Aumento do desemprego em janeiro foi o menor dos últimos cinco anos, diz IBGE
Fevereiro 26, 2010
O aumento da taxa de desemprego de 7,2% registrado em janeiro, quando comparado ao de dezembro do ano passado, que foi de 6,9%, foi o menor dos últimos cinco anos, segundo o economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo.
“Janeiro é quando geralmente terminam as contratações temporárias do período do Natal. O que surpreendeu é que o aumento foi de apenas 0,4 ponto percentual em comparação com o do ano passado, que foi de 1,6%. Além disso, essa foi a menor variação de dezembro para janeiro em cinco anos”.
O cenário econômico forte foi, na opinião de Azeredo, o principal fator para que o mercado tenha absorvido a mão de obra temporária com mais força que nos anos anteriores.
Segundo o IBGE, existem hoje 21,6 milhões de brasileiros ocupados, sendo que 9,8 milhões com carteira assinada e cerca de 1,7 milhão de desempregados, com base na pesquisa realizada em seis regiões metropolitanas do país: Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Porto Alegre.
Belo Horizonte foi a única região pesquisada que registrou variação significativa no número de desocupados diante dos números de dezembro (18,2%). Em relação a janeiro de 2009, três regiões foram responsáveis pela queda na desocupação: Rio de Janeiro (16,8%), São Paulo (14,6%) e Porto Alegre (24%).
Flávia Villela / Agência Brasil
Nível de emprego recuou 5,3% no ano passado, revela IBGE
Fevereiro 9, 2010
A indústria brasileira demitiu em 2009 o maior número de trabalhadores desde 2002, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a série histórica da Pesquisa de Emprego na Indústria. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (9), o nível de emprego no setor recuou 5,3% no ano passado, com os efeitos da crise econômica internacional, que começou a refletir no país no final de 2008.
Dos 18 setores da indústria pesquisados, apenas um, o de papel e gráfica, teve um ganho no contingente de trabalhadores (7,2%). As demissões ocorreram, principalmente nas indústrias de meios de transportes (-9,8%), máquinas e equipamentos (-8,6%), vestuário (-7,9%), produtos de metal (-9,1%) e madeira (-16,8%). Em nível regional, os estados mais atingidos foram São Paulo (-4,0%) e Minas Gerais (-8,5%).
A coordenadora da pesquisa do IBGE, Isabela Nunes, explicou que a dispensa de empregados foi maior nas indústrias que fizeram ajustes em suas produções no ano passado em função da crise econômica de 2008.
“Essas indústrias estão mais concentradas em São Paulo, Minas Gerais, no Espírito Santo, Rio Grande do Sul e norte do Centro-Oeste, como automóveis, extração mineral e máquinas e eletrônicos, respectivamente”.
Isabela lembrou, no entanto, que a partir do segundo semestre de 2009 a indústria começou a dar sinais de recuperação e que o emprego no setor acompanhou esse crescimento.
“Foram cinco meses de taxas positivas e apenas em dezembro registramos um recuo de 0,6% na comparação com novembro, o que não alterou o quadro positivo”, destacou.
A folha de pagamento do trabalhador da indústria também encolheu no ano passado. A queda foi de 2,8% em relação a 2008. Em dezembro de 2009 o recuo foi de 3,7% em relação a novembro do mesmo ano.
Agência Brasil / Cristiane Ribeiro
Edição: Tereza Barbosa
Taxa de desemprego atinge menor nível do ano, segundo IBGE
Novembro 26, 2009
A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas brasileiras reduziu 0,2% em outubro na comparação com setembro, ficando em 7,5%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o menor índice desde dezembro de 2008, quando estava em 6,8%. A taxa ficou estável na comparação com outubro do ano passado.
Em relação a setembro, o rendimento médio mensal dos trabalhadores ocupados ficou estável, na média de R$ 1.349,70. Na comparação com o mesmo período de 2008, houve alta de 3,2%.
