Balança comercial começa o mês com déficit

Fevereiro 9, 2010

A balança comercial começou fevereiro com resultado negativo, segundo informou na segunda-feira (8) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O déficit ficou em US$ 172 milhões, nos cinco dias úteis do período. As exportações totalizaram US$ 2,928 bilhões e as importações chegaram a US$ 3,100 bilhões.

De janeiro até a primeira semana de fevereiro deste ano, o saldo também é negativo, em US$ 338 milhões, com exportações de US$ 14,233 bilhões e importações de US$ 14,571 bilhões. No mesmo período de 2009 também houve déficit, ainda que bem menor: US$ 58 milhões.

O déficit comercial é resultado do aumento das importações, estimulado pela redução da cotação do dólar.

Entretanto, a previsão dos analistas do mercado financeiro é que a balança comercial encerre o ano com superávit de US$ 10 bilhões. Em 2009, o superávit comercial foi de US$ 25,348 bilhões.

Agência Brasil / Kelly Oliveira
Edição: Tereza Barbosa

Exportações cresceram 21,3% na comparação com janeiro de 2009

Fevereiro 1, 2010

As exportações brasileiras tiveram, em janeiro de 2010, um desempenho 21,3% maior do que o registrado no mesmo período de 2009 o ano anterior, e somaram US$ 11,305 bilhões, resultando em uma a média diária de US$ 565,3 milhões. Em janeiro de 2009 a média diária foi de US$ 465,8 milhões.

As importações cresceram 16,8%, na comparação com janeiro de 2009. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as compras externas somaram de US$ 11,471 bilhões, o que significa uma média diária de US$ 573,6 milhões, contra os US$ 491 milhões registrados em janeiro do ano passado.

Com isso, o saldo comercial, que é a diferença entre as exportações e as importações, ficou deficitário em US$ 166 milhões (média diária de menos US$ 8,3 milhões). Em janeiro de 2009 o déficit foi de US$ 529 milhões. Apesar do déficit da balança comercial, o saldo foi 67,1% melhor que o verificado no mesmo mês do ano passado, que teve uma média diária negativa em US$ 25,2 milhões.

A corrente de comércio – soma das duas operações – chegou a US$ 22,776 bilhões, resultando em uma movimentação média diária de US$ 1,138 bilhão. Esse valor é 19% maior que o registrado em janeiro do ano passado (US$ 956,8 milhões).

No entanto a balança comercial registrou superávit, levando-se em consideração apenas a quinta semana de janeiro (entre os dias 25 e 31), e registrou saldo positivo de US$ 730 milhões, com média diária de US$ 146 milhões – US$ 3,254 bilhões em exportações, com média diária de US$ 650,8 milhões; e US$ 2,524 bilhões em importações, com média diária de US$ 504,8 milhões.

Às 15h30, o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, concede entrevista coletiva para comentar o desempenho das operações de comércio exterior do Brasil em janeiro de 2010.

Agência Brasil / Pedro Peduzzi
Edição: Tereza Barbosa

Analistas financeiros elevam expectativa de déficit das contas externas

Janeiro 18, 2010

O constante aumento na perspectiva de queda da balança comercial (exportações menos importações) induz os analistas financeiros a aumentar a expectativa de déficit da conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior. A projeção anterior, de déficit de US$ 41,30 bilhões neste ano, passou para US$ 45,50 bilhões, de acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central (BC).

A pesquisa semanal do BC, realizada na última sexta-feira (15) com uma centena de analistas da iniciativa privada, prevê que o comportamento da balança comercial neste ano será de mais deterioração do que no ano passado, quando o superávit fechou pouco acima de US$ 25 bilhões. Para 2010 eles estimam saldo de apenas US$ 10,75 bilhões, contra perspectiva de US$ 11,20 bilhões na semana anterior.

Em contrapartida, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país, aumentou de 5,20% para 5,30% na comparação semanal, e a expectativa de 4,50% para 2011 ficou mantida. Em decorrência do aumento da estimativa de déficit em conta corrente, porém, os analistas aumentaram também a projeção da relação entre dívida líquida do setor público e PIB, que passou de 42,85%, na semana anterior, para 42,95%.

Houve leve piora também quanto à perspectiva de aumento da taxa básica de juros (Selic) no decorrer do ano. No início do ano, os analistas financeiros apostavam na elevação dos atuais 8,75% para 10,75% até o final de 2010, mas essa projeção aumentou para 11% na pesquisa da semana passada e agora evoluiu para 11,25%, com possibilidade de redução para 11% no ano que vem.

