Endividamento da pessoa física cresceu 19,7% em 2009
Fevereiro 16, 2010
O endividamento da pessoa física cresceu 19,7% no ano passado e os compromissos das famílias com cartão de crédito, cheque especial, empréstimos bancários, Previdência Social e gastos direcionados para habitação e financiamento rural somaram R$ 637,393 bilhões, de acordo com números do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC).
Esse estoque de dívidas é maior, portanto, que os R$ 555 bilhões encontrados em pesquisa da LCA Consultores, segundo a qual esse valor equivaleria a cerca de 40% da renda anual da população. De acordo com o BC, o endividamento atual da pessoa física passa de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país, estimado em R$ 3,130 trilhões.
O crescimento da dívida é visto, porém, com serenidade por alguns analistas de mercado, como o professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Piscitelli. Para ele, o aumento da dívida é sustentável em um quadro de evolução da economia, com mais renda, poupança e emprego formal. “Tanto que o crescimento do endividamento não tem se caracterizado por em aumento da inadimplência”, afirmou.
Piscitelli reconhece que o nível de endividamento das famílias é grande, mas acha que está dentro do razoável se comparado ao de países nos quais o comprometimento da renda familiar é muito mais alto, como o Chile e os Estados Unidos, nos quais o nível de endividamento beira os 100%.
Ele chama a atenção, contudo, para o fato de muita gente se deixar atrair pelas facilidades de acesso ao crédito e pelo alongamento das dívidas, porque os juros bancários no Brasil são muito altos. Quanto maior for o prazo, mais cara será a dívida. Além do mais, segundo ele, o tomador precisa ficar atento ao limite de sua renda.
O BC mostra também que as dívidas de pessoas jurídicas (empresas) cresceram 11,2% no ano passado, chegando ao final do ano com estoque de R$ 772,947 bilhões. Esse crescimento foi quase todo impulsionado por recursos direcionados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Ao contrário das empresas, que ficaram na expectativa do desenrolar da crise financeira mundial e só aos poucos retomaram os planos de investimento, os consumidores continuaram no processo de endividamento que ocorrera de forma ainda mais forte em 2008. Naquele ano, a tomada de empréstimos cresceu 25,12% em relação ao ano anterior.
De acordo com análise técnica do Depec/BC, o desempenho das operações de crédito no ano passado, considerando-se pessoas físicas e jurídicas, “configura significativa recuperação do mercado de crédito”, depois da contração verificada no final de 2008 e no início de 2009. A retomada ocorreu principalmente do lado dos empréstimos pessoais.
Stênio Ribeiro / Agência Brasil
Poupança tem o melhor resultado desde janeiro de 1997
Fevereiro 4, 2010
A caderneta de poupança registrou em janeiro captação líquida de R$ 2,619 bilhões. O resultado é o melhor desde janeiro de 1997, quando houve captação de R$ 3,512 bilhões segundo dados da série histórica do Banco Central.
Em janeiro de 2010, os depósitos em cadernetas de poupança totalizaram R$ 87,825 bilhões e os saques, R$ 85,205 bilhões. Foram creditados R$ 1,508 bilhão em rendimentos. O saldo total em caderneta passou de R$ 319 bilhões para R$ 323 bilhões de dezembro para janeiro.
Agência Brasil / Daniel Lima
Edição: Tereza Barbosa
BNDES anuncia nesta terça crédito para hotéis
Fevereiro 2, 2010
O ministro do Turismo, Luiz Barretto, e o vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Armando Mariante, anunciam nesta terça-feira (2), no Rio de Janeiro, linha de crédito no valor de R$ 1 bilhão para reforma, ampliação e construção de novos hotéis. A iniciativa faz parte do pacote de ações do governo federal para a realização da Copa do Mundo de 2014.
A linha do BNDES trabalha com os conceitos de Hotel Padrão, Hotel Eficiência Energética e Hotel Sustentável, estabelecendo prazos de pagamento e taxas de juros diferenciadas para cada categoria.
Agência Brasil
Edição: Graça Adjuto
Brasil conclui acordo e vira oficialmente credor do FMI pela primeira vez na história
Janeiro 25, 2010
O Brasil e o Fundo Monetário Internacional (FMI) concluíram na sexta-feira (22) o acordo que permitirá a ampliação da capacidade de empréstimos do fundo em até US$ 10 bilhões. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, assinaram na sexta o termo de compromisso que aumenta o aporte financeiro do país ao FMI. Com a transação, o país oficialmente vira credor do fundo pela primeira vez na história.
