A Rede Nacional de Economia

Janeiro 2, 2009

A transição para a sociedade da informação é, sem dúvida, o acontecimento que está revolucionando o século XXI. Não se trata de uma questão meramente tecnológica, como ainda acreditam alguns desavisados, pois o impacto das mudanças está afetando a organização da Economia e da Sociedade.

De acordo com Abraham Sicsu, “o elemento chave da dinâmica econômica da chamada ‘nova economia’ não é simplesmente a informação, ou o conhecimento codificado; depende de um complexo processo de aprendizagem, envolvendo a mobilização, por exemplo, no que se refere ao desenvolvimento, em base local, de um conjunto de atores sociais, a partir de arranjos institucionais para os quais é fundamental a ação das autoridades públicas e Universidades. A mobilização do conhecimento tácito exige a troca e o contato diretos entre os trabalhadores, intelectuais e, portanto, uma concentração espacial dos recursos humanos capazes de interagir, através de redes formais ou informais, articulando conhecimentos e unificando códigos”.

O surgimento de uma “cadeia do conhecimento” abrangendo o conjunto das universidades e outras instituições ligadas à produção científica e tecnológica articulada às atividades produtivas num mesmo espaço geográfico, foi considerado pelos autores do artigo citado como uma tendência necessária às políticas de desenvolvimento regional. Os autores mencionam ainda “a possibilidade de uma cadeia de conhecimento única, onde cada um de seus elos com o setor produtivo cria uma esfera pública setorial, constituída de indivíduos, trabalhadores intelectuais, que interagem num espaço comum de comunicação produtiva, mesclando as lógicas acadêmica, mercantil e pública”.

Certamente a maioria dos nossos colegas economistas, dentro de suas áreas de atuação específicas, utilizam os instrumentos tecnológicos disponíveis, interagindo em redes locais, regionais, nacionais ou internacionais.

Todavia, temas como Capitalismo Financeiro, Políticas Públicas, Desenvolvimento Sustentável e as próprias transformações sócio econômicas geradas pelas TICs, que constituem o macro tema da Economia do Conhecimento, só para citar alguns exemplos, são elos externos às cadeias setoriais, locais ou regionais, mas determinantes para a construção de uma macro “Rede Nacional de Economia” ou um “Centro de Inteligência em Economia Nacional”. Uma rede que pode ampliar as formulações dos seus usuários através da troca de informações com redes específicas locais, setoriais, regionais, nacionais, internacionais.

Ao interagir com as redes, os profissionais têm a chance de estabelecer contatos, parcerias, divulgar, aperfeiçoar ou simplesmente, aprofundar o seu trabalho, potencializando seu conhecimento. Esta é a possibilidade que se abriu com a Economia do Conhecimento. O novo século que se inicia, traz uma mudança inimaginável.

Por outro lado, percebo nos colegas, muita preocupação com a redução da procura pelos cursos de Economia e, por outro lado, a percepção, pelos professores, da necessidade de adequação dos currículos, visto que o setor público, outrora um grande absorvedor de economistas, principalmente, para as atividades de Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas, está passando por uma reestruturação de eficiência, meramente administrativa, onde são priorizadas as técnicas de gestão e controle de resultados de curto prazo.

Enfim, com exceção dos notáveis ou daqueles que exercem funções compatíveis em alguns redutos ainda existentes no setor público ou em instituições de pesquisa públicas ou privadas, ou que já se estabeleceram como consultores, para a grande maioria, a profissão perdeu seu status, na medida em que muitas das atribuições que eram específicas do economista são hoje executadas por profissionais de diferentes áreas.

A proposta da criação de uma Rede Nacional de Economia oferece a possibilidade de valorizar o profissional economista e redefinir o futuro da profissão. A análise econômica é imprescindível para as discussões das políticas públicas ou de investimentos, já que os argumentos técnicos têm sua base de sustentação apenas após o estudo da sua viabilidade econômica. Nós mesmos estamos assistindo frequentemente, pela mídia, debates longuíssimos, desgastantes, que poderiam ser facilmente resolvidos à luz da racionalidade econômica.

Este período de transição para a sociedade da informação pode ser melhor aproveitado por nossa categoria. É preciso lembrar que somos poucos. O número de economistas é bem reduzido se comparado ao de outras profissões. Por isso, poucos economistas participam das discussões das comissões do congresso nacional ou das câmaras legislativas estaduais ou municipais ou mesmo de comitês regionais. Às vezes, economistas aparecem como convidados nestes lugares representando instituições públicas ou como palestrantes.

A oportunidade da troca de argumentos, formulações estratégicas através da rede, certamente funcionará como indutor de algumas adaptações curriculares, à medida que a Rede Nacional de Economia abrir campos para novas áreas de pesquisa mais sintonizadas com as necessidades do mundo real.

O estudante terá a oportunidade de vivenciar situações reais, em contato direto com profissionais atuantes, empresários, líderes de movimentos sociais, que irão lhe proporcionar maiores motivações para definir sua área de atuação. Certamente os estudantes também irão se interessar em ajudar no gerenciamento da rede, que pode vir a ser uma atividade extra curricular.

Uma Rede Nacional de Economia, se bem articulada, pode dar uma enorme projeção à categoria. Fica evidente que uma rede tão abrangente, mesclando as lógicas acadêmica, mercantil e pública, deve estar associada a uma instituição com a credibilidade do Conselho Federal de Economia e dos Conselhos Regionais de Economia.

Talvez os colegas ponderem sobre a complexidade dessa proposta. Concordo plenamente, trata-se de um projeto de grande envergadura. Mas a Economia é uma ciência social, por isso a sua amplitude. Gosto muito da frase que alguns colegas utilizam: “é uma profissão de múltiplas possibilidades”.

Por outro lado, a formação da rede é um trabalho que pode ser iniciado pouco a pouco, com partes de um dos macro temas. Não é necessário ter pressa porque estamos inaugurando uma nova era onde nós todos, querendo ou não, estaremos conectados todo o tempo.

Fonte: Cofecon: Alcione Ribeiro de Castro - Conselheira do CORECON-MG

Senador Sérgio Guerra é o novo relator do projeto de lei do Economista

Novembro 25, 2008

Depois de mais de um mês na Comissão de Educação, Cultura e Esportes (CE) do Senado Federal, o senador Sérgio Guerra (PSDB/PE) foi nomeado relator do PLS 658/07, que altera a Lei 1411/51 para atualizar a regulamentação do exercício da profissão do economista.

