Brasil registra o ingresso de US$ 28,7 bilhões em 2009, diz BC
Janeiro 6, 2010
O ingresso líquido de dólares no Brasil atingiu US$ 28,7 bilhões em 2009, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (06) pelo Banco Central. Esta é a maior entrada de recursos desde 2007, quando houve o ingresso recorde de US$ 87,4 bilhões. No ano passado, foi registrada a saída de US$ 983 milhões.
De acordo com o BC, US$ 9,92 bilhões ingressaram no país em 2009 por conta de operações comerciais. Foi o valor mais baixo desde o ano 2000, quando foram registrados US$ 5,62 bilhões. Já os investimentos diretos, as aplicações em bolsa de valores e renda fixa, além das remessas de lucros ao exterior, entre outros, tiveram saldo positivo de US$ 18,8 bilhões na parcial no ano passado. Esta é a maior entrada do segmento financeiro para um ano fechado desde o início da série histórica do BC, em 1982.
Com informações do G1.
Dólares voltam a entrar no país
Novembro 18, 2009
O saldo da entrada e saída de dólares, chamado de fluxo cambial, voltou a ficar positivo neste mês. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central (BC), o resultado positivo foi de US$ 720 milhões, neste mês até a última sexta-feira (13). Na primeira semana do mês, com quatro dias úteis, o saldo havido sido negativo (US$ 1,388 bilhão).
Nos nove dias úteis de novembro de 2008, o saldo foi negativo em US$ 751 milhões.
No segmento financeiro (investimentos em títulos, Bolsa de Valores, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), o saldo ficou positivo em US$ 311 milhões, no mês até a segunda semana. O fluxo comercial (operações de exportações e importações e financiamento ao comércio exterior) ficou positivo em US$ 409 milhões.
Nos dados acumulado de janeiro até o dia 13 deste mês, o fluxo cambial é positivo em US$ 23,576 bilhões, contra US$ 11,798 bilhões registrados no mesmo período de 2008. O fluxo financeiro apresenta saldo acumulado positivo de US$ 13,566 bilhões. O comercial está em US$ 10,010 bilhões.
O BC também informou que foram liquidadas compras no mercado à vista, neste mês, até o dia 13, no total de US$ 1,347 bilhão.
Agência Brasil / Kelly Oliveira
Edição: Nádia Franco
Corte de impostos foi de R$ 100 bilhões nos últimos cinco anos, diz Mantega
Novembro 18, 2009
As desonerações de impostos chegarão a R$ 25 bilhões este ano, totalizando nos últimos cinco anos R$ 100 bilhões, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. As medidas, segundo ele, foram adotadas principalmente para estimular os investimentos das empresas brasileiras.
O ministro lembrou que em 2008, antes da crise, o investimento total na economia brasileira passou de 16% para 19,5% do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com ele, esse valor não é suficiente ainda, mas se não fossem os problemas econômicos enfrentados em 2009, o Brasil chegaria a 21% em 2010.
A uma plateia de empresários, o ministro prometeu que o governo deve adotar medidas para o que chamou de “agenda da competitividade” para enfrentar com países da Ásia. “Não vamos deixar que a indústria seja vencida por uma competição que é desleal. Uma coisa é produtividade. É a competência, que a indústria brasileira tem muita”, disse.
Mantega foi aplaudido ao divulgar estudo do banco de investimentos Goldman Sachs, segundo o qual o câmbio de equilíbrio para o Brasil (o valor do dólar levando em conta a inflação e o nível de produtividade) seria de R$ 2,60 e não o nível atual de R$ 1,70. Com o real muito forte, as exportações ficam caras e os produtos brasileiros deixam de ser competitivos. Mantega, no entanto, se apressou em dizer que o estudo não endossa o que o governo considera câmbio ideal.
“Não sou eu que estou dizendo. O ministro da Fazenda não tem câmbio de equilíbrio. É bom deixar isso claro. Imagine a indústria brasileira com câmbio de R$ 2,60. Venceríamos a todos: a indústria chinesa, a coreana, porque temos um câmbio sobrevalorizado em 50% em relação à moeda chinesa e em 40% em relação à moeda coreana”, disse Mantega, dirigindo-se ao presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto.
Agência Brasil / Daniel Lima
Edição: Enio Vieira
Primeira semana de novembro registra fluxo cambial negativo de US$ 1,38 bilhão
Novembro 11, 2009
A saída de dólares do país foi maior do que a entrada em US$ 1,388 bilhão na primeira semana de novembro, com quatro dias úteis, segundo informou nesta quarta-feira (11) o Banco Central (BC).
Em outubro, foi registrado saldo positivo de US$ 14,598 bilhões, o segundo maior valor da série histórica do BC. O resultado do mês passado foi influenciado pela abertura de capital do Banco Santander, que lançou ações. Este ano, o último saldo negativo no fluxo cambial em um mês ocorreu em março (-US$ 797 milhões). Em novembro de 2008, o saldo também ficou negativo, mas foi menor: US$ 95 milhões.
