rotativo

Novas regras do rotativo, regulamentação de aplicativos de transporte, concentração do mercado de crédito e deflação dos preços. Esses são os destaques do nosso podcast da semana. Confira o resumo dessas notícias que preparamos para você ficar por dentro do que de mais importante aconteceu.

Entram em vigor as novas regras do rotativo. A medida faz parte da reforma microeconômica e foi anunciada no fim do ano passado, dando aos bancos pouco mais de dois meses para se adaptarem às regras.

Agora, o consumidor só poderá permanecer no crédito rotativo até o vencimento da fatura seguinte, não podendo mais renovar a cada mês de maneira indefinida. Assim, o limite do crédito rotativo será de apenas trinta dias.

Depois disso, o valor atrasado deverá ser pago ou financiado por meio uma linha de crédito parcelada oferecida pela operadora do cartão, obrigatoriamente com condições melhores do que o parcelado. Na prática, de acordo com o SPC Brasil, uma dívida com taxas de juros que atualmente podem chegar a 490% ao ano é trocada por uma com taxa média de 160%.

De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a medida tem o potencial de reduzir pela metade os gastos com juros em 12 meses.

Ouvido pela Agência Brasil, o diretor econômico da entidade, Miguel de Oliveira, diz que o impacto das medidas sobre os juros só será conhecido nos próximos meses.

“Em primeiro lugar, muitos bancos fixaram taxas bem elásticas, que podem chegar de 1,99% a 10% ao mês, dependendo da instituição financeira e do histórico [capacidade de pagamento] do consumidor. Então, fica difícil saber qual será o efeito efetivo, porque cada consumidor tem uma taxa personalizada, e a gente precisa ver quem não conseguirá pagar a fatura integral”, acrescentou Oliveira.

Em fevereiro, após o anúncio da nova regra, a taxa média do crédito rotativo subiu de 15,12% para 15,16% ao mês, de acordo com uma pesquisa mensal da Anefac. A taxa média do crédito parcelado foi na contramão e caiu de 8,34% para 8,30% ao mês.

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