Sérgio Guerra é economista formado pela Universidade Católica de Pernambuco e cursou economia internacional na Universidade de Harvard. Com mandato até 2011, o senador foi secretário da Indústria e do Comércio, secretário de Ciência e Tecnologia e secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado de Pernambuco. É o atual presidente nacional do PSDB.

O PLS 658/07 foi apresentado pelo senador Inácio Arruda em novembro de 2007. Foi encaminhado à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) onde recebeu parecer favorável do senador Expedito Júnior (PR/RO) e não foi votado em razão de divergências sobre as emendas apresentadas pelo relator.

No dia 20, o senador Cristovam Buarque (PDT/DF) apresentou à Mesa do Senado Federal dois requerimentos para que fossem ouvidas as comissões de Educação, Cultura e Esportes (CE) e a Assuntos Econômicos (CAE). Os requerimentos foram aprovados no plenário do Senado e o projeto foi enviado à Comissão de Educação onde se encontra desde segunda-feira 21 nas mãos do senador Sérgio Guerra (PSDB/PE).

Renato Alves - Assessor Parlamentar do COFECON

CORECONs elegem seus novos conselheiros

Novembro 3, 2008

A grande maioria dos Conselhos Regionais de Economia realiza hoje (dia 30) as eleições para a renovação de um terço de seus conselheiros. Além dos novos integrantes dos CORECONs - que terão mandato de 2009 a 2011 - serão eleitos também os delegados eleitores que votarão, no dia 1º de dezembro, nos novos conselheiros federais que terão mandato no mesmo período.

Em suas eleições, há alguns CORECONs que realizam uma consulta para a indicação do presidente (que é eleito pelo plenário do Conselho Regional) e de conselheiros federais (que são eleitos na Assembléia de Delegados Eleitores).

Três CORECONs já realizaram suas eleições. Nos estados de Alagoas e Rondônia houve apenas uma chapa inscrita, enquanto no Pará a chapa Modernização em Progresso venceu a chapa Compromisso e Transparência. Nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais a eleição ocorre amanhã. Todos os demais elegem seus novos conselheiros hoje.

Confira as eleições em cada estado:

Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro elege seus novos conselheiros no dia 31. A chapa única é composta por Edson Peterli Guimarães, Gilberto Caputo Santos e Paulo Sergio Souto como conselheiros efetivos; André Luiz Rodrigues Osório, Miguel Antonio Pinho Bruno e Leonardo de Moura Perdigão Pamplona como conselheiros suplentes; e os delegados eleitores José Antonio Lutterbach Soares (titular) e João Manoel Gonçalves Barbosa (suplente). Na consulta para a presidência, os nomes são Paulo Sergio Souto para presidente e Sidney Pascoutto da Rocha como vice.

São Paulo

A eleição ocorre hoje e a chapa única tem Antonio Luiz de Queiroz Silva, João Pedro da Silva, Manuel Enriquez Garcia e Nancy Goreti Gorgulho Chaves Braga como conselheiros efetivos; Cláudio Gonçalves dos Santos, Henrique Coelho Prado, Teruo Hida e Vera Martins da Silva como suplentes; e Waldir Pereira Gomes (titular) e Carlos Roberto de Castro (suplente) como delegados eleitores.

Pernambuco

A chapa única que disputa hoje a eleição é composta por Enildo Meira de Oliveira Junior, Janiza Lima Ribeiro de Albuquerque e Miguel Romualdo de Medeiros como conselheiros efetivos; Ana Paula Amazonas, Geraldo Medeiros de Aguiar e Maria do Socorro Anselmo Silva como suplentes; e como delegados eleitores Enildo Meira de Oliveira Junior (titular) e Maria do Socorro Anselmo Silva (suplente). Na consulta para conselheiro federal, os nomes indicados são Paulo Roberto Magalhães Guedes como efetivo e André Luiz de Miranda Martins como suplente.

Rio Grande do Sul

Outro estado com chapa única e eleições realizadas hoje. Os conselheiros efetivos são Sílvia Horst Campos, Judite Sanson de Bem e Fernando da Silva Ramos Filho; os spulentes são Everton André Batista Lopes, Carlos Alberto da Rosa Abel e Adiló Ângelo Didomênico. Paulo Roberto Lucho (titular) e João Batista Soligo Soares (suplente) são os delegados eleitores.

Bahia

As eleições para o CORECON-BA também contam com chapa única e são realizadas hoje. Os integrantes da chapa são Armando Avena Filho, Maria de Fátima Silveira Ferreira e Paulo Dantas da Costa como conselheiros efetivos; Arthur Nemrod Menezes Guimarães, Carlos Augusto Franco Magalhães e Marcelo José dos Santos como conselheiros suplentes; e Nei Jorge Correia Cardim (efetivo) e Antonio Alberto Machado Pires Valença (suplente) como delegados eleitores.

Paraná

A chapa única que disputa as eleições hoje é composta por Antônio Eduardo Nogueira, Juarez Trevisan, Maria de Fátima Miranda e Vanya Trevisan Marcon Heimoski como conselheiros efetivos; Gilmar Mendes Lourenço, Jackson Teixeira Bittencourt, Luiz Vamberto de Santana e Ronei Marcos Buratti como suplentes; e Carlos Alberto Gandolfo (titular) e Luiz Antonio de Camargo Fayet (suplente) como delegados eleitores. A eleição para a presidência deste CORECON acontecerá no dia 05 de janeiro.

Santa Catarina

As eleições realizadas hoje contam com duas chapas concorrendo. Confira os integrantes:

Chapa 1 - Oxigenar e realizar
Conselheiros efetivos: Adilson Roeber, Paulo de Tarso Alves Guilhon e Rose Irene Souza Neves. Conselheiros suplentes: Carlos Afonso Casagranda, João Rogério Sanson e Ralf Marcos Ehmke. Delegados eleitores: Maximo Porto Seleme (titular) e Ricardo Bayer Battistotti (suplente).

Chapa 2 - União e Trabalho
Conselheiros efetivos: Paulo Roberto Polli Lobo, Paulo Roberto de Jesus, Pedro Moreira Filho. Conselheiros suplentes: Fernanda Cristina B. Pereira Queiroz, Ivoneti da Silva Ramos e Valdesio Benevenutti. Delegados Eleitores: João Henrique da Silva (titular) e Sônia Fortunato Guimarães Aragon (suplente).

Ceará

As eleições desta quinta-feira contam com uma chapa única composta por José Alípio Frota Leitão Neto, Maria Naiula Monteiro Pessoa e José Tarcísio Rodrigues Pinheiro como conselheiros efetivos; Silvana Maria Parente Neiva Santos, Rogério Coutinho Fontenelle e André Martins Laprovitera Teixeira; e Desirée Custódio Mota Gondim (titular) e Zaíra Caldas Oliveira (suplente) como delegadas eleitoras.

