mobile banking

O mobile banking tornou o canal preferido dos brasileiros para operações bancárias, passando pela primeira vez o internet banking na preferência. Em 2016, as transações por celular representaram 34% do total em todo o país, com um aumento de 14 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. A pesquisa, realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), incluiu 17 bancos que representam 91% dos ativos da indústria bancária brasileira.

O uso do mobile banking quase dobrou em 2016, passando de passando de 11,2 bilhões de transações para 21,9 bilhões. Se considerar apenas as movimentações financeiras, o crescimento foi ainda maior, saltando de 500 milhões para 1,2 bilhão, em uma alta de 140%.

Ainda de acordo com o estudo, no ano passado, foram feitas pelo canal 505 milhões de transferências por TED/DOC ante 60 milhões em 2015, um incremento significativo de 741%. Além disso, os brasileiros pagaram 468 milhões de contas pelo mobile banking, 37% a mais do que o registrado no levantamento anterior.

O número de contas que usam o recurso também apresentou alta: saltou de 33 milhões para 42 milhões. A pesquisa identificou também que 9,5 milhões de clientes do mobile banking são heavy users – utilizam mais de 80% de suas transações bancárias neste canal.

De acordo com a Febraban, o consumidor demonstra mais confiança nos canais digitais, e o setor vem investindo para oferecer cada vez mais funcionalidades e segurança para as transações bancárias.

Segundo a entidade, a pesquisa revelou que o crescimento do mobile também se deve, em boa parte, à migração de operações feitas pelo internet banking e ATMs. O levantamento mostrou que o internet banking é o responsável por 23% do total das transações ante 32% registrados no levantamento anterior. Em 2016, o número de operações bancárias feitas por este canal totalizou 14,8 bilhões, queda de 16% em relação à pesquisa de 2015.

Investimentos em mobile banking

Os bancos brasileiros mantiveram os investimentos em tecnologia. A pesquisa revelou que as despesas e investimentos somaram R$ 18,6 bilhões em 2016, no mesmo patamar dos últimos anos. Desse total, 45% foram destinados a software, 35% a hardware, e 19% a telecom, mesma tendência apontada nos estudos anteriores.

No Brasil, o setor bancário é responsável por 14% dos investimentos e despesas feitas em tecnologia da informação, mesmo percentual gasto pelo governo, e um ponto percentual acima da estatística mundial.
A pesquisa avaliou, pela primeira vez, o nível de desenvolvimento e implantação de tecnologias disruptivas feitos pelas instituições financeiras. Segundo o estudo, 47% dos bancos investem em analytics, 24% em computação cognitiva, e 65% estudam a implantação do blockchain em suas transações.

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