Seis em cada dez consumidores vão usar décimo terceiro para pagar dívidas
Novembro 11, 2008
O décimo terceiro salário tem como destino o pagamento de dívidas para 60% dos brasileiros consultados pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A pesquisa, divulgada hoje (11), foi realizada em outubro deste ano, com 573 consumidores de todas as classes sociais.
O percentual é maior do que o verificado na pesquisa de 2007 (58%). Segundo a Anefac, como vem ocorrendo todos os anos, a maior parte dos consumidores (mais de 50%) tem dívidas contraídas no cheque especial e no cartão de crédito.
Outros 15% pretendem comprar presentes, contra 20% do ano passado. Como nos anos anteriores, os brinquedos são os produtos que mais têm atraído os recursos do décimo terceiro (73%, contra 81% em 2007). “Todos os itens de consumo apresentaram uma redução na intenção de gastos dos consumidores neste ano em relação a 2007, sendo a maior redução no item comprar ou trocar de veículo, que teve uma redução de 50% na intenção de compra”, informa comunicado da associação.
De acordo com a pesquisa, entre 2007 e 2008, aumentou de 10% para 11% o percentual de pessoas que pretendem poupar e aplicar parte do décimo terceiro para pagar despesas de começo do ano, como Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), material e matrículas escolares. Outros 9% (contra 7% do ano passado) já receberam, ao longo do ano, parte ou todo décimo terceiro ou fizeram empréstimos de antecipação. Há ainda 2%, o mesmo percentual do ano passado, que pretendem poupar parte do que sobrará.
Confira as dicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade para os consumidores neste final de ano:
- Use o décimo terceiro preferencialmente no pagamento de dívidas, principalmente aquelas que embutem encargos maiores como o cartão de crédito rotativo e o cheque especial, que na média atinge 10,46% ao mês (229,96% ao ano) e 7,88% ao mês (148,48% ao ano) respectivamente;
- Aproveite o décimo terceiro para regularizar igualmente outras dívidas, lembrando-se de negociar o estorno dos juros de mora embutidos nelas;
- Quitadas as dívidas, lembre-se de tentar reservar os valores necessários para as despesas de começo do ano (IPTU, IPVA e despesas escolares (livros, uniformes e matrículas), além das compras de Natal (cheques pré-datados e cartão de crédito) para evitar entrar novamente no vermelho no começo do próximo ano;
- Após todas essas regularizações e sobrando alguns recursos para aqueles que eventualmente tenham contraído algum financiamento em bancos, financeiras ou comércio, o Artigo 52 do Código de Defesa do Consumidor garante a retirada dos juros embutidos nesses financiamentos para as parcelas que eventualmente tiverem pagamento antecipado total ou parcialmente. Os juros devem ser retirados proporcionalmente ao período antecipado;
- Não tendo dívidas ou após a regularização daquelas existentes e sobrando algum valor, aplique em um fundo de renda fixa ou na caderneta de poupança;
- Se for fazer um financiamento, pesquise sempre as taxas de juros e demais acréscimos na medida, uma vez que existem enormes variações das condições dos financiamentos;
- Evite comprometer demasiadamente seu orçamento com dívidas;
- Evite empréstimos de longo prazo que, além de representarem custos maiores, comprometem sua renda por longo período;
- Após regularizar seu cheque especial e cartão de crédito, evite entrar novamente nessas modalidades de crédito, uma vez que cheque especial não é renda e por isso deve ser usado por período curto e emergencial;
- Se possível, adie suas compras para juntar o dinheiro e comprar à vista, evitando o juros. Entretanto, caso não seja possível, pesquise muito, barganhe e compre nos menores prazos possíveis (quanto menor o prazo, menor a incidência de juros).
