Banco do Brasil confirma aquisição da Nossa Caixa
Novembro 20, 2008
Foi confirmada hoje (20) pelo Banco do Brasil a aquisição do Banco Nossa Caixa, que pertencia ao estado de São Paulo. O valor da transação foi de R$ 5,38 bilhões e deve ser pago em 18 parcelas mensais a partir de março de 2009.
As parcelas, calculadas em valores atuais, são de R$ 299,2 milhões e serão corrigidas de acordo com a taxa básica de juros (Selic), nas datas de pagamento.
Em nota, o Banco do Brasil disse que “o valor da operação foi calculado com base em avaliação econômico-financeira elaborada por consultores contratados pelo Banco do Brasil, a qual levou em consideração, entre outras metodologias, as perspectivas de rentabilidade futura e o fluxo de caixa descontado da Nossa Caixa”.
A nota também diz que a operação está sujeita à aprovação da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e dos demais órgãos competentes. Somente em São Paulo, o BB possui 772 agências em 358 municípios. A Nossa Caixa detém 552 agências e 1672 pontos de atendimento, distribuídos em 645 municípios. Com a aquisição, o BB somará 1.324 agências no estado.
Danilo Macedo - Repórter da Agência Brasil
BR anuncia lucro recorde de R$ 1 bilhão em três meses
Novembro 17, 2008
A Petrobras Distribuidora (BR) anunciou hoje lucro líquido recorde de R$ 1,028 bilhão no terceiro trimestre do ano. Essa foi a primeira vez na história da empresa que a cifra chega à casa do bilhão. O resultado do trimestre é 49,2% maior do que o registrado em igual período do ano passado: R$ 689 milhões.
A empresa também fechou o período com recorde nas vendas: 3,459 bilhões de litros de combustíveis. No acumulado de janeiro a setembro, foram vendidos 28,051 bilhões de litros, resultado 13,7% maior do que o mesmo período do ano passado. Em 2007, foram vendidos 33,9 bilhões de litros.
Em nota, a BR informou que o desempenho é resultado do constante aumento do volume de vendas e da manutenção do controle de custos.
Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil
Lucro da Petrobras no trimestre cresce 96% e atinge R$ 10,8 bi
Novembro 11, 2008
O lucro líquido da Petrobras no terceiro trimestre foi 96% superior ao do mesmo período do ano passado, alcançando o montante de R$ 10,852 bilhões.
No acumulado do ano, a empresa obteve lucro líquido de R$ 26 bilhões, resultado 61% superior aos nove primeiros meses de 2007.
Segundo dados divulgados hoje (11), no início da noite, pela Petrobras, tanto o lucro líquido do trimestre, quanto o do acumulado do ano foram recordes.
A empresa afirmou que o resultado reflete o bom desempenho operacional, econômica e financeiro da companhia. Também contribuiu o ganho financeiro líquido de R$ 641 milhões do acumulado do ano.
Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil
Analistas mantêm em 5,23% projeção de crescimento da economia neste ano
Novembro 3, 2008
O crescimento da economia em 2008 deverá ser de 5,23%, mesmo patamar previsto há uma semana pelos analistas de mercado consultados pelo Banco Central. Há quatro semanas, no entanto, a previsão era de que o Produto Interno Bruto - PIB, (a soma de todas as riquezas produzidas durante o ano no país) fecharia 2008 com 5,2% de expansão.
Para 2009, a previsão de crescimento caiu para 3%. Na semana passada, havia sido de 3,1% e, há quatro semanas, de 3,5%. Os dados constam do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central baseada em pesquisa realizada com analistas do mercado financeiro sobre os principais indicadores econômicos.
A produção industrial deve crescer 5,5% neste ano, previsão que vem se repetindo há quatro semanas. Para 2009, a previsão dos analistas é de que será de 3%.
A taxa de juros anual (Selic)deve permanecer em 13,75% até o final do ano. Há uma semana os analistas de mercado estimavam que a Selic fecharia o ano em 14,25% e há quatro semanas, em 14,75%. As principais instituições financeiras consultadas pelo Banco Central prevêem que a taxa de juros feche 2009 em 13,38%, enquanto nas últimas semanas a previsão era de uma Selic de 13,5% ao longo de 2009.
