Índice que reajusta aluguéis tem quinta queda seguida, constata FGV

Julho 30, 2009

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) fechou o mês de julho em -0,43%. Foi a quinta queda consecutiva da taxa apurada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), usada para corrigir aluguéis, financiamentos imobiliários e consórcios. Em 12 meses, o índice acumula deflação de 0,67%.

Entre os componentes do IGM-P, a maior queda foi registrada no índice de matérias-primas brutas com -1,89%, que reflete as seguintes variações: soja (-3,32%); laranja (-17,19%) e café (-5,52%; minério de ferro (-10,70%; arroz em casca (-0,16%) e mandioca (0,96%).

Outro componente, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve queda de 0,85%. Os item bens finais fechou em -0,31%, sob efeito do desaquecimento no subgrupo alimentos in natura (-4,86%). Sem levar em consideração esses alimentos e os combustíveis, o item bens finais sobe para 0,19%.

O grupo bens intermediários teve queda de 0,66% em processo de recuperação, porque em junho a taxa havia fechado em -1,37%. O subgrupo de materiais para manufatura fechou em -0,16%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) fechou julho em 0,34%. Dos sete grupos que compõem o IPC, três tiveram alta e a maior foi no item alimentação (0,44%). Entre os principais itens com aumento estão as frutas (0,66%), arroz e feijão (0,34%) e adoçantes (4,19%).

Em habitação houve aumento de 0,46%, sob a influência da tarifa de eletricidade residencial (1,78%). O grupo transportes fechou em 0,03%, com destaque a recuperação de preços do álcool combustível (-0,33%).

Em sentido oposto, houve queda em despesas pessoais, que passaram de 1,34% em junho para 0,15% em julho, com redução dos cigarros (0,02%), em educação, leitura e recreação (de 0,08% para 0,03%), em passagem aérea (de 1,95% para -3,69%) ; vestuário (de 0,53% para 0,46%), calçados masculinos (de 1,30% para -0,34%) e saúde e cuidados pessoais, puxado pelos preços de planos e seguros, que passaram de 0,46% em junho, para 0,42%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve aumento de 0,37%, mas em velocidade inferior a junho, quando havia apresentado alta de 1,53%. O grupo mão-de-obra desacelerou, passando de 3,50% para 0,79%. Materiais e equipamentos mantiveram-se em baixa (-0,10%) e o grupo serviços fechou o mês com alta de 0,40%.

Marli Moreira - Agência Brasil

Redução das tarifas trouxe descontos de 15% a 20% nas passagens aéreas

Julho 27, 2009

A autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para que as empresas aéreas deem descontos abaixo dos preços mínimos das passagens internacionais, estipulados por uma tabela, trouxeram descontos médios de 15% a 20% nas passagens mais baratas. A afirmação foi feita sábado(25) pela diretora-presidente da Anac, Solange Vieira, em entrevista à Agência Brasil.

A decisão de dar descontos graduais no preço mínimo a voos para a América do Norte, América Central, Europa, Ásia, África e Oceania foi tomada pela Anac em abril deste ano. A medida foi criticada pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação (Snea) e pela TAM, que chegaram a entrar na Justiça para impedir sua adoção, alegando que isso beneficiaria as empresas estrangeiras e prejudicaria as companhias brasileiras.

Solange Vieira diz que, curiosamente, a TAM foi uma das empresas aéreas que concederam os maiores descontos nos primeiros meses da medida. Segundo ela, as tarifas que tiveram maiores reduções de preços foram para a França, Inglaterra e Estados Unidos.

A política de concessão de descontos previa a autorização da redução dos preços das passagens até 20% do valor da tabela da Anac, entre 23 de abril e 22 de julho deste ano. Desde a última quinta-feira (23), as empresas estão autorizadas a conceder descontos até 50%. Apesar disso, Solange Vieira diz que, nos últimos dias, não houve descontos, assim como não deverá haver nas próximas semanas, já que julho e agosto são períodos de alta temporada.

“A tendência é que os preços fiquem altos porque aumenta muito a demanda de voos. A gente deve poder observar como o mercado vai se comportar a partir de setembro, quando volta para a baixa temporada”, disse a presidente da agência.