Essa saída de recursos ocorreu depois de o governo definir alíquota de 2% de Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicações financeiras de estrangeiros em Bolsa de Valores e renda fixa. A medida, que entrou em vigor no dia 20 de outubro, foi adotada em um momento de desvalorização do dólar, com grande entrada de recursos externos no país.
A valorização do real ante o dólar dificulta as exportações brasileiras e facilita as importações de produtos. Segundo o governo, o objetivo da medida é evitar a especulação na Bolsa de Valores ou no mercado de capitais brasileiro.
No segmento financeiro, afetado pela medida do governo, o saldo é negativo em US$ 818 milhões, na primeira semana do mês. Já o fluxo comercial, com dados do comércio exterior do Brasil, ficou negativo em US$ 569 milhões.
De janeiro até a primeira semana de novembro, o fluxo cambial é positivo em US$ 21,468 bilhões, contra US$ 12,454 bilhões registrados no mesmo período de 2008. No acumulado do ano, o fluxo comercial é positivo em US$ 12,437 bilhões e o financeiro, em US$ 9,031 bilhões.
Mesmo com a saída de recursos no início do mês, o Banco Central manteve as compras diárias de dólares. Na primeira semana de outubro, com quatro dias úteis, foram liquidadas compras de dólares no mercado à vista no valor de US$ 507 milhões.
Agência Brasil / Kelly Oliveira
Edição: Nádia Franco
Economia brasileira já saiu da crise, diz Miguel Jorge
Agosto 13, 2009
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, Miguel Jorge, disse há pouco que todos os setores da economia já saíram da crise. Ele falou com jornalistas ao sair da reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), no Ministério da Fazenda.
Segundo o ministro, o crédito deixou de ser a maior preocupação entre os empresários. Em vez disso, declarou, foram discutidos temas como exportações e câmbio. “Se depois de uma crise como esta, voltamos a uma discussão pré-crise, então é muito positivo”, disse o ministro.
De acordo com Miguel Jorge, a crise deixou de afetar todos os setores da indústria. “Alguns setores saíram mais, outros menos, mas a crise já deixou de ser um problema”. O ministro afirmou que os participantes cogitaram a possibilidade de mudar o nome do grupo.
Sobre a queda do dólar nos últimos meses, Miguel Jorge admitiu que o governo não tem muito a fazer para melhorar o câmbio. “Não se pode fazer muita coisa pelo câmbio. Ou temos câmbio flutuante, ou não temos”, concluiu. Para ele, os principais desafios para estimular as exportações são os investimentos em logística e a redução do custo dos produtos brasileiros.
Wellton Máximo - Agência Brasil
Saldo de entrada e saída de dólares do país é de R$ 491 milhões até o dia 24
Julho 29, 2009
O saldo da entrada e saída de dólares do país, fluxo cambial, está positivo em US$ 491 milhões neste mês, até o dia 24, segundo o Banco Central (BC). No mesmo período do ano passado, o fluxo cambial estava negativo em US$ 2,486 bilhão.
Neste mês, até o dia 24, o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) está positivo em US$ 3,176 bilhões. No caso do fluxo comercial, referente às operações de exportações e importações, o resultado ficou negativo em US$ 2,686 bilhões.
Na última segunda-feira (27), o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, explicou por que recentemente o fluxo financeiro está positivo e o comercial negativo, quando geralmente ocorre o contrário. Segundo ele, em 2008 o governo autorizou as empresas a deixarem o dinheiro das exportações fora do Brasil. Mas agora, de acordo com Lopes, as empresas estão usando esses recursos que ficaram no exterior para liquidar contratos de importação que estão vencendo.
Esses contratos têm prazos para fechar o câmbio de 360 dias. Os recursos que ficam fora do país provenientes de exportações entram no Brasil por meio de operações do fluxo financeiro. Outro fator que explica a inversão nos dados é que algumas empresas filiais no Brasil estão fazendo pagamento antecipado de importações para as matrizes no exterior.
De janeiro até a semana passada, o fluxo cambial está positivo em US$ 3,156 bilhões, com resultado financeiro negativo em US$ 6,986 bilhões e comercial positivo em US$ 10,142 bilhões. No mesmo período do ano passado, o fluxo cambial era positivo em US$ 12,448 bilhões.
O BC também informou hoje (29) que neste mês, até o dia 24, foram liquidadas compras da moeda americana pela autoridade monetária no mercado à vista no valor total de US$ 906 milhões. Os dólares comprados vão para as reservas internacionais.
Kelly Oliveira - Agência Brasil
Desvalorização do dólar chega a 4,43% no mês
Julho 28, 2009
O dólar comercial fechou ontem (27) valendo R$ 1,873 para compra e R$ 1,875 para venda, com queda de 1,15% em relação à cotação da última sexta-feira (24). No mês, a moeda norte-americana perdeu 4,43% ante o real, e no ano a perda sobe para 19,60%.
