Crédito deve crescer 20% em 2010, projeta diretor do Banco Central
Dezembro 22, 2009
O volume total de crédito deve chegar a 48% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de bens e serviços produzidos no país) em 2010, um crescimento de 20% na comparação com 2009.
A informação foi dada hoje (22) pelo o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Mário Mesquita, ao apresentar o Relatório Trimestral de Inflação.
Neste ano, a estimativa é que esse volume corresponda a 45,3% do PIB, com crescimento de 16% em relação a 2008.
Segundo Mesquita, a renda melhor e as taxas de juros mais baixas estimulam as famílias a tomar mais crédito.
O diretor disse ainda os bancos privados devem retomar de forma mais intensa a concessão de crédito. Neste ano, durante a crise financeira internacional, os bancos públicos lideraram a liberação de empréstimos.
“É natural que na medida em que esses bancos [privados] sintam-se mais confortáveis com a situação da economia, busquem recapturar fatias de mercados conquistadas pelos bancos públicos ao longo da crise”, disse Mesquita.
As projeções do BC são de que o crescimento do crédito dos bancos públicos será de 29,2%, neste ano, e de 17,1% em 2010. Os bancos privados nacionais devem apresentar expansão de 10,6% em 2009 e de 20,4% no próximo ano. As instituições privadas estrangeiras crescerão, nos mesmos períodos,1,9% e 24,5%.
Segundo Mesquita, neste ano o crédito com recursos livres crescerá 10,8%, e em 2010, 18,3%. O crédito com recursos direcionados (destinados basicamente aos setores rural, habitacional e de infraestrutura) deve ter expansão de 26,9%, em 2009, e de 23,1% no próximo ano.
Fonte: Agência Brasil
Finanças para Mulheres
Novembro 16, 2009
Obviamente que nós falamos melhor sobre aquilo que experimentamos ou vivemos né? Pois bem, então hoje vou falar sobre um assunto que eu domino: o controle sobre as finanças sendo mulher.
Não tem jeito, não há como negar: os gastos das mulheres são totalmente diferentes dos gastos dos homens e, na grande maioria das vezes, são maiores. Não estou dizendo que não conseguimos controlar os nossos gastos, mas o problema maior é que querendo ou não – algumas pessoas podem discordar – temos obrigações e necessidades inerentes ao nosso sexo. Vou ser mais clara: precisamos sempre estar com a aparência impecável, cabelos arrumados, unhas feitas, roupas que nos agradam, e mais algumas coisinhas, e o dinheiro vai embora e nem percebemos…
Por isso a dica de hoje é exatamente sobre isso, como se adequar financeiramente tendo todas essas obrigações com você mesma. Não que sejam realmente obrigações, mas se sentir bem e bonita pra muitas de nós parece não ter preço… Mas tem!
Vamos começar por aquilo que mais pesa no bolso, o gasto com vestuário. O que difere nós mulheres dos homens nesse aspecto é que pra nós existe uma variedade sem fim de roupas de todos os estilos, cores e preços, e sempre queremos ter uma novidade no guarda-roupa, ou uma roupa mais bacana pra uma ocasião especial. Não há pecado nenhum nisso! O pecado é não pesquisar preços e agir por impulsividade. Normalmente, se estamos precisando de uma blusa de frio, compramos na primeira loja que achamos a mais parecida com aquilo que mentalmente queremos. Isso é fatal pra gastar dinheiro a mais. Seria interessante dar uma olhada nas outras lojas em blusas similares, às vezes até iguais, para comparar os preços e comprar, obviamente, na loja em que a qualidade for igual, mas com um preço menor.
Outra dica antiga, mas que é muito válida na hora de economizar com vestuário, é aproveitar as trocas de estação. Roupas mais básicas que não saem de moda podem custar muito menos quando compradas nas liquidações de troca de estação. Os descontos realmente são grandes, podendo variar de 30% a 80% em média. Dessa forma, você sempre terá uma roupa legal pagando muito menos por ela.
Com relação à aparência em geral, ao invés de gastar em média R$ 80 por semana com hidratação do cabelo, você pode gastar metade disso alternando uma hidratação no salão e outra em casa, com produtos especializados comprados em perfumaria. Sei que nunca é a mesma coisa, mas a hidratação em casa é só pra fazer uma manutenção na feita no salão.
