rotativo do cartão

As mudanças nas regras do cartão de crédito parecem ter surtido efeito na redução de taxas. Os juros do rotativo do cartão (também conhecido como pagamento mínimo) dos principais bancos do país caíram pela metade. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Segundo a entidade, as taxas passaram de 456,6% ao ano em março para 233,9% ao ano em abril. A principal hipótese para essa queda, de acordo com a Abecs, é a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de mudar as regras do cartão.

Antes, o consumidor podia ficar indefinidamente no rotativo do cartão de crédito. Para isso, era preciso pagar apenas o mínimo a cada fatura. Esse procedimento, no entanto, segundo o governo, levava ao superendividamento e a níveis elevados de inadimplência nessa modalidade.

Com as novas regras, o consumidor, a partir dessa nova legislação, passou a ter um limite para ficar no rotativo do cartão de crédito: somente 30 dias. Depois desse prazo, o cliente tem duas opções, ou ele paga a conta à vista ou parcela a fatura em até 24 vezes.

Essa mudança havia sido anunciada pelo presidente da República, Michel Temer, em dezembro do ano passado e se tornou definitiva depois de ser regulamentada pelo CMN – o órgão é responsável por garantir a organização do sistema financeiro.

Entre os maiores bancos do Brasil, a maior taxa, segundo Abecs e Banco Central, é cobrada pelo Bradesco, que chega a 18,91% ao mês. Depois, estão Santander (17,40%), Itaú Unibanco (15,38%), Banco do Brasil (15,21%) e Caixa Econômica Federal (10,70%).

Em relação ao crédito parcelado, também de acordo com informações do Banco Central e da Abecs, o Itaú Unibanco tem a maior taxa, com 8,27% ao mês, seguido de Santander e Banco do Brasil (8,15%), Caixa Econômica Federal (8,6%) e Bradesco (7,35%).

Foto: Marcos Santos/ USP Imagens

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