economia verde

De cada quatro reais emprestados a empresas pelos bancos brasileiros, mais de um real vai para atividades ligadas à economia verde, como redução da emissão de carbono, eficiência no uso de recursos naturais e inclusão social. O dado é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que fez um levantamento entre os 15 dos maiores bancos do país. O volume de recursos direcionados para financiamento da chamada “economia verde” chegou a R$ 412,27 bilhões, 27,6% de toda a carteira de empréstimos.

O resultado significa um aumento de 33,4% em 2017, na comparação com 2016, quando foram destinados R$ 309,08 bilhões para esse tipo de empresa. Além do crescimento dos valores, em termos absolutos, a participação dos financiamentos para atividades da economia verde no total de empréstimos dos bancos também aumentou significativamente. Em 2016, esses empréstimos representavam 18,8% de toda a carteira de crédito dos bancos.

O levantamento também acompanha a alocação de recursos em setores potencialmente causadores de impacto ambiental. Neste caso, a evolução do total destinado para financiamentos foi positiva em 4,3% na comparação entre 2016 e 2017: de R$ 605,86 bilhões para R$ 632,03 bilhões. A participação deste tipo de financiamento na carteira total de crédito também cresceu de 36,8% (2016) para 42,3% (2017).

Em relação à emissão de títulos, resultados sugerem uma expansão. De 2016 para 2017, o volume transacionado cresceu 82,9%: de R$ 24,6 bilhões para R$ 45,1 bilhões.

Em 2017, foram captados R$ 8,1 bilhões com a emissão de green bonds, montante 181% superior aos R$ 2,86 bilhões registrados em 2016.

A emissão de debêntures que não foram carimbadas como ‘verdes’, mas que se enquadram nos setores da economia verde também cresceu, de R$ 21,1 bilhões para R$ 33,3 bilhões, no mesmo período.

Comentários

Conheça a Humantech