso:
O trabalho, muito trabalho. Mas é preciso descobrir seu talento, ter visão, persistência e paixão.

A importância do Economista:
É um profissional polivalente, capaz de desenvolver uma visão apurada do contexto da sociedade. A profissão do Economista abre um leque significativo de oportunidades no mercado de trabalho. No setor público, a presença do Economista é fundamental, pois é necessário compreender o processo de desenvolvimento econômico, o dia-a-dia das pessoas, das famílias, das entidades e o seu relacionamento.

Uma mensagem:
Aos estudantes e professores:
As pessoas são o maior ativo que nossa cidade possui. Neste processo a Univille tem um função estratégica: a de formar cidadãos que poderão desenvolver uma Joinville sempre próspera.
Estudantes, não esqueçam do compromisso social de suas profissões para a promoção do desenvolvimento das pessoas e da sociedade, com objetivo maior de transformar as empresas em empresas cidadãs.

Entrevista realizada em 28/04/2005.