Kelly Oliveira - Repórter da Agência Brasil
Alta do dólar leva brasileiros a reduzir gastos em viagens internacionais
Outubro 23, 2008
A alta do dólar levou à redução das despesas de brasileiros em viagens ao exterior. Segundo dados do Banco Central (BC), em setembro, esses gastos chegaram a US$ 1,124 bilhão e neste mês, até a data de hoje (23), caíram para US$ 599 milhões.
Os gastos de estrangeiros no Brasil, nesse período, passaram de US$ 468 milhões para US$ 357 milhões. De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, com a crise externa, as viagens de estrangeiros também se reduziram. Com tais resultados, a conta de viagens internacionais, que fechou negativa em US$ 656 milhões em setembro, caiu para US$ 242 milhões, nos dados preliminares de outubro.
Na avaliação de Lopes, é provável que o impacto mais forte da alta do dólar na conta de viagens venha em novembro. “As novas contratações tendem a se reduzir”, disse ele. Altamir Lopes lembrou que, em setembro e outubro, os dados ainda refletem viagens marcadas anteriormente e faturas formadas “antes da volatilidade [oscilações do dólar].”
Agência Brasil / Kelly Oliveira
Economista aconselha investimentos mais conservadores no momento atual
Outubro 10, 2008
A melhor opção para quem pretende fazer algum tipo de investimento ou já tem dinheiro aplicado é apostar em algo mais conservador, como a caderneta de poupança. A afirmação é do professor José Luiz Oreiro, da Universidade de Brasília (UnB).
“Não é o momento de ficar se arriscando em nada que não seja poupança ou renda fixa”, disse o economista, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
Na entrevista, Oreiro falou também sobre o aumento do dólar. Segundo ele, há muita especulação sobre a cotação da moeda norte-americana, feita em grande medida por empresas que tentam agora compensar perdas com o câmbio, favorável ao real nos dois últimos anos.
“Elas tentaram compensar perda de ganho da receita operacional com ganhos financeiros, o que por algum tempo funcionou, mas ninguém previa essa crise financeira agora”, afirmou o economista.
Agência Brasil / Roberta Lopes
Concessionárias sobem juros em até 25% para compra de carros novos e usados
Outubro 1, 2008
A tempestade que afeta as economias globais já acendeu a luz vermelha pra bancos e financeiras no Brasil. As empresas que atuam com o fornecimento de crédito para a aquisição de carros novos e usados vão aumentar em até 25%. De acordo com informações da Agência Estado, as concessionárias de veículos orientaram seus departamentos de vendas a finalizarem os contratos antigos, já que nessa semana chegariam as novas tabelas. A iniciativa é preventiva, já que a maioria dos bancos brasileiros possui poucos empréstimos no exterior e teriam capacidade para manter taxas mais baixas.
Mas, se você adquire o bem pensando se cabe no bolso ou no prazo, pode ficar tranqüilo. Apesar de impactar no valor final, as financeiras irão manter os prazos, que chegam a até 72 meses. Sem o crédito abundante, certamente o setor não estaria vivendo um período tão aquecido e ebulição.
Os juros baixos e os prazos longos têm alimentado o mercado de carros novos, que voltou a crescer depois de registrar queda em agosto. Até segunda-feira (dia 29), foram vendidos 252 mil veículos no mês passado. Com base em dados prévios, esse já foi o melhor setembro da história em vendas. De janeiro a agosto foram vendidos até agora 2,19 milhões de veículos, 26% a mais que no mesmo período de 2007.
Bancos aumentam taxas de empréstimo pessoal e de cheque especial, revela Procon-SP
Setembro 12, 2008
As taxas médias dos bancos para empréstimo pessoal e cheque especial para pessoa física aumentaram, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon de São Paulo no início de setembro. Segundo os dados, a taxa média dos bancos pesquisados no empréstimo pessoal foi de 5,76% ao mês em agosto, superior à de junho, que foi de 5,69% (aumento de 0,07 ponto percentual). No cheque especial, a taxa média foi de 9,02% ao mês, superior à de junho, de 8,97% (acréscimo de 0,05 ponto percentual).