Com as unhas, podemos usar as mesmas dicas: compre o esmalte que deseja usar e diminua as vezes que você vai fazer a unha. Caso o esmalte descasque, você poderá arrumar sem a necessidade de voltar ao salão, fazendo com que você não precise ir toda a semana ao salão.
Agora o mais importante e que eu já mencionei nos itens acima: não compre por impulso nunca! Deixe os cartões de crédito e cheques em casa (principalmente quando você sabe que vai a lugares tentadores como shoppings e afins). Eles são a maior tentação do mundo devido à facilidade de comprar parcelado, ficando também muito fácil contrair dívidas que vão deixar sua vida financeira um caos. Saia sempre com dinheiro suficiente para seu compromisso e um pouco a mais para qualquer imprevisto, evitando assim se arrepender de alguma coisa que fizer com seu dinheiro. Até mais!
Ingrid Barth
Em defesa dos genéricos
Novembro 12, 2009
A discussão referente à apreensão pela alfândega holandesa em dezembro do ano passado, de um carregamento do medicamento genérico indiano losartan, aplicado em tratamento para pacientes com pressão alta, pode levar Brasil e Índia a unirem-se na luta em defesa dos genéricos em processo formal na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra a União Européia.
Em sua defesa a União Européia afirma ter direito de inspeção a medicamentos genéricos em trânsito para proteção de seus cidadãos e dos países em desenvolvimento investindo contra remédios falsificados. Porém, tal apreensão afronta diretamente o Princípio do Tratamento Especial e Diferenciado para Países em Desenvolvimento, que garante vantagens tarifárias e medidas mais favoráveis que deverão ser realizadas pelos países desenvolvidos. O principal argumento de Brasil e Índia é de que a apreensão é a execução de um modelo de defesa criado pelos países ricos para evitar tal tratamento especial.
O mercado farmacêutico em todo o mundo é caracterizado pelos altos índices de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, devido à complexidade no processo de descoberta de novas drogas que abrange desde os gastos com tecnologia até os custos com o insucesso de tais pesquisas para que se descubra a fórmula do medicamento eficaz contra a doença e que possa proporcionar retorno à empresa.
No Brasil a política para o mercado farmacêutico encontra amparo na Lei de Patentes (Lei 9.279 de 1996), onde após a descoberta do medicamento terá proteção patentária durante os 20 anos subseqüentes, podendo após este prazo ser copiado por outras empresas, e a Lei de Genéricos (Lei 9.787 de 1999) em que o produto, passando por um teste e sendo comprovadamente substituto seguro do medicamento de referência, ganha um selo definindo-o como genérico.
Com a aplicação destas duas leis o governo trabalha para garantir competitividade ao setor, evitando abuso nos preços, pois com maior oferta de medicamentos o paciente pode procurar o mais barato e que se adapta a sua realidade financeira sem prejuízo quanto à segurança de sua saúde, pressionando as empresas farmacêuticas a reduzirem seus preços para não perder espaço no mercado.
Criada através da incorporação do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) em sua estrutura, a OMC tornou-se em 1994 uma instituição especializada e autônoma das Nações Unidas, encontrando-se no mesmo patamar que o FMI e o Banco Mundial.
Com o objetivo de regular as disparidades econômicas e comerciais existentes no mundo, principalmente aquelas que estejam ligadas à dependência dos países pobres em relação aos ricos, consolidou-se então como ordenadora do comércio internacional.
O Brasil já conta com um histórico de sucesso em demandas apresentadas à OMC, bem como pela maior credibilidade devido a sua participação no G-20 e membro do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). No caso dos genéricos luta-se principalmente pela defesa do conteúdo da Constituição Federal de 1988, tentando aproximar-se ao máximo do ideal acesso de todos à saúde pública e em defesa das pessoas que não tem condições de arcar com os custos elevados dos remédios necessários a sua sobrevivência.
Darlon Massirer
Aluno do curso de Direito da Univille
Copom mantém taxa básica de juros em 8,75% ao ano
Outubro 21, 2009
A taxa básica de juros, Selic, vai continuar em 8,75% ao ano nos próximos 45 dias. O índice vigora nesse patamar desde 22 de julho, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) estancou o processo de afrouxamento gradativo da política monetária, iniciado em janeiro.
Em janeiro, a Selic estava em 13,75%. Na reunião de hoje (21), a taxa foi mantida sem possibilidade de revisão até a próxima reunião do colegiado, marcada para 8 e 9 de dezembro.