O contingente de desocupados totalizou 1,8 milhão de pessoas no total das regiões pesquisadas. Na comparação com setembro, a queda foi de 2,5%. Já em relação a outubro de 2008, verificou-se crescimento de 0,6%. Em relação à população ocupada, houve estabilidade tanto na comparação com setembro como em relação a outubro do ano passado, ficando em 21,5 milhões de pessoas.
Com informações da Folha Online.
Levantamento do Dieese aponta que desemprego teve leve queda em setembro
Outubro 28, 2009
A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) ficou em 14,4% em setembro. Em agosto, o índice foi de 14,6%.
A pesquisa foi feita nas regiões metropolitanas do Distrito Federal, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo.
O número de desempregados nessas regiões foi estimado em 2.889 mil pessoas, 43 mil a menos do que no mês anterior. Foram criadas apenas 16 mil vagas de trabalho. Já 27 mil postos de trabalho foram fechados.
Em nota, o Dieese afirmou que a relativa estabilidade no nível de ocupação foi um movimento atípico para o período, quando costuma crescer.
Com informações do G1.
Taxa de desemprego cai a 7,7% em setembro, segundo IBGE
Outubro 22, 2009
A taxa de desemprego de 7,7% constatada em setembro no país foi a menor desde dezembro de 2008, quando foram registrados 6,8%. Em agosto, a o índice era de 8,1%. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (22), a taxa de desemprego de setembro é a mesma verificada no mesmo mês do ano passado.
O número de desempregados nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo órgão foi calculado em 1,8 milhão, uma redução de 4,8% na comparação com agosto — o equivalente a 90 mil pessoas a menos. Já a população ocupada permaneceu em 21,5 milhões.
A pesquisa também mostrou crescimento na renda do trabalhador. Em setembro, o rendimento médio real foi de R$ 1.346,70, uma alta de 0,6% na comparação com o mês anterior, e de 1,9% frente a setembro do ano passado.
Com informações do G1.
Desemprego cai em agosto, indica pesquisa
Outubro 1, 2009
A taxa de desemprego caiu de 15% em julho para 14,6% em agosto nas seis regiões metropolitanas analisadas na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pelo Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Segundo a pesquisa, o contingente de desempregados de agosto ficou em 2.932 mil pessoas, 79 mil a menos do que no mês anterior. O nível de ocupação cresceu 0,7%, com a criação de 125 mil postos, enquanto entraram para o mercado de trabalho 46 mil pessoas. O total de ocupados nas seis regiões (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Minas Gerais e Distrito Federal) foi estimado em 17.145 mil pessoas e a população economicamente ativa (PEA) em 20.077 mil.
Em São Paulo, a pesquisa indicou que a taxa de desemprego diminuiu de 14,8% em julho para 14,2% em agosto, com o contingente de desempregados estimado em 1.501 mil pessoas, 63 mil a menos que no mês anterior. Em agosto, foram criadas 73 mil ocupações e 12 mil pessoas entraram no mercado de trabalho.
De acordo com a pesquisa, o número de ocupados foi de 9.068 mil pessoas. O total de assalariados aumentou 1,1% no mês passado, fator associado ao desempenho positivo do setor público que criou 59 mil empregos. No setor privado, o número de assalariados com carteira assinada também aumentou (26 mil).
Os setores que mais contrataram na Região Metropolitana de São Paulo foram serviços, com crescimento de 1,9%, o que corresponde a 94 mil novos postos de trabalho, e outros setores, incluindo a construção civil, com elevação de 0,8%, o correspondente a 8 mil novas vagas. Registraram queda os setores da indústria (1,5%, com eliminação de 23 mil empregos) e comércio (0,4% ou 6 mil vagas a menos).
Os dados demonstram que a redução no desemprego na Região Metropolitana de São Paulo é importante, porque recuperou o nível de emprego que havia sido perdido nos meses anteriores, afirmou o coordenador da pesquisa, Alexandre Loloian. Para o economista, os números verificados nos setores devem-se ao fato de o emprego e a renda terem se mantido. “Essa relativa estabilidade em um momento em que o mundo inteiro está muito abaixo do que estava em igual mês do ano passado tem sido a grande vantagem da economia brasileira.”
