Analistas apostam que Selic aumentará só em abril

Março 8, 2010

Analistas do mercado financeiro esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) eleve a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual em abril deste ano. Atualmente a taxa básica está em 8,75% ao ano e a expectativa é de que suba para 9,25% no próximo mês.

Na reunião marcada para os próximos dias 16 e 17, os analistas consultados pelo BC esperam que a taxa permaneça no atual patamar.

Na avaliação dos analistas, a Selic deve ter nova alta em junho (9,75% ao ano), em julho (10,25% ao ano), em setembro (10,75% ao ano) e em outubro (11,25% ao ano).

O Copom eleva a taxa básica quando considera que a economia está aquecida e que a trajetória de inflação é de alta. O BC persegue a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Para este e o próximo ano, a meta é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na projeção dos analistas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência para a meta de inflação, deve fechar 2010 em 4,99% e 2011 em 4,50%.

A Selic é a taxa praticada nas operações de curtíssimo prazo entre bancos e remunera empréstimos que o governo toma, por meio do lançamento de títulos. Essa taxa também influencia nos juros cobrados nos empréstimos ofertados pelas instituições financeiras aos seus clientes.

Kelly Oliveira / Agência Brasil

Taxa básica de juros da economia continua em 8,75%

Dezembro 9, 2009

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros da economia em 8,75% ao ano, resultado que corresponde às expectativas dos analistas financeiros da iniciativa privada, como mostra a pesquisa Focus, realizada pelo BC na última sexta-feira (4).

O comitê avaliou que a taxa “é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas, ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária a atividade econômica.” A taxa foi aprovada por unanimidade, sem viés, ou seja, vale até a próxima reunião do Copom marcada para o dia 27 de janeiro.

O mercado financeiro prevê que a Selic deva permanecer nesse patamar por todo o primeiro semestre de 2010, uma vez que não há sinais de pressão inflacionária no curto prazo.

Para os analistas, só a partir de julho do próximo ano os juros básicos, que estão no patamar mais baixo da história recente do país, voltem a subir, gradativamente, de modo a terminar 2010 um pouco acima de 10,50%.

Em janeiro, na sua primeira reunião do ano, o Copom decidiu reduzir a Selic de 13,75% para 12,75% ao ano. Em março, a taxa caiu para 11,25%, com nova redução em abril, para 10,25%. Em junho, houve novo corte de 1 ponto percentual, para 9,25%. Na sequência, o comitê reduziu o ritmo de corte e, na reunião de julho, a Selic teve queda de meio ponto percentual.

O BC usa a Selic para controlar a inflação, cuja meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2009 e 2010 é de 4,5%. Essa meta, definida com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tem margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Agência Brasil

Financeiras preveem queda da Selic em 2010

Outubro 23, 2009

O Sindicato das Financeiras do estado do Rio de Janeiro (Secif-RJ) considerou apropriada a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que manteve a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano na reunião que terminou há pouco. Mas para a entidade, ao contrário do que projeta o mercado futuro, o Brasil tem condições de voltar a promover novos cortes na Selic no próximo ano.

O presidente da instituição que agrega as financeiras, José Arthur Assunção, é enfático: “É preciso lembrarmos, a cada dia, que o Brasil mudou de status internacionalmente. Nós não precisamos mais trabalhar com juros altíssimos para atrair capital estrangeiro, por exemplo. Muito pelo contrário. Já fazemos parte de um seleto rol de nações. E é crendo nisso fielmente que penso ser até possível uma redução dos juros no ano que vem”

Para Assunção, nem a inflação, que seria um obstáculo, se constitui num grande problema. “Muitos consideram que um forte crescimento econômico, nos próximos anos, poderia ser um fator que dificulte a queda dos juros pela possibilidade de pressionar a inflação. Mas a tendência da curva de inflação é declinante. Se pegarmos os últimos doze meses do IPCA, por exemplo, a taxa já está abaixo da meta de 4,5%. E tenho absoluta certeza que o investimento no país será fortíssimo. Não somente pela Copa do Mundo e pelas Olimpíadas, mas principalmente por termos saído quase ilesos da crise e apresentarmos fundamentos econômicos cada vez mais sólidos. Vem muito capital por aí, o que contribui para fortalecer o real.”