Com a manutenção, o Copom manifestou sintonia com as expectativas dos analistas financeiros. Em comunicado depois do encontro, o Copom diz que mantém o índice “tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas”. A decisão foi tomada por unanimidade.
Na nota, o colegiado diz que “levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro, e por outro, a margem de ociosidade dos fatores produtivos, entre outros fatores, o Comitê avalia que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo de horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica”.
Stênio Ribeiro - Repórter da Agência Brasil
Custo do Consumo de Energia Elétrica dos Eletrodomésticos
Junho 21, 2009
Além de toda discussão que se tem em torno do consumo da energia elétrica por conta do aquecimento global, não se pode esquecer desse item quando o assunto é também as finanças pessoais.
Não é de hoje o discurso que chuveiro elétrico, secadora de roupa, torneira elétrica e ferro elétrico são os maiores “vilões” quando se trata consumo.
A seguir, apresentamos uma tabela que classifica os principais aparelhos eletrodomésticos por potência, número de dias de uso por mês, tempo médio de uso por dia, consumo médio mensal e gasto total mensal. Para o cálculo, foi considerada a média do custo do KWh de R$ 0,35, sem impostos.
Analise a tabela, avalie seu consumo e verifique a possibilidade de economizar. Seu bolso agradece.
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Consumo médio mensal dos principais aparelhos eletrodomésticos
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Aparelho |
Potência média (watts) |
Número estimado de dias de uso/mês |
Tempo médio de uso por dia |
Consumo médio mensal (kWh) |
Gasto mensal (R$) |
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Aparelho de som |
20 |
30 |
4 h |
2,4 |
0,84 |
|
Ar condicionado |
3500 |
30 |
8 h |
360,0 |
126,00 |
|
Aspirador de pó |
1000 |
30 |
20 min. |
10,0 |
3,50 |
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Cafeteira elétrica |
100 |
30 |
1h |
30,0 |
10,50 |
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Chuveiro elétrico** |
3500 |
10 |
40min |
70,0 |
24,50 |
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Ferro elétrico |
1000 |
12 |
1h |
12,0 |
4,20 |
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Freezer* |
400 |
30 |
10h |
120,0 |
42,00 |
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Forno a resistência |
1500 |
30 |
1h |
45,0 |
15,75 |
|
Microondas |
1300 |
30 |
20min |
13,0 |
4,55 |
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Geladeira 1 porta* |
200 |
30 |
10h |
60,0 |
21,00 |
|
Geladeira 2 portas* |
300 |
30 |
10h |
90,0 |
31,50 |
|
Lavadora de louça |
1500 |
30 |
40min |
30,0 |
10,50 |
|
Lavadora de roupas |
1500 |
12 |
30min |
9,0 |
3,15 |
|
Secadora de roupas |
3500 |
12 |
1h |
42,0 |
14,70 |
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Torneira elétrica |
3500 |
30 |
30min |
52,0 |
18,20 |
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Ventilador |
100 |
30 |
8h |
24,0 |
8,40 |
Prof. Jani Floriano
Professora de Economia e Coordenadora do Projeto de Extensão FINANÇAS PESSOAIS – UNVILLE
financas.pessoais@univille.br
Banco do Brasil amplia crédito para micro e pequenas empresas em R$ 11,6 bilhões
Junho 16, 2009
Micro e pequenas empresas terão até R$ 11,6 bilhões a mais para pegar emprestado no Banco do Brasil. A instituição financeira ampliou o limite de crédito para 303 mil clientes desse segmento. O banco também reduziu os juros para os financiamentos desse tipo de empresa.
Em comunicado, o Banco do Brasil informou que a medida permitirá que os empresários tenham mais recursos para comercialização. Segundo a instituição, a circulação desse dinheiro contribuirá para o estímulo à atividade econômica, favorecendo a criação de emprego e renda.
A partir de amanhã (16), os juros estarão reduzidos. De acordo com o banco, a carteira de crédito das micro e pequenas empresas soma R$ 37,4 bilhões.
Em menos de um mês, é a segunda vez que o Banco do Brasil aumenta a oferta de crédito. Há três semanas, a instituição elevou os limites de empréstimo de 10 milhões de clientes, o que liberou até R$ 13 bilhões em financiamentos. O banco também reduziu o juro para pessoas físicas.