Lourenço Canuto - Repórter da Agência Brasil
Banco Central mantém em 13,75% a taxa básica de juros do mercado
Outubro 29, 2008
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve hoje (29) a taxa básica de juros, a Selic, 13,75%, sem viés. Essa taxa remunera os títulos depositados no Serviço Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e é usada pelo BC como instrumento de controle da inflação.
Quanto mais alta a Selic, mais caro fica o crédito, o que desestimula o consumo de bens e serviços. Quanto a Selic é alta, os bancos preferem comprar títulos do governo, remunerados pela Selic, do que emprestar aos consumidores.
No início deste ano, a Selic estava em 11,25%, permaneceu assim em março, subiu para 11,75% em abril, e na reuniões seguintes do Copom também foi elevada: 12,25% em junho, 13% em julho e 13,75% em setembro. A reunião de hoje foi a penúltima prevista do ano. A última reunião de 2008 está marcada para dezembro.
A taxa de juros fixada pelo Copom é a meta para a Selic e normalmente vigora por todo o período entre reuniões ordinárias do comitê. No entanto, pode ser definido o chamado viés, que permite ao presidente do BC alterar a taxa a qualquer momento entre as reuniões. A última vez que isso aconteceu foi em março de 2003, quando foi estabelecido o viés de alta, ou seja, o presidente do BC podia elevar a Selic.
Fonte: Agência Brasil
Brasil já tem 1 milhão de “empregos verdes” e ainda pode criar mais
Outubro 28, 2008
Brasil tem cerca de 1 milhão de pessoas trabalhando em “empregos verdes” - atividades ambientalmente sustentáveis. Essa é a estimativa do conselheiro principal para desenvolvimento sustentável e mudança climática da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Peter Poschen.
Ele participou da elaboração do relatório “Empregos Verdes: Trabalho decente em um mundo sustentável e com baixas emissões de carbono”, promovido pela OIT e que fala sobre os novos postos de trabalho gerados a partir do combate mundial contra o aquecimento global.
Além dos 500 mil empregos em reciclagem, Poschen estima que existam outros 500 mil em biocombustíveis no Brasil. Mas, segundo ele, o país precisa pensar em criar “empregos verdes” para economizar energia.
“No Brasil há uma situação mista: ele é líder em algumas áreas como biocombustíveis e reciclagem. Mas ainda não há políticas votadas para a geração de empregos nas construções econômicas, ou na preservação da Amazônia, que trazem um bom retorno econômico”, analisa Poschen.
De acordo com o conselheiro da OIT, a energia economizada pelo Brasil com a reciclagem de alumínio seria suficiente para sustentar uma cidade de 1 milhão de habitantes durante um ano.
Contudo, o investimento em lavouras de cana-de-açúcar e em hidrelétricas não vai gerar muitos “empregos verdes”, segundo Poschen.
“As hidrelétricas geram muitos empregos enquanto estão sendo construídas, mas depois não precisa de muita gente na manutenção. E a cana-de-açúcar tem mecanizado cada vez mais o corte”, avalia.
Agência Brasil / Mariana Jungmann
Mantega diz que crédito está sendo revitalizado no país
Outubro 28, 2008
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem (27) que o impacto da crise econômica global no Brasil continua o mesmo, e que a escassez do crédito ainda existe, mas que vem melhorando com as medidas que o governo tem tomado. Segundo ele, o governo já está ativando uma linha de leilões para troca de títulos por dólares, o que dará recursos para os financiamentos das exportações.
Mantega admitiu que o governo está preocupado com os setores agrícola, da construção civil e automobilístico e também com o capital de giro. “A Fazenda e o Banco Central estão trabalhando junto com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal para irrigar o sistema com esse crédito para que ele possa chegar aos consumidores e investidores das empresas que precisam dele”, disse ele, em entrevista após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles..
