Secif-RJ: Não é hora de elevar a taxa Selic

Março 11, 2010

O Sindicato das Financeiras do Estado do Rio de Janeiro (Secif-RJ) divulgou nota em que considera inapropriado um aumento na taxa básica de juros da economia na reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) da semana que vem. Para a instituição, a taxa Selic continuará em 8,75% ao ano.

O presidente da entidade que agrega as financeiras, José Arthur Assunção, alega que, apesar de a inflação ter crescido nos dois primeiros meses do ano, não existem sinais de um repique considerável no IPCA. “Uma taxa maior de inflação, no ínicio do ano, é sempre esperada. Pelas projeções do mercado, o IPCA fecharia o ano próximo dos 5%, levemente acima da meta. Considero muito precipitado uma elevação de juros agora. É preciso avaliar melhor o cenário até o meio do ano pelo menos. Não podemos deixar de aproveitar esse momento tão positivo da nossa economia”, ressalta.

Assunção lembra que ainda não houve grandes movimentos de alta dos juros pelo mundo. “Tanto nos Estados Unidos quanto na Europa as taxas de juros continuam em níveis baixíssimos. A taxa básica de juros do Brasil, apesar de ser a menor de todos os tempos, ainda é muitíssimo superior a de todos os demais países emergentes e de Primeiro Mundo”.

“É louvável a preocupação com a inflação. Mas a estabilidade econômica é uma conquista dos brasileiros. Ninguém mais tira. O Banco Central só vai optar pela elevação dos juros se realmente for o único caminho. Mas quando for, todos nós precisamos apoiá-lo. A instituição, até agora, tem se mostrado bastante eficiente na defesa da moeda”.

Com informações da assessoria de imprensa do Sindicato das Financeiras do Estado do Rio de Janeiro.

Índice que reajusta aluguéis sobe 0,95% na primeira prévia de março

Março 10, 2010

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado como referência para o reajuste de contratos de aluguel, subiu 0,95% na primeira prévia de março. O resultado ficou pouco abaixo do observado um mês antes, quando foi registrada elevação de 0,98%. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (10) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no ano, o índice acumula alta de 2,78% e, nos últimos 12 meses, de 1,95%.

Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) sofreu elevação de 1,22%, contra alta de 1,16% um mês antes. O índice relativo a bens finais diminuiu de 2,27% para 0,56%, com a contribuição dos alimentos processados (de 5,05% para 0,70%). Já o índice de bens intermediários teve elevação mais intensa e passou de 1,25% para 1,27%, com destaque para o subgrupo suprimentos (de 1,4% para 2,4%). O mesmo movimento foi observado em matérias-primas brutas, que reverteram a deflação de 0,61% e registraram alta de 2,13%. Neste caso, as maiores pressões foram exercidas pelos seguintes itens: soja, laranja e leite in natura.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,43% na primeira prévia de março, depois de ter registrado alta de 0,75% no mesmo período de fevereiro. Cinco dos sete grupos pesquisados tiveram decréscimo em suas taxas: transportes (de 2,18% para 0,60%), vestuário (de 0,48% para -1,28%), educação, leitura e recreação (de 1% para 0,12%), despesas diversas (de 0,24% para -0,13%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,26% para 0,24%). Os grupos que apresentaram aumento em suas taxas foram alimentação (de 0,86% para 0,96%) e habitação (de 0,29% para 0,35%).

Último componente do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,45%, mais do que a taxa de 0,41% da primeira prévia de fevereiro. Ficaram mais caros no período os materiais, equipamentos e serviços (de 0,45% para 0,64%). No caso da mão de obra, a variação diminuiu de 0,36% para 0,24%.

Para calcular a primeira prévia do IGP-M de março, foram coletados preços entre os dias 21 e 28 de fevereiro.

Thais Leitão / Agência Brasil

Analistas apostam que Selic aumentará só em abril

Março 8, 2010

Analistas do mercado financeiro esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) eleve a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual em abril deste ano. Atualmente a taxa básica está em 8,75% ao ano e a expectativa é de que suba para 9,25% no próximo mês.

Na reunião marcada para os próximos dias 16 e 17, os analistas consultados pelo BC esperam que a taxa permaneça no atual patamar.

Na avaliação dos analistas, a Selic deve ter nova alta em junho (9,75% ao ano), em julho (10,25% ao ano), em setembro (10,75% ao ano) e em outubro (11,25% ao ano).

O Copom eleva a taxa básica quando considera que a economia está aquecida e que a trajetória de inflação é de alta. O BC persegue a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para este e o próximo ano, a meta é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na projeção dos analistas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência para a meta de inflação, deve fechar 2010 em 4,99% e 2011 em 4,50%.

A Selic é a taxa praticada nas operações de curtíssimo prazo entre bancos e remunera empréstimos que o governo toma, por meio do lançamento de títulos. Essa taxa também influencia nos juros cobrados nos empréstimos ofertados pelas instituições financeiras aos seus clientes.