Wellton Máximo - Agência Brasil
Procon-SP constata leve queda nas taxas médias de juros bancários de junho
Junho 15, 2009
A Fundação Procon-SP, órgão vinculado a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania realizou, nos dias 2 e 3 de junho, pesquisa de taxas de juros de empréstimo pessoal e cheque especial para pessoa física.
Neste mês, a pesquisa de taxas de juros detectou a sexta queda consecutiva das taxas médias nas duas modalidades estudadas. No entanto, a variação foi menor se comparada aos meses anteriores. No empréstimo pessoal a taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,52% a.m., inferior à do mês anterior, que foi de 5,57% a.m., significando um decréscimo de 0,05 ponto percentual. No cheque especial a taxa média dos bancos pesquisados foi de 8,87% a.m., inferior à do mês anterior, que foi de 8,89% a.m., significando um decréscimo de 0,02 ponto percentual.
Dos dez bancos pesquisados, quatro reduziram suas taxas no empréstimo pessoal, sendo que a maior queda foi de 0,40 ponto percentual. Três bancos reduziram suas taxas no cheque especial e as quedas não excederam 0,08 ponto percentual (na pesquisa do mês anterior, praticamente todos os bancos promoveram reduções em suas taxas). As dez instituições financeiras pesquisadas foram Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.
As quedas verificadas nas taxas de empréstimo pessoal foram:
Safra – alterou de 5,90% para 5,50% a.m., o que significa um decréscimo de 0,40 ponto percentual, representando uma variação negativa de 6,78% em relação à taxa de maio;
Unibanco – alterou de 6,79% para 6,71% a.m., o que significa um decréscimo de 0,08 ponto percentual, representando uma variação negativa de 1,18% em relação à taxa de maio;
Banco do Brasil – alterou de 4,58% para 4,56% a.m., o que significa um decréscimo de 0,02 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,44% em relação à taxa de maio;
Nossa Caixa – alterou de 4,58% para 4,56% a.m., o que significa um decréscimo de 0,02 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,44% em relação à taxa de maio.
Os demais bancos mantiveram suas taxas de empréstimo pessoal.
As quedas verificadas nas taxas de cheque especial foram:
Banco do Brasil – alterou de 7,85% para 7,77% a.m., o que significa um decréscimo de 0,08 ponto percentual, representando uma variação negativa de 1,02% em relação à taxa de maio;
Unibanco – alterou de 8,79% para 8,71% a.m., o que significa um decréscimo de 0,08 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,91% em relação à taxa de maio;
Nossa Caixa – alterou de 7,82% para 7,77% a.m., o que significa um decréscimo de 0,05 ponto percentual, representando uma variação negativa de 0,64% em relação à taxa de maio.
Os demais bancos mantiveram suas taxas.
Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Vale lembrar, também, que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
O levantamento deste mês se deu antes da quarta reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária (dias 09 e 10 de junho). Na reunião anterior (ocorrida nos dias 28 e 29 de abril), a taxa Selic foi reduzida em 1 ponto percentual, passando de 11,25% para 10,25% ao ano.
Embora a expectativa seja de novos cortes na taxa básica, o mercado parece ter assumido uma posição de cautela em relação à sua política de juros.
Em vários trechos da ata da última reunião, o Banco Central identifica sinais de recuperação da economia, porém sujeita a incertezas. Esse panorama poderia indicar que a economia seguirá abaixo do potencial durante bom período de tempo, o que justificaria uma continuidade das reduções dos juros básicos ao longo deste ano.
As contínuas reduções da Selic, embora desejáveis, passaram a chamar a atenção para a necessidade de mudanças na rentabilidade da poupança. Uma forte queda da taxa básica beneficiaria a poupança em detrimento de outras aplicações.
A poupança tem rendimento de 6% ao ano mais a variação da TR, garantido por lei e sem tributação, enquanto os fundos de investimento – com destaque para os fundos de renda fixa e DI, compostos por títulos emitidos pelo governo e por empresas – sofrem influência direta da Selic. Além disso são tributados e sobre eles recai taxa de administração.
A preocupação reside na possibilidade de haver uma migração dos recursos aplicados nos fundos de investimento para a poupança (cuja remuneração ficou mais atraente). Uma forte perda de recursos dos fundos dificultaria a venda de papéis da dívida pública. Assim, o juro da poupança acaba sendo um empecilho para que a Selic caia mais.
