Universidade forma multiplicadores para o ensino de finanças pessoais

Abril 28, 2008

curso_financas_2008.jpgA Universidade possui como finalidade manter a diversidade, a pluralidade e difundir o conhecimento entre toda a sociedade. Nesse sentido, o curso de Finanças Pessoais, finalizado no último sábado (26), é um dos projetos de extensão da Univille que repercute com sucesso em todas as esferas sociais, já que as pessoas sempre buscam saber ou aprender a lidar com as contas e seus próprios rendimentos. O projeto entra no quarto ano cada vez mais requisitado, gerando multiplicadores que replicam o conhecimento principalmente em regiões carentes de Joinville.

O curso gera retorno social e muitas pessoas que passam anos se qualificando em diversas áreas encontram nele a saída para valorizar o próprio dinheiro. “O resultado social é justamente não termos a pretensão de formar gerentes em áreas financeiras, mas fazer com que a família consiga administrar as próprias contas”, destaca a coordenadora do curso e professora do departamento de Ciências Econômicas, Jani Floriano.

Os alunos da Univille também são beneficiados, já que podem praticar o que estudam em sala de aula. Ao terminar o curso, interessados e bolsistas realizam palestras previamente marcadas sobre o tema em escolas e centros comunitários.

A estudante do terceiro ano de Economia Liana Bazzi comenta que por meio do projeto aprendeu a entender mais as dificuldades das pessoas. Ela descobriu que mesmo procedimentos simples, como ir ao banco, ainda são difíceis para muitas pessoas. “O curso também me auxiliou em como administrar de maneira consciente minha própria renda”, explica Bazzi. A estudante, além de fazer o curso, também foi multiplicadora e listou que os principais itens questionados são: como comprar bem, formas de pagamentos e tarifas bancárias.

“O curso nos auxilia a e entender melhor as relações econômicas simples do cotidiano”, avalia o recém-formado no projeto e estudante de economia, Maikon Felipe da Silva. Para ele, o curso abre novas perspectivas usando o conhecimento comum das pessoas e técnicas econômicas, como por exemplo, elaborar corretamente uma lista de compras e equilibrar o orçamento.

Economia Doméstica

Maio 25, 2007

De 21 a 25 de maio de 2007 o projeto de Extensão Economia Doméstica que é ligado ao Departamento de Economia, estará atendendo 13 turmas com 30 pessoas com a palestra “Economia Doméstica”.

As palestras tem duração de 1 hora e será disponibilizadas aos alunos do CEJA - Centro de Educação para Jovens de Adultos. O CEJA fica na rua Alexandre Schellem, 110 - Bucarein.

Terão turmas de manhã (22, 23 e 24/05 - 9h30min) a tarde (21, 22, 23, 24 e 25/05 - 15h30min) e a noite (21, 22, 23, 24 e 25/05 - 19h30min).

Estas turmas receberão palestrantes, que são acadêmicos da UNIVILLE, capacitados através do curso de aperfeiçoamento que foram realizados nos meses de março e abril/2007.

Estima-se que, somente nesta semana, 400 pessoas sejam atendidas diretamente com o projeto.

Dados do projeto

ECONOMIA DOMÉSTICA - Administrando as contas da casa III

Coordenadora: Jani Floriano
Participante: Cleide Vieira

Acadêmicos palestrantes:
- Fernando Jaques de Borba - 2º ano de Economia
- Liana Bazzi - 2º ano de Economia
- Elenice Lamin - 2º ano Administração
- Rafael Schroeder - 3º ano de Administração
- Gilviclei Sartotti - 3º ano de Administração
- Joseane Willemann - 2º ano de Administração
- Estela K. Domingos - 3º ano de Administração
- Eduardo Sestrem - 2º ano de Administração

Projeto de Extensão – Economia Doméstica

Abril 3, 2007

O Projeto de Extensão - Economia Doméstica - está na sua terceira versão, sendo coordenado pelas professoras Jani Floriano (Departamento de Economia) e Cleide Vieira (Departamento de Administração).

O objetivo do projeto é conciliar a educação teórica dos alunos de graduação da UNIVILLE com a prática nas comunidades, apresentando instrumentos de Economia Doméstica e sua utilização no dia-a-dia, com o intuito de possibilitar a otimização dos recursos financeiros das famílias.

Dia 24/03/2007, teve início as atividades com o curso de aperfeiçoamento para os alunos de graduação. O curso é oferecido a todos os alunos da UNIVILLE interessados em participar do projeto, com uma carga horária de 20 h/aulas e com direito a certificado. É ministrado aos sábados pela manhã pelas coordenadoras do projeto.