A eleição do CORECON-CE conta com uma consulta para indicação de conselheiros federais, sugerindo Suely Salgueiro Chacon como conselheira efetiva e José Sydrião Alencar Junior como suplente. Os conselheiros cearenses no COFECON terminam seu mandato em 2008.

A consulta para a presidência conta com o nome das atuais presidente e vice do CORECON-CE: Desirée Custódio Mota Gondim e Zaíra Caldas Oliveira, respectivamente.

Pará

As eleições do CORECON-PA aconteceram há uma semana, no dia 23 de outubro. A vitória foi da Chapa 1, Modernização em Progresso, composta pelos seguintes integrantes: Ana Maria Souza de Azevedo, Antonio Ximenes Barros e João Tertuliano de Almeida Lins Neto como conselheiros efetivos; André Guilherme Dillon Reis, Luis Carlos Carneiro Pinto e Giselle Arouck Lourenço Tavares como suplentes; e os delegados eleitores Teobaldo Contente Bendelak (titular) e Antonio Walmir Fiock da Silva (suplente).

A chapa vencida era composta por Rosivaldo Batista, Paulo Sérgio Teixeira de Oliveira e Sandra Monteiro Yoldi dos Reis como conselheiros efetivos; Roberto Carlos Quintela de Alcântara, Rui Guilherme Silva dos Santos e Kleber Antonio da Costa como suplentes; e os delegados eleitores Omar Corrêa Mourão Filho e Roberto Carlos Quintela de Alcântara.

Na consulta para a presidência do CORECON, a chapa dos atuais presidente e vice Sergio Roberto Bacury de Lira e Clarice Oliveira Magalhães Alves levou a melhor sobre a de Rosivaldo Batista e Paulo Sérgio Teixeira de Oliveira.

Minas Gerais

Os economistas mineiros elegem amanhã seus representantes no CORECON-MG. A chapa única é composta por José Roberto de Lacerda Santos, Cândido Luiz de Lima Fernandes e Antônio de Pádua Galvão como conselheiros efetivos; Cristiano Ratton Mascarenhas, Aloysio Afonso Rocha Vieira e Lourival Batista de Oliveira Junior como conselheiros suplentes; e Wilson Benício SIqueira (titular) e Jersone Tasso Moreira Silva (suplente) como delegados eleitores.

Distrito Federal

A chapa única que disputa hoje a eleição do CORECON-DF é integrada por José Luiz Pagnussat, Jusçânio Umbelino de Souza e Humberto Vendelino Richter como conselheiros efetivos; Érton Birk Teixeira, Diones Alves Cerqueira e Ronalde Silva Lins como suplentes; Miguel Rendy como conselheiro suplente com mandato de um ano (2009), preenchendo uma vaga aberta; e Mário Sérgio Fernandez Sallorenzo (titular) e José Luiz Pagnussat (suplente) como delegados eleitores.

Alagoas

A eleição do CORECON-AL, realizada sob a supervisão do COFECON, foi realizada no dia 24 de outubro. A chapa eleita, que era a única disputando o pleito, renova os três terços de conselheiros regionais.

O 1º terço, com mandato de 2009 a 2011, é composto por Denivaldo Targino da Rocha, José Clailton Moreira Fernandes e Luiz de Cerqueira Cotrim como conselheiros efetivos; e Marcos Antonio Moreira Calheiros, Luiz Omena Filho e Paulo Prazeres Ramalho de Castro como cnselheiros suplentes.

O 2º terço tem mandato em 2009 e 2010 e seus integrantes são Gilda Santana de Souza Targino da Rocha, Laudeny Fábio Barbosa Leão e Laurentino da Rocha Veiga como conselheiros efetivos; e Márcia Núbia Barbosa Lopes, Marcello Lourenço de Oliveira e José Helder Pessoa Nunes como conselheiros suplentes.

O 3º terço tem mandato somente em 2009 e será o terço renovado por ocasião das eleições do próximo ano. Maurílio Procópio Gomes, Cleydner Marques Magalhães Maurício e Mário Vieira de Almeida são os conselheiros efetivos, enquanto Roberto Soares Acioli, Alda Maria Quintiliano de Moura e José Gomes Filho são os suplentes.

Os delegados eleitores do CORECON-AL são Cláudio Jorge Barbosa de Melo (titular) e Hermann Braga de Lyra Junior (suplente).

Amazonas/Roraima

Uma única chapa disputa as eleições hoje, tendo como conselheiros efetivos Erivaldo Lopes do Vale, Edson Nogueira Fernandes Junior e Daniel Azevedo da Silva; como conselheiros suplentes Lourival Litaiss Praia, Karina Eline de Melo Martins e Silas da Rocha Moraes; e como delegados eleitores Erivaldo Lopes do Vale (titular) e Arlene Gomes de Souza (suplente).

Mato Grosso

A chapa única que disputa as eleições hoje é composta pelos conselheiros efetivos Moacy Lopes Soares, Oscemário Forte Daltro e Rosbeck Bucair; pelos conselheiros suplentes Grassi de Oliveira, Adriano Castro C. de Sá e Edsantos S. S. de Amorim; e pelos delegados eleitores Aurelino Levy Dias de Campos (titular) e Joao Eduardo de Resende (suplente). Na consulta para presidente, a chapa é composta pelos atuais presidente e vice-presidente Aurelino Levy Dias de Campos e Reginaldo Conceição Amorim.

Maranhão

Uma única chapa disputa as eleições realizadas hoje no CORECON-MA. Os componentes são Antonio Oscar Pereira Filho, Carlos Alberto Maranhão e Heloizo Jerônimo Leite como conselheiros efetivos; Almir Bruno Jacintho Tavares, Maria Lúcia da Silva Pereira e Valeska Rogéria Vieira Trinta como conselheiros suplentes; e Antonio Oscar Pereira Filho (titular) e Clodomir Cunha Ladeira (suplente) como delegados eleitores.

Sergipe

O CORECON-SE, que realiza hoje suas eleições, é um dos poucos que conta com mais de uma chapa inscrita. Além disso, este Regional também realiza consulta para a indicação de conselheiros federais e para a presidência do mesmo. Confira os integrantes das duas chapas:

Chapa 1 - Pela valorização do Economista
Conselheiros efetivos: Bárbara Cecília Machado Fontes de Souza, Bruno Setton Gonçalves e Marco Antonio Jorge. Conselheiros suplentes: Antonio César de Santana, Clézia de Souza Santos, Eduardo Alves Bastos. Conselheiros federais: Rosalvo Ferreira Santos (efetivo) e Maria Geovânia Lima Manos (suplente). Delegados eleitores: Marcos Vinícios Nascimento G. Castañeda (titular) e Wagner Barreto Soares (suplente). Presidente: Marco Antonio Jorge. Vice-Presidente: Bruno Setton Gonçalves.