Foram pesquisados os bancos Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Banco do Brasil, Santander e Unibanco. Desses, dois elevaram a taxa do empréstimo pessoal e oito mantiveram a mesma taxa do mês passado. O Banco do Brasil aumentou a taxa de empréstimo pessoal de 5,99% para 6,48% ao mês, o correspondente a um acréscimo de 0,49 ponto percentual, representando uma variação positiva de 8,18% em relação à taxa de agosto. A Nossa Caixa elevou esse tipo de crédito de 4,70% para 4,90% ao mês, o que significa um acréscimo de 0,20 ponto percentual, representando uma variação positiva de 4,26% em relação à taxa de agosto.
A taxa do cheque especial foi elevada por três bancos e sete mantiveram o mesmo valor do mês passado. A Nossa Caixa alterou de 8,10% para 8,50% ao mês, o que significa um acréscimo de 0,40 ponto percentual, representando uma variação positiva de 4,94% em relação à taxa de agosto; o Banco do Brasil aumentou de 8,50% para 8,56% ao mês., o que significa um acréscimo de 0,06 ponto percentual, representando uma variação positiva de 0,71% em relação à taxa de agosto; e HSBC elevou de 8,60% para 8,65% ao mês., o que significa um acréscimo de 0,05 ponto percentual, representando uma variação positiva de 0,58% em relação à taxa de agosto.
De acordo com a pesquisa do Procon, desde o início do ano a taxa média do empréstimo pessoal aumentou em 0,40 ponto percentual e no cheque especial a elevação foi de 0,81 ponto percentual.
Agência Brasil / Flávia Albuquerque
Produtos de marca própria são opção de economia para o consumidor
Agosto 8, 2008
Buscar produtos de marcas próprias, como os de grandes redes vrejistas de alimentos, podem gerar uma economia de até 20% em relação às marcas líderes, sendo uma ótima opção, com a mesma qualidade, em tempos de inflação crescente. O repasse de custos para o consumidor ocorre de forma menos agressiva nesses itens, explica a Abmapro, a associação do setor. Em 2007, a participação dos produtos próprios nas vendas dos supermercados cresceu 27,3%, de acordo com pesquisa da NielsenO fantasma da inflação ronda os lares brasileiros e obriga os consumidores a adequarem o salário aos gastos com as compras nos supermercados. Com a diminuição do poder aquisitivo, o consumidor tem três opções para contornar os aumentos: comprar menos, substituir produtos ou ainda procurar por ofertas e preços menores.
Nesse cenário, os artigos de marca própria têm se tornado uma ótima alternativa, já que chegam a custar muito menos do que as marcas líderes e apresentam a mesma qualidade. “Eles oferecem uma oportunidade de economia, por não trazerem embutido no preço altos gastos com mídia ou marketing, e têm por trás o aval de qualidade de uma bandeira de supermercado”, afirma Neide Montesano, presidente da Abmapro - Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (www.abmapro.org.br).
Ao trocar uma cesta básica de produtos de marcas tradicionais por uma composta apenas por itens de marca própria, o consumidor levará para casa a mesma qualidade, sem deixar nenhuma mercadoria fora do carrinho. É a chamada “lei do preço comparado”, ou seja, o aumento dos preços dos insumos atinge toda a cadeia, mas a relação de diferença no valor entre os de marca própria e os de marcas líderes se mantém, apresentando-se como uma excelente opção de compra. “Em decorrência do aumento do volume das vendas de marca própria nos últimos anos, os fornecedores conseguiram adquirir uma capacidade de negociação que permite repassar os custos de uma forma menos agressiva”, explica a presidente da Abmapro.
