Mensagem aos Jovens Economistas Brasileiros
21 de julho de 2009
Por Marcus Eduardo de Oliveira
“Perceber que o mais importante é o social foi a
descoberta mais relevante de minha vida”
Celso Furtado, em O Longo Amanhecer
Em “Princípios de Economia”, Alfred Marshall (1842-1924) afirma que a Economia “é um estudo dos homens tal como vivem, agem e pensam nos assuntos diários da vida”.
Gregory Mankiw diz que “Economia é um grupo de pessoas que interagem entre si”.
Das muitas definições/objetivos que o termo Economia carrega talvez a de Colin Clark (1905-1989) seja a que melhor se enquadra naquilo que entendemos ser o objetivo precípuo das ciências econômicas: “O objetivo da economia não é a produção de riqueza, mas proporcionar bem estar aos indivíduos”, nos diz C. Clark.
O certo é que desde a obra seminal de Adam Smith, (A Riqueza das Nações) as ciências econômicas vêm ganhando destaque e relevo na administração pública, guardando assim estreita sintonia com a origem do termo que remonta ao pensador grego Xenofonte (430-355 a.C) que definiu Economia pela primeira vez como “administração da casa”; nos dias de hoje, também pode ser entendido como “administração da coisa pública”.
Feitas essas primeiras incursões o fito deste artigo se põe agora a discutir junto aos jovens economistas brasileiros qual o atual e o mais preponderante papel que a economia (enquanto ciência) vem desempenhando na sociedade moderna e, em especial, em sociedades que amargam profundas e históricas desigualdades sociais, como é o típico caso brasileiro.
Quantos de nossos jovens, recém saídos das universidades, diplomados em Ciências Econômicas, se põem a perguntar: quais os desafios da profissão de economista? E agora, como economista formado, o que quero e devo fazer? Como devo agir? Quais são as inquietações reflexivas a que um economista estará exposto? Quais interrogações os cercarão?
Os desafios da profissão em uma sociedade desigual
Uma primeira constatação que o jovem economista brasileiro se depara ao chegar ao mercado de trabalho, é que é impossível fechar os olhos para as gritantes conseqüências sociais que o atual modelo econômico desagregador impõe a grande parte da população que ora encontra-se sem emprego, sobrevivendo no limite, habitando os já conhecidos “bolsões de pobreza”.
Nesse pormenor, a exclusão social será, certamente, uma situação em que o jovem economista porá um olhar crítico para um completo entendimento da situação social que o aguarda. Talvez esteja ai o primeiro e mais importante desafio para os jovens economistas brasileiros desse século XXI: entenderem as razões que levam um país como o Brasil, com grande potencial de recursos, a amargar um quadro vexatório em quesitos sociais.
Cabe a esses jovens economistas tentar explicar como é possível, numa sociedade moderna, a ocorrência de fortíssima segregação social que põe de um lado os incluídos e, do outro, os excluídos; os ricos-milionários separados dos pobres-miseráveis; os sem terra segregados dos latifundiários. Em suma, um país formado por uma sociedade elitista e uma massificação de excluídos.
Aos jovens economistas conhecedores de história econômica caberá responder por que ao Brasil, historicamente, coube um papel específico na economia mundial de grande fornecedor de commodities e, dessa maneira, enquanto os mercados externos eram (e são) abastecidos pelo trabalho dos brasileiros, a economia interna regressa no tempo, desamparando os que aqui labutam.
O desafio maior que espera esses jovens economistas no mercado de trabalho talvez seja estudar, pormenorizadamente, essa exclusão social a que fizemos alusão a fim de “entender” um país que é capaz de produzir e exportar aviões, mas incapaz de alimentar decentemente quase 40 milhões de pessoas. Um país que, por anos a fio, tem sido o maior produtor e exportador de suco de laranja, mas que abriga dezenas de milhares de crianças que nunca tomaram um copo desse suco. Um país que fabrica e exporta calçado de qualidade, mas muitos dentre sua população ainda andam descalços dormindo ao relento dos grandes centros urbanos.
Está reservado aos jovens economistas brasileiros, como um dos mais intensos desafios da profissão, responder os motivos de sermos uma das sociedades mais desiguais do mundo, com forte concentração de renda, em que os meios de produção estão nas mãos de apenas 6% da população. Um país em que de cada 20 brasileiros, apenas um é dono de alguma propriedade geradora de renda (empresa, imóvel ou mesmo o conhecimento).