Chapa 2 - Celso Dantas de Araújo
Conselheiros efetivos: Betânia da Costa Leite, Hermany Machado Ferreira e Elisabete Silveira Sobral. Conselheiros suplentes: Antonio Carlos Borges Freire, José Augusto Freire e Lion Rodrigues Schuster. Conselheiros federais: Lion Rodrigues Schuster (efetivo) e Carlos Sales Cardoso (suplente). Delegados eleitores: Lion Rodrigues Schuster (titular) e Carlos Sales Cardoso (suplente). Presidente: José Carlos vieira de Souza. Vice-Presidente: Hermany Machado Ferreira.

Espírito Santo

Uma única chapa disputa as eleições de hoje. Ela é composta por Paulo Cesar Brusqui de Almeida, Marcos Adolfo Ribeiro Ferrari e José Emílio Zambom da Silva como conselheiros efetivos; Mario Rodrigues de Vasconcelos Netto, Carime Jabour de França e Sebastião Demuner como conselheiros suplentes; e Sebastião José Balarini (titular) e José Emílio Zambom da Silva (suplente) como delegados eleitores. Há també uma consulta para o preenchimento da vaga de conselheiro suplente do COFECON pelo estado do Espírito Santo. A integrante da chapa nesta consulta é Martha Elizabeth Ferreira.

Goiás

Duas chapas disputam as eleições realizadas hoje. Confira os integrantes:

Chapa CORECON Pra Frente
Conselheiros efetivos: Alexandre Alberto Guerra do Nascimento, Eber Vaz e João de Alcântara Lopes. Conselheiros suplentes: Edson Júnior Santana, Flavio Dantas Santos e Wilson Costa Ferreira. Delegados eleitores: Marcus Moreschi de Faria (titular) e Gesmar José Vieira (suplente).

Chapa Inovação - Em Busca do Reconhecimento
Conselheiros efetivos: Alén Rodrigues Oliveira, Everaldo Leite da Silva e Fábio Cardoso da Silva. Conselheiros suplentes: Hirley Alves Marques, Maria Olina Gomes e Mônica de Souza. Delegados eleitores: Alén Rodrigues de Oliveira (titular) e Fábio Cardoso da Silva (suplente).

Rio Grande do Norte

A única chapa inscrita para as eleições de hoje é composta por Airton Soares Costa, Carlos Roberto Ávila Barbosa e Maria do Socorro Araújo de M. Dantas como conselheiros efetivos; Francisca Elionete de Lima, Gilsemberg Gurgel Pinheiro e Maria Ivaneide Alves de Barros como conselheiros suplentes; e Leide Maria Pimenta Fagundes (titular) e Rosangela dos Santos Alves Pequeno (suplente) como delegadas eleitoras.

O CORECON-RN realiza também uma consulta para a indicação de conselheiros federais pelo estado. Os nomes indicados pela chapa são Fabíola Andréa Leite de Paula como conselheira efetiva e Carlos Roberto Ávila Barbosa como suplente.

Mato Grosso do Sul

Uma única chapa disputa as eleições para a renovação do terço do CORECON-MS. Ela tem Lídia Maria Lopes Rodrigues Ribas, Thales de Souza Campos e Cláudio George Mendonça como conselheiros efetivos; e Ronan Xavier Machado, Cid Isidoro Demarco Martins e Wagner Bertoli. Os delegados eleitores são Jorge Tadeu de Barros Veneza (titular) e Volmir Meneguzzo (suplente).

Paraíba

A chapa única que disputa as eleições realizadas hoje tem Diomedes Teixeira de Carvalho, Rafael Bernardino de Sousa e Alexandre Lyra Martins como conselheiros efetivos; Agostinho de Paiva Filho, Antônio Nicácio da Silva e Roberta Trindade Martins Lira como suplentes; e Celso Pinto Mangueira (titular) e Maria Janete de Melo Pereira (suplente) como delegados eleitores.

Piauí

O estado do Piauí também conta com uma única chapa disputando as eleições hoje. Nela, os conselheiros efetivos são Francisco Celestino de Sousa, Francisco Coutinho de Aguiar e Paulo Lucienio Barros Luz; os suplentes são Clovis Francisco Ribeiro Raulino, José Higino dos Reis Santana e Silva e Luiz Carlos Silva; e os delegados eleitores são Paulo José Santos do Nascimento e Moacyr Ferraz do Lago.

Acre

As eleições disputadas hoje contam com duas chapas inscritas. Confira os integrantes de cada uma delas:

Chapa “Professor Mario Lima”
Conselheiros efetivos: Mauro Renato Alves Salomão, Dilermando Leandro Martins e Solange Maria Chalub Bandeira Teixeira. Conselheiros suplentes: Susi Maria de Oliveira, José da Conceição da Silva Braga e Elias Mansour Macedo. Delegados eleitores: Idelbrando da Rocha Menezes (titular) e Nilson Afonso da Silva (suplente).

Chapa “Renovação”
Conselheiros efetivos: José Idalécio de Souza Galvão, Franklin Roosevelt V. de Paiva e Gerson Euclides Aguirre de Souza. Conselheiros suplentes: Amanda de Jesus Moraes Bezerra, Marinete Felix de Moura e Adablerto Carvalho Pinheiro. Delegados eleitores: Alessandro Callil de Castro (titular) e Carlos Roberto Martins da Silva.

Rondônia

As eleições no estado de Rondônia aconteceram no último dia 23 de outubro. Juntamente com o CORECON-PA, este Regional foi o primeiro a realizar suas eleições neste ano. A chapa eleita era também a única na disputa. Carlos André Barbosa de Jesus, Julio Cezar Ramos Nogueira e Maria Valdecy Caminha Benicasa são os novos conselheiros efetivos do CORECON-RO; Omar Miguel da Cunha, Fernando Henrique Neves de Souza e Linhares Lounieres de Aragão são os suplentes; e os delegados eleitores são Francisco Aroldo Vasconcelos de Oliveira (titular) e Liduíno Cunha (suplente).