De fato, pesquisas recentes comprovam que a marca própria ocupa cada vez mais espaço no mercado do País e, muito tempo antes da alta dos índices de inflação, eles já eram uma alternativa aprovada pelo brasileiro. Apenas em 2007, de acordo estudo da Abras, realizado em parceria com a Nielsen, as marcas próprias aumentaram a participação nas vendas dos supermercados em 27,3%.Para este ano, a Abmapro estima que o setor deva crescer 20%, no mínimo (leia mais no portal da Abmapro). “Marca própria já é uma realidade há muito tempo no exterior e, no Brasil, vem conquistando cada vez mais participação nas vendas de todo o varejo”, diz Neide.
Preços de alimentos básicos continuam em alta, informa Dieese
Junho 2, 2008
Apenas duas, das 16 capitais onde o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, apresentaram queda no preço dos gêneros alimentícios essenciais, em maio: Goiânia (-1,19%) e Salvador (-0,35%). Rio de Janeiro (0,31%) e Belo Horizonte (0,98%) apresentaram aumentos modestos; mas localidades como Recife (14,19%), Natal (8,91%) e Florianópolis (7,61%) registraram elevações expressivas.
Com a variação apurada em maio, houve alteração no quadro das capitais nas quais foram verificados os maiores custos para a cesta básica. O maior valor foi apurado em Porto Alegre (R$ 236,58), seguido por São Paulo (R$ 233,92) e em terceiro lugar, Belo Horizonte (R$ 230,55). Em abril, o maior custo fora anotado na capital mineira. Salvador (R$ 176,05), Aracaju (R$ 183,40) e João Pessoa (R$ 187,21) registraram os menores valores.
Com base no custo apurado para a cesta em Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Com a alta ocorrida na maioria das localidades, o salário mínimo necessário passou a corresponder, em maio, a R$ 1.987,51, o que representa 4,79 vezes o piso em vigor (R$ 415,00). Em abril, o mínimo necessário equivalia a R$ 1.918,12, ou seja, 4,62 vezes o piso. Em maio de 2007, a relação entre o mínimo vigente e o necessário era bem menor que o atual, pois o valor de R$ 1.620,64 correspondia a 4,26 vezes o mínimo oficial (R$ 380,00).
Variações acumuladas
As variações acumuladas entre janeiro e maio são bastante elevadas para quase todas as cidades. Os maiores aumentos ocorreram em capitais do Nordeste: Recife (26,52%), Fortaleza (24,28%), Natal (21,87%) e João Pessoa (20,71%). As menores elevações foram verificadas em Goiânia (1,08%), Aracaju (7,15%), Belém (8,63%) e São Paulo (8,99%).
Os aumentos acumulados em 12 meses – de junho de 2007 a maio último – superam o patamar de 20,0%, em todas as capitais, enquanto o salário mínimo subiu, em março, 9,21%. Os destaques foram Recife (46,55%), Fortaleza (40,78%) e Natal (40,75%). As menores altas foram apuradas em Porto Alegre (22,64%) e Goiânia (24,22%).
Cesta x salário mínimo
A exemplo do que se verificou em abril, também em maio o grande aumento da cesta básica, principalmente no período anual – caso em que todos os percentuais foram bem superiores à revisão do salário mínimo - implicou a necessidade de realização de maior jornada média para aquisição dos produtos essenciais. Dessa forma, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo, na média das 16 capitais pesquisadas, precisou cumprir, em maio, uma jornada de 111 horas e 08 minutos, para adquirir os mesmos bens que no mês anterior demandavam 106 horas e 57 minutos. Em comparação com maio de 2007 – quando o preço da cesta estava em queda em todas as capitais - a diferença supera 19 horas, pois o tempo necessário correspondia a 92 horas e 03 minutos.
A mesma diferença pode ser verificada quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto equivalente à Previdência Social. Em maio, a compra da cesta exigia o comprometimento de 54,91% do rendimento líquido, enquanto em abril, a aquisição requisitava 52,84% desse total. Em maio de 2007, eram necessários 45,31% para comprar os mesmos produtos.