Esses jovens economistas brasileiros da atualidade, mais do que qualquer outro profissional das ciências humanas, têm a árdua tarefa de explicar por que temos uma carga tributária que onera tanto os pobres (os 10% mais pobres pagam 44,5% mais impostos do que os 10% mais ricos); por que nossa reforma agrária nunca saiu do papel, sendo nosso país o quinto maior em extensão territorial do planeta; um país que exporta vitaminas, mas, no entanto, 40 milhões dos que aqui habitam passam fome.
Especificamente sobre a questão agrária, que no bojo está implícita o paradoxo de muita terra disponível e muita gente passando fome, segundo os Cálculos do Plano Nacional de Reforma Agrária – Cadastro do INCRA – existem, aproximadamente, 55 mil imóveis rurais classificados como grandes proprietários improdutivos, que controlam 116 milhões de hectares. Eles são apenas 1% de todos os proprietários rurais do Brasil. Também sobre isso deverá o economista moderno lançar análise reflexiva.
O desafio da retomada do crescimento econômico
Esses jovens economistas que ora estão entrando no mercado de trabalho vão se deparar com uma armadilha específica que põe severas amarras à economia brasileira. Atualmente, embora o governo afirme o contrário, a economia brasileira não cresce porque está presa a uma armadilha de altas taxas de juros e baixas taxas de câmbio que mantém as taxas de poupança e de investimentos deprimidas. De tal maneira não há espaço para a criação da demanda necessária (desestímulo ao mercado interno) para que a taxa de acumulação de capital alcance o nível necessário à retomada do crescimento econômico.
Crescimento econômico, por sinal, será algo que deverá perseguir o economista todo o tempo; principalmente aqueles que buscarem na administração pública uma colocação no mercado de trabalho. Mais do que encontrar modelos que respondam por uma adequada taxa de crescimento da economia, deverá o economista, a serviço do setor público, ter clara noção de que o crescimento econômico para ser solidificado e produzir frutos deverá esse ser transformado em desenvolvimento.
Para tanto, o economista moderno obrigatoriamente necessitará ter uma visão ampla do processo social, visto que desenvolvimento econômico, no dicionário da profissão, significa qualidade de vida, significa ainda bem-estar a todos.
Combinando compreensão teórica com explicação técnico-didática, esse profissional somente estará apto a exercer sua profissão, à medida que conseguir explicar os fatos econômicos dos tempos atuais com o rigor de excelência que se espera daquelas que tratam a profissão com esmero. E somente conseguirá fazer isso, mediante uma visão panorâmica do ambiente econômico, estando, nesse pormenor, aberto ao processo de criação, uma vez que a sociedade é algo que os homens não param de refazer.
Diante, portanto, de uma sociedade e de sistemas econômicos (incluindo a atividade econômica) que estão longe de serem estáticos, pois suas naturezas são dinâmicas, o economista moderno deve antes ser um analista social capaz de aferir com extrema sensibilidade as manifestações daqueles que almejam construir uma sociedade plural.
Cabe insistir, nesse pormenor, que em sociedades com agudos desequilíbrios sociais, o primeiro compromisso da macroeconomia sempre deverá ser o de erradicar a pobreza, visto que a pluralidade em uma sociedade somente ganhará espaço quando o coletivo sair fortalecido, embora os manuais de introdução à economia insistam em pregar o individualismo.
Depois de erradicada a miséria e banido os “bolsões de pobreza” que ainda marcam a ferro e fogo a história econômica recente desse país, com a economia doméstica, aos poucos, se ajustando aos padrões de bem-estar coletivo, pensar-se-á na criação de riquezas, como muitos entendem ser esse o real e primeiro objetivo da economia.
Antes disso, uma longa e árdua tarefa espera pelos jovens economistas: a de fazer da economia, por meio da cooperação, uma ferramenta capaz de incluir. Para tanto, cabe ao observador da economia entender que essa ciência não se restringe apenas à frieza dos números, das taxas, dos índices, da econometria, da matematização constante, mas, antes, trata-se de uma economia que tem no ser humano seu ponto focal; afinal, como disse Marshall, a economia “é um estudo dos homens tal como vivem, agem e pensam nos assuntos diários da vida”.
Marcus Eduardo de Oliveira é economista e professor universitário.