Tocantins

As eleições de hoje contam com uma única chapa, composta por Claudiney Henrique Leal da Cunha, Maria do Socorro Erculano de Lima e Marlon José de Carvalho como conselheiros efetivos; Alessandra Pires Gonçalves Varoni, Rosinei Nunes de Sousa Alves, Lázaro Gomes de Sousa como conselheiros suplentes; além de Juscelino Thomaz Soares (titular) e Wagner Borges (suplente) como delegados eleitores.

Amapá

O CORECON mais jovem do país também realiza suas eleições hoje com uma única chapa. Nela os conselheiros efetivos são Vitor Barros da Silva, Waldir Garcia de Oliveira e José Iguarassu Bezerra Monteiro; os suplentes são Denise do Socorro de Sousa Lima, Gilber Reis Lobato e Claudio Bahia da Silva; e os delegados eleitores são Luiz Afonso Mira Picanço (titular) e Claudio Bahia da Silva (suplente).

O CORECON-AP também realiza uma consulta para a indicação de conselheiros federais. Os nomes propostos pela chapa única são Luiz Afonso Mira Picanço (efetivo) e Claudio Bahia da Silva (suplente).
Fonte: Manoel Castanho - Jornalista do COFECON

Paul Krugman - Prêmio Nobel de Economia

Outubro 13, 2008

O economista norte-americano Paul Krugman, de 55 anos, foi anunciado hoje pela Real Academia Sueca de Ciências como ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2008, “por suas análises sobre modelos de comércio e localização da atividade econômica”. Krugman é professor da Universidade de Princeton e colunista do jornal The New York Times. Escreveu o livro “A Desintegração Americana - EUA Perdem o Rumo no Século XXI”. Além disso, ganhou a medalha John Bates Clark, outorgada pela American Economic Association, em 1991, e o Prêmio Príncipe de Astúrias de Ciências Sociais, em 2004.

Krugman graduou-se em economia pela Universidade Yale e doutorou-se no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Escreveu mais de 200 artigos e vinte livros, alguns acadêmicos e outros escritos para o público leigo. Seu livro “International Economics: Theory and Policy” é usado como livro-texto para o estudo de economia internacional. Outros livros publicados por ele foram “The Conscience of a Liberal”, “Microeconomics” e “Economics”, estes dois últimos juntamente com Robin Wells.

O novo ganhador do Prêmio Nobel é também um grande crítico do governo de George W. Bush, tanto pela política interna quanto pela externa, e escreve suas críticas em sua coluna do The New York Times. É geralmente considerado um keynesiano.

Krugman esteve no Brasil em julho, participando de seminários. Em entrevista concedida à Folha de São Paulo na época, falou que o Brasil deveria ser o grande líder dos países emergentes nesta crise financeira (clique aqui para ler a entrevista).

A entrega do Prêmio Nobel de Economia acontecerá no dia 10 de dezembro, na Suécia.

O Prêmio Nobel

O Prêmio Nobel foi criado em 27 de novembro 1895, no testamento de Alfred Nobel, cientista sueco que ficou muito rico com a invenção da dinamite. As áreas premiadas eram: Física, Química, Medicina ou Psicologia, Literatura e Paz. Os prêmios começaram a ser entregues em 1901.

Em respeito ao testamento de Alfred Nobel, nenhuma outra área de atuação é acrescentada nas premiações. A única exceção foi a Economia. Isso porque em 1968 o banco sueco Sverige Riksbank, comemorando seu tricentenário, instituiu o “Prêmio Sverige Riksbank de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel”, patrocinado pelo próprio banco. Por esta diferença, ele não leva o nome de “Prêmio Nobel” em sua nomenclatura oficial, mas é anunciado e entregue juntamente com os outros Prêmios Nobel, além de ser escolhido pela Real Academia Sueca de Ciências.

O primeiro Prêmio Nobel de Economia foi entregue em 1969 para o norueguês Ragnar Frisch e para o holandês Jan Tinbergen. Nesta área, a maioria dos premiados são norte-americanos (alguns deles naturalizados). Outra curiosidade: o mais velho ganhador de um Prêmio Nobel foi o economista Leonid Hurwicz (nascido na Rússia, naturalizado norte-americano), aos 90 anos, em 2007. Economia é também a única área em que nenhuma mulher ganhou o prêmio Nobel.

Fonte: Manoel Castanho - Jornalista do COFECON

Entrevista: Delfim Netto avalia a evolução econômica do Brasil e como o economista deve ajudar no crescimento do País

Setembro 2, 2008

O economista, ex-ministro e professor Delfim Netto concedeu uma entrevista exclusiva ao Blog O Economista durante sua passagem por Joinville (SC), em evento realizado na Sociesc/FGV, em agosto, para debater junto aos estudantes e empresários da principal economia catarinense os aspectos macroeconômicos que afetam o crescimento do Brasil. Delfim possui uma carreira longa – com muitos erros e acertos – que o define como um dos principais economistas e políticos ainda em atividade.

Na entrevista, ele comenta sobre os caminhos adotados por FHC na busca pela estabilidade monetária, os desafios de Lula, estratégias para uma política monetária mais atraente, entraves para o crescimento interno, dificuldades que se antepõem ao aumento da oferta de energia e, por fim, a valorização do profissional economista. Delfim destaca que o atual economista não deve gastar seu tempo explicando porque o Brasil não pode crescer. O profissional deve trabalhar mais e ajudar a criar as condições para o desenvolvimento. Confira na íntegra a entrevista:

O Economista – Qual é a diferença entre o crescimento econômico dos governos Lula e FHC ?

Delfim Netto – O crescimento econômico nunca foi prioridade nos dois governos FHC. Claramente no primeiro mandato (1994/98) toda a ênfase da política econômica foi dedicada à estabilidade monetária, o que não seria um mal, propriamente. Era importante preservar os resultados do plano Real no combate à inflação, alcançados no governo anterior do presidente Itamar Franco. Isso dependia primordialmente de um forte ajuste fiscal, absolutamente necessário como complemento do esforço de estabilização até então bem sucedido. O governo FHC mostrou desde o início, no entanto, que não estava preparado para enfrentar tal desconforto. Preferiu o caminho do endividamento fácil, oferecendo taxas de juros extremamente generosas para atrair capital externo, praticamente garantindo um retorno mínimo anual de 20% reais, em dólares!

As conseqüências todos conhecem: de 1994 a 1998 houve um enorme ingresso de recursos externos (uma boa parte de capital vagabundo disponível no mundo) que produziu uma supervalorização cambial na relação real/dólar, barateando as importações e ajudando a segurar a taxa de inflação, o que vinha de encontro ao desejo da autoridade monetária. Atendia, na verdade, ao objetivo político de FHC de pleitear a reeleição, usando a bandeira da estabilidade (o combate à “carestia”), no que teve pleno sucesso. Com a inflação sob controle, custo de vida estável, recebeu apoio popular e da mídia suficiente para aprovar no Congresso a emenda constitucional que introduziu a reeleição, da qual ele foi o primeiro beneficiário.