Comportamento dos preços
Quando se observa o comportamento dos preços em maio em comparação com os de abril, a maior parte dos itens que compõem a cesta básica teve aumento na maioria das capitais. Caso se faça a comparação com maio de 2007, verifica-se que sete produtos pesquisados nas 16 capitais tiveram alta em todas elas. Estes aumentos generalizados devem-se basicamente a fatores climáticos, pressões do mercado internacional e à alta dos insumos como adubos e fertilizantes derivados do petróleo, uma vez que este teve forte aumento.
A carne teve alta, no mês em 15 capitais, e apenas em Brasília houve retração (-2,22%). As maiores elevações ocorreram em Florianópolis (9,92%) e Curitiba (6,20%). No período anual, o produto teve aumento nas 16 localidades, com variações entre 16,74%, em Porto Alegre, a 39,09%, em Fortaleza. O período de maior oferta do produto está no fim e seu preço encontra-se em patamar elevado. Como a Comunidade Européia reviu sua posição contra a importação da carne brasileira de vários estados, a exportação pode ser mais um fator de pressão para os preços, ainda que haja forte concorrência de países vizinhos como Argentina e Uruguai que praticam preços menores.
Também o arroz teve alta em 15 capitais, com exceção apenas do Rio de Janeiro, onde houve pequena queda (-0,45%). Os aumentos situaram-se entre 7,03%, em Salvador, e 36,77%, em Florianópolis. Quinze capitais registraram também aumento em 12 meses no preço do produto. Neste período, as elevações ficaram entre 13,03%, em Recife, e 47,50%, em Porto Alegre, capital de estado de grande produção do bem e que acabou de colher a safra da variedade agulhinha. Devido ao anúncio de escassez mundial de grãos, provavelmente há retenção do cereal por parte de produtores e especulação no comércio intermediário. Como é pouco provável que este quadro se mantenha, a expectativa é de barateamento nos próximos meses.
No caso do pão, o preço ficou estável em Belém, em maio, e caiu em Salvador (-2,55%). Em 14 capitais, porém, foram verificadas elevações, com destaque para Porto Alegre (10,16%); Brasília (8,63%), Natal (7,80%) e Aracaju (7,64%). No período anual, os aumentos ocorreram em todas as capitais, com variações superiores a 30,0% em Belo Horizonte (35,35%), Natal (33,57%) e João Pessoa (30,63%). Apenas em Goiânia (4,48%) a alta ficou abaixo de 10,0%. Os aumentos do pão estão relacionados ao encarecimento da farinha de trigo, cuja importação está sendo realizada de países mais distantes e com maior custo de frete – como EUA e Canadá, pois a Argentina está privilegiando a exportação da farinha de trigo. Este produto, que tem seu preço acompanhado na cesta básica das capitais do Centro-Sul do país, teve alta em oito localidades, a maior de 11,11%, em Brasília e a única redução deu-se em Goiânia (-2,63%). Em comparação com maio de 2007, o aumento foi expressivo em todas as nove capitais, situando-se entre 32,50%, em Vitória e 52,75%, em Goiânia.
O leite teve aumento, em maio, em 13 capitais, com as maiores elevações verificadas em Florianópolis (3,55%) e Goiânia (3,35%). Em João Pessoa não houve alteração de preço e recuos ocorreram em Brasília (-0,54%) e Salvador (-14,55%). Em relação a maio do ano passado, o leite teve aumento em todas as 16 regiões, com variações entre 15,15%,, em Goiânia, a 33,33%, em Salvador. No próximo mês de junho tem início o período de entressafra, quando cai a oferta e há encarecimento do produto. No entanto, se as condições climáticas forem mais favoráveis, a redução da oferta pode ser menor.
