tecnologias disruptivas

A indústria brasileira já sente os impactos de sete tecnologias disruptivas: Inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), produção inteligente e conectada, materiais avançados, nanotecnologia, biotecnologia e armazenamento de energia. Essa é a conclusão de um estudo do Projeto Indústria 2027, idealizado por meio de uma parceria entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Os setores estudados em relação ao impacto das tecnologias disruptivas foram os de agroindústria, química, petróleo e gás, bens de capital, automotivo, aeroespacial e defesa, tecnologia da informação e comunicação, bens de consumo e farmacêutico.

Na primeira fase do projeto, cerca de 40 pesquisadores brasileiros e estrangeiros identificaram e analisaram oito tecnologias de alta relevância para a indústria nacional e mundial e o potencial de impacto para dez setores produtivos brasileiros. A próxima etapa, divulgada até o início do ano que vem, consistirá no detalhamento dos impactos para cada setor.

De acordo com o estudo, a inovação disruptiva com impactos na maior quantidade de setores (química, petróleo e gás, aeroespacial e bens de consumo) são os materiais avançados – novos insumos que permitem o desenvolvimento de produtos inéditos, como itens de vestuário com propriedades de alto desempenho; medicamentos com liberação controlada, materiais para impressão 3D e abertura de novos mercados, como biorrefinaria.

A biotecnologia vem em segundo lugar com impactos atuais em três setores – químico, farmacêutico e agro. Na agroindústria, por exemplo, a tecnologia tem sido usada para aumentar a resistência das plantações às pragas e aumentar a produtividade de rebanhos leiteiros. A promessa é que a tecnologia poderá levar à customização da produção agrícola. Já para a indústria farmacêutica, marcadores genônicos as engenharias genéticas são as apostas para diagnóstico prévio e tratamento personalizado de doenças.

O estudo aponta ainda que as com maior potencial de promover mudanças nos próximos dez anos, para a maioria dos setores, serão a inteligência artificial, a Internet das Coisas e a produção inteligente.

Os usos são os mais variados possíveis: relevante contribuição para a agricultura de precisão, monitoramento de performance de poços de petróleo, uso de drones para entregas e processos logísticos, viabilização de frotas autônomas, monitoramento preditivo de anomalias em aviões e ganho de escala do uso de robôs domésticos.

Também ganhou destaque o potencial de transformação radical vindo da nanotecnologia, que tem múltiplas aplicações em todos os sistemas produtivos, como por exemplo em nanomedicina, nanocosméticos, nanoeletrônica e novos materiais para computação; vestuário e dispositivos flexíveis e vestíveis; sensoriamento para Internet das Coisas; energia como tecnologia auxiliar; e alimentos como tecnologia habilitadora para garantir segurança alimentar e “nanocomidas” (nanofood). Em termos de impacto econômico, estima-se que a nanotecnologia representará um mercado de R$ 174 bilhões até 2025.

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