Pelo acordo, o Brasil comprará até US$ 10 bilhões em notas emitidas pelo FMI nos próximos dois anos. A operação ficará a cargo do Banco Central. De acordo com a autoridade monetária, a compra não terá impacto nas reservas internacionais brasileiras porque os papéis serão classificados como direitos especiais de saque (DES).
“A operação apenas alterará a composição das reservas internacionais do país, contribuindo para sua diversificação”, destacou o Banco Central, em comunicado.
As notas vencerão três meses após a emissão, mas podem ser renovadas automaticamente por períodos adicionais de três meses, até o prazo máximo de cinco anos. Ao comprar esses papéis, o Brasil receberá juros trimestrais. A taxa corresponde a uma média das taxas de juro de curto prazo dos EUA, do Japão, do Reino Unido e da zona do Euro.
Em junho, Mantega havia anunciado que o Brasil emprestaria US$ 10 bilhões ao FMI. No final de novembro, o ministro afirmou que o país ampliaria o aporte para US$ 14 bilhões, mas o acordo assinado na sexta se refere apenas aos US$ 10 bilhões iniciais.
Agência Brasil / Wellton Máximo
Edição: João Carlos Rodrigues
Juros de dezembro foram os mais baixos em dois anos, informa BC
Janeiro 21, 2010
A taxa média de juros do crédito bancário foi de 34,3% no mês de dezembro, a mais baixa desde dezembro de 2007, de acordo com o Relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro, divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Banco Central (BC).
Segundo o relatório preparado pelo Departamento Econômico do banco, o spread bancário (diferença entre a taxa que o banco paga na aplicação do cliente e a taxa cobrada na concessão de empréstimo) também recuou 0,8 ponto percentual no mês passado, situando-se na média de 24,3%. No ano a queda total foi de 6,4 pontos percentuais.
As taxas de juros das operações com pessoa física recuaram de forma mais significativa, ao longo do ano passado, do que nas contratações com pessoas jurídicas – reflexo do comportamento das taxas de inadimplência nos dois segmentos.
O custo médio para as famílias caiu 15,2 pontos percentuais no ano e fechou 2009 no patamar de 42,7% ao ano, menor nível da série histórica iniciada em 1994. Nos empréstimos para empresas, a taxa média de juros recuou 5,2 pontos percentuais ao longo de 2009 e chegou a 25,5% ao ano no mês passado.
A taxa de inadimplência, que corresponde a pagamentos com atrasos superiores a 90 dias, alcançou 5,6% no fechamento de 2009. Houve recuo de 0,2 ponto percentual em relação a novembro, mas teve incremento de 1,2 ponto percentual no ano.
A inadimplência média ficou em 7,8% para pessoa física e em 3,8% para pessoa jurídica. O relatório do BC destaca que os recursos provenientes do décimo terceiro salário contribuíram para melhorar o perfil da carteira de empréstimos a pessoas físicas.
Agência Brasil / Stênio Ribeiro
Edição: Tereza Barbosa
Emissão de cheques sem fundos foi recorde em 2009, revela Serasa
Janeiro 20, 2010
As devoluções de cheques por falta de fundos atingiram 2,15% do total de documentos compensados no país, em 2009. Foi o percentual mais elevado desde 1991, segundo a pesquisa realizada pela Serasa Experian, empresa do setor privado de informações para negócios, softwares e crédito.
O levantamento mostra que as dificuldades em honrar os pagamentos foram mais concentradas no primeiro semestre do ano, quando o mercado ainda sentia o impacto da falta de liquidez provocada pela crise financeira internacional.
Nos seis primeiros meses do ano passado, 2,30% dos cheques compensados não tinham fundos. Apesar da regularização na oferta de crédito no segundo semestre, a inadimplência continuou, ainda que em menor ritmo, atingindo 1,99% das emissões.
De acordo com o assessor econômico da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida, os números sobre a circulação de cheques confirmam que essa forma de pagamento é cada vez menor e que “houve uma piora na qualidade”.
Ele atribui o fato à falta de cautela de alguns segmentos do varejo e à perda de controle orçamentário de alguns consumidores. Para o economista, a inadimplência deve cair neste ano, já que existe projeção de crescimento da economia, com mais geração de emprego e renda.
De janeiro a dezembro de 2009, o volume de cheques compensados foi 11,57% menor do que em 2008 e o total de cheques devolvidos diminuiu em 4,07%. Na análise por estados, o Amapá lidera as devoluções com 10,20%. O estado de São Paulo teve o menor índice (1,64%).