A medida tomada – que depende da aprovação do Congresso – prevê a tributação dos rendimentos da caderneta de poupança pelo Imposto de Renda. Cadernetas de poupança com saldo acima de R$ 50 mil em 1º de janeiro de 2010 passarão a pagar Imposto de Renda sobre os rendimentos. O patamar foi escolhido com base no fato de que a esmagadora maioria dos poupadores – mais de 89 milhões de contas – ficará isenta.
Toda essa discussão sobre a viabilidade de uma expressiva queda da taxa Selic interessa ao consumidor, na medida em que constitui um dos principais fatores para a redução do spread bancário. Até o momento, porém, as quedas observadas têm gerado pouco efeito no custo final dos empréstimos. Em tempos de orçamento apertado, o consumidor deve evitar contratações desnecessárias, priorizando o pagamento de dívidas e recorrendo ao crédito somente após uma criteriosa avaliação de custo-benefício. Se puder, convém aguardar taxas mais razoáveis.
Assessoria de Imprensa
Procon – SP
Banco Central reduz juros para 9,25% ao ano
Junho 10, 2009
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual. Com isso, os juros básicos da economia caíram de 10,25% ao ano para 9,25% ao ano e ficam, pela primeira vez na história, abaixo de dois dígitos. O anúncio foi feito há pouco, ao final da quarta reunião que o Copom realizou neste ano.
Neste ano, os juros básicos foram reduzidos em 1 ponto percentual, dia 21 de janeiro, mais 1,5 ponto percentual, dia 11 de março, e novamente 1 ponto percentual, dia 29 de abril. A redução feita hoje deixa a taxa Selic em 9,25% ao ano até a próxima reunião do Copom, agendada para os dias 21 e 22 de julho.
Em nota, o Copom diz que “tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 9,25% ao ano, sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela redução da taxa Selic em 0,75 ponto percentual. Levando em conta que mudanças da taxa básica de juros têm efeitos sobre a atividade econômica e sobre a dinâmica inflacionária que se acumulam ao longo do tempo, o comitê concorda que qualquer flexibilização monetária adicional deverá ser implementada de maneira mais parcimoniosa. O Copom acompanhará atentamente a evolução do cenário prospectivo para a inflação até a sua próxima reunião, para então definir os próximos passos da estratégia de política monetária”.
Na última reunião, em abril, com a taxa básica definida em 10,25% ao ano, o Brasil já havia alcançado o menor nível de juros na série histórica iniciada em 1996.
Com a decisão do Copom, o Brasil manteve-se em terceiro lugar no ranking de juros reais (descontada a inflação prevista para os próximos 12 meses) de 40 países, segundo levantamento da consultoria UpTrend. Como a inflação projetada até junho do ano que vem é de 4,3%, a taxa real de juros no Brasil fica em 4,9% ao ano, atrás da China (6,9%) e da Hungria (5,9%).
No ranking dos juros nominais, o Brasil ocupa o quarto lugar, atrás da Venezuela (21,4%), Rússia (11,5%) e Argentina (10,5%). Descontada a inflação dos últimos 12 meses (de junho de 2008 a maio deste ano), os juros mais altos dentre os 40 países ranqueados pela UpTrend foram praticados pela Turquia (8%), China (7,8%) e Brasil (6,6%).
O levantamento da empresa de consultoria considera as 40 principais economias do mundo, das quais apenas 12 praticam taxas de juros acima de 1% ao ano, 11 outras têm taxas entre 0,1% e 1%, Dinamarca e Grécia zeraram suas taxas e 15 países trabalham com a perspectiva de juros negativos nos próximos 12 meses.
Stênio Ribeiro e Kelly Oliveira - Repórteres da Agência Brasil
Aprendendo com os erros!
Junho 7, 2009
Por Ingrid G Barth
Como já dizia o velho ditado: casa de ferreiro espeto de pau. Me formei em Economia mas demorei algum tempo pra aprender como lidar com as minhas finanças pessoais. Se você teve a sorte de nascer em uma família com sólidos conceitos sobre renda, gastos, custos, economia, etc, acredito que tenha aprendido desde de cedo o valor do dinheiro. Porém, se você, asssim como eu, não teve essa “sorte” acredito que de vez em quando se perde no meio do turvilhinho de despesas e gastos inúteis que vira e mexe fazemos sem perceber e quando nos damos conta já estamos gastando dinheiro demais.