Kelly Oliveira / Agência Brasil

Brasil aprova medida contra importação de calçados chineses

Março 5, 2010

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) aprovou na quinta-feira (4), em caráter definitivo, a aplicação do direito antidumping sobre a importação de calçados chineses. A medida vale por cinco anos e estipula alíquota de US$ 13,85 pelo par de calçado trazido da China.

A prática de dumping se dá quando as empresas de um país, ao venderem seus produtos para outro, estabelecem preços extremamente baixos, prejudicando os fabricantes locais e acabando, assim, com a concorrência.

O direito antidumping será cobrado dos calçados classificados nas posições 6402 a 6405, o que deixa de fora sandálias praianas e sapatilhas utilizadas para a prática de esportes.

Também estão isentas as importações chinesas de pantufas, sapatilhas para dança, calçados descartáveis, calçados utilizados como item de segurança em unidades fabris, calçados fabricados totalmente em material têxtil, sapatos de bebês com parte superior fabricada em tecido, além de calçados de couro natural popularmente conhecidos como alpercatas.

A investigação de dumping nas exportações chinesas de calçados para o Brasil foi aberta pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no final de 2008, por solicitação da Associação Brasileira de Calçados (Abicalçados).

A exportação de bens com preços inferiores aos praticados no mercado de origem é considerada desleal pela Organização Mundial do Comércio (OMC). A aplicação do direito antidumping é uma medida clássica de defesa comercial para evitar que produtores nacionais sejam prejudicados por importações desleais.

Lana Cristina / Agência Brasil

Vendas de veículos crescem 1,94% em fevereiro

Março 3, 2010

As vendas da indústria automobilística cresceram 1,94% em fevereiro, na comparação com o mês anterior. Foram comercializadas 349.433 unidades, ante 342.795 de janeiro. Na comparação com o mesmo período do ano passado (312.115), o aumento foi de 11,96%.

No ano, as vendas acumulam 8,24% de crescimento, com 692.228 unidades, contra 639.523 comercializadas em janeiro e fevereiro de 2009. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Flávia Albuquerque / Agência Brasil

Mantega não acredita que o Banco Central vá aumentar a taxa de juros

Março 2, 2010

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na segunda-feira (1º) que não acredita que o Banco Central esteja planejando aumentar a taxa de juros básicos (Selic). Segundo ele, isso só deverá ocorrer caso a economia comece a crescer acima do previsto.

“Eu tenho visto as declarações do presidente Meirelles [Henrique Meirelles, presidente do Banco Central], e ele está tranquilo. Várias vezes ele falou que a projeção de crescimento do PIB é 5,8%. Ele já disse para mim e para a imprensa: ‘é possível um crescimento de 5,8% sem pressão inflacionária’”.

Mantega disse ainda que o aumento da demanda interna não provocará o aumento da inflação. Segundo ele, as empresas estão realizando os investimentos necessários para atender o consumo dos brasileiros, que deverá crescer entre 7% e 7,5% neste ano. “Os empresários demonstraram que são capazes de reagir a uma pressão da demanda”, disse.

O ministro também minimizou a alta da inflação verificada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês de janeiro. De acordo com Mantega, o aumento foi causado por fatores sazonais, como o reajuste das mensalidades escolares e a perda de produtos agrícolas por causa das chuvas.

“Isso estava já dentro das possibilidades. Então vejo que a partir de março a inflação vai para outro patamar. O IPCA deu 0,75% em janeiro. Em fevereiro ainda vai ficar um pouco alto. Em março já volta para 0,30% ou 0,35%, em uma estimativa aproximada”, avaliou.

Para o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf um aumento da Selic causaria uma valorização do dólar em relação ao real, prejudicando as exportações que já estão com problemas porque os mercados dos Estados Unidos e da União Europeia ainda sofrem os efeitos da crise.

Daniel Mello / Agência Brasil

Inflação semanal tem forte queda e fecha em 0,16%

Março 1, 2010

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal registrou variação de 0,68% na última semana do mês de fevereiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), a taxa ficou 0,16%, menor que a da semana anterior (0,84%).

Seis dos sete grupos que compõem o índice registraram baixa: transportes caiu de 2,46% para 1,74%, ainda como reflexo do reajuste da tarifa de ônibus urbano (4,55% para 2,50%); educação, leitura e recreação passou de 0,66% para -0,02%, puxado pela baixa acentuada do item cursos formais (1,49% para 0,12%).

Além desses, alimentação passou de 1,22% para 1,16%; vestuário, de -0,44% para -0,62%; saúde e cuidados pessoais (0,45% para 0,43%) e despesas diversas, de 0,46% para 0,43%.

O único grupo que apresentou alta nos preços foi habitação, que passou de 0,28% para 0,33%, puxado pelos itens condomínio residencial (0,48% para 0,62%) e empregados domésticos (1,77% para 2,11%).