O tomate, produto cujo preço é sempre sujeito a oscilações, teve aumento em 12 capitais, com taxas expressivas em Recife (119,86%) e Natal (43,23%). As reduções foram observadas em Belo Horizonte (-0,32%), Brasília (-0,39%), Rio de Janeiro (-3,00%) e Goiânia (-9,62%). Em comparação com maio de 2007, o tomate apresenta aumento em todas as capitais, que chegam a taxas muito elevadas em Recife (217,82%), Vitória (189,83%) e Belo Horizonte (129,85%), mas também registra altas mais modestas, como em Belém (3,50%) e Salvador (9,66%). O aumento no preço do tomate, além de episódios de especulação, relaciona-se à alta dos adubos e fertilizantes derivados do petróleo, usados na lavoura.
O preço do feijão destacou-se, em maio, pela predominância de queda. Houve retração em 14 capitais, com destaque para Fortaleza (-16,85%), João Pessoa (16,30%), Goiânia (-11,33%) e São Paulo (-10,31%). Os aumentos ocorreram em Curitiba (9,10%) e Porto Alegre (1,95%). Apesar da retração do último mês, o feijão ainda está bem mais caro que em maio do ano passado. Apenas em João Pessoa a elevação anual é inferior a 100,0%, ficando em 94,97%. As variações chegam a 171,68%, em Fortaleza; 164,83%, em Belém; 159,96%, em Belo Horizonte; 158,79%, em Porto Alegre e 152,81%, em Salvador. Para os próximos meses é esperada a manutenção da tendência de queda no preço.
São Paulo
Em maio, o custo da cesta básica na capital paulista foi de R$ 233,92, com um aumento de 2,68% em relação ao mês anterior. O valor registrado em São Paulo foi o segundo maior dentre as 16 capitais pesquisadas pelo DIEESE, sendo superado pelo de Porto Alegre (R$ 236,58). Nos cinco primeiros meses deste ano a alta está em 8,99% enquanto em 12 meses o aumento chegou a 26,49%.
Somente o feijão carioquinha apresentou redução em seu preço na capital paulista: -10,31%. Três itens registraram estabilidade, caso do café em pó; açúcar refinado e manteiga. Elevações relativamente pequenas ocorreram para o óleo de soja (0,31%); carne bovina de primeira (1,93%); leite in natura tipo C (1,67%); banana nanica (2,17%). O pão francês subiu 5,68%; três produtos aumentaram cerca de 10,0%: batata (10,37%); tomate (10,57%) e farinha de trigo (10,63%) enquanto o arroz agulhinha tipo 2 teve o maior aumento: 21,25%.
Três produtos tiveram, em maio, preço inferior ao verificado em igual mês, em 2007: batata (-3,72%); café (-6,00%) e, principalmente, o açúcar (-23,24%). Os outros 10 itens subiram. As altas mais expressivas foram apuradas para o feijão (104,62%); óleo de soja (63,00%); farinha de trigo (42,74%); arroz (39,57%) e tomate (36,28%). As mais contidas variações anuais (nem por isso, pequenas) deram-se para a manteiga (15,89%); carne (21,60%); banana (22,11%); leite (23,83%), e pão (27,88%).
Em maio, o trabalhador paulistano cuja remuneração equivale ao salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 124 horas, quase três horas a mais que em abril, quando correspondia a 120 horas e 46 minutos. Em comparação com maio de 2007, o tempo de trabalho necessário verificado para o último mês, supera em quase 17 horas o então registrado (107 horas e 04 minutos).
Também quando se considera o valor do salário mínimo líquido – após o desconto da parcela referente à Previdência Social – verifica-se a mesma correlação. Em maio, o custo da cesta representava 61,27% do valor do mínimo líquido, contra 59,67%, de abril e 52,70% de maio de 2007. Estes resultados mostram que o custo da cesta subiu muito mais que o salário mínimo, reajustado em março deste ano.