O objetivo é capacitar o aluno para que possa, futuramente, ir às comunidades e repassar as informações. Destaca-se que, como o projeto é financiado pelo Fundo de Apoio a Extensão - FAEX, os alunos e as comunidades recebem essas informações gratuitamente.

As aulas do curso de aperfeiçoamento aconteceram nos dias 24 e 31/03 e estão programados também os dias 14 e 28/04/2007. A partir de maio, os alunos capacitados irão às comunidades, oferecendo assistência educacional sobre o tema.

Profª. M.Sc. Jani Floriano
E-mail: janifloriano@univille.br

Departamento de Economia

É nos pequenos gastos…

Setembro 30, 2006

Nesse mês, como já havia previsto no meu orçamento, tive que pagar algumas taxas para a transferência do meu carro. O lado positivo disso é que terminei de pagá-lo, pois o comprei através de um arrendamento mercantil, conhecido no mercado como leasing. O lado negativo foram os valores das taxas, que no total deram R$ 99,00, aqui em Santa Catarina.

É evidente que também tive outros gastos, como deslocamento, cópias de documentos, etc., mas, nos atemos ao valor das taxas. Depois de ter ido ao Detran-SC, para relaxar da exaustiva fila que havia nessa repartição pública, convidei meu marido para tomarmos um cafezinho e, enquanto degustávamos, fiquei analisando esse pequeno gasto. Nossa conta havia dado apenas R$ 3,00, o que perto das taxas que tinha acabado de pagar não significava muito. Será?

Foi justamente nesse ponto que parei e analisei como é nos pequenos gastos que mais gastamos. Se, todos os dias, entre um intervalo e outro, nos dermos o prazer de tomar um café, um chá ou mesmo um refrigerante, sem perceber, estamos inchando nossas despesas. “Ahhh! Mas o que é um café, no valor de R$ 1,50 por dia?” Parece pouco. Mas, acompanhem meu raciocínio: se todos os dias úteis no mês (22 dias) resolver tomar um café na lanchonete, padaria, etc. e pagar R$ 1,50, ao final do mês terei um gasto de R$ 33,00.

Ainda não parece muito. Mas, considerando que o ano tem 12 meses e que, mesmo que não tome café, mas um refrigerante nos dias mais quentes, ao final do ano terei gasto R$ 396,00. Isso porque não estou considerando os finais de semana, onde, a um pequeno passeio no shopping podemos gastar bem mais do que isso.

Voltando ao meu momento de reflexão entre um gole de café e outro, percebi que as taxas que havia pago eram pequenas perto daquela xícara com o seu precioso líquido preto que se encontrava a minha frente. Bom, nem é necessário comentar que não falei nada ao meu marido, não queria escutar de novo: “lá vem você com esse papo de economista”.

Enfim, deixei de tomar café? Não por isso, mas comecei, com esse simples exercício, a analisar melhor aonde tenho gasto mais. É claro que devemos nos dá o prazer das boas coisas da vida, mas quando o orçamento está apertado, nada melhor do que uma breve análise dos pequenos gastos.

Ps.: Em breve apresentarei algumas opções de aquisição de bens duráveis, como um automóvel, onde veremos sobre o leasing entre outros.

Profª. MSc Jani Floriano

O “ABCDÁRIO” do Supermercado

Setembro 30, 2006

No artigo anterior, havia relatado como foi implantar o controle do orçamento doméstico em casa. Devo lembrá-los que, para dar resultado, todos na família devem estar comprometidos em procurar economizar. Mas, convenhamos, não é tão simples assim, ainda mais quando temos a mídia estimulando ao consumo.

Por isso, algumas atitudes no dia-a-dia são fundamentais para o sucesso e fazer sobrar dinheiro no final do mês. Essa dica que passarei veio de uma amiga, a qual não é economista, mas, como todo brasileiro, aprendeu a economizar com a vivência. Minha amiga, Cleide Vieira, é professora de matemática e estatística na rede municipal de ensino de Joinville e na Univille e, em nossas conversas, discutimos de tudo, desde “aqueles papos de mulher” até sobre algumas dicas de como conseguir guardar dinheiro para investimentos futuros.

Numa dessa conversas, as quais a maioria acontece entre 22h30min e 24h00min, depois do nosso horário de aula, degustando sopa, ela me deu uma dica que uso toda vez que vou ao supermercado. A dica recebeu o nome ABCD, tão simples de gravar e tão eficiente que, até o momento que não havia colocado em prática, não a dava tanta credibilidade.