O ministro reafirmou que o governo não salvará nenhuma empresa, porque esses são assuntos privados, de empresas que ousaram no mercado financeiro futuro, e por isso pagam o preço dessa ousadia, mas que adotará medidas para dar crédito a elas.
“O governo tem obrigação de dar crédito e liquidez a valores de mercado, e é isso que o Banco do Brasil e a Caixa estão fazendo. Não haverá nenhum subsídio, concessão especial. Não vamos absorver o prejuízo de nenhuma empresa. E o governo não está fazendo nenhum favor em estimular o crédito”, disse Mantega.
Segundo o ministro, há medidas que demoram para surtir efeito, porque estão sendo implantadas pela primeira vez. Ele ressaltou que, além da questão do crédito, algumas empresas tiveram problemas operacionais com os derivativos cambiais, como a Aracruz, maior fabricante de celulose de eucalipto do país, que fechou o terceiro trimestre com perda de R$ 1,642 bilhão, depois de registrar lucro líquido de R$ 260,8 milhões no mesmo período de 2007. “Mas há perspectivas de que ela [Aracruz] consiga equacionar seus problemas nos próximos dias. Há outros problemas menores, que estão transcorrendo dentro das condições normais.”
A Sadia e a Votorantim tiveram também prejuízos no terceiro trimestre – a primeira, de R$ 760 milhões, e a segunda, de R$ 586 milhões. Para Mantega, os valores dos derivativos que geraram problemas para as empresas podem ser absorvidos pela economia brasileira sem problemas. “Essas são as três maiores empresas que tiveram tal problema. As demais são menores e muitas vezes têm problemas só de crédito, porque são exportadoras. Elas têm lastro para fazer as operações, apenas precisam de caixa para cobrir a margem do aumento do dólar”.
De acordo com o ministro, não se sabe a dimensão exata do problema, porque uma parte das operações foi feita na BM&F, outras são operações de balcão e outras no exterior, que só são reveladas quando o banco declara. “Estamos perguntando aos bancos qual é o montante dessas operações. Nenhum valor grande foi mencionado até agora. O maior valor até agora é da operação da Aracruz, portanto, é bem absorvido pela economia brasileira.”
Mantega reforçou que não há títulos podres no país, porque não há subprime (sistema de financiamento imobiliário por meio de hipoteca) na economia brasileira. Segundo ele, esses ativos estão todos na economia americana. Aqui existe um problema “diminuto” diante do tamanho da economia do país, que pode ser equacionado sem prejuízos para sua atividade econômica. “Houve de fato uma redução drástica, momentânea, do crédito, mas já há uma recomposição, com os bancos operando com 70%, 80% dos créditos que possuíam antes. Não esquecendo que o crédito vinha crescendo em volume muito grande. Então, tinha uma gordura.”
Para o ministro, o Brasil enfrenta problemas causados pela crise econômica global, porém menores do que os que atingem os países avançados. “Estamos administrando problemas que vêm de fora, de modo a minimizar o impacto que podem provocar na economia brasileira.” Segundo ele, o mercado interno e as instituições financeiras brasileiros são mais sólidos e menos alavancados. Portanto, disse, “o contágio é mais psicológico do que real, diante do desespero com relação à crise. Não podemos deixar que haja esse contágio”.
Agência Brasil / Flávia Albuquerque
Países pobres já estavam marginalizados e ficarão ainda mais com a crise, diz economista
Outubro 27, 2008
Os países pobres já estavam “marginalizados” antes da desestabilização dos mercados internacionais e, na nova conjuntura, ficarão ainda mais – uma vez que se inserem na economia mundial como simples exportadores de matérias primas, com investimentos estrangeiros exatamente na exploração desses recursos.
A avaliação foi feita hoje (27) pelo professor do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Clélio Campolina, ao comentar os reflexos da crise financeira mundial.
“A crise mundial também afetará os países pobres, mas a esperança é que, em uma retomada do sistema – e a gente tem que esperar que ele retome – isso se faça em novos padrões de organização da economia mundial que possam, de certa forma, reconhecer o direito político desses países de ter algum tipo de apoio”.
Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, Campolina reforçou que o alcance da atual crise financeira é maior do que o de qualquer crise precedente, já que a economia mundial está extremamente integrada. O impacto, segundo ele, será generalizado e os efeitos serão em cadeia. De acordo com o especialista, à medida que aumenta o peso do comércio internacional, das relações internacionais e da integração do sistema financeiro internacional, tocar em qualquer um dos “pontos de relevância”, “contamina” o restante do sistema.
Ele negou que a decisão do passado de globalizar a economia mundial possa ser considerada um equívoco e acrescentou que as mudanças tecnológicas da época apontavam para uma integração crescente. Para Campolina, o problema vivenciado pelo neoliberalismo na atualidade é que os grandes países “relaxaram” na atuação do Estado na economia.
“O sistema terá que estabelecer novos mecanismos de regulação mundial e não será mais sob a liderança de um único país, como foi o caso dos Estados Unidos [depois da ] Segunda Guerra Mundial. As forças econômicas que se reconstroem seguramente vão levar à formação de um sistema multipolar de poder, o que é bom porque dá mais estabilidade, mais solidariedade e um pouco mais de cuidado e juízo na tomada de decisões”.
Para o economista, o Brasil será “indiscutivelmente” afetado pela crise, mas ele considera que a atual posição internacional em que se encontra o país é “relativamente confortável”, diante de uma certa estabilidade institucional e política que permite a busca de caminhos “de maneira mais racional”.
“Nossa fonte de US$ 200 bilhões [de reservas internacionais] não é inesgotável, mas os bancos brasileiros estão em uma situação relativamente sólida. Pela perversidade da nossa dívida interna, os bancos brasileiros são, hoje, os grande detentores de títulos da dívida interna – não estão no mercado privado de títulos, o que aconteceu com os bancos norte-americanos e europeus”.
Campolina afirmou que não há um risco exagerado de corrida de estrangeiros tirando dinheiro do Brasil, o dinheiro não tem muito para onde ir. “O outro lado do mundo está pior do que a gente. Os detentores de capitais internacionais vão pensar duas vezes antes de repatriar dinheiro. Como a situação do vizinho é pior do que a nossa, temos uma situação de relativo conforto”.
Agência Brasil / Paula Laboissière
Investimento estrangeiro direto em setembro é o maior para o período desde 1947
Outubro 24, 2008
Lopes, ressaltou que não houve interrupções no investimento estrangeiro direto, mesmo com a crise financeira internacional. “Não houve interrupções nesses fluxos e o que confirma a tese de que para o investimento direto o olhar se volta para o longo prazo”. De acordo com Lopes, o Brasil tem “boas condições” e “um quadro macroeconômico mais estável”, mas ele ressaltou que “evidentemente” é necessário estar atento. “Observar os próximos meses se há algum refluxo nessa modalidade”, afirmou Lopes.
Agência Brasil / Kelly Oliveira
Horário de verão quer aliviar sobrecarga de sistema, mais que economizar
Outubro 20, 2008
O principal objetivo do horário de verão, que começou à meia-noite de sábado (18), não é economizar energia elétrica, mas proporcionar “alívio” no sistema de geração elétrica, garante o secretário-adjunto de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Homrich. Segundo ele, o excesso de consumo - que costuma ocorrer por volta das 20h - faz com que as usinas trabalhem perto do seu limite.
“No horário mais crítico, as pessoas têm o hábito de tomar banho e de ligar aparelhos de grande consumo, como o de ar condicionado. Com o horário de verão, a claridade do sol é mais bem aproveitada nas casas e na iluminação pública, pelo retardamento na ligação da energia”, explica.
Com o horário de verão, os relógios são adiantados em uma hora nos estados das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A economia de energia, de acordo com os cálculos do governo, é em torno de 4% a 5%. Durante esse período, são economizados, por dia, cerca de 2.300 megawatts de um total de 62 mil megawatts consumidos.
O horário de verão foi instituído em 1931, mas vem sendo empregado anualmente desde 1985.
Agência Brasil / Lourenço Canuto

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