Com o desafio de aumentar as exportações de produtos de maior valor agregado, o governo gastará até R$ 80 milhões para promover a imagem do Brasil na China.

O valor foi divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que detalharam a participação do país na exposição mundial que ocorrerá em Xangai, na China, no próximo ano.

A estratégia consistirá em reforçar a imagem do Brasil como um país moderno, de instituições sólidas e com legislação ambiental eficiente. Os setores que mais receberão destaque são os de alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos, construção civil e moda de alto luxo. De acordo com a Apex Brasil, tais produtos têm maior potencial de ampliação das vendas.

“A gente quer reverter a imagem de que o Brasil só exporta comida e minério para a China”, destacou o presidente da Apex Brasil, Alessandro Teixeira. “Vamos trabalhar a pujança da economia brasileira e oferecer uma oportunidade para aumentar o conhecimento mútuo e dinamizar as trocas comerciais.”

Para promover a imagem do Brasil no evento, que ocorrerá de maio a outubro do próximo ano, o governo gastará de R$ 70 milhões a R$ 80 milhões. “Esses gastos englobam tanto a montagem do pavilhão como os eventos e as atividades culturais e turísticas”, explicou Teixeira. Segundo ele, uma comissão formada por representantes do Tribunal de Contas da União, da Corregedoria-Geral da União, do Ministério do Desenvolvimento e da Apex Brasil foi enviada à China para planejar a execução das despesas.

Com previsão de receber 70 milhões de visitantes, a Expo Xangai terá participação de 200 países e 48 organismos internacionais. Além da promoção comercial, o evento será dedicado ao debate dos problemas das grandes cidades em todo o mundo. Ao final da exposição, será assinada a Declaração de Xangai, com diretrizes para o desenvolvimento urbano sustentável.

De acordo com a Apex Brasil, o pavilhão brasileiro deverá receber até 2 milhões de visitantes. O espaço também será palco da divulgação da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, caso o Rio de Janeiro seja escolhido como sede da competição.

Obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também serão expostas, mas o presidente da Apex Brasil negou a intenção de captar recursos para os empreendimentos. “Os investimentos do PAC já estão definidos e em operação”, esclareceu Teixeira. “Queremos apenas mostrar o que o Brasil vem fazendo para promover o crescimento da economia.”

O ministro-conselheiro da Embaixada da China no Brasil, Zhu Qingqiao, afirmou que o Brasil representa um mercado de grande interesse para os chineses. “As relações comerciais e econômicas entre o Brasil e a China ainda têm potencial para crescer consideravelmente”, afirmou.

Principal destino das exportações brasileiras, a China superou os Estados Unidos como o maior parceiro comercial do Brasil desde março deste ano. Atualmente, o país responde por 14,8% das vendas externas do Brasil, contra 10,2% dos Estados Unidos.

Nos sete primeiros meses do ano, as exportações para o país asiático cresceram 25,1% na comparação com o mesmo período de 2008. Em julho, no entanto, as vendas para a China caíram 21,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Wellton Máximo – Agência Brasil

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