Segundo a decisão da Anac, a partir de 23 de outubro, serão autorizados descontos de 80% nos preços tabelados. Em 23 de janeiro de 2010, a tabela de preços mínimos para passagens internacionais deixará de existir, sendo permitido às empresas a estipulação de qualquer valor para suas tarifas.

Vitor Abdala - Agência Brasil

Inflação semanal cai em cinco das sete capitais pesquisadas pela FGV

Julho 24, 2009

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) caiu em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa mais baixa foi observada no Rio de Janeiro, tendo passado de 0,15% no levantamento divulgado na semana anterior para –0,03% nesta apuração. A capital fluminense foi a única a apresentar deflação no período.

De acordo com as informações divulgadas hoje (24), as demais capitais que apresentaram movimento decrescente foram Belo Horizonte (de 0,50% para 0,39%), Brasília (de 0,17% para 0,15%), Porto Alegre (de 0,25% para 0,21%) e Salvador (de 0,50% para 0,30%).

Em São Paulo (de 0,44% para 0,56%), capital com maior peso na formação do IPC-S, e em Recife (de 0,47% para 0,53%), o índice subiu entre os dois levantamentos.

O IPC-S de 22 de julho para o conjunto das sete capitais ficou em 0,34%. O resultado, 0,03% abaixo da taxa divulgada na apuração anterior, foi influenciado pelos preços dos alimentos (de 0,73% para 0,45%), especialmente hortaliças e legumes, e de vestuário (de 0,42% para 0,33%), com destaque para roupas, que subiram menos no período.

Thais Leitão - Agência Brasil

Confiança do setor produtivo é a maior já medida pelo Sensor

Julho 22, 2009

O Sensor Econômico referente a junho comprovou a crescente confiança do setor produtivo na economia brasileira. A conclusão da consulta a 115 entidades empresariais de comércio, serviços, indústria, agricultura e trabalhadores é de que o cenário continua apreensivo, mas com possibilidades de atingir a zona de confiança em alguns meses. No mês passado, o Sensor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) atingiu 9,82 pontos, o melhor resultado desde o início da série.

O indicador pode variar de -100 a +100. Entre -20 e +20, significa apreensão no setor produtivo. Dos quatro itens que formam o Sensor, o único a apresentar leve piora em relação a maio foi o Aspecto Social (-15,63, contra -14,38 no mês anterior). Os itens Contas Nacionais, Parâmetros Econômicos e Desempenho das Empresas tiveram progressos, com destaque para o primeiro, cujo índice saltou de 5,91 para 10,22.

Nos Parâmetros Econômicos, o avanço foi mais tímido, passando de 47,44 em maio para 50,19 em junho - mantendo-se na zona de confiança do Sensor. Já a avaliação do Desempenho das Empresas melhorou pelo quarto mês seguido. Em março, era de -15,38, e em junho passou para -5,49. Entre os setores da economia, nota-se na consulta de junho uma certa convergência de opiniões sobre as perspectivas para o futuro do país.

O Sensor traz, ainda uma comparação entre as expectativas registradas nas regiões brasileiras. Enquanto no Sudeste observa-se maior esperança em todos os aspectos, a região Norte piorou suas avaliações em junho. No Sul é que se concentram as perspectivas mais pessimistas: na região, o cenário é visto como adverso para crescimento da massa salarial, pobreza e desigualdade, componentes do item Aspectos Sociais.

IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

Caixa reduz juros pela sétima vez no ano, antes de decisão do Copom

Julho 22, 2009

A Caixa Econômica Federal anunciou ontem (21) que vai reduzir as taxas de juros de 13 das suas principais linhas de crédito comercial, a partir da próxima segunda-feria (27). Será a sétima redução de juros da instituição no ano, acompanhando os cortes de 4,5 pontos percentuais que o Comitê de Política Monetária (Copom) realizou, de janeiro para cá, na taxa básica de juros (Selic).

Agora, com a perspectiva de o colegiado de diretores do Banco Central anunciar nova queda na taxa de juros, hoje (22), a Caixa se antecipa aos demais agentes financeiros e divulga cortes para beneficiar pessoas físicas e empresas. A redução faz parte da estratégia da Caixa de praticar as menores taxas do mercado, de acordo com o vice-presidente de Pessoa Física do banco, Fábio Lenza.

