A alta do dólar já foi sentida no resultado da inflação de outubro medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que subiu a 0,45%, após quatro meses de desaceleração, e ameaça o teto da meta estipulada pelo BC (Banco Central), de 6,5% no ano.

Apesar de não ter sido decisiva, a valorização cambial fez com que alimentos como o arroz e o feijão fizessem trajetória inversa a commodities cotadas no mercado internacional. De acordo com a coordenadora de Índice de Preços do IPCA, Eulina dos Santos, é possível que os efeitos do dólar sejam ampliados nos próximos meses.

“Há indícios de certa pressão do dólar em alguns produtos como o arroz e o feijão, que vêm apresentando menor oferta e requerem importação para complementar a oferta. Mas não se pode afirmar que toda a alta da inflação seja em função do dólar”, afirmou.

A taxa acumulada de 6,41% em 12 meses é a maior desde os 6,57% constatados em julho de 2005, e está cada vez mais próxima do teto da meta fixada pelo BC.

Eulina dos Santos chamou a atenção também para alta de 1,27% entre os produtos de vestuário. Segundo ela, pode ter havido também influência do câmbio, já que muitos produtos são importados, principalmente da China.

As carnes também subiram em outubro, com alta de 3,61%, e segundo a economista do IBGE, apresentam movimento de elevação semelhante ao verificado no segundo semestre de 2007. No ano, as carnes aumentaram 20,43%, e nos últimos 12 meses, acumulam alta de 37,75%.

Os alimentos, com alta acumulada de 10,04% no ano, já se aproximam dos 10,79% registrados ao longo de 2007. Eulina dos Santos destacou que as commodities como a soja continuam em baixa e não pressionaram a inflação.

Entre os produtos não-alimentícios, além dos artigos de vestuário, subiram o aluguel residencial (de 0,62% em setembro para 0,86% em outubro), artigos para reparos de residência (de 1,27% para 1,84%), passagens aéreas (de 0,93% para 1,23%) e empregados domésticos (de 0,94% ara 1,11%).

Entre as regiões pesquisadas, as maiores altas foram notadas em Brasília (0,60%), Recife (0,59%) e Goiânia (0,58%). Já o menor índice foi verificado em Belo Horizonte (0,18%). No acumulado do ano, Belém tem 6,64% de alta, seguido por Recife (5,92%) e Porto Alegre (5,65%).

Com informações FSP

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