Mestre pela USP em Integração da América Latina e Especialista em Política Internacional
Autor do livro “Conversando sobre Economia” (ed. Alínea)
Pedro M. S. Vieira
21/07/2009 - 20:27
Como jovem economista que sou, o texto assinado pelo professor Marcus Eduardo de Oliveira reflete um pouco de minhas angustias, principalmente no que se refere aos assuntos sociais. Sempre vi e entendi a economia como uma possibilidade de sacudir o mundo. Repassarei esse texto aos colegas de classe. Parabéns ao site por ofertar vasta contribuição em artigos desse nível.
Pedro Vieira, São Paulo.
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Rodolfo
22/07/2009 - 17:46
grande Marcus!
que escreve e fala bem! hehe
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João Baptista
28/07/2009 - 15:26
Leitor assíduo que sou de Celso Furtado, parabenizo o Prof Marcus Eduardo pelo artigo inspirador, sguindo a mesa linha de formar economistas que busquem, possíveis soluções para o alcance da justiça social.
João Baptista, Rio de Janeiro
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Thiago de Almeida Tonus
28/07/2009 - 22:04
Sou jovem, porém ainda não sou economista. Esse ano vou prestar vestibular e pretendo passar no curso de economia. Tenho conciência de que participo de uma camada privilegiada da população e que como tal gozo de coisas que outras pessoas nem sonham! Isso sempre me incomodou, por isso me perguntei durante muito tempo de que modo eu poderia promover alguma mudança. Desde sempre tenho para mim que alguém ou um grupo de pessoas só tem possibilidade de mudar quando conhece aquilo em que quer promover as mudanças, se não seria querer mudar as regras do jogo sem saber jogá-las. Dessa maneira, conversando e procurando saber percebí que a economia atendia ás minhas necessidades, que estudando minha casa poderia ter , como disseo professor Marcus, uma “visão panorâmica”, “ser um analista social” e “promover a inclusão”. Obrigado professor pelo texto inspirador.
Thiago, Vinhedo-SP
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Priscila Saito
31/07/2009 - 14:55
Sou estudante de Economia e já deparo com essa realidade brasileira. Procuro dedicar minha formação acadêmica para a melhoria de vida das pessoas. Não consigo dormir um dia se quer sem pensar em como atuar da melhor maneira.
Acredito que a mudança econômica gera mudança social. A nossa interferência na sociedade é essencial. Ler esse artigo me deu fôlego para acreditar que o meu papel na sociedade é relevante, o que me fará (mais e mais ) dedicada para a Economia Social.
Parabéns ao Professor Marcus!
Foi minha primeira leitura sobre seus artigos, mas foi um convite para entrar de cabeça nesse mundo repleto de disparidades sociais que, eu como economista, terei de enfrentar. E melhorar.
Tentar ser a mudança que queremos é minha força para acordar todos os dias e viver essa ciência tão rica e apaixonante.
Um forte abraço!
Priscila Saito
Estudante de Economia pelas Faculdades Santa Cruz de Curitiba.
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Luiz Carlos
06/08/2009 - 3:45
Bom texto. Porém está voltado mais para o campo da auto-ajuda e/ou auto-reflexão. As mudanças economicas sejam elas voltadas para o bem-estar social (como diria Keynes) ou ferramentas voltadas para o crescimento produtivo, não sendo estas necessariamente pertinentes aos desiquilíbrios sociais, estão estritamente ligadas as conjecturas politicas, ciência que no Brasil encontra-se teoricamente na idade média quase chegando a fase mercantilista. Se porventura tenta-se mudar algo de significante ,estruturalmente falando, surge o velho dilema da manutenção do status quo (vide 13 de dezembro de 1964, diretas já ou caras pintadas………………) cujas palavras emprestarei do PROF. Marcus ” a sociedade é algo que os homens não param de refazer “.
Apesar de tudo e acima dos sonhos pensemos que tal modelo refeito talvez encaixe-se numa nova realidade que talvez a curto prazo não está por vir. E já que a longo prazo estaremos todos mortos, tentemos comçar a construir a estrada por esse caminho, antes que outros desviem o percurso.
Abs a todos.