Agência Brasil / Marli Moreira
Edição: Tereza Barbosa
FGTS tem arrecadação recorde de R$ 54,8 bilhões em 2009
Janeiro 14, 2010
A arrecadação bruta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) chegou a R$ 54,8 bilhões em 2009, um crescimento de 12,4% na comparação com 2008. O volume de saques foi de R$ 47,8 bilhões, 12,1% a mais do que no ano anterior.
A arrecadação líquida (diferença entre o que entrou e o que saiu de recursos) foi de R$ 6,95 bilhões, 15,2% a mais do que no período anterior.
As operações de crédito (empréstimos de habitação, saneamento básico e infraestrutura) cresceram 13,1% e somaram R$ 14,1 bilhões.
O ativo total do FGTS fechou o ano com R$ 235 bilhões e o patrimônio líquido (resultado acumulado do lucro das operações com os recursos do fundo) chegou a R$ 31 bilhões.
Os números constam do balanço do FGTS, divulgado nesta quinta-feira (14) pela Caixa. Segundo a instituição, tanto a arrecadação quanto os saques foram os maiores números anuais do fundo.
Agência Brasil / Flávia Albuquerque
Edição: Tereza Barbosa
Crédito deve crescer 20% em 2010, projeta diretor do Banco Central
Dezembro 22, 2009
O volume total de crédito deve chegar a 48% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de bens e serviços produzidos no país) em 2010, um crescimento de 20% na comparação com 2009.
A informação foi dada hoje (22) pelo o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Mário Mesquita, ao apresentar o Relatório Trimestral de Inflação.
Neste ano, a estimativa é que esse volume corresponda a 45,3% do PIB, com crescimento de 16% em relação a 2008.
Segundo Mesquita, a renda melhor e as taxas de juros mais baixas estimulam as famílias a tomar mais crédito.
O diretor disse ainda os bancos privados devem retomar de forma mais intensa a concessão de crédito. Neste ano, durante a crise financeira internacional, os bancos públicos lideraram a liberação de empréstimos.
“É natural que na medida em que esses bancos [privados] sintam-se mais confortáveis com a situação da economia, busquem recapturar fatias de mercados conquistadas pelos bancos públicos ao longo da crise”, disse Mesquita.
As projeções do BC são de que o crescimento do crédito dos bancos públicos será de 29,2%, neste ano, e de 17,1% em 2010. Os bancos privados nacionais devem apresentar expansão de 10,6% em 2009 e de 20,4% no próximo ano. As instituições privadas estrangeiras crescerão, nos mesmos períodos,1,9% e 24,5%.
Segundo Mesquita, neste ano o crédito com recursos livres crescerá 10,8%, e em 2010, 18,3%. O crédito com recursos direcionados (destinados basicamente aos setores rural, habitacional e de infraestrutura) deve ter expansão de 26,9%, em 2009, e de 23,1% no próximo ano.
Fonte: Agência Brasil
Procura das empresas por crédito cai em outubro
Novembro 16, 2009
A procura das empresas por crédito caiu 2% em outubro na comparação com setembro, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (16) pela Serasa Experian. Na comparação mensal, esse foi o terceiro mês consecutivo de queda. Em setembro, o indicador havia caído 0,9% e, em agosto, 4,3%. Na comparação com outubro do ano passado, o recuo foi de 5,6%.
De acordo com os dados da Serasa, apenas as grandes empresas registraram elevação na procura por crédito no mês passado: 1,1% na comparação com setembro. Entre as micro e pequenas empresas houve redução maior na procura por crédito em outubro ante setembro deste ano, de 2%, acima da queda registrada pelas empresas médias na mesma base de comparação, de 1,6%.
Com informações da Agência Estado.
Crédito às empresas tem oitava alta consecutiva
Novembro 4, 2009
O nível de crédito concedido às empresas subiu 0,8% em setembro, na comparação com agosto. Esta foi a oitava alta consecutiva em 2009. Já para a pessoa física, houve redução de 1,2% nas concessões de crédito. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (4) pela Serasa Experian.
Para as empresas, o índice atingiu 99,6 pontos em setembro. Atualmente, o volume de crédito concedido às companhias está 7% abaixo do patamar anterior à crise financeira e gira na casa dos R$ 93 bilhões por mês. A expectativa da Serasa Experian é de que os níveis voltem à normalidade em seis meses.
Com informações do G1.

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