empregos

Em julho, pelo quarto mês consecutivo, o Brasil apresentou saldo positivo na geração de empregos. Foram criadas 35,9 mil vagas formais no período, que é resultado de 1.167.770 admissões e 1.131.870 desligamentos. Dos 25 subsetores econômicos, 17 empregaram mais do que demitiram. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Ao contrário do mês de junho, que teve a agricultura como grande geradora de empregos, em julho foi o setor da Indústria da Transformação que puxou o bom desempenho, criando 12.594 vagas. Esse número foi puxado pela indústria de produtos alimentícios, que gerou 7.995 postos, e pela indústria do material de transporte, que criou 2.282 postos.

A Construção Civil, que, após 33 meses de saldos negativos, criou 724 vagas formais em julho. A última vez de saldo positivo no setor foi em setembro de 2014, quando tinham sido abertos 8.437 postos.

O setor de Serviços gerou 7.714 novas vagas em junho, especialmente no subsetor de comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnicos profissionais, em que boa parte das atividades está relacionada à construção civil.

O Comércio também teve desempenho positivo tanto no atacado quanto no varejo. O resultado foi um saldo de 10.156 novas vagas. E a Agropecuária também segue gerando empregos formais, com a criação de 7.055 postos a mais em julho, principalmente por causa da cana-de-açúcar e do café.

Apenas oito subsetores apresentaram performance negativa no último mês. Nessa situação, destacaram-se a Indústria da Borracha e do Fumo, com fechamento de 2.318 vagas, os Serviços Industriais de Utilidade Pública, com -1.125 vagas e a atividade de ensino, com 9.774 postos de trabalho a menos, devido à sazonalidade do meio do ano.

Das 27 unidades da federação, o resultado foi positivo em 20, com destaque para São Paulo, Mato Grosso e Goiás. Em termos regionais, o emprego cresceu em quatro das cinco regiões, sendo negativo apenas no Sul.

Foto: Pedro Ventura / Agência Brasília

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