Loloian explicou que o setor de serviços, voltado principalmente para o mercado interno, não sofreu quase nada com a crise. A indústria foi o segmento que mais sofreu, por ser voltado para a exportação. “A crise externa, portanto, afetou a produção interna e o nível de emprego na indústria caiu muito”.
O inverso aconteceu com a construção civil, devido às facilidades de crédito e aos programas de governo voltados para a habitação. “O programa novo do governo está surtindo efeitos em termos de contratação de pessoas. As construtoras estão retomando seus investimentos, que tinham abandonado no ano passado com a crise”, afirmou o economista.
Para ele, no restante do ano, a situação pode melhorar um pouco, caso haja melhorias no mercado internacional, no nível de emprego e da renda e se forem mantidos os programas e estímulos que o governo arquitetou para enfrentar a crise, principalmente o crédito tanto para o consumo quanto para as empresas.
“No emprego, não teremos nada maravilhoso, mas teremos melhorias daqui para frente”, afirmou Loloian. Ele ressaltou que, no segundo semestre, a tendência sempre é de aumento do nível de ocupação e de redução da taxa de desemprego. “A expectativa é de que a taxa fique estável, de que não voltemos ao nível do ano passado, mas mantenhamos uma situação que, diante da conjuntura, será um bom resultado.”
Agência Brasil / Flávia Albuquerque
Edição: Nádia Franco
Desemprego fica estável em agosto, com taxa de 8,1%
Setembro 24, 2009
A taxa de desemprego no país ficou praticamente estável e fechou o mês de agosto em 8,1% nas seis principais regiões metropolitanas do país - Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife.
No mês anterior, o desemprego havia sido de 8,0%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o nível de desemprego no país subiu 0,5 ponto percentual, já que em agosto de 2008 a taxa havia sido de 7,6%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revelam, ainda, que o rendimento médio dos trabalhadores ocupados cresceu 0,9% em relação a julho, ficando em R$ 1.336,80. Na comparação com agosto de 2008 a alta foi ainda mais intensa: de 2,2%.
De acordo com o documento do IBGE, o contingente de desocupados ficou estável na passagem de um mês para outro, totalizando 1,9 milhão de pessoas, mas cresceu 7,8% em relação ao mesmo período de 2008. A população empregada, 21,4 milhões, permaneceu praticamente no mesmo patamar observado nas comparações mensal e anual.
O levantamento revela também que o número de trabalhadores com carteira assinada (9,6 milhões) não variou em relação a julho e subiu 2,8% na comparação com agosto do ano passado.
Entre os grupamentos de atividade, o setor que mais contratou na passagem de julho para agosto foi a indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água. No período, houve expansão de 3,9% na oferta de vagas no setor e as contratações ocorreram principalmente em São Paulo (5,8%). Em relação ao resultado de agosto de 2008, a população ocupada na área caiu 3,4% e as demissões superaram as contratações, especialmente em Belo Horizonte (-6,6%).
Na comparação anual, o setor de educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social foi o destaque em termos de contratações, com alta de 3,9%. Na passagem de um mês para o outro, houve estabilidade.
Agência Brasil / Thais Leitão
Edição: Tereza Barbosa
Pesquisa do IBGE aponta que desemprego caiu no Brasil
Setembro 18, 2009
O desemprego em 2008 atingiu a menor taxa desde 2001, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A pesquisa foi feita antes do agravamento da crise financeira.
Segundo o levantamento, a taxa de desocupação passou de 9,3%, em 2001, para 7,2%, em 2008. O índice representa as pessoas que estavam desempregadas na semana da pesquisa, mas procuraram emprego no período. O desemprego foi maior entre as mulheres, ficando em 9,6%, contra 5,2% dos os homens. A pesquisa mostrou ainda que houve aumento de trabalhadores com carteira assinada — 7,1% — gerando elevação nas contribuições para previdência. Dos 94,2 milhões de brasileiros ocupados no ano passado, 52% eram contribuintes.