Consiste em, antes de ir ao supermercado, fazer uma lista de tudo que se precisa e deseja comprar. Acredito que a maioria das pessoas já faz isso, mas com o propósito que não esquecer de nada. Pois bem, antes mesmo de sair de casa para fazer as compras, sente-se confortavelmente e analise a lista de compras, classificando cada item em A, B, C ou D.

A classificação “A” refere-se aos alimentos como arroz, massas, farinha, açúcar, etc… Quanto ao “B” refere-se ao básico, onde entram os produtos de higiene pessoal e produtos de limpeza. Nesses dois primeiros itens fica mais restrito qualquer tipo de corte, podendo somente pesquisar os preços mais em conta.

Entretanto, a classificação “C”, de contornável é aquela em que surgem as maiores dúvidas e divergências, pois para alguns os que são contornáveis pode ser alimento para outros. Um exemplo disso é o iogurte. Por fim, em relação ao “D”, pouco se discute, pois é desnecessário, devendo ser sumariamente cortado, riscado, deletado da lista.

Essa simples dica que a Cleide me deu, ajuda em muito a cortar alguns gastos desnecessários na hora da compra. Ainda que seja pouco, mas é um bom começo para nos educarmos quanto ao controle do orçamento doméstico.

Por isso, não esqueçam: ABCD e tenha ótimas compras. Até o próximo artigo.

Profª. MSc Jani Floriano

Economia Doméstica - O princípio

Setembro 30, 2006

Chegar ao final do mês tendo todas as contas pagas e sobrar um dinheirinho para comprar aquela roupa ou aquele aparelho eletrônico ou ainda fazer uma viagem é o que todos nós mais sonhamos. Entretanto, o que se percebe na sociedade que é poucos privilegiados podem se dar ao luxo de “sobrar salário no final do mês” e não, como a maioria, “sobrar mês no final do salário”.

Diversos argumentos são utilizados para explicar tal fenômeno: os preços estão muito altos, os salários estão muito baixos, as pessoas são consumidoras e não se contentam com o que têm, enfim, desculpas é o que não faltam para explicar porque vivemos, mês após mês, sempre contando os dias para a chegada do próximo salário. Além dessa contagem angustiante, vem sempre a promessa que “nesse mês será diferente!!!”.

Apesar de a formula ser antiga, poucos se dão conta de que é possível sim administrar o salário, afim de que se viva de forma mais adequada ao seu rendimento, controlando as despesas, buscando harmoniosamente conviver com o talão de cheque, cartão de crédito e, conseqüentemente, com o banco.

Tal fórmula vem da época dos nossos avós, bisavós, tataravôs… Anotar tudo o que se ganha e com que se gasta, sendo que o resultado deve ser positivo, ou seja, não gastar mais do que ganha. Bom, devem estar pensando: “Só isso?? Ahhhh não é tão simples assim. Tente administrar contas que não acabam nunca, filhos que exigem todo mês tênis novos, esposas que querem sair para jantar todo final de semana, maridos que gastam com cervejas…”

Felizmente, também tenho família e passo por quase todas essas situações, porque ainda não tenho filhos. Mas, assim que casei, percebi que meu marido não era um bom administrador de contas, apesar de ser professor e trabalhar todos os dias com as vantagens econômicas de se instalar tal programa, ou contratar tal serviço (ele é professor na área de segurança da informação). Confesso que no começo não foi fácil, pois eu tinha batalhado muito para ter o meu salário e não me agradava a idéia de que meu rico dinheirinho fosse gasto de forma displicente, principalmente pela pessoa que mais amo.

Sugeri uma solução simples, concreta e, até agora, eficaz: montamos uma planilha de gastos mensais, onde é anotado tudo o que gastamos, desde as compras de supermercados, as contas fixas da casa (água, luz, telefone…) até mesmo aqueles gastos considerados por muitos insignificantes, como o cafezinho, as saídas ao shopping. É o que chamamos na Economia de Orçamento Doméstico. Claro que se dissesse a ele que iríamos fazer um orçamento doméstico, tenho certeza que escutaria: “lá vêm você com essas coisas de Economistas”, por isso fiz uma abordagem sutil, conversando sobre como isso seria interessante para controlar as contas e tal.

Resultado, há dois anos e meio juntos, estamos com nossas contas controladas, não assumimos dívidas além da nossa capacidade de pagamento e, principalmente, nunca tivemos brigas por falta ou descontrole do dinheiro.

Esse breve depoimento é para mostrar que o Orçamento Doméstico dá resultado quando todos na família estão comprometidos. Agora, devem estar se perguntando, mas como podemos então utilizar essa ferramenta para auxiliar no meu dia-a-dia. É sobre isso que o próximo artigo abordará.

Profª. Jani Floriano

« Página Anterior