Segundo ele, “uma das diretrizes mais importantes do banco é cobrar as menores taxas entre os grandes bancos de varejo. Dessa forma, fortalecemos nosso posicionamento estratégico, conquistando novos clientes, e ajudamos a aumentar a competição no mercado bancário, demanda de toda a sociedade”.

O destaque nos cortes hoje anunciados é a redução no crédito pessoal, que cairá de 4,91% para 4,04% ao mês, seguido da diminuição das taxas de penhor, de 2,08% para 2,05%. No micropenhor, os juros também caem de 1,70% para 1,68%, e no consignado, a taxa máxima passa de 2,31% para 2,28% e a mínima permanece em 0,85% ao mês.

O cheque especial também terá cortes que variam de 0,59% a 4,17% na taxa mensal, com a taxa mínima sendo reduzida de 1,20% para 1,15% ao mês. A instituição diminuiu ainda as taxas do Cartão Turismo Parcelado nas bandeiras Visa e Mastercard, com reduções entre 15,15% a 20,83% na taxa mensal. No Crediário Caixa Fácil, a redução acompanhará o corte da Selic.

Para pessoa jurídica, independente do porte, o banco reduziu os juros do cheque empresa em até 3,18% na taxa mensal. No crédito especial empresa, para antecipação a fornecedores micro e pequenas empresas o banco tem taxas a partir de 1,68% ao mês, o que implica em redução de até 4% nas taxas atuais.

Para médias e grandes empresas, o corte foi ainda maior no crédito especial empresa, que ficará até 8,37% mais barato. A decisão da Caixa também beneficia descontos de títulos (cheques e duplicatas) com redução das taxas mensais entre 13,7% e 9,5%, e revela que a conta garantida ficará até 18,18% menos cara.

Para o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Carlos Brito, o objetivo é a ampliação da participação da Caixa no mercado. “Realizaremos concessões de empréstimos conscientes e facilitaremos também o crédito às micro e pequenas empresas, ampliando suas atividades e gerando mais emprego e renda para a população”, completa o executivo.

Stênio Ribeiro - Agência Brasil

Procon-SP constata menor taxa média para empréstimo pessoal desde 2007

Julho 16, 2009

A Fundação Procon-SP realizou, no dia 06 de julho, pesquisa de taxas de juros de empréstimo pessoal e cheque especial para pessoa física.

Neste mês, a pesquisa de taxas de juros detectou a sétima queda consecutiva das taxas médias nas duas modalidades estudadas. No empréstimo pessoal a taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,3% a.m., inferior a do mês anterior, que foi de 5,52% a.m., significando um decréscimo de 0,22 ponto percentual, essa é a menor média desde dezembro de 2007, quando registrou 5,27%. O seu pico foi atingido em dezembro de 2008 (6,25%), caindo initerruptamente desde o início de 2009.

No cheque especial a taxa média dos bancos pesquisados foi de 8,83% a.m., inferior a do mês anterior, que foi de 8,87% a.m., significando um decréscimo de 0,04 ponto percentual. A taxa média desta mês, nesta modalidade, voltou ao patamar de julho do ano passado.

Dos dez bancos pesquisados, sete reduziram suas taxas no empréstimo pessoal, sendo que a maior queda foi de 0,91 ponto percentual. Seis bancos reduziram suas taxas no cheque especial e as quedas não excederam 0,08 ponto percentual. As dez instituições financeiras pesquisadas foram Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.

Acessoria de Imprensa - PROCON

Mantega diz que países avançados deveriam seguir modelo dos emergentes

Julho 15, 2009

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que, depois da crise financeira global, o mundo será diferente e a dinâmica da economia mundial será outra. Segundo ele, os países que já tinham dado outra dinâmica à economia saíram na frente.

“Por que a China continua com o crescimento positivo? E a Índia?”, perguntou Mantega, para mostrar que os integrantes do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) já estavam com outra dinâmica, diferentemente dos países europeus.

Ao participar da divulgação de um documento sobre a economia brasileira elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ou Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE), o ministro ressaltou que os países europeus e os Estados Unidos é que precisam fazer muitas reformas e mostram pouco dinamismo na economia.