A tragédia da política estava no outro lado da moeda: os altos juros internos privilegiaram os investimentos financeiros, derrubaram a taxa de câmbio (com uma absurda sobrevalorização do Real) e esfriaram os investimentos no setor produtivo, especialmente nos segmentos da indústria mais voltados para as exportações. O crescimento da economia começou a murchar, as exportações se inviabilizaram graças ao câmbio sobre valorizado e rapidamente apareceu um déficit nas contas externas do país.

O governo FHC enveredou pelo aparentemente mais cômodo mas, na verdade, o pior dos caminhos: o endividamento externo para financiar o déficit em contas-correntes. Em quatro anos o país havia acumulado uma dívida de 186 bilhões de dólares. No período, as exportações brasileiras cresciam a um ritmo de 3% ao ano, enquanto a dívida crescia a uma média anual superior a 6%. Não era preciso conhecer física quântica para concluir que o Brasil ía quebrar e foi o que aconteceu em 1998. Estávamos às vésperas do pleito que iria reeleger FHC.

Para evitar o “défault” brasileiro que produziria grande perturbação nas eleições (num Continente já perturbado na ocasião), o presidente norte americano Bill Clinton providenciou junto ao FMI um empréstimo de 40 bilhões de dólares e as eleições se realizaram em calma. Os brasileiros que reelegeram FHC só tomaram consciência da tragédia dois mêses depois, em janeiro de 1999, quando o Real se desvalorizou da noite para o dia, o regime cambial mudou e a taxa de câmbio flutuou para uma relação em torno de R$ 3,00/$ 1,00 dólar americano.

Nos primeiros momentos do segundo mandato de FHC a economia ensaiou uma tênue recuperação, mas em 2001 aconteceu o desastre do “apagão” energético, fruto do abandono do planejamento público e do descaso com os investimentos na infraestrutura, especialmente na hidroeletricidade. O governo se declarou “surpreso” e tentou uma reação investindo na construção de termelétricas, o que amenizou um pouco a carência de energia, mas aumentou a sujeira ambiental.

O resumo da “octaetéride” fernandista em termos de desenvolvimento foi infelizmente um crescimento pífio do PIB nacional e uma queda na taxa de crescimento per capita para menos de 1% anuais. De positivo, no período, as privatizações nos setores da telefonia e siderúrgico/mineral. A conquista da estabilidade da moeda, um êxito inegável, deixou desnecessariamente um saldo negativo pesado no setor externo, destruiu uma parte do setor exportador brasileiro e penalizou barbaramente a agropecuária que sofreu uma drenagem violenta de recursos em favor dos consumidores urbanos.

Governo Lula

O governo Lula começou em 2002 tendo que enfrentar logo nos primeiros meses uma recidiva da inflação, insuflada pelos adversários durante a campanha eleitoral com o mote “o Brasil vai se tornar uma Argentina!” e ajudada pela excitação que tomou conta do mercado financeiro onde uma boa parte dos “investidores” e analistas não escondia suas simpatias tucanas.

O Ministério da Fazenda e o Banco Central radicalizaram as políticas monetária e fiscal elevando a taxa de juros e aumentando a projeção do “superávit”. Em seis meses as taxas da inflação cederam, os mercados se acalmaram e o governo Lula pode se dedicar aos programas sociais, de combate à fome, bolsa-escola e bolsa-família que formavam o núcleo de suas promessas eleitorais sintetizadas no objetivo de contribuir para a maior igualdade de oportunidades e melhorar a distribuição da renda.

O ponto de inflexão da política em relação ao período anterior foi, contudo, a mudança da agenda governamental que passou a priorizar o desenvolvimento econômico, mediante estímulos ao setor produtivo privado. Uma demonstração prática importante foi dada pela convocação do setor privado para iniciar a reconstrução da infra-estrutura física do país, com a realização dos leilões de concessão rodoviária que atraíram um número expressivo de empresas nacionais e do exterior; em seguida a decisão de também entregar ao setor privado a recuperação da matriz energética, realizando os leilões para construção e exploração das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, no rio Madeira.

O Economista - Um plano como o PAC seria a forma ideal de tratar a questão do crescimento em um país como o Brasil?

Delfim Netto – Pode não ser a forma ideal, mas a listagem dos projetos serve para informar a sociedade das intenções do governo no que se refere aos investimentos na infra-estrutura e para transmitir certa orientação aos empresários sobre os setores que serão incentivados e, portanto receberão atenção prioritária do setor público. Ajuda no próprio planejamento da administração e vem funcionando como estímulo aos empresários, até um pouco acima do esperado.

Pode ter sido inicialmente o produto da intuição do Presidente Lula, mas o que se constata é que as ações de seu governo trouxeram de volta o ânimo empreendedor, despertando o que se costuma chamar de “espírito selvagem” do empresário para correr os riscos do investimento. O fato é que a economia brasileira voltou a crescer de forma robusta, como não acontecia há 20 anos, como preconiza o PAC.

O Economista – O câmbio, com o dólar desvalorizado, pode complicar o crescimento?

Delfim Netto –O problema não é a desvalorização do dólar que se reflete, como num espelho, na valorização das demais moedas do mundo. O nosso problema é a valorização excessiva do Real, produzida pela política monetária do Banco Central que se caracteriza pela manutenção de altas taxas de juro, as maiores do mundo, já há vários anos! A diferença da taxa de juros brasileira com as taxas praticadas no mercado internacional atrai aplicações especulativas que proporcionam altos rendimentos praticamente sem riscos. O ingresso desses capitais em grande volume, que não têm nenhum compromisso com o setor produtivo brasileiro, produz um forte desequilíbrio no câmbio, mantendo uma taxa favorável às importações e absolutamente desfavorável (em muitos casos impeditiva) às nossas exportações!

São absolutamente inconsistentes as justificativas que o Conselho de Política Monetária do BC divulga como fundamentos de suas decisões para a elevação da taxa juros como a forma eficaz de garantir o cumprimento das metas de inflação. Há uma força estranha que faz com que se repita o mesmo expediente de recorrer à valorização da taxa de câmbio como instrumento de combate à inflação. Ele foi usado com certa freqüência nos últimos 20 anos, retardando a expansão das nossas exportações e causando enormes prejuízos ao setor industrial brasileiro. Menos mal que depois de muito esforço o Ministério do Desenvolvimento conseguiu emplacar algumas medidas de caráter fiscal e tributário que poderão ajudar o esforço exportador.