Quanto ao câmbio, os analistas projetam que o dólar norte-americano chegará ao final deste ano no nível atual, com valor de R$ 1,75. Para o fechamento de 2011, projetam valorização do dólar para R$ 1,83. Isso, considerando que os investimentos estrangeiros diretos (IED) no setor produtivo acumulem entradas de US$ 37 bilhões neste ano e US$ 39,20 bilhões no próximo ano.

Segundo o boletim Focus, a inflação no varejo terá comportamento estável, tanto neste ano quanto em 2011, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no centro da meta de 4,5%, determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Os analistas mantiveram a projeção de que os preços administrados (energia, combustíveis, telefone, saúde, medicamentos e outros) serão ajustados em 3,50% neste ano e em 4,35% no ano que vem.

Agência Brasil / Stênio Ribeiro
Edição: Tereza Barbosa

Exportações do agronegócio caem, mas cresce participação do setor nas vendas totais

Janeiro 8, 2010

A balança comercial do agronegócio registrou em 2009 superávit de US$ 54,9 bilhões. O resultado é 8,5% inferior ao de 2008, quando se chegou ao recorde de US$ 60 bilhões.

Com a retração dos preços no mercado internacional, o valor das exportações do setor caiu 9,8%, ficando em US$ 64,7 bilhões. As importações também diminuíram 16,9%, totalizando para US$ 9,8 bilhões.

Apesar da queda, as exportações do agronegócio representaram 42,5% de tudo que o país produziu e embarcou para o exterior no ano passado. Em 2008, mesmo com superávit maior e mais exportações, a participação do setor foi menor, ficando em 36,3%.

Para o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que apresentou os números nesta sexta-feira (8), isso mostra que a tese defendida pelo governo no início da crise mundial estava correta. “Nós dizíamos, quando começou a crise, que o mundo estava comendo, ia continuar comendo e que a produção agrícola seria, possivelmente, o último item a ser afetado”, afirmou.

Para assegurar a atividade, o ministro disse que o governo fez o maior incentivo já realizado para a comercialização de produtos agrícolas, gastando R$ 5,5 bilhões a fundo perdido.

Sobre a queda no valor das exportações, Stephanes lembrou que, em 2008, antes da crise, houve uma bolha em relação aos preços das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional), que bateram recordes históricos. “A agricultura manteve o nível de exportação, mas não dá para comparar, porque tínhamos no período pré-crise todas as commodities em níveis elevados”.

As perspectivas para este ano, no entanto, são de crescimento em valor. Isso porque os preços dos produtos agropecuários estão maiores do que os de 2007, antes do pico de 2008, e porque em dezembro de 2009 foi registrado o melhor resultado do mês desde 1989, quando começou a ser calculada a média histórica.

Segundo Stephanes, esse pode ser um sinal de que os países estão voltando a aumentar o consumo de alimentos após a crise. Alguns produtos já se destacam. “Tem-se demonstrado uma boa tendência de aumento na exportação, principalmente de açúcar, carne e soja”, afirmou o ministro. Ele também acredita que o algodão e o etanol aumentarão as vendas para o exterior.

Para o ministro, os estoques mundiais de alimentos estão muito baixos e, à medida que os países voltam a crescer, eles devem, por questão de segurança alimentar, recompor essas reservas, o que também beneficiaria países produtores como o Brasil.

Agência Brasil / Danilo Macedo
Edição: Nádia Franco

Balança comercial tem resultado negativo na segunda semana do mês

Dezembro 15, 2009

As importações superaram as exportações na segunda semana de dezembro e a balança comercial brasileira registrou saldo negativo de US$ 4 milhões entre os dias 7 e 13.

No período, foram exportados US$ 3,212 bilhões e importados US$ 3,216 bilhões. A média por dia útil ficou em US$ 642,4 milhões nas exportações e US$ 643,2 milhões nas importações.

Até o dia 13 deste mês, a balança registrou saldo de US$ 372 milhões, elevando o resultado do ano para US$ 23,574 bilhões, um acréscimo de 1,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o saldo acumulado alcançava US$ 23,156 bilhões.

Agência Brasil / Daniel Lima
Edição: Tereza Barbosa

Balança comercial inicia o mês com superávit de US$ 376 milhões

Dezembro 7, 2009

O superávit comercial da primeira semana de dezembro, com quatro dias úteis, ficou em US$ 376 milhões, segundo informou nesta segunda-feira (7), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Nesse período, as exportações somaram US$ 2,618 bilhões e as importações, US$ 2,242 bilhões.

De janeiro até a primeira semana de dezembro, o superávit comercial é de US$ 23,578 bilhões, 6,2% maior do que o registrado no mesmo período de 2008 (US$ 22,209 bilhões). No acumulado do ano, as exportações somam US$ 141,150 bilhões e as importações, US$ 117,572 bilhões.