“Os Estados Unidos vêm vivendo há muito tempo com déficit interno e externo. Isso não dá. Nós, aqui, acumulamos reservas e não perdemos na crise. Os países avançados deveriam caminhar para o novo modelo colocado pelos países emergentes”, afirmou Mantega. Segundo ele, o novo modelo tem maior equilíbrio nas contas públicas e nas contas externas e alguma participação do Estado, além de maior regulamentação financeira e dos bancos públicos.

Mas agora os Estados Unidos já têm bancos públicos [referindo-se à intervenção do governo americano para salvar as instituições financeiras], então está tudo mais fácil. Tem bancos públicos e empresas públicas sendo assim terão mais instrumentos de política monetária”, afirmou.

O secretário-geral da OCDE, o mexicano Ángel Gurría, elogiou o Brasil pela expectativa de criação de 600 mil a 700 mil empregos e lembrou que só os países membros da organização devem perder aproximadamente 30 milhões de postos de trabalho até o final de 2010. Ele disse que, conforme estimativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em todo o mundo, as perdas dever chegar a cerca de 60 milhões de empregos.

“É difícil de calcular, pois a Índia, por exemplo, tem 90% dos empregos na informalidade, mas, quando o ministro fala sobre o crescimento no Brasil, é importante fazer essa comparação com o que está ocorrendo nos outros países”, disse Gurría.

Ele esteve no Ministério da Fazenda para apresentar o trabalho da OCDE Brazilian Economic Survey 2009, que estima crescimento econômico de 4% no país em 2010. Para 2009, a projeção é de -0,8%. A inflação terminaria nesses dois anos em 4,2%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor e o déficit em conta corrente, em US$ 18 bilhões e US$ 22 bilhões, sucessivamente. Em percentual do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), representaria -1,3% e -1,4%.

O documento diz ainda que, embora o Brasil não tenha saído ileso da crise econômica, a recuperação em curso deverá ganhar maior ritmo agora, na segunda metade do ano, e em 2010. O país continuará a consolidar a política macroeconômica, combinando metas inflacionárias, políticas de câmbio flutuante e de gestão orçamentária, além de responsabilidade na administração das contas externas, o que tem permitido ao país se recuperar da crise. A OCDE sugere ainda que o país reduza as metas de inflação em 2011.

Mantega rebateu as críticas do relatório da OCDE sobre o crescimento dos gastos públicos no Brasil. Ele negou esse tipo de problema no país e, bem-humorado, disse que não se deve dar confiança ao que dizem os comentaristas. “Se você ouviu que estamos com problemas fiscais, não acredite nesses comentaristas”, afirmou o ministro, dirigindo-se a Gurría.

Sobre a destinação dos recursos da exploração do petróleo na camada do pré-sal, o ministro esclareceu a Gurría que o governo ainda estuda o que fazer com essa futura receita. Segundo Mantega, os recursos irão para o Fundo de Desenvolvimento Social, com um parte sendo aplicada na área social, mas as ideias que ainda precisam ser aprovadas pelo presidente da República.

“Temos ainda que fazer muitos investimentos em educação no Brasil, que deixou de investir no passado e tem que recuperar o tempo perdido. Tem a saúde etc”, ressaltou o ministro. De acordo com ele, a outra parte será capitalizada e irá para investimentos.

Daniel Lima - Agência Brasil

O que quer dizer a famosa sigla SELIC?

Julho 13, 2009

Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, criado em 1979, pelo Banco Central e pela Andima (Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto), com o objetivo de tornar mais transparente e segura a negociação de títulos públicos. A taxa básica de juros da economia brasileira, como também é conhecida, é definida nas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).

Nos encontros mensais, os membros do Copom discutem uma série de fatores que afetam a economia, a fim de estabelecer qual será a taxa básica daquele período. Na formação da Selic, a equipe econômica examina expectativas de inflação, taxas de juros dos países desenvolvidos, preços do petróleo, entre outras variáveis, e definem uma taxa de juros, com o objetivo de cumprir a meta de inflação para o ano

A taxa Selic é a média de juros que o Governo Brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos, pode-se dizer que ela é originada de taxas de juros efetivamente observadas no mercado. A taxa pode ser decomposta, em duas parcelas: taxa de juros reais e taxa de inflação no período considerado. O indicador é importante para a política econômica, porque o Governo usa essa taxa como instrumento de controle da inflação.