Com informações do G1.
OCDE alerta que desemprego pode aumentar
Setembro 16, 2009
A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou nesta quarta-feira (16) que o desemprego nos países industrializados atingiu o nível recorde do pós-guerra — 8,5%. Isso corresponde a mais de 15 milhões de pessoas desempregadas desde o fim de 2007.
A OCDE prevê ainda que a situação pode piorar dependendo do ritmo da recuperação da economia, com taxa de desemprego podendo chegar a 10% e 25 milhões de pessoas sem trabalho. Em relatório divulgado nesta quarta, o secretário-geral da entidade, Angel Gurría, pediu que os governos ajam decisivamente para manter programas de estímulo e evitar que a recessão resulte numa crise de desemprego de longo prazo.
Com informações do G1 e Folha Online.
Cai proporção de trabalhadores sem carteira assinada, informa Dieese
Agosto 20, 2009
O número de pessoas que trabalham sem carteira assinada no comércio ainda é expressivo em algumas capitais do país, mas, proporcionalmente ao universo empregado, a informalidade vem caindo. A constatação é de pesquisa divulgada hoje (20) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Cerca de 20% das admissões ainda são informais, embora tenha crescido o número de empregados que têm assegurados todos os direitos constantes na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), entre os quais aposentadoria, seguros previdenciários e 13º salário.
O quadro, referente ao período que vai de 1998 a 2008, consta da quarta edição do Boletim Trabalho no Comércio, feito com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, e em informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese/Seade. Nesse período, o comércio abriu 14.949.931 vagas em caráter formal e, a cada 10 trabalhadores contratados, seis tiveram carteira assinada.
São Paulo foi a cidade com maior proporção de comerciários sem amparo legal, 21,5% do total de 1,028 milhão. No ano passado, 220 mil vagas foram preenchidas por trabalhadores que não tiveram o registro na carteira profissional. Esse total, em termos absolutos, ficou acima do de 1998 (174 mil). Proporcionalmente ao total de contratados com ou sem carteira, incluindo ainda outras formas de vínculo empregatício, houve, entretanto, queda da informalidade, passando de 21,5% para 24%. Ao mesmo tempo, as contratações com carteira aumentaram 55,6%. Eram 459 mil em 1998 e subiram para 715 mil.
À exceção de Porto Alegre, onde a proporção dos sem carteira aumentou de 13,2% para 14%, todas as demais capitais pesquisadas apresentaram melhora das condições para o trabalhador. Na capital gaúcha, os contratos informais aumentaram 58,9%, de 18 mil para 29 mil.
Salvador aparece em segundo lugar na informalidade, mas, comparativamente a 1998, o percentual baixou de 25,3% para 19,4% .No ano passado, dos 139 mil trabalhadores admitidos na capital baiana, 19,4% não contavam com os direitos da CLT, o que representava 27 mil pessoas ante 26 mil, em 1998. Mas, há dez anos, o universo empregado era de 101 mil e, desses, 25,3% estavam fora da CLT..
Em Recife, a proporção caiu de 23,8% para 18,1%, com um total de 29 mil trabalhadores, 07% mais do que há dez anos. Em Belo Horizonte, houve alta de 12,1% em termos absolutos, com 36 mil contratos ante 32 mil, mas, em relação ao total, o percentual caiu de 23,8% para 18,1% .
No Distrito Federal, a proporção passou de 23% para 16,1%, com aumento de 31,3% em termos absolutos. Há dez anos, 16 mil contratos eram informais e subiram para 21 mil. Só que em 1998, 23% do total de contratados estavam sem registro.
Análise técnica do Dieese diz que o comércio usa a informalidade para baixar custos, mas a considera “uma prática antiética, que chega a ultrapassar os limites legais”. Isso, conforme a análise, leva a uma situação de precariedade, em que o trabalhador sem registro acaba recebendo salário menor e cumprindo jornadas mais ampla do que os que têm carteira assinada. Além disso, os que não têm registro permanecem menos tempo na empresa.
Marli Moreira - Agência Brasil

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