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Francisco de Assis Cortez Gomes
09/08/2009 - 12:22
O prof. Marcus Eduardo se refere a Celso Furtado e me atrai a referência a este que foi o Gunnar Myrdal brasileiro sem Nobel. Como Myrdal, Furtado teve seus Hayeks adversários no Brasil. Gunnar recusou um aperto de mão, a saudação mínima, ao palavroso Hayek, durante cerimônia de recepção do Prêmio Nobel de Economia em Estocolmo, em 1974. Myrdal era mestre em Equilíbrio monetário. Hayek teve seu auditório específico, sua glória própria em Individualismo e Ordem Econômica, e outros, inclusive de inclinação “filosófico-doutrinária”,
O Longo Amanhecer é obra concisa mais fundamental em Celso Furtado. É um chamamento ao bom caráter, à boa nova da economia, ao Social, da política econômica, enfim. Celso é original.
Recentes dados (outubro-2008) publicados no Japan Press Weekly, demonstram aonde chegou nosso universo econômico sem Regulation. Aquele discurso sem pé nem cabeça, minimamente sério do senador presidente da comissão de assuntos econômicos do senado norteamericano em 1995: “no regulation, please, let the market auto-ruling itself…”. 13 anos, número azarento, e o cáos se estabeleceu, e veio com o singular nome de “sub-prime”. Que informa o Japan Press Weekly a que faço menção?! diz ele: os recursos globais aplicados na economia real , no sistema produtivo global, alcançavam a cifra de US$41,1 Trilhões. Os recursos globais na economia “financeira” – ações, títulos, depósitos, chegavam ao gigantesco, monstruoso montante de US$151 Trilhões! Já sabemos o que se passou globalmente. Os Madoffs e os Oxfords da vida. Os “bonusses” e a ganância, e a especulação sem fim, e por aí vão os dados divulgados pelo Japan Press Weekly.
Conheci nos anos 1970s aquele Senhor Economista, residente na cidade velha de Estocolmo – Gamla Stan, quase despercebido pela multidão. Sua modéstia cativante, suas sábias palavras revelavam – subito, a grandeza daquele laureado economista e homem de visão global. Celso Furtado da mesma forma que Gunnar Myrdal era homem de grandeza moral, antes de tudo, e monstros sagrados da Economia, social acima de tudo.
Congratulações ao prof. Marcus Eduardo.
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Danilo Oliveira Silva
19/08/2009 - 0:35
Meus sinceros parabéns ao Profº Marcus, um dos melhores professores que já tive em toda minha vida, seus conhecimentos são fantásticos e causam a nova gama de economistas uma profunda reflexão, pois infelismente a grande maioria dos economistas se tornam “econometristas” e abraçam os números de forma fervorosa e se esquecem que dentra da “casa” que deve ser organizada existem pessoas e não números
Muito obrigado por mais este artigo.
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Thiago Lima
03/09/2009 - 17:44
Sou estudante de economia defendo muito esse lado. Vou ler mais vezes esse texto e vou ler para o pessoa da minha sala. Claro que vou dizer o autor…
Nossa, foi um texto mais completo que já li. Tudo que foi dito ( escrito ) é o nosso presente.
Parabéns prof. Marcus.
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Renato Ribeiro de Oliveira
16/09/2009 - 14:20
Professor Marcus meus parabéns pelo texto que escreveu, é de suma importância para os jovens economistas brasileiros saberem que o mais importante em um curso de economia não é os números (crescimento econômico), mas sim as questões sociais (desenvolvimento econômico).
“Acredito que todos que estão se formando em Economia e tem certeza que as Ciências Econômicas são uma ciência humana e não uma ciência exata”.
De nada adianta um país ser o maior exportador de produtos no mundo (concentrando uma renda em pouquíssimas mãos de indivíduos na economia), se esses mesmos produtos irão fazer falta no mercado interno, com a grande maioria da sociedade vivendo em nível de subsistência.
Como o economista Chileno Max Neef diz: A economia está para servir as pessoas, e não as pessoas para servir a economia.
Renato Ribeiro de Oliveira, 4° ano de Economia da FAC FITO – OSASCO
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Nicolas
22/09/2009 - 16:43
Gostaria de parabeniza-lo não somente pelo artigo, mas principalmente pela sua atuação como professor, e aproveitar a oportunidade para agradecer por ter nos ensinado o verdadeiro sentido da economia. Fiquei muito feliz ao ler os comentários dos economistas e dos futuros economistas, profissionais éticos consciente do seu papel na sociedade.
Abraços Prof. Marcus Eduardo.