Maria Eugênia Castilho / Agência Brasil

Banco do Brasil fecha 2009 com lucro de R$ 10 bilhões

Fevereiro 25, 2010

O Banco do Brasil encerrou 2009 com lucro líquido de R$ 10,148 bilhões, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira (25). O resultado foi 15,3% superior ao registrado no ano anterior;

O lucro recorrente atingiu R$ 8.506 milhões, 27,2% acima do resultado recorrente 2008.
A nota do banco afirma que o resultado recorrente do ano foi influenciado pelo montante de R$ 3.030 milhões resultante da atualização dos ativos e passivos atuariais do Plano de Aposentadoria e Pensão dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ).

Os ativos totais do banco alcançaram R$ 708,549 bilhões no final de 2009.

Com informações do G1.

Economia brasileira é destaque na América Latina

Fevereiro 23, 2010

É grande o otimismo em relação à recuperação da economia latino-americana frente à crise internacional, de acordo com a Sondagem Econômica da América Latina, divulgada na segunda-feira (22) pela Fundação Getulio Vargas. O destaque na região, segundo os especialistas consultados, é o Brasil, que apresentou o melhor Índice de Clima Econômico (ICE), de 7,8 pontos, para uma média regional de 5,6 pontos, numa escala de um a nove, entre outubro do ano passado e janeiro deste ano.

O superintendente de Ciclos Econômicos da FGV, Aloísio Campelo, afirmou que o otimismo é grande em relação aos próximos seis meses. “Mas a gente nota que a avaliação sobre a situação atual ainda é desfavorável na maior parte dos países.”

O economista da FGV observou que os países mais dependentes dos Estados Unidos, como México, República Dominicana e Costa Rica, estão mais atrás na recuperação. Na Venezuela, o clima é de recessão. Ele disse que há um desânimo do investidor privado, e o petróleo — principal produto do país — tem recuperação lenta, porque a exportação depende da retomada do mercado internacional, “que está indo devagarzinho”.

Na América do Sul, os países que já tinham uma maior solidez no período pré-crise — Brasil, Chile, Peru e Uruguai — tiveram recuperação mais rápida. “O Brasil saiu muito bem, saiu muito rápido realmente e o clima econômico já está bom”. Campelo afirmou que no caso brasileiro a própria avaliação sobre a situação atual é boa.

“A gente já passou da fase de recuperação do consumo e está entrando na fase de realização de investimento. A maioria dos especialistas diz que os investimentos vão aumentar. Os outros países ainda não chegaram a essa fase, com exceção, talvez, do Chile, que estaria também pensando em expansão [dos investimentos]”, comentou.

Segundo Campelo, o cenário favorável traçado para o Brasil seria um chamariz para o investimento. Ele salientou, entretanto, que isso depende da disponibilidade, ou seja, da liquidez internacional. “O que precisa é manter os fundamentos macroeconômicos, trazer de volta o equilíbrio fiscal, fazer um esforço para voltar a ter superávits primários mais perto de 4% e não de 2%, que foi o caso de 2009. E, na área de inflação, manter a seriedade.”

Isso significa que, se houver um descasamento entre oferta e procura este ano por conta de uma aceleração de demanda interna que a indústria não possa acompanhar, o Banco Central deverá agir e manter uma sintonia fina para que a inflação permaneça próximo da meta, recomendou.

O cenário, frisou Campelo, é virtuoso, “a não ser que a gente comece a tomar medidas equivocadas doravante”. Com o cenário positivo para investimentos, a expectativa é de geração de empregos no Brasil. Ele informou que, por enquanto, apenas a indústria não retomou o patamar de empregos pré-crise. Já os setores de serviços e comércio apresentam expansão nessa área. “E a tendência é continuar com aumento da oferta de empregos nos próximos meses.”

A Sondagem Econômica da América Latina de janeiro de 2010 consultou 139 especialistas de 17 países e foi realizada pela FGV em parceria com o Institute for Economic Research da Alemanha.

Alana Gandra / Agência Brasil

Analistas voltam a aumentar projeção de crescimento da economia em 2010

Fevereiro 22, 2010

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) voltaram a elevar a estimativa para o crescimento da economia neste ano. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, em 2010, subiu de 5,47% para 5,50%, segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo BC. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 5,30%. Para 2011, foi mantida a previsão de crescimento do PIB de 4,5%.

Para o crescimento da produção industrial, neste ano, a estimativa passou de 8,55% para 8,41%. No próximo ano, os analistas esperam por expansão de 4,95%, contra os 4,85% previstos no boletim anterior.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 41,95% para 41,70%, neste ano, e de 40,50% para 40,30%, em 2011.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) para este ano permaneceu em US$ 10 bilhões. Já a expectativa para 2011 caiu bastante, de US$ 5 bilhões para US$ 1,6 bilhão.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa para este ano foi ajustada de US$ 50,050 bilhões para US$ 50 bilhões. Em 2011, os analistas alteraram a expectativa para o resultado negativo de US$ 57,810 bilhões para US$ 56,410 bilhões.

A projeção para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 38 bilhões, em 2010, e em US$ 40 bilhões, em 2011.

Kelly Oliveira / Agência Brasil

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