“Nosso destino, em pouco tempo, é termos taxas comparáveis às dos principais países do mundo. E, sendo assim, esses 8,75% ao ano, cá entre nós, ainda são muito altos”.

Copom mantém taxa básica de juros em 8,75% ao ano

Outubro 21, 2009

A taxa básica de juros, Selic, vai continuar em 8,75% ao ano nos próximos 45 dias. O índice vigora nesse patamar desde 22 de julho, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) estancou o processo de afrouxamento gradativo da política monetária, iniciado em janeiro.

Em janeiro, a Selic estava em 13,75%. Na reunião de hoje (21), a taxa foi mantida sem possibilidade de revisão até a próxima reunião do colegiado, marcada para 8 e 9 de dezembro.

Com a manutenção, o Copom manifestou sintonia com as expectativas dos analistas financeiros. Em comunicado depois do encontro, o Copom diz que mantém o índice “tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas”. A decisão foi tomada por unanimidade.

Na nota, o colegiado diz que “levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro, e por outro, a margem de ociosidade dos fatores produtivos, entre outros fatores, o Comitê avalia que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo de horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica”.

Stênio Ribeiro - Repórter da Agência Brasil

Financeiras preveem Selic a 8,75%, pelo menos até o final desse ano

Outubro 21, 2009

O Sindicato das Financeiras do estado do Rio de Janeiro (Secif-RJ) prevê que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) vai manter a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano na reunião que termina nesta quinta-feira (22). Para a entidade, a taxa ficará estacionada nesse patamar pelo menos até o final do ano.

O presidente da instituição que agrega as financeiras, José Arthur Assunção, já faz projeções para 2010: “Apesar de ser dificílimo traçarmos um cenário preciso para o próximo ano, tudo nos leva a crer que a economia continuará num processo forte de recuperação, o que se, por um lado, é para ser comemorado, por outro, pode gerar pressões inflacionárias. Por isso, muitos agentes econômicos apostam em elevação de juros no ano que vem”, explica.

Mas Assunção não descarta a manutenção do atual patamar de juros em 2010 ou mesmo um corte na taxa: “É preciso que nós lembremos, a cada dia, que o Brasil mudou de status internacionalmente. Nós não precisamos mais trabalhar com juros altíssimos para atrair capital estrangeiro, por exemplo. Muito pelo contrário. Já fazemos parte de um seleto rol de nações. E é crendo nisso fielmente que penso ser até possível uma redução dos juros no ano que vem. Isto, é claro, se a inflação se comportar de forma razoável, dentro da meta. Nosso destino, em pouco tempo, é termos taxas comparáveis às dos principais países do mundo. E, sendo assim, esses 8,75% ao ano, cá entre nós, ainda são muito altos”.

Economistas consideram conservadora decisão do Copom de manter Selic em 8,75% ao ano

Setembro 3, 2009

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central adotou uma política conservadora ao manter, em 8,75% ao ano a taxa básica de juro Selic, na opinião da professora do Departamento de Economia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Maria Beatriz David. “É uma política muito conservadora, porque eles estão temendo aumento da inflação”, explicou.

Ela lembrou que índices de preços divulgados esta semana mostraram, em sua maioria, um leve aumento. “Mas, acho que não há risco de inflação.” A economista acredita, contudo, que poderá haver um novo corte da Selic até o final do ano. “Se não houver nenhuma pressão inflacionária, porque os aumentos salariais terminam agora em setembro, com o dissídio dos bancários.”

Como a expectativa é de queda de preços de alguns alimentos a partir deste mês, ela apontou a possibilidade de o Copom voltar a efetuar um pequeno corte no juro, embora não seja nada muito significativo. “Este ano, eu acho que vão baixar, no máximo, mais 0,5 ponto percentual ou 1 ponto até dezembro.”