O Economista – Como o Brasil pode superar dois entraves de crescimento interno: a oferta de energia e o déficit em contas correntes?

Delfim Netto – O senhor levanta os dois problemas que decidem se o crescimento brasileiro é sustentável. No primeiro caso, nós tivemos o exemplo do “apagão” energético de 2001 que liquidou com a possibilidade de crescimento no restante do mandato de FHC. Já no governo Lula, a demora na definição dos investimentos para recuperar a matriz energética acendeu uma luz amarela, mas a partir de 2006 os reservatórios das hidrelétricas voltaram aos índices de segurança e os novos projetos finalmente foram autorizados. Neste capítulo creio que o risco foi afastado e se pode prever que não teremos problemas de oferta da hidroenergia. O mesmo se verifica em relação ao petróleo, dado que as descobertas recentes no pré-sal e os investimentos em curso para o fornecimento do etanol e demais fontes alternativas garantem a oferta segura pelos próximos vinte a vinte e cinco anos.

Quanto à conta-corrente a situação é atualmente tranqüila: com todos os erros que mantém o câmbio fora do seu ponto de equilíbrio, o Brasil acumulou um volume de reservas que poderá ser usado para enfrentar turbulências nos mercados financeiros ou perda de dinamismo nas exportações. No médio prazo dá para enfrentar problemas de mediana dificuldade, mas este é um campo em que nós já apanhamos muito por deixar tencionar a corda. Significa que num dado momento não muito distante de hoje a política monetária terá que ser tratada com mais inteligência: significa, sim, baixar a nossa taxa de juros de modo a aproximá-la dos níveis mundiais, permitindo ao câmbio procurar a taxa de equilíbrio que desobstrua as exportações e, principalmente, estimule a retomada dos investimentos para expandir o nosso comércio exterior.

O Brasil não precisa praticar taxas de juros tão escandalosamente superiores às de seus parceiros comerciais, que hoje estão em torno de 2% ou 3% ao ano em termos reais (e não são poucos os que operam com taxa negativa)!

O Economista – Como o profissional economista se insere nesse novo panorama nacional e mundial de constantes mudanças na economia?

Delfim Netto – A função do economista no Brasil deve ser ajudar a remover as dificuldades que tolhem o crescimento. O economista não deve gastar seu tempo explicando porque o Brasil não pode crescer. Qualquer um pode fazer isso. Então, para mim, o que justifica a profissão do economista é que ela pode ajudar realmente a criar as condições para o desenvolvimento.

Luciano Coutinho recebe prêmio Economista do Ano 2008

Agosto 25, 2008

O economista Luciano Coutinho, atual presidente do BNDES, recebeu no dia 18 de agosto o Prêmio Economista do Ano 2008, outorgado pela Ordem dos Economistas do Brasil. A eleição fora feita por todos os economistas inscritos na OEB e inscritos e associados às principais entidades representativas da categoria de São Paulo e de todo o Brasil.

O Prêmio Economista do Ano é um programa perene de reconhecimento dos profissionais de economia e de suas contribuições para a construção de um país mais próximo de um estado de Bem-Estar, mais eficiente em seus processos econômicos e produtivos, mais próspero e mais justo para com todos os seus cidadãos.

Luciano Coutinho soma-se a uma galeria que ostenta os maiores nomes da Economia brasileira contemporânea: Celso Furtado, Mário Henrique Simonsen, Roberto de Oliveira Campos, Delfim Netto, nomes já consagrados pelas história, aos quais se somaram os da nova geração, como Gustavo Franco, José Roberto Mendonça de Barros, Aloísio Mercadante Oliva, Pérsio Arida, Armínio Fraga, Eduardo Giannetti da Fonseca, Alexandre Scheinkman, André Lara Resende e Edmar Bacha.

Luciano Coutinho, um dos mais importantes economistas do Brasil

O premiado deste ano é um dos mais importantes e destacados economistas do Brasil. Sua carreira sempre primou pela busca dos melhores caminhos para o desenvolvimento, para o crescimento, prosperidade e justiça na distribuição da riqueza dos brasileiros.

Luciano Coutinho é doutor em Economia pela Universidade de Cornell (EUA) e professor convidado da Universidade de Campinas (Unicamp). Especialista em economia industrial e internacional, escreveu e foi organizador de vários livros além de ter extensa produção de artigos, publicados no Brasil e no exterior. Nascido em Pernambuco, Coutinho é bacharel em Economia pela Universidade de São Paulo. É Mestre em Economia pelo Instituto de Pesquisas Econômicas da USP e foi professor visitante nas Universidades de São Paulo, de Paris XIII, do Texas e do Instituto Ortega y Gasset, além de professor titular na Unicamp. Coutinho foi presidente do Conselho Regional de Economia-Corecon-SP, nos anos de 1984, 1985 e 1990.

Fonte: Sergio Storti - Assessor de Comunicação do COFECON

Hora de praticar

Agosto 21, 2008

Mais difícil do que ler as teorias econômicas é botar na prática os ensinamentos acadêmicos. O Departamento de Economia da Univille (www.univille.br) realiza no sábado, 23 de agosto, uma Gincana de Economia, que dará aos estudantes de Ciências Econômicas e Gestão Financeira a possibilidade de vivenciar decisões econômicas em tempo real.O evento consiste na disputa em duplas, no qual os jogadores deverão encontrar soluções de problemas econômicos, através do “Jogo da Economia Brasileira” (on-line).

Nas partidas, o adversário lança na tela do concorrente, situações a serem dominadas como: “aumento da taxa de juros”, “inflação”, “valorização da moeda”, entre outras. A equipe vencedora do 1º lugar participará da 6º Gincana Brasileira de Economia, realizada pelo CORECON/SP. Os 2º e 3º colocados receberão livros de economia. As inscrições encerram hoje, 21 de agosto, e podem ser feitas gratuitamente no departamento do curso de Ciências Econômicas.Para mais informações - economia@univille.br

Mercado aberto para economistas

Agosto 18, 2008

O mercado de trabalho para o economista está em constante evolução e o acadêmico de economia pode conquistar um lugar de destaque, além de boas remunerações em qualquer lugar do mundo. A afirmação partiu do professor e ex-vice-reitor da Universidade da Região de Joinville (Univille), o economista Wilmar Anderle, em palestra realizada na quinta-feira (14), no anfiteatro II da Instituição, em comemoração ao dia do economista festejado no dia 13 de agosto.