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Vanessa Marques
12/10/2009 - 21:45
Gostei da exposição do Prof. Marcus, entendi um pouco mais sobre as consequencias das decisões tomadas por nós, no meu caso uma futura jovem economista que apesar de estar no primeiro período sinto necessário ter uma reflexão maior da minha futura profissão.
Entende-la é a chave das portas que serão abertas pela minha ou ainda as próximas gerações.
Querer ser economista sem compreender a sociedade em que se está inserido não é executar um trabalho de excelência.
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Fernando Mendonça
12/11/2009 - 14:29
Parabéns pelo excelente texto. Concordo que os economistas, em especial os mais jovens, precisam estar atentos ao lado social de nossa profissão. Apesar da “exatidão” proporcionada pelos números ser de grande importância (uma vez que é uma grande ferramenta – e não fim – para mensuração da realidade), acredito que a ciência ecônomica vai muito além, sendo a chave para a solução de praticamente qualquer problema que envolva o bem-estar humano. Cabe a nós refletir: será que realmente a melhor maneira de melhorar nossa sociedade é criar um bolo imenso e depois repartí-lo? Ou será o contrário: dar a chance a todos de comer uma pequena fatia para depois incrementar o buffet?
Mais uma vez, parabéns.
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jaerdes rubens
18/11/2009 - 19:06
vejo o comentário do prof. marcus e penso que estarei feliz daqui q uns 6 anos qdo me graduar em economia .sempre tive esse sonho e sei q vou realizá-lo
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Fabio Luiz Peres Miguel
07/01/2010 - 20:55
Parabéns pelo texto. Seria muito importante que nós economistas, tal como pregado e realizado por Celso Furtado trabalhássemos para um Brasil melhor, mais justo socialmente, com desenvolvimento regional e melhor distribuição de riqueza.
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Paulo Ricardo Barros
27/01/2010 - 11:24
Gostaria de saber como o mercado futuro vai absorver os futuros economistas, quais areas tendem a ser mais exploradas pelo mercado, também como dicas de especialização para jovens que ainda na faculdade podem se diferenciar a procura de um estágio.
grato..
Paulo Ricardo Barros
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Caroline Bianca Bruneri
03/02/2010 - 13:21
A referência que o economista Marcus Eduardo de Oliveira faz sobre os desafios da profisssão de economista me enche de expectativa e faz aumentar meus anseios assim que estiver formada. Vejo no texto desse economista a clara manifestação de que a Economia é a “rainha de todas as ciências sociais”. Parabéns ao site pela publicação. Vou divulgar o texto aos colegas estudantes.
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Gabriela Paparati
20/04/2010 - 10:38
O artigo é mesmo muito bom e achei até que tinha sido escrito por um estudante. Muito legal a iniciativa do professor da grande USP,e peço licença para divulgar o texto também na minha universidade, Unimontes-MG. É realmente necessário que, desde calouros, os estudantes de econômia tenham uma visão mais ampla do que é o nosso país e quais serão as nossas tarefas como profissionais que esperamos ser.
Parabéns.
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ELISANGELA CULPI
21/07/2010 - 17:23
O artigo é uma grande motivação para um estudantede economia, principalmente para aqueles que como eu debate muito o lado social e a distribuição de renda do país!Moro há pouco tempo no Nordeste e aqui sempre que posso faço viagens às regiões afetadas pela desigualdade, e quero muito estudar e elaborar projetos de mudanças socias no país! Sei que todos que procuraram a profissão pela contribuição e não pelo status ou rendimento financeiro, entendem o que eu digo.
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Conrado Dutra Cheuiche
11/04/2011 - 22:47
Excelente artigo professor!!! Sou economista e de esquerda!!! Antes de entrar no curso de Ciências Econômicas, não entendia nada de política e muito menos de economia. O que me chamou a atenção para fazer o curso, era a questão de não entender “coisas” como taxa de juros, taxa de câmbio, política fiscal e monetária e por aí vai!!! Após me formar e ler muito, entendi que o que lia nos maiores jornais e revistas de circulação do nosso país e do mundo era pura “balela” (TEORIA DO LIVRE MERCADO). No meu curso, conheci professores que me fizeram “abrir” o pensamento. Que o livre mercado e o “enxugamento” do Estado não eram políticas do bem. Não vou criar debates aqui e agora, apenas darei meus parabéns ao prof. Marcus Eduardo de Oliveira, por tentar mostrar que o estudo das Ciências Econômicas é mais do que “maximização dos lucros”. Antes disso, existe o SER HUMANO.
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