No dia 1º deste mês, o secretário de Comércio Exterior do ministério, Welber Barral, afirmou que a manutenção das importações e a queda das exportações, típica do fim de ano, deverão fazer a balança comercial fechar o ano com saldo positivo menor do que o de 2008.

Segundo ele, o resultado da balança comercial deste ano não deverá ultrapassar o superávit de US$ 24,7 bilhões registrado em 2008. Para este mês, o secretário estima que a balança comercial ficará próxima de zero.

Agência Brasil/ Kelly Oliveira
Edição: Juliana Andrade

Balança comercial acumula saldo de US$ 22,599 até outubro

Novembro 3, 2009

O saldo (superávit) da balança comercial brasileira registrou crescimento de 7,5% no acumulado do ano até o dia 31 de outubro, com US$ 22,599 bilhões.

Números divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior revelam que as exportações de janeiro a outubro foram de US$ 125,879 bilhões e as importações de US$ 103,280 bilhões.

Na média por dia útil, no período, as exportações ficaram em US$ 605,2 milhões com queda de 24,6% com o mesmo período do ano passado e as importações, US$ 496,5 também em queda, registraram 29,4% na mesma comparação.

Em outubro, o saldo da balança comercial ficou em US$ 1,328 bilhão com exportações de US$ 14,082 bilhões e importações de US$ 12,754 bilhões.

O saldo registrou média diária de US$ 63,3 milhões.

Agência Brasil / Daniel Lima
Edição: Tereza Barbosa

Superávit da balança comercial soma cerca de R$ 21 bilhões no ano

Setembro 21, 2009

O superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) somou US$ 556 milhões na última semana, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Com isso, o saldo acumulado no ano chega a US$ 21,33 bilhões.

O superávit da balança comercial, até o dia 20 de setembro, teve um aumento de 10,4% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo positivo totalizou US$ 19,31 bilhões.

Com informações do G1.

Balança comercial fecha semana com superávit de US$ 327 milhões

Setembro 14, 2009

O superávit comercial da segunda semana de setembro, com quatro dias úteis, chegou a US$ 327 milhões, segundo informou hoje (14) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Na semana passada, as exportações somaram US$ 2,518 bilhões e as importações, US$ 2,191 bilhões. Nas duas semanas do mês, o saldo positivo acumulado é de US$ 807 milhões, com exportações de US$ 5,256 bilhões e importações de US$ 4,449 bilhões.

De janeiro até a segunda semana de setembro, o superavit comercial soma de US$ 20,775 bilhões, um aumento de 12,4% em relação ao mesmo período de 2008 (US$ 18,480 bilhões). Neste ano até semana passada, as exportações somaram US$ 103,191 bilhões e as importações, US$ 82,416 bilhões.

Agência Brasil / Kelly Oliveira

Fluxo cambial fica negativo em US$ 1,1 bilhão na primeira semana de setembro

Setembro 10, 2009

O Brasil iniciou o mês registrando mais saída do que entrada de dólares. Segundo dados divulgados ontem (9) pelo Banco Central (BC), o fluxo cambial ficou negativo em US$ 1,1 bilhão nos quatro primeiros dias úteis de setembro.

Esse valor é resultado de um saldo negativo de US$ 254 milhões, no fluxo comercial e de um rombo de US$ 854 milhões, no fluxo financeiro. O fluxo comercial mede não apenas a balança comercial (diferença entre exportações e importações), mas o financiamento ao comércio exterior por meio dos Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio (ACC) e dos pagamentos antecipados.

O fluxo financeiro mede a entrada e saída de recursos por meio de compra e venda de ações, títulos, investimentos estrangeiros e remessas de lucros e dividendos para o exterior. Esse saldo, portanto, é mais sensível às oscilações do mercado financeiro, refletindo mais rapidamente as mudanças na percepção dos investidores internacionais e as instabilidades no mercado financeiro.

O fluxo cambial dos primeiros dias de setembro está no sentido contrário ao registrado no mesmo período do ano passado. De acordo com o BC, o saldo positivo tinha sido de US$ 4,43 bilhões nos quatro primeiros dias úteis de setembro de 2008, poucos dias antes de o banco norte-americano Lehman Brothers quebrar e agravar a atual crise financeira internacional.

No acumulado de 2009, o fluxo cambial está positivo, mas o saldo está 70% menor que o registrado no mesmo período do ano passado por causa da saída de divisas do país no início do ano. De janeiro até a primeira semana de setembro, o saldo está positivo em US$ 5,78 bilhões. No mesmo período de 2008, esse resultado estava positivo em US$ 18,8 bilhões.

Wellton Máximo - Agência Brasil

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