No início da nossa vida financeira, nos deparamos com algo ao mesmo tempo fascinante e perigoso: o dinheiro. Lembro-me até hoje do gostinho bom que eu senti quando recebi meu primeiro salário. Nossa, me sentia mais poderosa, andava com a cabeça mais erguida pois enfim eu tinha algum dinheiro caso quisesse comprar algo. E comprava! Não importava o preço, não pesquisava em outros lugares, enfim, entrava e comprava o que eu queria.
Com o passar do tempo, comecei a sentir que essa já não era a melhor coisa a se fazer. Comecei a sentir o peso do cheque especial, conta de cartão de crédito, contas diversas que brotavam pelo correio, e pelo primeira vez senti medo: E se meu dinheiro não for sufiente? E muitas vezes não foi.
Pensando nos meus erros e acertos que decidi escrever sobre algumas dicas básicas sobre finanaças pessoais que são simples mais que muitas vezes esquecemos e que eu acredito ser bem válido relembrar de tempos em tempos. Dividi em pontos que serão publicados separadamente, começando por esse:
1) Controle é a palavra.
Pois é… Não tem como fugir disso. Se colocasse numa escala de importância de 01 à 10, esse ponto sem dúvida seria 10: o controle sobre seus gastos. Aqui vale tudo: Até planilhas em excel, caderninhos, pastas, comprovantes de débitos, tudo o que mais você achar que fará você ter mais controle sobre sua vida financeira.
O truque aqui é descobrir onde você precisa ter mais atenção na hora de gastar. Se você costuma sair demais pra comer fora ou costuma frequentar muitos eventos sociais que fazem você gastar, se você costuma comprar muitas coisas que não usa, se atrasa algumas contas e paga juros altos por isso, enfim, fazendo um controle minucioso dos seus ganhos/ gastos você conseguirá descobrir seu ponto fraco e com um pouco de esforço conseguirá atacá-lo.
No início não precisa ser muito radical e deixar de fazer coisas que gosta e que precise gastar dinheiro. Se agir assim, pode se sentir infeliz e o controle não funcionará durante muito tempo. Comece assim: Fique um mês inteiro só anotando seus gastos. Mas você precisa anotar todos os seus gastos. Gastos pequenos que aparentemente não tem importância, como a caixinha que você deixou pro entregador de pizzas, no final do mês podem fazer uma diferença considerável.
Depois desse passo, divida contas por setores: alimentação, vestuário, diversão, contas fixas (prestações de carro, casa, empréstimos, aluguéis, etc), e tente identificar qual deles você gasta mais e onde pode diminuir. Dessa forma, toda vez que for por a mão no bolsa vai ter uma figura mental de quanto exatamente você pode gastar e SE pode gastar. Você vai ver como isso o ajudará a se familizar com suas contas. Faça esse teste e mande idéias de outros controles que podem ser efetivos para todos nos ajudarmos a melhorar o nível de nossas finanças.
Poupança de até R$ 50 mil continua isenta de imposto de renda
Maio 13, 2009
As aplicações em caderneta de poupança até R$ 50 mil continuarão isentas da cobrança do Impostos de Renda (IR). As aplicações acima desse valor serão tributadas, informou agora há pouco o deputado Ricardo Berzoini, após participar de reunião do Conselho Político do governo, no Centro Cultural do Banco do Brasil.
“O objetivo do governo é evitar que a poupança se transforme em um instrumento de especulação para investidores oportunistas, que vão querer usufruir de algo que é voltado para a população mais pobre”, disse Berzoini, acrescentando que a medida seria detalhada pelo ministro da Fazendo, Guido Mantega.
O governo decidiu fazer mudanças na poupança porque, com a queda da taxa básica de juros, a Selic, a rentabilidade da aplicação tem se aproximado à dos fundos de renda fixa.
Como a previsão é que de os cortes na Selic continuem, a poupança tende até mesmo a ficar mais atrativa do que os fundos, o que acaba por provocar uma migração de grandes investidores para a caderneta de poupança.
O governo está preocupado porque os fundos de investimentos são as principais fontes de recursos para empréstimos dos bancos. Assim, a migração para a poupança reduziria ainda mais a oferta de crédito no país.
Hoje a remuneração da poupança é de 6% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR). Além disso, está livre da incidência de Imposto de Renda.
Yara Aquino - Agência Brasil

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