Quando a Selic aumenta, os bancos preferem emprestar ao Governo porque ele paga bem e, quando cai, preferem emprestar dinheiro ao consumidor e conseguir um lucro maior. Assim, quanto maior a taxa, mais caro fica o crédito que os bancos oferecem aos consumidores. Quanto mais alta for, menos dinheiro se terá circulando no mercado, conseqüentemente menos procura por produtos e serviços.

Fonte: (http://www.bcb.gov.br/)

Juros: o que são e como funcionam?

Julho 13, 2009

Juros é a remuneração cobrada de quem efetuou um empréstimo e deve pagar ao proprietário do capital emprestado. Uma taxa de juro deve remunerar baseada em:
o risco agregado no investimento (quanto mais arriscado o investimento deve-se exigir taxas de juros proporcionalmente maiores); as expectativas inflacionárias; a compensação pela não aplicação do dinheiro em outro investimento e os custos administrativos envolvidos na operação. Confira abaixo as modalidades de juros trabalhadas no mercado financeiro:

JUROS COMPOSTOS - Quando os juros são pagos não apenas sobre o valor do principal, mas também sobre os juros obtidos em relação ao principal nos períodos anteriores.

JUROS DE MORA - Também conhecido como juros de atraso, o termo define as taxas de juros cobradas pelas administradoras de cartão de crédito no caso de atraso de pagamento. O Código de Defesa do Consumidor estabelece como sendo de no máximo 2%.

JURO NOMINAIS - Inclui a correção monetária do valor emprestado. Em geral as taxas oferecidas nas principais modalidades de financiamento são expressas em termos nominais, ou seja, sem descontar a inflação no período.

JUROS REAIS - A taxa real de juros é determinada como sendo a taxa que incide sobre um empréstimo (ou financiamento) sem incluir a correção monetária do montante emprestado. Em condições de inflação zero os juros reais e nominais são iguais.

JUROS ROTATIVOS - Os juros rotativos são os juros cobrados pelo atraso no pagamento da sua fatura de cartão de crédito, ou sobre a diferença financiada.

JUROS SIMPLES - Ao contrário dos juros compostos, neste caso o juro é pago apenas sobre o valor do principal (ou montante) do empréstimo ou aplicação.

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO - Os juros sobre capital próprio são pagos com base no lucro retido pela empresa nos anos anteriores, é uma das formas de remuneração que uma empresa pode dar aos seus acionistas, a outra sendo o pagamento de dividendos.

Fonte: (http://www.finep.gov.br/),(http://www.bcb.gov.br)

Balança da segunda semana de julho tem superávit de US$ 639 milhões

Julho 13, 2009

A balança comercial da segunda semana de julho de 2009 (dos dias 6 a 12), com 5 dias úteis, apresentou superávit (diferença entre os valores exportados e importados) de US$ 639 milhões (média diária de US$ 127,8 milhões). No período, as exportações chegaram a US$ 2,719 bilhões (média diária de US$ 543,8 milhões) e as importações a US$ 2,080 bilhões (média diária de US$ 416 milhões). A corrente de comércio foi de US$ 4,799 bilhões (média diária de US$ 960 milhões).

No mês, o superávit somou US$ 1,257 bilhão (média diária de US$ 157,1 milhões), com exportações de US$ 4,749 bilhões (média diária de US$ 593,6 milhões) e importações de US$ 3,492 bilhões (média diária de US$ 436,5 milhões). A corrente de comércio alcançou US$ 8,241 bilhões (média diária de US$ 1,030 bilhão).

De janeiro até a segunda semana de julho, com 130 dias úteis, o superávit chegou a US$ 15,244 bilhões (média diária de US$ 117,3 milhões). As exportações alcançaram US$ 74,701 bilhões (média diária de US$ 574,6 milhões) e as importações US$ 59,457 bilhões (média diária de US$ 457,4 milhões), com uma corrente de comércio de US$ 134,158 bilhões (média diária de US$ 1,032 bilhão).

MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior

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