O mercado à vista abriu com negociações do dólar em leve queda devido à percepção de que o fluxo de recursos externos para o Brasil deve continuar positivo em curto e médio prazos. No início da tarde, o pregão registrava cotação de R$ 1,881, com desvalorização de 0,73%.
A tendência de queda se acentuou quando o Departamento de Operações de Reservas Internacionais (Depin) do Banco Central realizou leilão, entre as 14h58 e as 15h08, para a compra diária de dólares para fortalecer as reservas internacionais, que fecharam a semana passada em US$ 210,264 bilhões.
O Depin não divulgou o montante da compra, o que é feito só na semana seguinte, informando apenas que pagou R$ 1,8815 por dólar no mercado à vista de câmbio.
Stênio Ribeiro - Agência Brasil
Fluxo cambial fica positivo em US$ 1,076 bilhão em junho
Julho 9, 2009
O saldo da entrada e saída de dólares do país, fluxo cambial, ficou positivo em US$ 1,076 bilhão em junho, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira(8). Esse foi o terceiro mês seguido de saldo positivo no ano. Em junho do ano passado, o saldo foi negativo em US$ 877 milhões.
O resultado de junho deste ano foi influenciado pelo fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) positivo de US$ 1,223 bilhão, que compensou a saída de US$ 148 milhões das operações da balança comercial.
Em julho, no três primeiros dias úteis (até sexta-feira 3), o fluxo cambial está negativo em US$ 672 milhões, com saldo financeiro positivo em US$ 124 milhões e comercial negativo de US$ 796 milhões.
De janeiro até o último dia 3, o fluxo cambial também ficou positivo em US$ 1,993 bilhão, contra US$ 14,210 bilhões registrados no mesmo período de 2008. No acumulado de 2009 até 8 de junho, o fluxo financeiro ficou negativo em US$ 10,038 bilhões e o comercial positivo de US$ 12,032 bilhões.
Os dados divulgados hoje também mostram que em junho deste ano foram liquidadas compras da moeda americana pelo BC no mercado à vista no valor total de US$ 3,247 bilhão. Em julho, até o dia 8, o valor chegou a US$ 133 milhões. Os dólares comprados vão para a reservas internacionais.
Kelly Oliveira - Agência Brasil
Fluxo cambial do país fica positivo em US$ 661 milhões até o dia 12
Junho 17, 2009
O saldo da entrada e saída de dólares do país - o fluxo cambial – ficou positivo em US$ 661 milhões neste mês até o último dia 12. A informação é do Banco Central.
Nas duas semanas de junho, as operações comerciais (exportações, importações e financiamento ao comércio exterior) tiveram saldo de US$ 866 milhões. Já o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) teve resultado negativo de US$ 205 milhões.
De janeiro até o dia 12 de junho deste ano, o fluxo comercial teve saldo de US$ 13,841 bilhões, e o financeiro registrou resultado negativo de US$ 11,590 bilhões. Com isso, o saldo da entrada e saída de dólares no período ficou positivo em US$ 2,251 bilhões. No mesmo período de 2008, esse valor era de US$ 15,668 bilhões.
O Banco Central também informou que comprou US$ 1,355 bilhão no mercado à vista, nas duas semanas deste mês.
Kelly Oliveira - Agência Brasil
Investidor opta por vender ações “caras” e Bovespa cai; dólar bate R$ 1,94
Junho 2, 2009
As ações brasileiras são negociadas com perdas na jornada desta terça-feira. O investidor prefere vender ações que subiram bem nas últimas semanas, em um dia de agenda econômica mais tranquila, tanto por aqui quanto nos EUA. Pela manhã, a Bolsa oscilou, principalmente após alguns números mais positivos da economia americana. A taxa de câmbio retrai para R$ 1,94.
O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, tem baixa de 0,66%, aos 54.127 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,91 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,22%.
O dólar comercial é vendido por R$ 1,941, em um decréscimo de 0,61% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 277 pontos, número 2,59% acima da pontuação anterior.
Entre as principais notícias do dia, a entidade privada National Association of Realtors (Associação Nacional de Corretores de Imóveis) revelou que as vendas pendentes de casas nos EUA cresceram 6,7% em abril, em sua maior taxa desde outubro de 2001.
E a “novela” do setor automobilístico americano começa a se aproximar de seu desfecho, principalmente após a General Motors ter recorrido ontem ao chamado “Capítulo 11″ (o capítulo da legislação dos EUA para falências). A GM anunciou hoje que chegou a um acordo preliminar para a venda de sua marca Hummer.
Já a Ford Motors, embora em melhor situação que as rivais GM e Chrysler, não passou incólume pela crise: suas vendas tiveram uma queda de 24% em maio, na comparação com idêntico mês do ano passado. Sobre abril, no entanto, houve um incremento de 20%.
O Eurostat (órgão estatístico da União Europeia) informou que a taxa de desemprego na zona do euro ficou em 9,2%, um nível recorde desde setembro de 1999.
No front doméstico, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) apontou que a inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) no município de São Paulo fechou o mês de maio com alta de 0,33%, contra 0,34% na terceira quadrissemana do mês passado.
Folha Online

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