Governo concluiu no ano passado 215 obras de saneamento incluídas no PAC 2
7 de março de 2012
O eixo Cidade Melhor da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) concluiu, em 2011, 215 obras de saneamento no país, além de 13 obras de drenagem de áreas de risco, totalizando R$ 109,4 bilhões em investimentos.
De acordo com balanço divulgado nesta quarta, 7, a segunda etapa do PAC selecionou R$ 9,9 bilhões para empreendimentos de saneamento, incluindo esgotamento sanitário e saneamento integrado, sendo que R$ 6,4 bilhões já foram contratados.
Também em 2011, o programa selecionou projetos de metrô em Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Fortaleza, além do novo sistema de transporte de Recife e região metropolitana. O total de investimentos nesse setor é R$ 11 bilhões.
No que se refere à prevenção em áreas de risco, foram selecionados empreendimentos de drenagem no valor de R$ 4,2 bilhões. Desses, R$ 3,6 bilhões já foram contratados e devem beneficiar 68 municípios em 17 estados. A prioridade, segundo o relatório divulgado pelo governo, serão cidades atingidas por fortes chuvas nos últimos anos, como Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, no Rio de Janeiro.
O PAC 2 também destinou R$ 1 bilhão para obras de contenção de encostas. Em 2011, foram selecionados R$ 608,3 milhões para prevenção de deslizamentos. O valor será aplicado em 122 empreendimentos, beneficiando 66 municípios em cinco estados.
Agência Brasil – Paula Laboissière e Pedro Peduzzi

Fernando Mendes Nolasco
14/03/2012 - 8:59
Motivos não faltam para explicar o atraso nas obras do PAC e a sua falácia.
Se no passado o problema era a falta de dinheiro para tocar os projetos, no PAC o principal entrave foi a falta de planejamento e a dificuldade de gestão. Com dinheiro em mãos, o governo federal se deparou com o pior dos mundos: a falta de projetos básicos de engenharia para levar as obras adiante.
Outro problema grave é a falta de entendimento entre governo federal e estaduais. Algumas obras ficam anos sem definição porque cada um tem um projeto diferente e ninguém entra num acordo. Em São Paulo, por exemplo, a ideia de construir um anel ferroviário para retirar o tráfego de carga da capital existe há quase uma década e até agora não se decidiu qual é o melhor traçado.
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