Anderle comentou que profissionais de economia estão sendo requisitados nos mais diversos setores, desde empresas financeiras ao serviço público, mas para isso precisa estar capacitado. “Estamos vivendo o momento mais próspero da economia mundial”, destaca o economista. De todos os executivos em atividade no Brasil, 11% são economistas. Convém citar que os salários dos executivos brasileiros estão entre as melhores remunerações do mundo, segundo a revista Exame. A economia é muito dinâmica e necessita de profissionais aptos ao novo cenário mundial, que necessita de inteligência e habilidade para interpretar situações. Assim, o professor provoca os estudantes a enxergarem as tendências e se atualizarem, já que Joinville figura entre as principais cidades do País e o desenvolvimento pessoal depende de cada um.

Confraternização

Após a palestra, estudantes e professores que fazem parte do Departamento de Economia da Univille participaram de um coquetel para integrar e comemorar a data especial para os economistas. O evento foi realizado no Mr. Abass Grill e Gastronomia, dentro do próprio campus.

Os economistas perdem Jamil Zantut, um dos construtores da profissão no Brasil

Julho 22, 2008

jamil.jpgFaleceu no dia 18 de julho de 2008 Jamil Zantut. O Dr. Jamil, como os seus amigos o tratavam, foi um dos maiores nomes da história da profissão no Brasil, economista que ficará para sempre registrado como um verdadeiro ícone da categoria.

Jamil Zantut atuou por 20 anos no Conselho Federal de Economia, tendo sido presidente entre 1974 e 1979. Além disso, foi seis vezes presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo e exerceu a presidência e vice e outros cargos na Ordem dos Economistas do Brasil e Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo.

“Ele participou de um pequeno grupo, aquele de Milton Improta, Eugênio Lefevre, o Ubirajara Dib Zogaib, o José da Costa Boucinhas, personagens históricos que foram na verdade os criadores da regulamentação da profissão no Brasil”, como disse a seu respeito o Prof. Delfim Netto, que assim o homenageou: “Essa foi uma batalha muito dura, e eles a venceram, ali por 1946, 1947, quando se criou o Curso de Economia em nível superior, e quando se alterou o curso de contabilidade. Acho que se deve a eles, realmente, a profissão. Eles lutaram para criá-la, e mais, para criar o espaço para a profissão. Foi um processo de criação, no qual o Jamil teve um papel muito importante”.

Economista, contador, administrador de empresas, Jamil Zantut formou-se também em Direito. Ocupou cargos em diversas áreas da Economia, Administração e Agricultura. Foi Diretor Financeiro da CMTC- Companhia Municipal de Transportes Coletivos de São Paulo, Diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos, membro do Conselho Administrativo do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público do Estado, e Vice-Presidente do Tribunal Regional do Trabalho, 2ª. Região.

Fonte: Assessoria de Comunicação do COFECON

Falências abrem campo para economistas

Junho 27, 2008

Celso Zipf sozinho

Se administrar uma nova empresa é difícil, assumir uma com pendências judiciais, em processo falimentar e sem crédito é tarefa para heróis. Ou melhor, síndicos de massa falida. Por pior que possa parecer, esse é um campo de trabalho para economistas e dos mais atraentes, podendo gerar boas remunerações e experiências. A dica é dada pelo economista e atual administrador da massa falida da Sulfabril, Celso Zipf.

Zipf comenta que os campos formais para economistas estão mais restritos, mas na mesma medida se abrem novas possibilidades, dentre elas a administração de empresas falimentares. Atentos ao mercado, muitos administradores e advogados estão buscando ocupar essa lacuna.

O economista atua há oito anos como síndico da Sulfabril, empresa têxtil que chegou a ser a segunda maior empresa de confecção em malha da América Latina, com forte atuação no mercado internacional. Ele confessa que se tivesse conhecimento de como seria difícil atuar naquela época não teria aceito o cargo que ocupa hoje, mas com a atual Lei Federal 11.101, de 2005, a administração certamente seria mais fácil e atraente. A nova legislação de falências reduziu o papel da Justiça na administração da massa falida e na condução da recuperação judicial, deixando essas tarefas para o comitê de credores, estimulando negociações e acordos.

A falência da Sulfabril foi decretada em setembro de 1999, mas até agora o caso está na Justiça. Em 1994, a Sulfabril tinha faturamento de US$ 140 milhões, mais de 5,6 mil funcionários e produção mensal de 5,1 milhões de peças. Hoje, a empresa possui 1,2 mil funcionários, quatro unidades (duas desativadas) e um faturamento de R$ 80 milhões. A empresa mesmo em estado delicado ainda é representativa para a região e é uma das maiores empregadoras na região de Blumenau, assim como arrecadadora de impostos.

O administrador da Sulfabril, Celso Zipf, possui um valioso e extenso currículo, que inclui a reitoria da FURB (Universidade Regional de Blumenau), cargos em bancos como Banco do Brasil e Besc, além de sua formação como economista em 1967, 41 anos de experiência que não foram fáceis. Talvez, segundo ele, estar há tanto tempo no comando da recuperação de uma empresa como a Sulfabril se dá também pelo respeito e confiança que credores e funcionários atualmente depositam nele.

Nesse período à frente da complicada administração da massa falida, Celso coleciona problemas e uma magistral habilidade para lidar com brigas judiciais, falta de apoio do governo, entraves com sindicatos, credores e os demais problemas que qualquer empresa enfrenta. Ele estima ter faturado R$ 700 milhões nesses anos, mas para espanto, cerca de R$ 61 milhões foram sugados pelos juros. Precisa-se frisar que a empresa não pode captar recursos em bancos, buscando dinheiro nas factorings. Quando assumiu, o panorama não era nada animador: R$ 240 milhões de dívida, sendo R$ 40 milhões para trabalhadores, R$ 100 milhões para bancos e outros R$ 100 em impostos.“Acabei me acostumando com a falta de apoio”, lamenta Zipf, quando questionado sobre o interesse político em reerguer a empresa.

A empresa possui integração fabril total, só não planta e tece o algodão. O que pode ser um problema. E dos grandes. Para o administrador, a solução seriam investimentos, mas qualquer mudança no pátio da empresa, incluindo a venda e compra de novos equipamentos é um trâmite nada simples, por estar sendo fiscalizado pela antiga lei. A nova, segundo Celso, facilita essa caminhada hostil. “O síndico conquistou mais autonomia”. De acordo com ele, a nova lei permite incorporar, fundir, buscar equipamentos. “O juiz irá procurar uma maneira da empresa continuar por pelo menos dois anos”, explica.

Que bons tempos soprem a favor da empresa.

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