Na avaliação do presidente do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro (Corecon/RJ), Paulo Passarinho, a manutenção da Selic no patamar de 8,75%/ano já era esperada, “em função do tipo de política econômica que nós temos e, principalmente, da orientação da diretoria do Banco Central”.

Ele lamentou a decisão do Copom, afirmando que esses são os limites da política econômica. Passarinho criticou a forma como o BC enfrentou a crise financeira internacional, mantendo uma trajetória de juros altos especialmente no auge da crise, no ano passado. “Foi uma resposta, na verdade, retardada.”

De acordo com ele, efeito dessa política monetária “equivocada” foi compensado pela política fiscal “mais frouxa” que instituições vinculadas ao Ministério da Fazenda, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), acabaram por realizar.

Segundo Passarinho, a política do BC denota “coerência de uma estratégia econômica que foi adotada pelo conjunto do governo Lula desde o início da sua gestão e, de alguma maneira, nós estamos presos a isso.”

Alana Gandra - Agência Brasil

Copom acompanha expectativa do mercado e mantém taxa básica de juros em 8,75%

Setembro 3, 2009

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 8,75%.

A decisão interrompe a sequência de quedas da Selic, que há cinco reuniões seguidas vinha sofrendo reduções. O percentual foi apontado pela maioria dos analistas financeiros ouvidos pela boletim Focus do BC, que, semanalmente, pesquisa a expectativa do mercado em relação aos parâmetros econômicos.

A nota distribuída pelo Copom diz que “tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas”, o colegiado decidiu manter a taxa, sem viés, ou seja, sem possibilidade de mudar antes da próxima reunião, e por unanimidade. E acrescenta que “levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro e, por outro, a margem de ociosidade dos fatores produtivos, entre outros fatores, o comitê avalia que esse patamar de táxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno”.

O Copom também afirma que o cenário favorável contribui para “assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica”.

Com esta decisão, o Copom interrompe a flexibilização da política monetária pelos próximos 45 dias e, só na reunião agendada para os dias 20 e 21 de outubro, reavaliará a possibilidade de revisão da taxa, para mais ou para menos, dependendo do contexto macroeconômico mundial.

O Brasil permanece em quarto lugar no ranking mundial de juros reais, considerando-se a expectativa de inflação para os próximos 12 meses. Descontada a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Brasil fica com juros reais de 4,5% ao ano. Os três países que encabeçam a lista são a China (7,2%), a Tailândia (5,9%) e a Argentina (4,7%), de acordo com levantamento da consultoria UpTrend.

Em se tratando de taxa nominal, os 8,75% do Brasil também ficam em quarto, atrás da Venezuela (16,7%), da Rússia (10,8%) e da Argentina (10,5%).

Stênio Ribeiro - Agência Brasil

Financeiras apoiam decisão do Copom

Setembro 2, 2009

Secif-RJ prevê juros básicos a 8,75% por, pelo menos, um ano

O Sindicato das Financeiras do estado do Rio de Janeiro (Secif-RJ) apoiou a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) que, agora há pouco, manteve a taxa básica de juros em 8,75% ao ano.

O presidente da instituição que agrega as financeiras, José Arthur Assunção, preferia um corte de 0,25 ponto, mas acredita que a decisão do BC levou em conta um possível limite para que a inflação fique na meta esse ano e em 2010. “Mesmo assim, esse índice de 8,75% era inimaginável há um tempo atrás. Juros nominais de um dígito é coisa de Primeiro Mundo”

“E não creio que, no momento em que as economias desenvolvidas começarem a elevar suas taxas, nós sejamos obrigados a fazer também esse movimento, já que passamos bem pela crise e nossos juros, mesmo assim, ainda ficarão muito superiores aos deles”, afirma.

Para Assunção, o Brasil enfim é um país civilizado: “Nossa economia entrou num ciclo virtuoso, conquistado, aos poucos, desde a implantação do Real, no governo de Fernando Henrique Cardoso. O governo do presidente Lula manteve as conquistas anteriores e, com a presença de Henrique Meirelles na presidência do Banco Central, trouxe uma austeridade monetária marcante, que nos propiciou uma passagem serena e tranqüila por essa crise financeira que abalou o mundo. Hoje, temos uma taxa de juros que nos permite não somente controlar a inflação, mas também manter um crescimento econômico sustentável nos próximos anos, excetuando-se esse de 2009 evidentemente, devido à crise econômica mundial”.