Fonte: Dieese
Planilha para controle de gastos pessoais
Maio 27, 2008
Pessoal,
Boa planilha para controlar gastos pessoais:
http://www.oeconomista.com.br/arquivos/controle_gastos_pessoais.zip
Abraço,
Prof. Celso Ricardo
Universidade forma multiplicadores para o ensino de finanças pessoais
Abril 28, 2008
A Universidade possui como finalidade manter a diversidade, a pluralidade e difundir o conhecimento entre toda a sociedade. Nesse sentido, o curso de Finanças Pessoais, finalizado no último sábado (26), é um dos projetos de extensão da Univille que repercute com sucesso em todas as esferas sociais, já que as pessoas sempre buscam saber ou aprender a lidar com as contas e seus próprios rendimentos. O projeto entra no quarto ano cada vez mais requisitado, gerando multiplicadores que replicam o conhecimento principalmente em regiões carentes de Joinville.
O curso gera retorno social e muitas pessoas que passam anos se qualificando em diversas áreas encontram nele a saída para valorizar o próprio dinheiro. “O resultado social é justamente não termos a pretensão de formar gerentes em áreas financeiras, mas fazer com que a família consiga administrar as próprias contas”, destaca a coordenadora do curso e professora do departamento de Ciências Econômicas, Jani Floriano.
Os alunos da Univille também são beneficiados, já que podem praticar o que estudam em sala de aula. Ao terminar o curso, interessados e bolsistas realizam palestras previamente marcadas sobre o tema em escolas e centros comunitários.
A estudante do terceiro ano de Economia Liana Bazzi comenta que por meio do projeto aprendeu a entender mais as dificuldades das pessoas. Ela descobriu que mesmo procedimentos simples, como ir ao banco, ainda são difíceis para muitas pessoas. “O curso também me auxiliou em como administrar de maneira consciente minha própria renda”, explica Bazzi. A estudante, além de fazer o curso, também foi multiplicadora e listou que os principais itens questionados são: como comprar bem, formas de pagamentos e tarifas bancárias.
“O curso nos auxilia a e entender melhor as relações econômicas simples do cotidiano”, avalia o recém-formado no projeto e estudante de economia, Maikon Felipe da Silva. Para ele, o curso abre novas perspectivas usando o conhecimento comum das pessoas e técnicas econômicas, como por exemplo, elaborar corretamente uma lista de compras e equilibrar o orçamento.
Economia Doméstica
Maio 25, 2007
De 21 a 25 de maio de 2007 o projeto de Extensão Economia Doméstica que é ligado ao Departamento de Economia, estará atendendo 13 turmas com 30 pessoas com a palestra “Economia Doméstica”.
As palestras tem duração de 1 hora e será disponibilizadas aos alunos do CEJA - Centro de Educação para Jovens de Adultos. O CEJA fica na rua Alexandre Schellem, 110 - Bucarein.
Terão turmas de manhã (22, 23 e 24/05 - 9h30min) a tarde (21, 22, 23, 24 e 25/05 - 15h30min) e a noite (21, 22, 23, 24 e 25/05 - 19h30min).
Estas turmas receberão palestrantes, que são acadêmicos da UNIVILLE, capacitados através do curso de aperfeiçoamento que foram realizados nos meses de março e abril/2007.
Estima-se que, somente nesta semana, 400 pessoas sejam atendidas diretamente com o projeto.
Dados do projeto
ECONOMIA DOMÉSTICA - Administrando as contas da casa III
Coordenadora: Jani Floriano
Participante: Cleide Vieira
Acadêmicos palestrantes:
- Fernando Jaques de Borba - 2º ano de Economia
- Liana Bazzi - 2º ano de Economia
- Elenice Lamin - 2º ano Administração
- Rafael Schroeder - 3º ano de Administração
- Gilviclei Sartotti - 3º ano de Administração
- Joseane Willemann - 2º ano de Administração
- Estela K. Domingos - 3º ano de Administração
- Eduardo Sestrem - 2º ano de Administração

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