Fonte: Gláucia Xavier - Mercado da Comunicação

Financeiras: uma última queda na Selic

Setembro 1, 2009

Secif-RJ prevê juros básicos a 8,5%

O Sindicato das Financeiras do estado do Rio de Janeiro (Secif-RJ) acredita que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) promoverá amanhã um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic). Seria a última queda da taxa no ano de 2009, que ficaria então em 8,5% ao ano durante alguns meses.

O presidente da instituição que agrega as financeiras, José Arthur Assunção, acredita que esse corte de 0,25 ponto sinalizaria ao mercado que o BC chega ao limite plausível para que a inflação fique na meta nesse ano e em 2010. “No entanto, esses 8,5% é um índice que nunca imaginaríamos há um tempo atrás. Juros nominais de um dígito é coisa de Primeiro Mundo”

“E não creio que, no momento em que as economias desenvolvidas começarem a elevar suas taxas, nós sejamos obrigados a fazer também esse movimento, já que passamos bem pela crise e nossos juros, mesmo assim, ainda ficarão muito superiores aos deles”, afirma.

Para Assunção, o Brasil enfim é um país civilizado: “Nossa economia entrou num ciclo virtuoso, conquistado, aos poucos, desde a implantação do Real, no governo de Fernando Henrique Cardoso. O governo do presidente Lula manteve as conquistas anteriores e, com a presença de Henrique Meirelles na presidência do Banco Central, trouxe uma austeridade monetária marcante, que nos propiciou uma passagem serena e tranqüila por essa crise financeira que abalou o mundo. Hoje, temos uma taxa de juros que nos permite não somente controlar a inflação, mas também manter um crescimento econômico sustentável nos próximos anos, excetuando-se esse de 2009 evidentemente, devido à crise econômica mundial”.

Fonte: Gláucia Xavier - Mercado da Comunicação

Juros bancários têm oitava queda no ano, constata o Procon

Agosto 18, 2009

Os juros cobrados no empréstimo pessoal e no cheque especial caíram pelo oitavo mês consecutivo na maioria dos bancos onde é feita a pesquisa mensal da Fundação Procon de São Paulo, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. A apuração, feita com dez instituições financeiras no último dia 4, mostra quedas modestas.

A taxa média incidente sobre o empréstimo pessoal ficou em 5,27% ao mês, ligeiramente abaixo da apurada na pesquisa anterior (5,30%), enquanto o uso do cheque especial passou de 8,83% para 8,79%. A coleta de dados foi feita nos bancos do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.

Em sete deles, ocorreram redução nos juros do crédito pessoal e a mais expressiva foi no Banco Safra ( 0,10 ponto percentual), com a taxa alterada de 5,50%, em julho, para 5,40% neste mês. Embora tenha promovido uma queda com velocidade menor do que essa, o Banco do Brasil pratica neste mês a segunda menor taxa do mercado: 4,48% mensais, ou 0,02 ponto percentual abaixo da registrada no mês passado.

A pesquisa mostra que quem estiver no cheque especial está pagando menos do que em julho em oito bancos. A maior redução é no Unibanco (1,38%), com taxa de 8,59% ante 8,71%. Entre as instituições que diminuíram os juros, a menor taxa é a da Caixa Econômica Federal (6,75%) ante (6,79%), uma queda de 0,52%.

De acordo com a análise técnica da Fundação Procon, o ritmo de baixa apurado é menor do que o adotado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) que, decidiu, entre os dias 21 e 22 de julho, na quinta reunião do ano, reduzir a taxa básica de juros, a Selic, de 9,25% para 8,75% ao ano. O motivo para a diferença dos cortes, que neste caso atingiu 0,50%, é a cobertura de riscos contra o alto índice de inadimplência, segundo a avaliação do órgão.

Marli Moreira - Agência Brasil

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